4 de junho de 2026

Bolsa sobe 0,86%, amparada por bancos e exterior

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Jornal GGN – A bolsa brasileira fechou em alta pelo segundo pregão consecutivo, em dia marcado pelo baixo volume de negociações por conta das desconfianças com o cenário político e econômico no Brasil. Contudo, a melhora das operações no exterior e o ganho dos papéis do setor financeiro ajudaram o índice a seguir no azul.

O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou as operações em alta de 0,86%, aos 47.247 pontos e com um volume negociado de R$ 5,590 bilhões. Agora, o índice acumula ganho de 3,01% no mês, mas perde 5,52% no ano e 7,82% no período de 12 meses.

No mercado internacional, o rali das bolsas proporcionou mais um dia de ganhos, principalmente no Japão e na Europa. “Os investidores aguardam por mais medidas de estímulos desses bancos centrais para afastar a deflação que paira sobre as economias. A apreensão em relação às consequências econômicas do atentado terrorista faz com que os investidores redobrem a aposta em uma nova redução da taxa básica de juros (atualmente em -0,2%) na reunião de dezembro do Banco Central Europeu (BCE) e Banco do Japão (BoJ)”, dizem os analistas do BB Investimentos, em relatório. Nos Estados Unidos, entretanto, o movimento não se repetiu, com os investidores acreditando que o momento da primeira elevação de juros em uma década vai finalmente chegar

Em dia de indicadores de inflação, arrecadação federal e estabilidade do dólar, a Bovespa manteve-se em alta durante todo o pregão, de carona no bom humor do mercado internacional. O ganho foi diretamente influenciado pelas ações da Petrobras e dos bancos: as ações do Bradesco (BBDC4) ganharam 3,73%, a R$ 22,50; as do Banco do Brasil (BBAS3) se valorizaram 1,79%, a R$ 17,61; e as do Itaú Unibanco (ITUB4) subiram 0,7%, a R$ 28,61. Já as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) avançaram 0,78%, a R$ 7,76, e os papéis ordinários (PETR3) subiram 0,43%, a R$ 9,42,

Por outro lado, as ações da Vale voltaram a fechar em baixa. As ações ordinárias da mineradora (VALE3) perderam 3,52%, a R$ 14,52, e as preferenciais (VALE5) recuaram 3,44%, a R$ 12,07.

No câmbio, a cotação do dólar comercial fechou praticamente estável, com queda de 0,04%, a R$ 3,817 na venda. A publicação de dados econômicos nos Estados Unidos acabou por influenciar o ritmo das operações no mercado, uma vez que os preços aos consumidores nos EUA subiram em outubro após dois meses seguidos de queda, com aumento no custo da gasolina e de uma série de outros bens.

Os investidores continuam acreditando que o ciclo de alta dos juros no país deve começar na reunião programada para dezembro, mas sinais mais claros a respeito poderão ser vistos na leitura da ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que será publicada nesta quarta-feira.

No Brasil, as atuações do Banco Central ajudaram o dólar a se manter estável, em um dia marcado pela votação de questões importantes relacionadas ao ajuste fiscal. A autoridade monetária realizou um leilão de venda de até US$ 500 milhões com compromisso de recompra -que não tem objetivo de adiar contratos já existentes. O BC também continuou com a rolagem dos swaps cambiais (equivalentes à venda futura de dólares) que vencem em dezembro. Até agora, o BC rolou o equivalente a US$ 6,491 bilhões, ou cerca de 60% do lote total, que corresponde a US$ 10,905 bilhões.

Para quarta-feira, os agentes aguardam a publicação do índice IBC-Br de atividade econômica referente ao mês de setembro, o fluxo cambial semanal, e o índice de confiança do empresário industrial que será publicado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). No exterior, além da ata do FOMC, os agentes esperam os dados de construção de novas residências e licenças para novas construções nos Estados Unidos, além da balança comercial do Japão referente ao mês de outubro.

 

 

(Com Reuters)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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