4 de junho de 2026

Quando deixei de admirar Sebastião Salgado, por Rodrigo Baleia

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Do site de Rodrigo Baleia

Quando deixei de admirar Sebastião Salgado

São várias as críticas que estão sendo feitas na fan page de Sebastião Salgado.

Neste vídeo postado por Marko A Costa na fan page de Sebastião Salgado, o músico e produtor Benjamim Taubkin, fala sobre a perda da independência da cultura pela dependência do financiamento de empresas e de como a cultura fica mais dócil ao ter um patrocinador.

O comentário de Benjamim Taubkin é um belo exemplo sobre o posicionamento do fotógrafo Sebastião Salgado ao assumir a mitigação dos impactos socioambientais ocasionados pelo rompimento da barragem da mineradora Vale/Samarco.

É de senso comum o quanto somos tocados pelo trabalho e as falas de Sebastião Salgado. Ontem mesmo vi em um site de um grande jornal brasileiro se dirigir a ele como o maior fotógrafo do Brasil. Com um título como esse fica difícil se posicionar contra Sebastião Salgado.

Eu, como muitos, também era um admirador do trabalho e do posicionamento de Sebastião, mas isso foi mudando ao vê-lo, buscando a Vale para viabilizar seus projetos fotográficos. Toda e qualquer admiração que tinha por ele foi por água abaixo, ao vê-lo elevando o nome da mineradora em seus discursos em prol das causas socioambientais.

Por anos trabalhei na região norte do Brasil. Em minhas andanças, tomei conhecimento de um lado obscuro da mineradora Vale que iam desde ações do Ministério Publico Federal contra o envolvimento da mineradora com trabalho escravo até destruição da Floresta Amazônica.

Também tive a oportunidade de documentar a recuperação de uma área degrada pela exploração de minério da Vale. Esse trabalho me chamou atenção pois nunca havia visto um trabalho em uma escala tão gigantesca.

Nesta semana ao ver um amigo comentar que Sebastião Salgado estava no Jornal Nacional falando sobre a recuperação da região do rio Doce, eu logo me perguntei porque a ONG de Sebastião Salgado teria que assumir esse papel, quando a Mineradora Vale tem experiência de sobra neste assunto? Que nome seria mais forte para reparar o desgaste de imagem, consequência do rompimento de uma barragem, se não Sebastião, que saiu pelo mundo para falar de sua área recuperada com o financiamento da Vale?

Eu tenho sido relutante em acreditar que isso é real, mas quando vejo o rumo que isso vem tomando, uma única palavra vem em minha mente: greenwashing  (“maquiagem verde”). A maquiagem verde é usada por grandes companhias para encobrir problemas ambientais causados por elas mesmas.

Eu deixo de admirar aquele que o jornal se dirigiu como o maior fotógrafo brasileiro quando ele busca financiamento e discursa para elevar o nome de seu financiador, mesmo esse tendo atitudes tão dúbias e que neste caso foi responsável por centenas de mortes e pelo maior acidente ambiental brasileiro.

Digo que se hoje eu tivesse um livro de Sebastião Salgado, estaria levando o mesmo para livraria de onde comprei e pediria meu dinheiro de volta.

Minha admiração e devoção vai para todos os fotógrafos envolvidos na documentação e difusão desta tragédia no rio Doce.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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57 Comentários
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  1. Renato Lazzari

    19 de novembro de 2015 9:58 am

    O pessoal espera muito de

    O pessoal espera muito de estrelas midiáticas…

  2. arkx

    19 de novembro de 2015 10:13 am

    enlaçados na lama

    a toxicidade da lama do capitalismo de laços brasileiro

    Ramon Cenoura

    Da LAMA ao CAOS acionário

    Nossa equipe multidisciplinar fez este levantamento de quem são os controladores da SAMARCO, empresa que cometeu o maior crime ambiental e do Brasil.
    Infelizmente, nesta linda tarde, só conseguimos desvendar a parte nacional da questão. A empresa BHP Billiton e a Mitsui terão de ficar para uma próxima.
    Resume-se a questão no seguinte: Há um caos de empresas donas de empresas que são donas de outras empresas. Tudo isso para dificultar que responsáveis sejam apurados. Esta trama é comum em todas as grandes corporações de capital aberto. Este é o modo como se desvia capital, burla sistemas financeiros, foge-se das responsabilidades e agrupa-se o poder nas mãos de uns poucos.
    Sites e Fontes: BOVESPA, BRADESPAR, ECONOINFO, PREVI, VALE, BB (banco do brasil), PETROS, CESP.gg

    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=169874976695987&set=a.122816241401861.1073741829.100010204568241&type=3&fref=nf

  3. Pedro A.

    19 de novembro de 2015 10:27 am

    Sebastião Salgado é um

    Sebastião Salgado é um excelente fotográfo. Sabe tanto da parte técnica como tem sensibilidade artística. Tanto é que as fotos dele causam comoção mesmo sendo de temáticas tristes.

    Agora, eu nunca vi ele mexer uma palha para os fotografados. Nunca soube que ele encampou algum tipo de reividicação social, exceto por agora. E, não é a primeira vez que ouço esse tipo de crítica sobre ele. 

    É exatamente o que falta para ele tornar-se uma unanimidade. Se você for numa exposição dele no Brasil, pode ver que muitos nem sabem quem é. Vão admirar as fotografias, mas ficam com um vazio… Como alguém tão sensível, não é “reconhecido”? Falta um quê de legitimidade no trabalho dele. 

  4. João de Paiva

    19 de novembro de 2015 10:27 am

    Como comentei ontem, sobre a

    Como comentei ontem, sobre a poetisa mineira Adélia Prado, que polìticamente tem idéias e posições desprezíveis: podemos admirar o trabalho e o talento de pessoas, sem idolatrá-las. Independetemente de quem o financia, Sebastião Salgado continua a ser um grande fotógrafo; o registro que ele fez e faz das tragédias humanas ficará para a posteridade. Fazer documentários fotográficos custa muito dinheiro; e a Vale foi uma das empresas que se dispôs a financiar o trabalho de Sebastião Salgado.

    Humano que é, Sebastião Salgado não é perfeito. Temos o direito de criticá-lo, pela ambigüidade entre o discurso e a prática sócio-político-ambiental. Mas as incoerências que possamos perceber nele não lhe tiram o talento e as qualidades que, ao longo da vida, já demonstrou possuir.

  5. baader

    19 de novembro de 2015 10:31 am

    sebastiao salgado é um dos

    sebastiao salgado é um dos maiores fotógrafos vivos. seu trabalho revela sua sensibilidade por plantas, bichos e gentes. ele não é fotojornalista, não fotografa modelos em estúdios e acho que não seria capaz de fotografar a destruição da mineradora (eu, por exemplo não consigo ver as imagens do que restou sem me tocar profundamente, prefiro não vê-las). sua obra não será jogada no lixo e a recuperação da sua fazenda é algo que merece aplausos efusivos. cometemos erros ao longo de uma vida longeva, mas com certeza não é por ter um trabalho com a mineradora que deixará frutos (e frutas e insetos e répteis e mamíferos e uma variedade de plantas) que ele deve ser julgado. compartilho da sensibilidade de sebastião e adoraria viver no meio da natureza. para quem se emociona com uma “simples” e solitária formiga ao vê-la nas suas andanças errantes, ler sobre um desprezo a respeito do que o cara já fez, levanta reação. ocorreu o mesmo com Betinho quando acusado de receber dinheiro de bicheiro no Rio para sua obra (inatacável, ou não?). Herbert se redimiu em público pelo fato, depois de revelado. talvez, se achar que deve, sebastião fará o mesmo, pois, claro, não são todos os meios que justificam os fins. no caso em tela, mais argumentos devem ser colocados, é mais complexo (haja vista por exemplo os que dependem da samarco para ter salário. muitos, que não estes, gostariam de ver as mineradoras banidas para sempre, mas a vocação “das” Minas Gerais é essa, por séculos. mesmo com toda garantia, mineração industrial é destruição, mesmo com as migalhas, várias cidades sobrevivem delas. que se faça o correto de acordo com os direitos humanos e ambientais e isso é utopia para uma sociedade que não tem história de cidadania, senão de privilégios e corrupções diárias, na indústria, no comércio e nas relações intersubjetivas).

  6. luka

    19 de novembro de 2015 10:42 am

    Ele é fotografo maravilhoso,

    Ele é fotografo maravilhoso, sem dúvidas, e sou fã. Entretanto quando entendi o propósito dele no JN foi um balde de agua fria. Uma tentativa de promover o causador da tragédia a mártir da solução. 

    Musica melodramática, reporter emocionado e apresentadora dizendo que a Vale estava “disposta” a participar da proposta.. 

    Que vergonha,, 

  7. walter araujo

    19 de novembro de 2015 10:53 am

    O adjetivo poderia ser outro

    O adjetivo poderia ser outro mas, vá lá, um estrategista.

    Salgado viu  cavalo passar selado e… montou.

    Sem correção de rumo pode perder o que as fotos lhe deram.

  8. m_o

    19 de novembro de 2015 10:53 am

    Conflito de interesses…

    “Outras Américas”, “Trabalhadores”, “Retratos” e por fim “Genesis”. Esses são os livros que possuo de Sebastião Salgado.

     

    Eu, como fotógrafo, não posso deixar de considerá-lo um dos melhores fotógrafos não do Brasil, mas do mundo! É fato.

     

    Agora, realmente, a admiração que até então tinha também pela pessoa de Sebastião Salgado, foi-se rio abaixo.

     

    O fotógrafo continuará a ser um dos melhores do mundo para sempre devido ao trabalho aí existente.

     

    Quanto a pessoa Sebastião Salgado e sua esposa e braço direito, Leila, acovardaram-se vergonhosamente perante o dinheiro, aceitando o patrocínio da Vale e pior, mantendo a perceria mesmo ciente de toda destruição e injustiças que a empresa provoca, provocou e continuará provocando em busca do puro e simples lucro.

     

    Fecharam os olhos para todos os males da empresa em troca de dinheiro. Comportam-se exatamente como a Vale. O lucro acima de tudo. Qual a necessidade de se aliar a essa empresa? Nenhuma. Qual projeto de patrocínio que poderia ser negado a Sebastião Salgado? Nenhum.

     

    Sebastião Salgado perdeu a grande oportunidade de chegar ao fim de sua carreira provando aos seus admiradores mundo afora, que ele age conforme o fotógrafo Sebastião Salgado, mas infelizmente, optou por mostrarmos que Sebastião Salgado pessoa não condiz com o fotógrafo.

     

    É conflitante com ele mesmo, assim como a Vale é conflitante entre o que faz e o que tenta passar que faz com patrociniozinhos como esse.

     

    Lastimável que Sebastião Salgado tenho aceitado tal patrocinador e pior ainda, que não tenha rompido com a Vale imediatamente ao desastre e juntado-se a todos aqueles que por décadas acreditávamos ser as prioridades do fotógrafo: o homem e seu meio.

     

    Lamentável.

  9. jasantos

    19 de novembro de 2015 11:02 am

    O homem e o artista
    Já resolvi hà muitos anos esse dilema.

    Faço o seguinte: separo o homem do artista (ou intelectual).

    De Marx a Wagner de Bakunin a Sartre se formos rigorosos demais não sobra ninguém.

    Para mim interessa a obra e só a obra.
    O resto é moralismo pequeno burguês como se dizia no passado.

  10. Gérson Almeida

    19 de novembro de 2015 11:14 am

    Acredito que a vida seja um

    Acredito que a vida seja um pouco mais complexa do que pensa o autor do texto, afinal, a Fernanda Montenegro não é menor como pessoa e nem como atriz porque trabalha na Globo, nem o Chico Buarque porque teve um programa lá com o Caetano, nem o Nassif porque já trabalhou na Folha. São inúmeros exemplos.

    Achar que uma pessoa precisa dedicar sua vida as causas que achamos justas é esperar demais, o que me garante que o autor desse texto recusaria um patrocínio da Vale? Ou do Bradesco que controla a Vale? Tenho certeza que se o Bradesco quiser anunciar aqui nesse blog, o Nassif aceitaria e está certo! É o Bradesco é a Vale, o governo é a Vale, as coisas não são tão simples no mundo, não existe o bem contra o mal como te contavam as historinhas de criança.

  11. jns

    19 de novembro de 2015 11:21 am

    Diatribes ao cubo

     

    Texto eivado de bobagens e enrustido do irrepelente complexo de vira latas.

    O cabra é bom fotógrafo e nunca se arvorou em salvador do mundo.

    Pelamor!

    1. lenita

      19 de novembro de 2015 9:14 pm

      JNS

      Não somos concordes somente nas músicas. O que vc escreveu é exatamente o que penso. Post horrível pelos comentários.

      1. jns

        24 de novembro de 2015 12:46 pm

        Obras de arte

        Da mesma latada estéril

        “Quando deixei de admirar Sebastião Salgado”, por Rodrigo Baleia

              

        O estrondoso sucesso comercial alavancou a publicação de:

        1 – Quando deixei de admirar Luiz Inácio, por Rodrigo Baleia

        2 – Quando deixei de admirar Luiz Gonzaga, por Rodrigo Baleia

        3 – Quando deixei de admirar Jackson do Pandeiro, por Rodrigo Baleia

        4 – Quando deixei de admirar Luther King, por Rodrigo Baleia

        5 – Quando deixei de admirar Mussum, por Rodrigo Baleia

        6 – Quando deixei de admirar Pena Branca e Xavantinho, por Rodrigo Baleia

        7 – Quando deixei de admirar Milton Nacimento, por Rodrigo Baleia

        8 – Quando deixei de admirar Roberto Carlos, por Rodrigo Baleia

        9 – Quando deixei de admirar Messi, por Rodrigo Baleia

        10 – Quando deixei de admirar Nelson Mandela, por Rodrigo Baleia

        11 – Quando deixei de admirar Picasso, por Rodrigo Baleia

        12 – Quando deixei de admirar Beethoven, por Rodrigo Baleia

        13 – Quando deixei de admirar meu bichano, por Rodrigo Baleia

        14 – Quando deixei de admirar minha vizinha popozuda, por Rodrigo Baleia

              

        15 – Quando fui caçar um rola, por Rodrigo Baleia

        Tá no forno!

        Aguardem

  12. saulogeo

    19 de novembro de 2015 11:21 am

    A Fernanda….

    A Fernanda Montenegro ainda não se manifestou?

    Afinal, ela ajudou a vender a imagem de que a “Vale é Brasil”.

    Agora a Vale diz que não tem nada a ver e sim a Samarco.

    O Rio Doce não é federal?

    Cadê os Procuradores?

    Vendemos o minério hoje, mas vamos ficar sem água amanhã.

    Será que compensa?

  13. Marcelo A. O.

    19 de novembro de 2015 11:28 am

    O homem, no mundo, tem o

    O homem, no mundo, tem o direito de às vezes exercer as suas próprias razões.

    Não devemos julgar para não sermos julgados.

    Eu não sei se não faria o mesmo se estivesse no lugar dele, realmente.

  14. José Robson

    19 de novembro de 2015 11:33 am

    Poder e cultura!

    Ao que me consta, a cultura, em sua forma mais ampla de manifestação e, principalmente, de construção, desde sempre esteve atrelada ao poder. Com o passar dos anos é que essa percepção vai se esmaecendo. Daqui a alguns séculos ninguém mais se lembrar de ligar as obras do fotógrafo em questão ao patrocínio da dita companhia. Essa crítica não sobreviverá ao perpassar do tempo.

    Acho um tanto quanto ingênua a indignação que se extrai do ost.

    Está faltando a opinião de André Araújo, sempre lúcido em suas intervenções.

    Texto interessante in

    http://www.historia.uff.br/nupehc/index.php

    Cultura e poder

    Pesquisas | Artigos

    É difícil estabelecer uma única definição de cultura e poder, pois são termos complexos e amplamente empregados na História e nas Ciências Sociais. A relação entre esses dois campos de investigação enfatiza a natureza conflituosa das relações sociais, tanto em termos dos padrões de comportamento quanto de ordenamento social. O poder é um dado intrínseco às relações sociais, afetando a tudo e a todos. Sua natureza relacional apresenta-se, portanto, como um dado fundamental. Nesta perspectiva, a definição de cultura está indissociada da dinâmica das negociações políticas, dos conflitos sociais e das relações de poder nas sociedades.

    Em sentido amplo, pode-se dizer que poder designa a capacidade de produzir determinada ocorrência ou influência intencionalmente exercida por uma pessoa ou grupo sobre as condutas individuais e/ou coletivas. As normas sociais estão vinculadas tanto à cultura quanto ao poder, havendo uma relação de equilíbrio entre ambos.

    É possível assim eleger campos mais específicos na observação de como são travadas as relações, portanto, as negociações e conflitos. Tradicionalmente, tem-se privilegiado com maior empenho as disputas travadas no campo político institucionalizado. Aqui as disputas de poder se valem, por vezes, de certos direitos legalmente (e socialmente) reconhecidos. O poder é assim encarado a partir das relações vivenciadas entre grupos sociais institucionalizados, incluindo o próprio Estado.

    Para além disto, o conceito de civilização empregado por Norbert Elias, tem traduzido a possibilidade de ordenamento social e estatal, que atua tanto na vida privada quanto na vida pública. Outra contribuição de destaque é a de Edward Thompson, em termos de sua observação acerca das formas como cultura e poder têm se articulado na configuração do complexo social e político.

     

  15. jc.pompeu

    19 de novembro de 2015 11:36 am

    [ queimou o filme…] 

    [ queimou o filme…] 

    no contraluz, uma beleza!

    na luz direta, uma tristeza!

     

  16. Herta Scarascia

    19 de novembro de 2015 11:51 am

    Quando deixei de admirar Sebastião Salgado
    Eu deixei de admirar Sebastião Salgado desde sempre. Não gosto de ver pessoas que ganham em cima da miséria dos outros. Para confirmar a minha não-admiração, acabei me deparando com uma exposição dele em Belo Horizonte, onde os funcionários disseram que ele fez um coquetel fechado aos amigos. Até aí, tudo bem. Mas ele PROIBIU todos os funcionário de participarem do coquetel. Isso significa: não comer dos quitutes e não beber das champanhes que ele, gloriosamente, estava oferecendo aos amiguinhos ricos. E mais, alguém que se preocupa com a população pobre e que realmente está interessado na preservação da natureza vai receber apoio da Vale para sua mentirosas ONGS? E ainda por cima morando em PARRÍ? (Paris)? Ora, senhor SS, o senhor é um BLEFE!

    1. will

      19 de novembro de 2015 1:58 pm

      REPLICANTE

      SALGADO E DOCE NÃO TEM LIGA

    2. Klauber Schneider

      26 de janeiro de 2016 12:31 am

      Quando deixei de admirar Sebastião Salgado

      Eu também nunca admirei esse senhor. Não gosto de pessoas que vendem produtos da miséria ou até mesmo ideologias. Parabéns pelo post, Herta Scarascia. 

  17. will

    19 de novembro de 2015 12:49 pm

    Tirando o filtro das lentes e a técnica de revelação

    só sobra a desgraça que ele tanto retrata e ganha dinheiro pra isso.

    1. Jaime

      19 de novembro de 2015 5:52 pm

      É mesmo?

      É mesmo?  https://goo.gl/aJ2ngG

  18. Juliano Santos

    19 de novembro de 2015 12:52 pm

    O Salgado não é unanimidade

    O Salgado não é unanimidade no meio. Há quem o questione inclusive como fotógrafo. De que faria um espécie de glamourização da pobreza. Todo milionário que quer passar por “consciente” tem um livro dele na mesa de centro bem a vista das visitas. João Dória tem?

    Mas não sei, concordo com o comentarista que falou sobre a ambígua relação entre artista e o poder, economico e político. Desde Michelangelo lidando com o Vaticano até hoje.

    E não há como negar a excelência artística da obra do Salgado. O que se questiona é um certo artificialismo. Há relatos de que alguns modelos não são autênticos, que seria montado. Mas isso é boato. No entanto eu pessoalmente prefiro o Miguel Rio Branco, um fotógrafo bem mais visceral. Sua pobreza  não é “posada” e muitas vezes provoca incômodo. Não dá para botar na sala de estar de dondoca “consciente”

    1. L. Souza

      19 de novembro de 2015 1:25 pm

      Falta em Salgado uma

      Falta em Salgado uma característica que creio ser fundamental para elevar a fotografia ao status de arte: um certo elemento surpresa. 

    2. antonio rodrigues

      19 de novembro de 2015 1:52 pm

      Espera ai, Juliano:
      Ou

      Espera ai, Juliano:

      Ou estamos falando de duas pessoas como mesmo nome ou ha algum equivoco.

      Que eu saiba, em todas as casas das “dondocas conscientes” ( ricas, é claro ) estão nas paredes das salas de estar as fotos do Migueldo Rio Branco.

      É chique, esta na moda, como tambem ter quadros do Vick Muniz ( os de chocolate, preferencialmente).

      Não quero dizer com isso que o Miguel não seja um bom artista. Um tanto supervalorizado, como é comum nos dias atuais,mas um bom artista.

  19. Rogério Costa Guiraud

    19 de novembro de 2015 1:18 pm

    O desencantamento da arte

     

    Batedores de panela no horário do JN?

    Se tem alguém que pode construir um atalho entre a tragédia produzida e as atitudes concretas de início e de prosseguimento do que for possível recuperar dos 700km atingidos pelo rompimento criminoso da barragem em Mariana, é Sebastião Salgado.

    O espírito de xerife de estrela e cartucheira dupla de Sergio Moro não está ajudando o Brasil, ou está?

    Então sejamos apenas práticos, enquanto, apenas do tempo, não se pode esperar todo o processo necessário a ser realizado desde já, desde ontem, desde sempre.

    Não será o governo, não será a mineradora, não será o povo brasileiro que conseguirá, sem Sebastião Salgado, dar o encaminhamento rápido e eficiente a tudo que teremos que ver realizado, e Sebastião Salgado é a pessoa que poderá falar na rede Globo e arregimentar apoios que poderão levar, sem pessoas como ele, anos para se articularem em torno dos esforços que, agora, precisamos fazer.

    Da parte da maioria de nós o silêncio e a atitude crítica responsável ajudará mais do que essa ‘boa intenção’ infernal que este nosso país tem se aprimorado.

    Salgado fala que uma foto dele de 1/1000s exposta em uma página de revista resume anos de trabalho e esforços ou que uma exposição inteira com dezenas de fotos mostram apenas uma fração de segundo, somadas todas as fotos.

    Se nós não podemos entender o significado desta fração, que procuremos escrever e, de preferência, fazer algo mais pragmático do que se propõe o grande fotógrafo brasileiro realizar, assim, quem sabe seremos mais úteis!

    Sugiro, por exemplo, que exijamos que os culpados sejam responsabilizados pelos danos causados, ressarcindo todos os custos da recuperação pelos próximos 50, 100 ou duzentos anos e que, nos prazos legais, respondam à Justiça Brasileira de acordo com o que ela pode condená-los.

    Assim estaremos previnindo o futuro de país como um todo.

    Afinal quem matou dolosamente ou não, tem que pagar pelo crime, e não e nunca Sebastião Salgado.

  20. Malú

    19 de novembro de 2015 1:31 pm

    Fico aqui cismando, como

    Fico aqui cismando, como dizia minha avó, como é frágil a admiração, o reconhecimento que se tem pelas obras dos outros. Se realmente reconheciam nele, de verdade, um grande fotógrafo, por que retirar o reconhecimento diante do que fala ou faz o autor? As obras dele são verdadeiramente boas ou não são, não existe isso de o que ele fez ficar inutilizado porque falou isso ou aquilo, ou então o reconhecimento era pelos prêmios ganhos e pelo reconhecimento dos outros e não pelas obras. Por que não entrar na página dele e fazer uma discussão em alto nível com ele tentando fazer com que ele veja que o que propos não é o melhor caminho? Não, já vão jogando no chão um trabalho de uma vida toda. Infelizmente, estamos na era do pega-mata-esfola sem dar o direito do outro se defender. Se por último restar que o que propõe é ruim mesmo, ao menos preserve a obra do sujeito. Estamos involuindo.

    1. Flaviano

      24 de novembro de 2015 1:18 am

      Pudor

      Pode-se admirar o rebento, mas indiscreto é levantar o véu que cobre sua origem.

  21. Joel Neto

    19 de novembro de 2015 1:32 pm

    Pra desopilar

    Sal, eu gosto! Agora quem aconpanhar essa tragédia em Mariana verá:

    Quanto rouba os honestos das ongs ambientalistas .

  22. sergio ribeiro

    19 de novembro de 2015 1:40 pm

    Pelo que entendi

    Pelo que entendi, Salgado está buscando financiamento da Vale para tentar a recuperação da área perdida.

    E o que muitos querem é que a empresa arque com o prejuízo monstruoso que fez. Não dá no mesmo?

    Entendo apenas que a empresa não pode ser louvada como se estivesse fazendo algum benefício.

    Quanto a Salgado, sua obra é inquestionável, seja na técnica ou no conteúdo. Seus trabalhos trazem muita reflexão quanto às tragédias do mundo e à necessidade de tomarmos iniciativas para solucioná-las.

    Não há nada de romântico no sofrimento do mineiro de Serra Pelada segurando o fuzil do guarda, ou dos imigrantes arriscando a vida no Mediterrâneo.

  23. will

    19 de novembro de 2015 1:46 pm

    via conversa afiada

    No DCM, texto de Kiko Nogueira:

    Sebastião Salgado, a Vale e o Jornal Nacional

    Seja qual for a quantia que a Vale paga para patrocinar Sebastião Salgado, é pouco diante do serviço de relações públicas que ele presta.

    Salgado, seguramente um dos melhores fotógrafos do mundo, foi cobrado por sua parceria com a mineradora depois do desastre na barragem de Mariana (a Vale é controladora da Samarco).

    A empresa é patrocinadora dele desde, pelo menos, 2008. Banca o Projeto Gênesis, um ambicioso registro de uma volta ao globo por 32 regiões extremas. “É sobre um planeta intocado”, diz ele. Para a Vale, no site oficial, é “uma ilustração artística do compromisso com o desenvolvimento integrado nas comunidades em que atua (…). O projeto mostra que a coexistência harmônica entre o homem e a natureza é primordial para o equilíbrio”.

    Mais: “Um hino visual à grandeza e à fragilidade da Terra”.

    Depois da catástrofe, porém, Salgado não rompeu com a antiga parceria. Veio ao Brasil (ele mora em Paris) para tentar emplacar uma iniciativa bacana: a criação de um fundo para recuperar as nascentes do rio Doce. Reuniu-se com Dilma e com outras autoridades.

    Quem vai bancar? A Vale, se Deus quiser.

    A ficha corrida da corporação é barra pesada e isso não é novidade. Recentemente, recebeu de ativistas o título de “pior empresa do mundo” por causa de suas relações trabalhistas, impactos no entorno e as chamadas pegadas ambientais (aqui uma boa matéria sobre esses estragos).

    Na África o cenário é triste. Há três anos, um choque entre a polícia da Guiné e trabalhadores da mineradora deixou seis manifestantes mortos. Em dezembro de 2013, mineiros de carvão em Moçambique invadiram a sede para cobrar o pagamento de indenizações por terem perdido as casas em obras das minas. E um longo etc.

    Salgado funciona como um brilhante escudo ético para a Vale. A prova de que ela é “sustentável”, dando dinheiro para esse tipo de empreendimento com um artista ligado a causas nobres.

    Na maratona de entrevistas que anda concedendo, Salgado apareceu no Jornal Nacional. Ernesto Paglia — dono do sotaque paulistano mais caricato que o das nonna do Bixiga, que não existem, e Adoniran Barbosa juntos — foi até a ONG de Salgado em Aimorés.

    Ele repetiu novamente o mantra de que “aprendeu a nadar naquele rio”, falou do reflorestamento, das nascentes. Paglia, num momento de pieguice extra, sobre um fundo musical hediondo, ajoelhou-se à frente de um fio d’água e suspirou, depois de passar umas gotinhas na calva: “Um pouco de esperança aqui, jorrando no meio dessa matinha”.

    No final, uma Renata Vasconcelos com os olhos marejados, ainda com o eco da música melosa, arrematou: “A Vale afirmou que tomou conhecimento da criação do fundo proposto pelo fotógrafo Sebastião Salgado e que está disposta a apoiar, no que for possível, a recuperação do Rio Doce.” Viva!

    SS tem o direito inalienável de ser bem remunerado por sua obra  — de resto, grandiosa. Mas é realmente necessário, a essa altura, permanecer associado a uma companhia que detona, para começar, a natureza de seu próprio estado há décadas? Que sentido tem isso?

    Como escreveu Drummond:

    O Rio? É doce.
    A Vale? Amarga.
    Ai, antes fosse
    Mais leve a carga.

    (Ou o velho Macca: boy, you’re gonna carry that weight a long time).

  24. Fr@ncisco

    19 de novembro de 2015 2:16 pm

    Quem Precisa de Rótulo …

    Salvo engano, a obra de Salgado não visa beatificá-lo e, pelo que se sabe, o dito cujo jamais apresentou-se candidato. 

    O cidadão Sebastião Salgado, pode ora, tanto ser aplaudido, quanto apupado e mesmo ignorado, em suas manifestações e preferências, públicas ou não, como outro cidadão qualquer. Afinal, ao correr da vida, somos doces, salgados e insossos, ao olhar do outro, pois normais e plurais. Quem precisa de rótulo é produto e quem rotula…. é quem mesmo?    

  25. Rui Daher

    19 de novembro de 2015 2:57 pm

    Ontem,

    ouvi, na rádio USP, longa entrevista com esspecialista, creio que da UFRJ (peguei quando já tinha iniciado) que fez mestrado e doutorado na Alemanha, contando haver soluções racionais e rápidas para o desastre. Várias vezes reforçou a necessidade de as providências não ficarem a cargo do governo ou empresas. Podem executar, apoiar, como empreendedores, mas sempre sob supervisão da sociedade. Seus argumentos eram fortíssimos. Quem sabe SS não é uma dessas peças necessárias. O que tem a ver ser patrocinado pela Vale? Há como hoje escapar de grandes patrocinadores, mesmo quem perpreta merdas eternas?

  26. arkx

    19 de novembro de 2015 5:07 pm

    enlaçados na lama (2)

    a origem da tragédia ambiental: a toxicidade da lama do capitalismo de laços brasileiro:

    a causa da tragédia ambiental: 13 anos de lulismo e não se fez auditoria da privatização da Vale.

    quando deixarão de admirar Lula?

  27. arkx

    19 de novembro de 2015 7:11 pm

    enlaçados na lama (3)

    2013: incapazes de compreender a irrupção do novo nas manifestações de Junho.

    2014: incapazes de lutar nas ruas contra o estado de exceção implantado pela FIFA e a mega apropriação do orçamento público pelas grandes empreiteiras brasileiras.

    2015: incapazes de reconhecer na lama tóxica da Vale o colapso não apenas de um modelo econômico e político, mas de todo um modo de se viver.

    agora: incapazes de participar do parto do novo na ocupação das escolas estaduais em SP e no movimento secundarista por todo o Brasil.

    não confie em ninguém com mais de 30 anos. nação zumbi: da lama ao caos. 

    .

  28. André Oliveira

    19 de novembro de 2015 9:05 pm

    A critica do autor desse post

    A critica do autor desse post é perfeitamente coerente. Eu mesmo fiquei perplexo na época, quando soube que o Projeto Gênesis seria patrocinado pela Vale. Salgado é o maior fotógrafo documentarista e jornalistico do mundo, sem a menor sombra de dúvidas, e não tem concorrente. Mas negociar o patrocínio de uma mineradora para um projeto cujo objetivo era documentar os lugares do planeta onde a natureza não foi ainda tocada pela mão do homem tem em si um conflito inconciliável, quando é sabido que a mineração é, de todas as atividades humanas, a mais destrutiva para o meio ambiente. Em especial a mineração a céu aberto como é praticada pela Vale tanto em Carajás quanto nas suas operações mais antigas em Minas. A atividade mineradora vai deixando um deserto no rastro de sua passagem, a vida desaparece por inteiro.

    Esse episódio apenas revela um lado pouco realista, romãntico,  do fotógrafo. Ele não deve se dar conta do enorme jogo de interesses que podem orbitar em torno de seus projetos. 

  29. lenita

    19 de novembro de 2015 9:30 pm

    Deus meu !

    Será que entrei no jornal errado ? Após ler o post e alguns comentaristas, eu gostaria de saber : Qual a diferença entre o post  e a revista Veja ?  Nenhuma. Assassinar reputações, de grandes Brasileiros. somente pq ele é patrocinado pela Vale? Que antes foi considerada a melhor empresa do setor no mundo. Só pode ser inVEJA no duro. Fazem isto com Pelé, fizeram com o Tom Jobin, fazem com o Lula. Este complexo não desgruda mesmo. Falar mal do Sebastião Salgado, até me fez conhecer um tal de BALEIA, que já ganhou seu minuto de fama. Arre!

     

    1. Hcc

      26 de novembro de 2015 3:05 pm

      Concordo

      Não entendi este desespero de querer atingir o fotógrafo. Parece coisa da revistinha do esgoto. Que faz aqui?

  30. arkx

    19 de novembro de 2015 9:45 pm

    enlaçados na lama (4)

    caro Sebastião Salgado,

    da próxima vez que estiver com Dilma, dê uma declaração pública exigindo auditoria na privatização da Vale e imediata reestatização da empresa.

    abraços

     

    p.s.: imagems formatadas no editor de texto do post para 310×165.

  31. Matias

    20 de novembro de 2015 1:06 am

    SALGADO é o RIO DOCE

    Primeiro mais amor frente a uma disgraça deste tamanho (Rio Doce)

    Dois, isto é um assunto “federal” mas tambem  estadual e do povo brasileiro e das victimas da disgraça.

    Tres , é claro que  é irresponsabilidade  criminal (  vidas humanas e natureza)da”  Vale”do Rio Doce e da empresa autraliana.

    Quatro, Salgado demostrou ao mundo provas em branco e preto da injustiça “humana” e isto com muito

    esforço pessoal. Reconhecimento  a pessoa de talento  com valores nobres.

    Cinco, Salgado pode e tem defeitos humanos,  ele sabe que é prisioneiro quando se compromete com

    o “mecenato” duma da mais grande empresa extrativista do planeta mas ele nao foi cumplice da Vale

    no Projeto Genesis, ele deixa seus negativos para as geraçoes que terao que reconstruir o Planeta.

    Seis,  o Salgado provou que ele é capaz de reconstruir a Terra. Ambiçao? Narcisismo? pouco importa,

    o feito em pequena escala (nem tao pouca!) o Instituto Terra provou!

    Sete, Salgado na sua edade ele pula numa oportunidade de grande tamanho (dum Portugal em territorio),

    e nao sao muitos que veriam para recuperar o que pode ser recuperado do Rio Doce, muitos estaram para

    roubar. Ninguem pode acusar a Salgado de ladrao e ele nao deixara que   venham para roubar. Ele uma

    figura da sociedade civil credivel que pode organizar o resgate do Rio Doce, como articulador geral  da

    Missao Federal da Republica  do Resgate do Rio Doce.

     

    Numa sociedade necessitamos muitos Salgado mesmo com os seus defeitos, ele melhorou deixando 

    os defeitos da sua juventude e com a idade tranformou algumas jovens qualidades em defeitos mas adquirendo

    algumas sabedorias  o que ele esta disposto a demostrar.

    ( eu sou uma pessoa que nao conhece Sebastiao Salgado mas que ama a Terra e o Brasil).

    1. Fabio Viero

      21 de novembro de 2015 7:10 pm

      Você leu o texto? Tente
      Você leu o texto? Tente deixar de lado o fato que você é fã do Sebastião Salgado e pense sobre o que foi discutido na crítica. O projeto Genesis é só mais um greenwashing e ele é cúmplice sim da vale quando aceita o dinheiro dela tanto para seu trabalho quanto para recuperar essa área foi “trazida de volta a vida” pelo Instituto Terra. Área aliás que é da fazenda que pertencia a ele. Mas não é preciso muita explicação. A lógica é simples. Se eu luto contra queimadas é no mínimo questionável que eu receba dinheiro da Queimadas S.A. que trabalha para aprimorar os métodos de queimadas.

  32. gilberto_58

    20 de novembro de 2015 11:28 am

    Patrulhamento anos 70

    Eu realmente não entendo a farsa deste patrulhamento que o nosso grande Sebastião Salgado está sofrendo. O cara tem um projeto de recuperação ambiental de fazendas seculares há muitos anos, que desmataram e desertificaram áreas imensas. Ele inclusive adquiriu mais áreas rapinadas com este intuito de recuperação. A região em que situa-se este seu projeto é área também de atuação da Vale. Por que não conciliar a grana e a obrigação que a empresa tem em recuperar áreas degradadas com o projeto do artista? Por que tem que haver sempre esta ruptura entre as “boas intenções” e o capital, que é indispensável para que estas aconteçam? Por que o nosso grande artista subitamente é taxado de ingênuo, ou pior, oportunista por estar sendo “manipulado” por uma empresa no qual tem contatos até anteriores à da privatização? Os nossos inimigos tem nomes e endereços muito claros, não entrem na onda da caça às bruxas que eles terceirizam para boa parte do nosso povo.      

     

  33. Claudio Vereza

    21 de novembro de 2015 6:41 pm

    Sebastião Salgado

    O Instituto Terra foi criado por Sebastião Salgado e Lélia em 1998, em Aimorés/MG, onde ele nasceu, bem depois dele ficar famoso como fotógrafo, a partir da Fazenda Bulcão, de sua família. Atua em três linhas: reflorestamento, educação e pesquisa. Conta com recursos do FunBio, SoS Mata Atlântica, Fundação Natura, Fundo Estadual de M. Ambiente/MG e, mais recentemente, bem antes do estouro da lama, vem atuando em convênio com o governo do ES. É um projeto de grande sucesso e referência- basta visitar a fazenda e verificar. 

    Assim, independentemente de patrocínio para fotografias , é referência em recuperação na Bacia do Rio Doce! 

    E vem abominando o desastre das barragens e contribuindo para as possíveis saídas frente aos imensos impactos! 

    A mobilização e organização popular será e já está sendo fundamental para – colocando as responsabilidades devidas à Samarco/Vale/Bhp e associados – um caos de ramificações! – gerarem-se soluções!

    Santo? Ele não é candidato!

    1. Thais Ferreira

      23 de novembro de 2015 1:26 pm

      Apoio

      Parabéns Claudio Vereza,

      Tenho acompanhado algumas reportagens sobre o assunto e acho que todos os trabalhos realizados para recuperação do Rio serão bem-vindos. De fato, é preciso haver uma coordenação séria e forte para que concetrar todos os esforços em ações!!!

      Parabéns Sebastião Salgado pelo trabalho!

      Sinto pela colocação do Rodrigo Baleia.

  34. Renato Cesar Ferreira de Souza

    22 de novembro de 2015 12:05 am

    Erro

    Desculpe, seu texto é muiuto bom. Verifique se é “se não” ou “senão”. É só sugestão. ok?

  35. Nina Lys Nunes

    23 de novembro de 2015 1:13 pm

    Quantas árvores você plantou hoje?

    Quem quer faz, que não quer arruma desculpa. 

    Eu deixo só uma pegunta ao autor: Quantas árvores você já plantou na sua vida?! 

    Vamos valorizar a vida!

     

  36. Jose Geraldo Fardin

    23 de novembro de 2015 2:26 pm

    Esdrúxulo comentário

    Primeiro vemos pela pobreza e depois pela idiotice. Vamos por parte. Temos que parar de atirar pra todo canto pra ver se pega em alguém, e depois, por que voce que o critica tanto não sai na frente e vai assumir o que o Sebastião Salgado assumiu?? Vai pra imprensa, a famosa midia marrom e mostra as supostas falcatruas e assume a lidarença, mostre sua proposta e faça com o dinheiro do seu bolso. Pois se acha que ter participação de empresas é expúrio, deveria bancar os custos sozinho. Tem mais ainda, quem é a Vale, senão uma empresa com donos como o GOVERNO, além do Bradesco, de FUNDOS de PENSÃO de ESTATAIS???? Longe de estar aqui defendendo a Vale, ou qualquer outra, mas relutando contra a idiotice de alguns contra o privado. Vamos lá fecha a Vale, a Samarco, e bota milhares de familias sem emprego, bota o país sem divisas pois o sustento deste paizinho é justamente commodities que o minério faz parte ENORME Além disso tem mais, quem tem a obrigação de fiscalizar, senão o governo??? e que sabemos não fiscaliza e ainda mais corrompe empresas as obrigando a dar grana para campanhas do partido do governo e seus cupixos?? Isso tem um custo alto, senão vejamos: a queda do avião da TAM, deslizamentos de encostas, enchentes, e agora este desastre. Quem deve pagar por isso são as empresas envolvidas, e quem não fiscalizou. Ainda temos que: qual o motivo de o presidente da Agencia de Fiscalização, indicado pelo governo, para gerir e ficalizar as empresas, pediu demissão, por motivos particulares, e sumiu??? Por que ele não vem a público explicar?? e Sobre o Sebastião Salgado, se ele tem ou faz algo errado, o que eu não sei, denuncie e mostre as provas, e que seja punido pelos possíveis erros cometidos.

  37. Cassio Tonsig

    23 de novembro de 2015 3:43 pm

    Baleia assassina!

    Baleia tentando, e para usar o alvo como escada, um assassinato de reputação manjado, raso e oportunista?

    A inveja é mesmo feita de muita merd@. Baleia força para dar a entender que SS está tentando acobertar a Vale. 

    Sebastião Salgado tem profunda ligação com o vale do Rio Doce e seu trabalho toca o mundo. Ele não depende da Vale.

    Sebastião Salgado está vestindo a própria pele e, disposto, envolvendo-se com força neste grande problema que os mineiro têm pela frente (décadas?!). Ele mostrou, na sua obra e na sua vida, do que é feita a sensibilidade e a honestidade dos mineiros do vale, e a coragem de poucos para liderar (arriscando a pele!) numa frente de trabalho e união de pessoas.

    — Sr. Baleia, faça melhor, doe seu livro para uma biblioteca pública. Ou será que nem essa contribuição estaria disposto a fazer?

  38. Licléia

    23 de novembro de 2015 4:10 pm

    E o que nós fazemos?

    Até onde sei, independente de quem financiou, Sebastião Salgado vêm há anos recuperando áreas de matas e nascentes.

    Não vejo que o Sebastião Salgado tenha assumido a mitigação dos impactos socioambientais causados pela Samarco. Vejo que ele usou esse crime ambiental para colocar em prática aquilo que ele já vinha fazendo, mas numa escala bem maior: recuperar um rio (assim como tantos outros) que já estava doente há muito tempo.

    E você, quantas árvores já plantou na vida?

    Vc tem carro, eletrodomésticos, eletrônicos, utensílios de cozinha, ferramentas? Mora em uma casa que tem ferro na sua estrutura? Adivinha de onde vem os minérios utilizados em todos esses objetos?

    Antes de criticarmos os outros seria bom se fizessemos uma autocrítica do nosso consumo e de nós mesmos. O que estamos fazendo para ajudar o meio ambiente? O que estamos fazendo para diminuir o consumo de minérios?

    É mais importante recuperar áreas degradadas, ou não fazé-lo, pois o dinheiro vem de quem ganha bilhões destruindo grandes áreas? Mostre uma solução para recuperar grandes áreas sem aceitar esse dinheiro?

     

  39. Licléia

    23 de novembro de 2015 4:19 pm

    E o que nós fazemos?

    Até onde sei, independente de quem financiou, Sebastião Salgado vêm há anos recuperando áreas de matas e nascentes.

    Não vejo que o Sebastião Salgado tenha assumido a mitigação dos impactos socioambientais causados pela Samarco. Vejo que ele usou esse crime ambiental para colocar em prática aquilo que ele já vinha fazendo, mas numa escala bem maior: recuperar um rio (assim como tantos outros) que já estava doente há muito tempo.

    E você, quantas árvores já plantou na vida?

    Vc tem carro, eletrodomésticos, eletrônicos, utensílios de cozinha, ferramentas? Mora em uma casa que tem ferro na sua estrutura? Adivinha de onde vem os minérios utilizados em todos esses objetos?

    Antes de criticarmos os outros seria bom se fizessemos uma autocrítica do nosso consumo e de nós mesmos. O que estamos fazendo para ajudar o meio ambiente? O que estamos fazendo para diminuir o consumo de minérios?

    É mais importante recuperar áreas degradadas, ou não fazé-lo, pois o dinheiro vem de quem ganha bilhões destruindo grandes áreas? Mostre uma solução para recuperar grandes áreas sem aceitar esse dinheiro?

     

    1. Taciana Ramos Luz

      26 de novembro de 2015 9:11 am

      Perfeita o seu texto, estou
      Perfeita o seu texto, estou cansada de gente medíocre como o autor deste texto. Que só sabe reclamar com argumentos simplistas e não faz nada, absolutamente nada.

    2. Igor Sperotto

      26 de novembro de 2015 1:22 pm

      Concordo plenamente com o teu comentário

      Excelente o comentário. Só o que falta agora é direcionar o foco para criticar quem trabalha pela recuperação de grandes áreas ambientais.

  40. Marcia Barbosa

    23 de novembro de 2015 7:42 pm

    confusão entre talento e ideologia

    Admiro S Salgado porque ele faz fotografias que movem as pessoas. Ele tem talento. O artigo acima sugere que o talento dele advém da temática o que é um equívoco. Gaughin era um pintor de talento, apesar de ser um péssimo marido e pais, Feynmann era um físico brilhante, mas era machista.

    Ter talento  não requer ser ideologicamente correto.

    Ser ideologicamente correto não significa que se tem talento.

  41. martos

    25 de novembro de 2015 5:26 pm

    O consorcio que a vale do rio

    O consorcio que a vale do rio doce faz parte, construiu uma hidréletrica em Aimóres-MG. Para construir essa hidrelétrica tiveram que desviar o leito do Rio Doce que passava pela cidade, deixando o Rio Manhuaçu cheio de bosta e mosquito para os moradores, os pescadores e pequenos produtores que utilizavam o rio ficaram prejudicados. A linha de ferro corta a cidade para transportar o minério até o ES e deixava as casas todas com poeira de minério deixando as pessoas doentes. A vale construiu viadutos sobre as linhas e instalou grandes chuveiros para molhar o minério antes do trem entrar na cidade. Os moradores perderam o Rio Doce que banhava a cidade que faz um calor de 40 graus para cima. Essa é a vale do Rio Doce mais muito amargo.

  42. Hcc

    26 de novembro de 2015 3:09 pm

    Quanta bobagem. E ódio.

    Que ataque mais idiota, ao fotografo e à Vale. Ódio é coisa da revistinha do esgoto, que tal se ele escrevesse lá? Pelo menos eu nãi ia ter o desprazer de ler. Lí pouco.

  43. NICKNAME

    28 de novembro de 2015 12:42 am

    nem li, basta o título: demorou.

    como fotógrafo, fotografia, vi exposição lado a lado: não chega aos pés do humanista e realmente artista Cartier-Bresson.

    Tudo bem: pode ter valor pra militâncias. O que sempre estreita a arte (embora tenha valor).

    Se enganou tarde, meu filho.

  44. HELIO CARVALHO

    25 de janeiro de 2016 7:18 pm

    Sebastião Salgado

    É curioso como após a criação da figura do “monstro sagrado”, tudo ficou mais difícil nesse país. Eles são intocáveis.

    As fontes que dão origem aos princípios morais e políticos secaram. Raramente alguém escreve com um mínimo de decência quando faz crítica a alguma “celebridade”, e se o faz é logo execrado em rede pelos amigos do sistema, dadas as práticas demasiadamente livres do governante de plantão.

    Isto é uma vergonha!

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