4 de junho de 2026

No final de semana, alunos ocupavam 19 escolas paulistas

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Enviado por Leo V

Da Rede Brasil Atual

Sobe para 19 número de escolas ocupadas contra reorganização de Alckmin

Mobilização já consegue reverter mudanças em algumas unidades, segundo balanço divulgado pela Apeoesp

Balanço feito neste sábado (14) pelo Sindicato do Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) da mobilização de alunos e professores contra a reorganização da rede estadual de ensino, que pretende fechar 94 escolas, mostra que subiu para 19 o número de escolas ocupadas na rede de ensino. Na sexta-feira (13), eram 15 escolas.
 
A Apeoesp também informou que já podem ser verificadas mudanças no projeto de reorganização em função da mobilização das comunidades.
 
Na EE Diadema, a primeira escola a ser ocupada, conseguiu-se o esforço conjunto do movimento e Defensoria Pública, com a Apeoesp. Ficou definido que haverá um processo de discussão com a comunidade escolar para definição do futuro da escola. A ocupação permanece.

 
Em Piracicaba, a EE Augusto Melega não será mais fechada. “Juntamente com a comunidade mobilizada, conversei com o Dirigente Regional de Ensino e mencionei o caso ao próprio Secretário Estadual da Educação, fazendo com que a escola, muito necessária para a aquela comunidade, fosse mantida”, diz a presidenta da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel.
 
A EE Professor Pio Telles Peixoto, uma das que foi ocupada pelos estudantes, não vai mais ter retirado o ensino fundamental. Por esta razão, está em processo de desocupação.
 
Outro exemplo é a EE Professor Otávio Martins de Souza, em Franca, que chegou a ser ocupada pelos estudantes, com apoio de professores e pais e manterá o ensino médio, que seria extinto na unidade. Mais um exemplo encontra-se na Zona Oeste. A EE Antônio Emílio de Souza Penna não mais perderá o ensino fundamental, mas a comunidade continuará mobilizada para que não sejam restringidas as matrículas no próximo ano.
 
Escola José Lins do Rego
 
O professor Edivan, espancado e preso ontem (14) na reintegração de posse levada a cabo pela polícia sem autorização judicial, divulgou hoje (15) nas redes sociais depoimento em favor da continuidade da mobilização.
 
“Minha dor é a dor que corrói as entranhas de uma sociedade doente, onde defender o justo, o correto, o digno e o óbvio constitui um crime. Não invadi a escola. Não destruí uma ponta de lápis do patrimônio público. Não estimulei violência de qualquer natureza. Não me satisfez ver sangue num espaço que deveria estimular sonhos. Amo a profissão que abracei. Amo a possibilidade de dialogar com vidas, de estimular seus potenciais, seus sonhos e seu desejo inalienável e sagrado de ser feliz”, afirmou o professor.
 
“O que me dói, de verdade, no corpo e na alma, é ser um educador num estado em que a educação pública agoniza e se debate em medidas paliativas, implementadas de forma unilateral e autoritária. Agradeço imensamente a todos que de um modo ou de outro externaram apoio e solidariedade num momento tão difícil. Agradeço o carinho de colegas, país e estudantes que tanto amo. Que o retrocesso e o obscurantismo não encontrem morada nestes dias em que fomos agraciados com a vida”, concluiu.
 
Confira a relação de escolas que estão ocupadas:
 
EE Diadema – Diadema – Desde 9/11
 
EE Fernão Dias Pais – Pinheiros – Desde 10/11
 
EE Godofredo Furtado – Pinheiros – Desde 13/11
 
EE Dona Ana Rosa de Araújo – Morumbi – Desde 13/11
 
EE Castro Alves – Vila Mazzei – Desde 12/11
 
EE Silvio Xavier – Piqueri – Desde 13/11
 
EE Salvador Allende Gossens – Desde 11/11
 
EE Cohab Inácio Monteiro – Cidade Tiradentes – Desde 13/11
 
EE Professora Heloisa Assunpção – Osasco – Desde 12/11
 
EE Antonio Manoel Alves de Lima – Santo Amaro – Desde 13/11
 
EE Carlos Gomes – Campinas – Desde 13/11
 
EE Valdomiro Silvleira – Santo André – Desde 12/11
 
EE Professor Oscavo de Paula e Silva – Santo André – Desde 13/11
 
EE Antonio Adib Chammas – Santo André – Desde 13/11
 
EE Elizeti de Oliveira Bertini – Embu das Artes – Desde 13/11
 
EE José Lins do Rego – Jardim Ângela – Desde 13/11
 
EE Comendador José Maluhy – Vila Nair – Desde 13/11
 
EE Suely Machado da Silva – Franca
 
EE Professor Pio Telles Peixoto – Vila Jaguara – Desde 13/11

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  1. Odonir Oliveira

    16 de novembro de 2015 10:56 am

    Vou a São Paulo: insuportável!

    NÃO SUPORTO ISSO.

    Cenas de uma polícia aviltando jovens e professores, inclusive fisicamente, por quererem estudar e trabalhar em suas escolas.

    INACREDITÁVEL, INACEITÁVEL, INSUPORTÁVEL!

    VÍDEO: https://www.facebook.com/naofechemminhaescola/videos/1493271007634528/

     

    1. Wilton Santos

      16 de novembro de 2015 12:17 pm

      É capaz de dizerem que a culpa pela agressão foi do professor…

      É capaz de dizerem que a culpa pela agressão foi do professor e que quem saiu machucado foram os policiais…

      1. Odonir Oliveira

        16 de novembro de 2015 1:02 pm

        Enquanto fecha escolas, Alckmin institui perdão fiscal a grandes

        Enquanto fecha escolas, Alckmin institui perdão fiscal a grandes empresas

         

        Após confirmar o fechamento de 94 escolas da rede pública estadual, o tucano agora concede desonerações fiscais para grandes organizações de R$ 15 bilhões em ICMS das empresas neste anoEnquanto fecha escolas, Alckmin institui perdão fiscal a grandes empresasBRASIL#ModoTucano Foto: Agência Brasil

        Por: Agência PT, em 30 de outubro de 2015 às 15:07:58

        Geraldo Alckmin (PSDB-SP) tem mostrado qual a sua prioridade à frente do governo do estado de São Paulo. Após confirmar o fechamento de 94 escolas da rede pública estadual, o tucano agora concede desonerações fiscais para grandes organizações de R$ 15 bilhões em ICMS das empresas neste ano, segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias.

        O montante representa 11,3% da arrecadação total do tributo. Em 2014, o incentivo era de 9,9% do ICMS.

        Os benefícios têm como alvo as grandes organizações, pois são vedados às pequenas empresas.

        “A remissão e anistia previstas nesta cláusula não abrangem os débitos fiscais relativos ao Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – Simples Nacional”, segundo informa o texto do convênio.

        Além de aumentar o percentual de renúncia, o governo paulista incorpora a figura do “perdão de tributos” à sua agenda estratégica de benefícios às empresas.

        Essa é a principal novidade incluída no convênio 117/2015 do ICMS, no qual o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) autoriza o estado a instituir programa de parcelamento de débitos fiscais.

        “A escolha por ampliar a isenção do ICMS para as maiores empresas indica que o estado está usando o orçamento público, que no momento atual é absolutamente pressionado, para compensar a queda de faturamento de algumas empresas, porque há uma crise, a empresa está vendendo menos, então, se dá uma compensação por meio da isenção de um tributo importante, que é o ICMS”, afirmou o professor de economia da Unicamp Guilherme Mello.

        Segundo Mello, se esse mesmo dinheiro, em vez de isenções tributárias, fosse para a área social, ou para uma obra de infraestrutura, que cria emprego e renda, haveria como efeito uma maior dinâmica econômica.

        “É um gasto ruim”, diz o economista referindo-se à renúncia fiscal, “porque não vai proporcionar a dinâmica econômica necessária, não vai aumentar a produtividade, não vai aumentar o investimento na economia, nem o nível de emprego. Então, é um gasto de baixa qualidade”, disse.

        “É uma opção que o governador Geraldo Alckmin fez de aumentar os seus gastos para garantir a rentabilidade das empresas e diminuir os gastos sociais que têm maior efeito multiplicador”, ressaltou.

        Mello destaca que “em geral, o efeito disso é muito pequeno, é provisório, porque a real retomada da empresa depende da retomada da economia como um todo, então, você tem um gasto tributário que não se reverte em aumento de emprego, aumento do investimento, aumento da renda”, afirma.

        PT- Brasil Atual

         

        1. Odonir Oliveira

          16 de novembro de 2015 1:19 pm

          APEOESP- Ação contra Alkmim (Do Viomundo)

           

           

          Apeoesp entrará com ação contra governo Alckmin pelo fato de a PM desrespeitar decisão judicial e usar violência contra professor e estudantes

          por Conceição Lemes

          Na sexta-feira 13, o juiz Luís Felipe Ferrari Bendite, da 5ª Vara da Fazenda Pública , suspendeu todas as reintegrações de posse de escolas da rede estadual de São Paulo. Foi uma decisão liminar à ação impetrada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo — Apeoesp. Atuaram no mesmo sentido o Ministério Público e a Defensoria Pública do Estado.

          A Polícia Militar (PM), no entanto, não respeitou a decisão judicial.

          Nesse sábado à tarde 14, a PM desocupou de forma violenta a  Escola Estadual José Lins do Rego, na Estrada do M’Boi-Mirim, Guarapiranga. Alunos e professores foram agredidos e o professor Edivan, preso, como mostra o vídeo acima.

          Maria Izabel Noronha“Desde 2010, quando o governador era José Serra (PSDB) e os policiais espancaram os professores em manifestações, a PM não agia assim com a gente”, lamenta Maria Izabel Noronha,  presidente da Apeoesp.

          Provavelmente os policiais acreditavam na impunidade, porque era final de semana e a escola da periferia. O que não contavam é que hoje, graças à internet e aos celulares, vídeos podem ser gravados e postados quase instantaneamente.

          “Nesta segunda-feira 16, nós vamos entrar com ações contra o Estado pelo fato de a PM do Alckmin desrespeitar decisão judicial e usar a violência contra professor e estudantes”, avisa Izabel Noronha.

          “A liminar do juiz vale para todas as escolas, inclusive a Escola Estadual Diadema, cuja reintegração de posse estava prevista para esta segunda-feira”, avisa.”Tanto que, ontem mesmo [sábado, 14], nós peticionamos ao juiz de Diadema, informando-o da decisão da Justiça.”

          A decisão do juiz Luís Felipe Ferrari Bendite derrubou também  liminar que o governo Geraldo Alckmin (PSDB) havia conseguido na Justiça contra a Apeoesp, responsabilizando-a pelas ocupações. Para cada escola ocupada, foi estabelecida uma multa de R$ 100 mil. Considerando que hoje estudantes já ocupam 20 escolas, a multa já estaria em R$ 2 milhões.

          “Foi mais uma tentativa do Alckmin criminalizar a Apeoesp”, afirma Izabel Noronha. “O governo não consegue entender que foi uma decisão autônoma dos estudantes. O que nós fizemos foi, após cada ocupação, buscar proteger os meninos e meninas, da truculência da PM do Alckmin.”

          PROFESSOR JÁ FOI LIBERADO. DIADEMA CONVOCA PARA ATO NO DIA 19

          EdivanO professor Edivan, que é muito querido pelos estudantes, já está em casa. Hoje a página Não fechem a

          minha 

      2. Odonir Oliveira

        16 de novembro de 2015 1:09 pm

        A fala do colega professor, Edivan Costa (agredido)

        (Professor brutalmente espancado pela  policia do Governador Alkmin na ocupação da escola  José Lins do Rego, no Jardim  Ângela)

         

        NÃO É O CORPO QUE DÓI.

        Por Edivan Costa

        Não é o corpo que dói. Não são os braços marcados pelas algemas. Não é a cabeça inchada pelos golpes… E nem é a dor da vergonha por sair algemado como um criminoso num carro da polícia… Algo que em tempos que o tempo não me deixa esquecer, prometi aos meus pais que jamais aconteceria. Minha revolta nem é contra a PM… Contra policiais, trabalhadores que se veem convertidos a engrenagens de um sistema cruel que converte trabalhadores em algozes de trabalhadores. Minha dor é a dor que corrói as entranhas de uma sociedade doente, onde defender o justo, o correto, o digno e o óbvio constitui um crime. Não invadi a escola. Não destruí uma ponta de lápis do patrimônio público. Não estimulei violência de qualquer natureza. Não me satisfez ver sangue num espaço que deveria estimular sonhos. Amo a profissão que abracei. Amo a possibilidade de dialogar com vidas de estimular seus potenciais, seus sonhos e seu desejo inalienável e sagrado de ser feliz. Há tão poucas décadas reconquistamos o direito a voz que pode dizer… Há tão poucas décadas nossas escolas puderam provar o gosto doce da liberdade, da criticidade e do debate democrático. Que a nossa geração não permita que isto morra… Que escolas sejam espaços de diálogo, de debate, de tensões (a unanimidade é perigosa)… Que a comunidade escolar (estudantes, professores e gestores) possam construir …E construção meus amigos , não é silêncio, não é cerceamento, não é intimidação. O que me dói, de verdade… No corpo e na alma… É ser um educador, num estado em que a educação pública agoniza… E se debate em medidas paliativas, implementadas de forma unilateral e autoritária. Agradeço imensamente a todos que de um modo ou de outro externaram apoio e solidariedade num momento tão difícil. Agradeço o carinho de colegas, país e estudantes que tanto amo! Que o retrocesso e o obscurantismo não encontrem morada nestes dias em que fomos agraciados com a vida! Muito Obrigado!

        Estou bem e em casa.

        Vida que segue …Luta que não pode retroceder!” 

         

        http://www.renatuchoa.com/news/nao-e-o-corpo-que-doi/

  2. drigoeira

    16 de novembro de 2015 11:52 am

    Vou falar…

    A blindagem dupla e de titânio do governador vai durar e muito ainda.

    É capaz dele sair como mocinho desta história toda aí.

  3. mcn

    16 de novembro de 2015 12:01 pm

    Alckmin errou FEIO

    No caso Pinheirinho, supunha-se que quer as imagens de violência iriam ficar pra sempre marcadas na biografia do governador. Mas, não. Favelado apanhando não comove a classe média e o governador foi reeleito em 1º turno.

    Agora é diferente. Fechar escolas e colocar a polícia para bater em criança é uma imoralidade. Até minha sogra, que vota no PSDB desde sempre, me disse que gostava do Alckmin antes (honesto, cristão, trabalhador) e agora não gosta mais por conta disso.

    No fundo, há uma questão econômica que não é transparente. O Estado de SP está quebrado ou em vias de, e a equipe de governo está cortando custos onde pode e onde não pode, na Saúde, na Educação, na expansão do Metrô.

    O fracasso da gestão tucana em SP é um marco do fracaso do liberalismo brasileiro. Não tinha como dar certo e não deu.

  4. Sergio Saraiva

    16 de novembro de 2015 12:01 pm

    O erro do mecânico que não leu Maslow.

    Qual nota dar a um governo, quando são os meninos que dão aulas de democracia e cidadania ao governador e ao secretário da educação?

    Eu sou ex-aluno do Vocacional do Brooklin, a atual Escola Estadual Oswaldo Aranha, aqui em São Paulo. A esquina da Rua Pensilvânia com a Avenida Portugal tem para mim um significado pessoal, faço uma viajem a mim mesmo todas as vezes que passo por lá.

    Foi lá que a Ditadura me ensinou a marchar antes de ter-me ensinado a resolver equações de primeiro grau. Mas foi lá também que eu aprendi a resolver as tais equações e outras. Foi lá também que eu aprendi que tinha a liberdade de entrar ou não em sala de aula e a responsabilidade de assumir as consequências do uso dessa liberdade, nas provas bimestrais. E eu entrei para assistir as aulas, na maioria das vezes.

    Foi lá, em determinado momento, que as meninas passaram a exercer sobre mim uma atração irresistível. Foi lá que eu aprendi que um time de futebol é um pequeno exército onde somos todos “brothers in arms”. Foi lá que aprendi que um cigarro pode conter muito mais que nicotina, conter toda a transgressão.

    Eu sou em grande parte o que o Vocacional do Brooklin fez de mim. Eu pertenço a ele e ele pertence a mim.

    Essa introdução personalista foi-me necessária para refletir sobre o que ocorre hoje na educação paulista, retratado na reação e na resistência à “reorganização escolar” proposta pelo governo Alckmin.

    Atrás de uma proposta pedagogicamente defensável, escolas por ciclos únicos de estudo, foi identificada imediatamente a mais valia – alunos alocados pela capacidade máxima das salas de aula, fechamento de escolas “ociosas” e redução de custos operacionais, a demissão do corpo docente como consequência. Conceitos de gerência de produção utilizados na educação – otimização do uso de recursos e do espaço com valor agregado. Nada mais natural para um sistema educacional que já usa o conceito de “FIFO – first in, first out” para promoção dos alunos.

    A confiar-se nos números oficiais, 94 escolas seriam fechadas e 311 mil alunos seriam afetados pelas transferências. Não se impressionem, não é significativo. Segundo o Censo Escolar de 2014, o Estado mantém algo próximo a 3,8 milhões de alunos, não considerando o ensino municipal e o profissionalizante, distribuídos em 28.718 escolas.

    Se não os números, o que então explica a épica reação dos alunos ocupando suas escolas em protesto? A Folha de São Paulo trouxe em manchete que as escolas foram invadidas. Os alunos invadiram suas escolas tanto quanto eu invado a minha casa todas as vezes que volto a ela. Mas a Folha é a Folha e o rabo preso da Folha é o rabo preso da Folha.

    Simples. Sem prejuizo de ser consequência de arrogância e prepotência no trato das relações públicas, é o resultado do erro de dois homens que não dominam os conceitos necessários para exercer as funções e os cargos que ocupam. 

    Já dizia o poeta: “… gado a gente marca, tange, ferra, engorda e mata, mas com gente é diferente”.

    Uma escola é mais que uma escola, ela é um dos elementos que formam a identidade de cada um. Ela supre a nossa necessidade de pertencimento. Como a nacionalidade ou nossa filiação afetiva a um time de futebol também suprem. Maslow explica.

    Os alunos estão lutando para preservar o que os faz sentir eles próprios, estão lutando para não ser tornarem “apátridas”.

    Como isso não foi considerado? Como uma decisão dessas, a de sacar uma pessoa de seu lugar e enviá-la sem seu consentimento a outro lugar no qual ela não tem suas referências, pode ser tomada seguindo uma lógica vertical, “top-dow”?

    Vários são os motivos desse erro.

    Um deles é considerar o cidadão como um subordinado. Os alunos não eram cidadãos, eram subordinados, deveriam tão somente obedecer às ordens dadas pela “autoridade superior”. Não é outra a razão de a polícia ter sido enviada às escolas ocupadas e não o dirigente de ensino. A polícia mediando uma questão pedagógica e de gestão escolar é sintomático de um governo que perdeu a sensibilidade social.

    A educação como um caso de polícia. A polícia pedagógica e a pedagogia do cassetete e do spray de pimenta. Uma característica dos governos do PSDB.

    O artigo primeiro da Constituição Federal, que determina que todo poder emana do povo e em seu nome ou por ele é exercido, significa o que para o governador Alckmin?

    Outro motivo é a escolha do homem errado para comandar a Secretaria da Educação. O atual secretário da educação é um engenheiro mecânico. Ex-reitor da querida UNESP, uma visita aoseu perfil nos mostra um acadêmico com sólidas formação e produção, mas na disciplina de resistência dos materiais. Qual seu conhecimento dos conceitos de pedagogia, de didática e de prática de ensino? Um homem assim já leu Paulo Freire – “Pedagogia da Autonomia”? Qual o seu posicionamento em relação aos pensamentos de Emilia Ferreiro, Piaget ou Vygotsky? O que entende de gestão escolar? Alguma vez desenvolveu um PPP – planejamento político pedagógico, onde se considera a escola e sua comunidade antes de se elaborar um plano de ensino? Raciocina como engenheiro ou como educador?

    No entanto, e paradoxalmente, há muito o que se tirar da atual situação. Em educação, tudo é caminho.

    Os alunos estão recebendo uma educação pela pedra e pela luta, e assim, aprendendo e ensinado uma nova lição. Generosos, os garotos estão dando uma aula de democracia e cidadania ao engenheiro que não leu Maslow e ao governador que parece buscar ser um gerente eficaz no lugar de ser um bom político; médico anestesista por formação, não leu Aristóteles.

    Aprenderão a lição?

    Quanto ao engenheiro, não sei. Quanto ao gerente, tenho poucas esperanças. Quanto aos alunos, tenho certeza.

     

    PS1: a Secretaria da Educação paulista é useira e vezeira na aplicação da mais valia. Contrata professores temporários com cláusula de “duzentena”. Para quem não está familiarizado com o termo, significa que o professor perde o vínculo com o Estado ao final do ano letivo e não poderá ser contratado no ano seguinte. Sem vínculo, não há custos trabalhistas e previdenciários para o Estado. É o boia-fria da educação. Professores concursados devem bancar os custos dos exames médicos admissionais. A mais valia chega ao paroxismo da discriminação, mesmo aprovados em concurso, professores gordos foram reprovados na perícia médica. Seria uma medida preventiva como forma de reduzir custos futuros com problemas de saúde. Isso, em uma empresa privada, levaria o gestor de RH a dar explicações a Justiça do Trabalho.

    PS2: aulas de reposição serão ministradas na Oficina de Concertos Gerais e Poesia.

  5. Wilton Santos

    16 de novembro de 2015 12:11 pm

    Interessante como no PIG isso não vira notícia…

    Interessante como no PIG isso não vira notícia, apenas uma pequena nota de rodapé. Para os “jornalões” é apenas uma amenidade que não deve ter relevância alguma. Uma fofoca sobre a vida extra conjugal de uma sub-celebridade tem mais destaque do que a revolucionária iniciativa dos alunos paulistas.

  6. aliancaliberal

    16 de novembro de 2015 1:05 pm

    O governador vai editar uma

    O governador vai editar uma MP que cria uma multa de 5 746 00 r$ para quem ocupar espaços publicos.

  7. Jair Fonseca

    16 de novembro de 2015 2:51 pm

    Truculência pouca é bobagem.

    Vídeo das agressões a professores e estudantes da EE José Lins do Rego. Borrachadas, spray de pimenta e espancamentos em geral, ostentação de armas, prisões. Há outro vídeo, que ainda não achei, em que policiais imobilizam um professor caído no chão, e que não se debatia, pisando com aquelas “botinhas” nas pernas dele.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=N3dHcw_TrcY%5D

     

     

  8. Leo V

    16 de novembro de 2015 4:10 pm

    URGENTE!

    PM AGRIDE ESTUDANTES PARA IMPEDIR OCUPAÇÃO EM ESCOLA DA ZONA NORTE DE SP
    http://www.passapalavra.info/2015/11/106858

    Os jovens relatam que cerca de 4 policiais, um deles identificado como Cabo Hamilton, já entraram com truculência no pátio, armados com pistolas e sub-metralhadores, encostaram todos os alunos na parede e bateram na cabeça de três jovens contra o muro, além de ameaçarem a todos verbalmente. Um dos garotos, de 16 anos, foi agredido com tapas no rosto e golpes de cassetetes nas pernas.

  9. Antonio C.

    16 de novembro de 2015 8:45 pm

    Comentário.

    Errei gravemente ao dizer que o PSDB é um partido sem proposta.

    A proposta está aqui.

     

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