4 de junho de 2026

França identifica primeiro suspeito pelos atentados

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Da Carta Capital

 
Francês de 29 anos é um dos responsáveis pelos ataques na França. Diversas prisões ocorrem na Bélgica
 
As autoridades francesas identificaram o primeiro dos terroristas responsáveis pelos ataques em Paris, na sexta-feira 13. O homem é o francês Omar Ismaïl Mostefai, de 29 anos, que estava envolvido no ataque da casa de espetáculos Bataclan. Ele era conhecido pela polícia por pequenos roubos e, em 2010, foi “marcado” como um potencial radical islâmico, mas não tinha envolvimento direto com terrorismo.  
 
Seis pessoas próximas a Mostefai estão sob custódia em Paris, incluindo o pai, o irmão e a esposa do jihadista. No sábado 14, buscas foram realizadas em suas casas em Romilly-sur-Seine (leste da França) e Bondoufle (arredores de Paris).

 
Depois de identificar o primeiro jihadista, os investigadores concentram suas atenções em potenciais cúmplices e patrocinadores, as pistas levam até a Grécia e a Bélgica.
 
A polícia belga prendeu diversas pessoas suspeitas de terem ligações com os ataques em Paris. As prisões ocorreram em Bruxelas, no distrito de Molenbeek, que já foi ligado a vários outros planos para atentados terroristas na Europa.
 
A Bélgica é o país europeu com a maior proporção de cidadãos que se juntaram ao Estado Islâmico, grupo jihadista que assumiu a responsabilidade pelos ataques em Paris que vitimaram ao menos 129 pessoas.
 
Um carro preto da marca Seat, utilizado nos tiroteios de sexta-feira em um bar e restaurante, também foi encontrado em Montreuil, nos subúrbios leste de Paris, segundo fontes policiais.
 
Suspeitos 
 
Dois dias após os ataques, os mais mortíferos na França – que fizeram 129 mortos e mais de 350 feridos – os investigadores encontraram, perto do corpo de um homem-bomba do Stade de France, um passaporte sírio pertencente a um migrante registado na Grécia, segundo Atenas. Não há confirmação se esse passaporte é do homem bomba, ou se foi roubado ou comprado ilegalmente. 
 
A investigação também aponta para uma pista belga. Três pessoas foram presas pelas autoridades belgas. Entre elas, o homem que alugou o carro Polo preto dos suicidas encontrado estacionado em frente ao Bataclan, palco do mais mortal dos ataques, com ao menos 89 mortos.
 
Os três suspeitos “não são conhecidos dos serviços de inteligência franceses”, indicou o procurador de Paris, François Molins. Os investigadores buscam compreender se alguns dos atacantes conseguiram escapar e se outros ataques estão em preparação.
 
Segundo o procurador de Paris, três equipes participaram nos atentados. Sete terroristas morreram no curso de suas ações criminosas. Mas outras pessoas podem estar envolvidas nos ataques.
 
Três jihadistas morreram no Bataclan, outros três se explodiram perto do Stade de France, onde 80 mil pessoas, incluindo o presidente François Hollande, assistiam a uma partida de futebol entre a França e a Alemanha, e um no Boulevard Voltaire, no leste Paris.
 
Os agressores abriram fogo centenas de vezes indiscriminadamente contra clientes dos cafés e restaurantes e contra o público que assistia a um show de rock no Bataclan.
 
Novo luto 
 
Dez meses depois dos atentados contra a revista satírica Charlie Hebdo e a um mercado kosher, que fizeram 17 mortos em janeiro, os ataques de sexta voltaram a mergulhar a França na tristeza.
 
Um luto nacional de três dias é respeitado desde domingo. Museus e teatros continuam fechados na capital. Sábado à noite, os restaurantes estavam vazios – exceto, paradoxalmente, no distrito do Bataclan.
 
Neste domingo, a falta de feiras ao ar livre, típicas em Paris, era marcante.
 
E apesar da proibição de manifestações em Paris até quinta-feira, centenas de pessoas prestaram homenagens às vítimas, comparecendo aos locais dos ataques para deixar floretes e velas acesas. Em várias cidades ao redor do mundo, também foram prestados tributos às vítimas e ao povo francês.
 
O presidente francês, que apelou para a unidade nacional, receberá ao longo do dia líderes de partidos, incluindo seu antecessor e rival de direita, Nicolas Sarkozy.
 
Na segunda-feira, ele discursará para as duas Câmaras do Parlamento reunidas em Congresso em Paris, em um ato político excepcional.
 
O presidente, que chamou os ataques de um “ato de guerra”, decidiu mobilizar 3.000 soldados adicionais na operação Sentinel, criada após os ataques em janeiro para proteger os locais sensíveis (sinagogas, mesquitas…) e locais públicos.
 
Militares mobilizados  
 
No total, 10 mil soldados serão mobilizados até terça-feira na França, especialmente em Paris, o limite máximo previsto para Sentinel.
 
No front externo, a França, envolvida militarmente na Síria e no Iraque, “atacará para destruir” o grupo Estado Islâmico que assumiu a responsabilidade pelos ataques, prometeu o primeiro-ministro Manuel Valls.
 
Questionado sobre os alvos do exército francês – que após atacar campos de treinamento do EI passou a visar locais petrolíferos do grupo – o ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian, afirmou que “todas as capacidades do Daesh (acrônimo em árabe para o Estado Islâmico) que nós temos de mirar”.
 
As mensagens de solidariedade e apoio continuam a chegar de todo o mundo. Os Chefes de Estado e de Governo do G20 reunidos em Antalya, na Turquia, prepararam uma declaração comum.
 
Em Israel, o ministro da Defesa Moshe Yaalon instou a Europa a aprovar leis “para uma luta mais eficaz contra o terrorismo”, considerando que o “equilíbrio” decaía muito “em favor dos direitos humanos” à custa da segurança.
 
Com informações da AFP. 

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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14 Comentários
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  1. Alan Carvalho

    15 de novembro de 2015 6:21 pm

    Passaportes…

    11 de setembro 2001:

    A polícia encontra intacto o passaporte de um dos “sequestradores” nos escombros do WTC.

     

    Charlie Hebdo:

    A polícia encontra intacta a carteira de motorista de um dos “terroristas”.

     

    Paris 13/11/2015

    Homem bomba explode nos arredores de um estádio de futebol e sobra somente o passaporte Sirio (intácto).

     

    Mundo 25/12/2015

    O Papai Noel vai passar na casa de toda a polulação mundial tranzendo lindos presentes.

    1. Ivan de Union

      15 de novembro de 2015 8:19 pm

      Nossa.  Que coincidencia.  Me

      Nossa.  Que coincidencia.  Me belisque.  Beba Coca Cola.  Nao acredito!  Imposs…

  2. Vagalume do Brejo

    15 de novembro de 2015 7:27 pm

    O manual de tortura dos

    O manual de tortura dos erviço secreto frances foi usado de exemplo em todas as ditaduras do pós segunda guerra.

    Especialistas em tortura.

  3. Severino Januário

    15 de novembro de 2015 8:58 pm

    Primeiro, o “ocidente” ficou

    Primeiro, o “ocidente” ficou perplexo e sem saída diante do protagonismo crucial da Rússia que atacou o EI e outros terroristas com objetivo de acabar com todos eles que queriam despedaçar e incendiar a Siria. Depois de muito pensarem, as indústrias de “pensadores profissionais” ((think-tanks) da direita norte-americana resolveram que eles devem botar “Botas no chão” na Síria, convictos de que os russos não irão atacar tropas dos Estados Unidos. Parece que esta tese está vingando. Só que os EUA não iriam agir diretamente de modo algium, neste  caso. No melhor estilo do Império Romano, eles querem que os aliados, no caso a França, vá. É uma ótima possibilidade.    

  4. Nicolas Crabbé

    15 de novembro de 2015 10:28 pm

    Já são três os suspeitos

    Já são três os suspeitos identificados, os três são franceses, dois deles moravam na Bélgica.

    Quanto ao passaporte sírio, a própria Ministra do Interior, Christiane Taubira, já comunicou que se trata de uma falsificação.

  5. Antonio C.

    15 de novembro de 2015 11:07 pm

    Comentário.

    Os suspeitos estão nos EUA e na União Europeia, atendendo em gabinetes e plenamente acobertados pelos jornais a soldo.

     

  6. ocastro

    15 de novembro de 2015 11:21 pm

    França identifica primeiro suspeito pelos atentados.

    Nenhuma PESSOA de BEM e EQUILIBRADA pode ser a FAVOR de TERRORISMO, mas quem COMEÇOU o TERROR?

    O ESTADO ISLÂMICO?

    O ESTADO FRANCES e seus ALIADOS?

    Tem sido assim, “Quem SEMEIA VENTO colhe TEMPESTADE”.

    “CADA UM no seu CADA UM deixa o CADA UM dos OUTROS”. 

  7. José Carlos - Spin

    15 de novembro de 2015 11:30 pm

    A Bélgica é a porta de

    A Bélgica é a porta de entrada dos extremistas  ocidentais no EI

    Bélgica julga brasileiro e mais 45 por se juntar à jihad na Síria

    http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/09/140929_julgamento_jihad_pu_mb

    1. junior50

      16 de novembro de 2015 1:09 am

      Problema antigo

         Desde os anos 90, varios escandalos ocorreram em relação a politica de segurança belga, como o pouco controle sobre a emissão de passaportes, sistemas de verificação de entrada/saida, até mesmo corrupção.

          Algo que ficou claro já em 2001, pois em 09/09/2001, Ahmed Shah Massoud ( uma das “apostas” do ocidente, principalmente dos britanicos, em relação ao Afeganistão ), foi assassinado em um atentado suicida em Panjshir, cometido pela Al-Qaeda, quando estava sendo entrevistado por “jornalistas belgas” ( os passaportes legais eram belgas, eles eram do norte da africa ou franceses ).

           Outro problema belga é relativo a ser um “corredor” do trafico de armas ( http://www.parismatch.com/Actu/International/La-Belgique-royaume-du-trafic-d-armes-au-feu-819003 ).  Faz tempo, não é de hoje.

           E como a Belgica possue dois serviços de inteligência, um civil ( Securite d’ State ), e um militar ( GRSS ), que não se “falam” , os politicos belgas – que ja quase se matam pelas questões entre valões e francofonos – resolveram formar um comite parlamentar de controle ( http://www.comiteri.be ), que de nada resolveu a situação.

            P.S.: Por ter certeza de relações entre o atentado de Paris com a Bélgica, ontem publiquei um post, as 16:00 hs, sobre a facilidade de atravessar a fronteira entre a Bélgica e a França.

  8. rdmaestri

    16 de novembro de 2015 3:48 am

    Ouvi uma curta entrevista de um especialista francês em …

    Nas minhas escutas da TV francêsa ouvi uma entrevista de um especialista francês em terrorismo que falou exatamente ao contrário que muitos divulgam, vamos aos fatos:

    Organização do grupo: Este especialista considerou o ataque tremendamente mal organizado mas com muita vontade, vamos aos fatos por ele explicitados. Primeiro, qual resultado prático dos três homens bombas que explodiram fora do estádio de futebol atingindo dó um passante. Na verdade segundo a avaliação deste especialista eles não conseguiram penetrar no jogo, e segundo o mesmo deveriam ter alguns outros que acompanhavam os homens bombas e os fizeram explodir. Se eles quisessem fazer um número grande de vítimas deveriam ter explodido na entrada do jogo. Porém toda a ação deveria ser reprogramada para dar uma simultaneidade nos eventos.

    Capacidade de destruição: Os explosivos utilizados foram explosivos de baixo impacto, não foram nenhum explosivo de uso militar. Por outro lado o armamento dos mesmos, fuzis Kalaschinikov, que são fuzis de manuseio relativamente simples mas não são nem armas de precisão nem de grande sequência de tiros, se as informações estão corretas os terroristas utilizaram o modelo mais antigo dos Kalaschinikov, o AK-47, que foi descontinuada a sua fabricação como arma do exército russo em 1959. Estes fuzis são conhecidos não por sua qualidade em termos de tiro, mas sim pela sua confiabilidade nas mãos de quem tem pouco treinamento e pela abundância com que se encontra, pois como foi descomissionado a bastante tempo na União Soviética e nos países do leste europeu sobrou uma quantidade enorme destas armas que foram contrabandeadas ou vendidas por todo o mundo.

    Grau de treinamento: O Uso de fuzis Kalaschinikov AK-47 indica pessoas com vontade de morrer mas não quer dizer necessariamente que os indivíduos tenham sofrido um grande treinamento. Pelo tempo que ficaram no Bataclan e pela quantidade de tiros parece que o número do óbitos deveria ser muito maior.

    Estratégia: O caso dos que explodiram as bombas junto ao estádio e os que deixaram o carro próximo ao local de assalto e ficando impedidos de utilizá-lo por motivo do engarrafamento provocado por viaturas que no pânico foram deixadas atrapalhando, bem como o uso de veículos alugados na Bélgica, mostrou uma baixa capacidade estratégica dos terroristas.

    Voluntarismo: A única coisa de notável que o entrevistado repetiu várias vezes foi que a vontade dos mesmos em morrer foi fantástica, pois tanto os homens bombas como os que atacaram o Bataclan estavam certos que iriam morrer, ou seja, muita vontade para pouca organização.

     Por fim, concluiu o especialista, que ele considera uma espécie de desespero do EI em fazer este tipo de operação, desespero este causado pelos reveses que estão sofrendo após os bombardeios russos.

    A tendência é de aparecer na imprensa uma mitificação dos terroristas, como sendo bem treinados, armados e com uma estratégia impecável, isto é alimentado tanto pela imprensa como alguns “experts” no assunto, que eu traduziria como espertos (querem faturar com isto), porém o que relatou este entrevistado me parece confiável e lógico, achar que num país de dimensões razoáveis, com inúmeros franceses se alistando no EI, era de se esperar ações como esta.

    1. junior50

      16 de novembro de 2015 9:08 pm

      O calibre

        Prof. Ronaldo,

        Não foram disponibilizadas fotos dos “AKs” apreendidos, mas caso sejam oriundos da ” Conexão Belga” , não são de fabricação russa, mas de estoques desviados das: ex-republicas iugoslavas, Romenia ou Bulgaria , as ultimas duas ainda fabricantes de versões dos AKMS e de AKs – 74.

         De origem eles calçam munição 7,62 x 39 ( AKM/AKMS ), 5,45 x 39 ( AK-74 e variantes “leves” ), mas quando migram para o Ocidente são modificados para munição NATO – Standard, as 7,62 x 51 e 5,56 x 45 , tal trabalho pode ser feito tanto industrialmente, portanto regular e marcado tanto no cano como no receptor do carregador, como por “armeiros” independentes, resultando em uma arma de dificil verificação de procedência.

      1. rdmaestri

        17 de novembro de 2015 12:40 am

        Junior, o que quis chamar a atenção é da mitificação …

         

        Júnior, o que quis chamar a atenção é da mitificação que estão fazendo em torno deste comando suicida.

        Quanto aos AKs as notícias (que não se pode confiar muito) é que eram os velhos AK-47 e não os AK-74. Mas quem vai saber direito, só em relatórios que vão sair daqui a anos.

        A única coisa de surpreendente é ter arranjado tantos suicidas ao mesmo tempo! Eu tenho uma desconfiança que os suicidas que agiram em torno do estádio foram SUICIDADOS por outros comandos. Os que estavam no Bataclan, estavam sem capuz logo deveriam ser os centrais de tudo.

        As pessoas ficam alarmadas com um pseudo-grau de organização, que para este especialista (pena não ter copiado o nome) em terrorismo não existiu. Eu comprei a explicação dele que me parece lógica.

        Se alguém consegue achar sete suicidas 90% da ação está resolvida, porém a escolha de alvos, parece algo aleatória, e os franceses ficam imaginando teorias fantásticas sobre a escolha da região e dos alvos. Ao meu ver escolheram uma região que sabiam que haveria bastante pessoas na rua e nenhuma segurança. Os comandos que atacaram o restaurante de comida asiática e a pizzaria (de onde tiraram da cabeça estes alvos, nada alvos) foram mais ou menos no voluntarismo sem o mínimo simbolismo mais forte.

        Os franceses estão dizendo que atacaram uma região festiva para inibir o espírito parisiense, uma grande bobagem, pois conhecendo turistas sei que estes dois locais virarão pontos turísticos com o passar do tempo, primeiro um turismo respeitoso em homenagem aos que morreram, depois degringola para o turismo de bizarrices de sempre.

        Acho mesmo que o EI acusou o golpe dos bombardeios russos, da ofensiva dos curdos, dos Iranianos e do Hezbolah, e estão agindo no desespero.

        1. junior50

          17 de novembro de 2015 3:27 am

          Sem compromisso

              Como já é madrugada, e pouco me importa monitoramentos, alguns pontos devem ser conhecidos:

              1. Como na necropsia é reconhecido um “takfir”,  um “shahid” : ( pode ser um pouco sensivel para quem não é da area ), é através do que “sobrou”, procura-se a mortalha ( uma peça interna de algodão “puro” ), a qual o takfir veste, após declinar varias vezes a “shahada” ( a prece mulçumana de adesão ao Profeta ), ou seja, ele “encomenda” sua alma, sua existência futura, ao paraiso, torna-se um “shahid” , não um suicida ( um pecado mortal para um islamico ) comum, mas uma “arma” da Umma, que oferece sua vida terrena, em beneficio da Umma ( Comunidade Islamica ).

               2. O que é ser um “takfir ” ? Na tradução do arabe coranico original, trata-se de um mulçumano que afastou-se das praticas religiosas, renegou a Umma envolvendo-se com os “infiéis”, participando, sendo até ativo, nesta interação social, mas os salafistas, a partir de interpretações de certos haddits *, consolidadas em certas comunidades islamicas a partir dos anos 70, os takfirs começaram a ter importancia, para serem utilizados, radicalizados, para tornarem-se “shahids”, pois uma vez que eles já estão “ocidentalizados”, ao serem radicalizados possuem mais condições de atuarem em ações de terror – não vou tecer considerações sobre o porque desta radicalização, são muitas variaveis na equação.

               3. ” Suicida ” : É um erro grave, mas a midia gosta, e  para a cultura ocidental de base cristã , não judaica, é aceitavel, compreensivel, para nós é dificil compreender uma autoimolação ritual, mas o takfir quando aceita a missão, que é coletiva ( da Umma ), ele já esta “morto”, na concepção salafista, esta aceitação da morte é uma complementação de sua jihad**, a qual sempre é individual, mas neste caso, de imolação, reflete na comunidade, portanto não se trata, na concepção deles, de um suicidio, mas de uma reação coletiva de uma comunidade – sei que é dificil compreender, mas é como a imolação de monges vietnamitas, ou voltando historicamente, no judaismo, aos defensores de Massada.

               4. Alvos – saindo da religião, os alvos são pouco importantes, pois em ações terroristas, o numero de baixas conseguidas na ação, não tem importancia primaria, o resultado deve ser qualitativo, espalhar o medo na sociedade atingida, fomentar o panico ( que é inconsciente, é uma ação reativa ), atingir objetivo colateral – tipo assim: 

                MUita gente não vai gostar, se me monitoram, dane-se ( os conheço ), mas o que importa em ações deste tipo, o que se treina, não é “matar” ( um erro ), é ferir – para quem não é do ramo de antiterrorismo,pode parecer estranho -, pois os atingidos, os feridos, e mesmo os que estavam no local da ação e sairam incolumes, irão FALAR, para muitos outros, e após o periodo de raiva, irão começar a criticar seu governo – sindrome de estocolmo coletiva .

                Antiterrorismo, na forma a qual o ISIS, esta se dedicando, é uma novidade, ações “fora do manual”, uma capacidade de cooptação incrivelmente efetiva, muito objetiva e estruturada.

                 * haddiths : Interpretações livres das sunnas coranicas

                 ** jihad : Coranicamente, é inexistente uma “jihad” coletiva, não significa uma “guerra” contra os infiéis, o pilar islamico, um dos 5 pilares, a jihad trata-se de uma ação individual, de crescer enquanto pessoa, e em relação a sua comunidade ( Umma ), preceito o qual os salafistas transformaram em uma guerra contra todos, utilizando-se, porcamente, dos versiculos da “espada”/ haddits coranicos, apostando na incultura e imbecilidade de povos oprimidos.

          1. rdmaestri

            18 de novembro de 2015 9:00 pm

            Obrigado pelas explicações, quanto a Jihad já sabia que …

            Obrigado pelas explicações, quanto a Jihad já sabia que o conceito era outro. Realmente há uma linha de desinformação proposital para enquadrar nos padrões ocidentais os atos dos muçulmanos.

            Era interessante que alguém com um conhecimento maior falasse sobre o wahhalabistas (eu prefiro utilizar esta palavra no lugar de salafista exatamente por saber que eles não gostam!), e as distorções que este movimento produz com ao Islã.

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