
Por Angelo Italo
Comentário ao post “Sim, o novo feminismo existe!, por Ricardo Cavalcanti-Schiel“
É um erro grosseiro classificar o feminismo como um movimento “particularista” ou “chauvinista”. O feminismo reivindica autonomia das mulheres para decidir sobre a pauta e os rumos da luta contra o machismo. A afirmação do movimento feminista como um movimento de mulheres não é um ato de exclusão, mas sim um posicionamento estratégico correto: As mulheres quando se organizam e exercem um protagonismo político é o primeiro passo do processo de emancipação social feminina.
O feminismo não é uma luta por privilégios ou concessões, mas uma luta por protagonismo. As mulheres querem ter o direito de decidir para deixarem de ser cidadãs de segunda classe. A emancipação da mulher não será um conjunto de“concessões generosas” de homens, será uma revolução no processo de tomada de decisão. Ao reivindicarem o direito de decidir, criticar e organizar as mulheres estão afirmando a sua universalidade enquanto sujeitos políticos.
Homens quando criticam o movimento feminista o fazem por medo de perder o privilégio do protagonismo político. Além do medo da mulher livre, muitos homens sentem inveja do protagonismo da luta das mulheres.
A postura dos homens em relação aos movimentos feministas deve ser de solidariedade e de dáalogo. No dialogo nossa postura deve ser escutar e não interferir. Escutar não é uma postura passiva, mas uma postura necessária para nossa aprendizagem. O feminismo luta por mudança, por transformação e estas são possíveis apenas quando os indivíduos e depois a cultura assumem a necessidade de reeducar seus valores.
O feminismo obteve muitos sucessos, mas ainda não rompeu a cultura política da concessão. Os direitos das mulheres conquistados ainda não são expressão de um empoderamento destas, mas são políticas de redução de danos.
Quando homens criticam e difamam o feminismo de forma cínica, eles estão dizendo que até aceitam fazer concessões, mas não aceitam perder o privilégio de decidir o que é certo ou errado para as mulheres.
AR
3 de novembro de 2015 10:31 amPor isso esse blog é
Por isso esse blog é maravilhoso.
Parabéns Ricardo, parabéns Ângelo.
Obrigado pela riqueza dos debates e respeito e atenção do blog a cada comentário feito e a publicação deles.
alexis
3 de novembro de 2015 10:47 amALVO EQUIVOCADO
O “machismo” é realmente uma piada, brincadeira de boteco, declarações divertidas do MMM (Movimento Machão Mineiro). Não há movimento organizado.
O feminismo segue ingenuamente pelo caminho de mudança e transformação traçado pelo capitalismo (consumismo). A “emancipação feminina” é uma forma de expressão mais elegante da atomização do mercado, para esse segmento.
Não há maior expressão que deveria irritar às feministas (e que dá razão aos machistas) que a atitude de mulheres que trocam a sua independência pelo conforto de serem amparadas em segurança, ou de mulheres que valorizam a bunda na TV, a silicone em qualquer lugar do corpo, a casar com traficante, político velho ou corrupto. Aí está o verdadeiro inimigo, entre as próprias mulheres.
O foco da luta feminista está errado. A mulher perde forças lutando contra piadas de boteco, enquanto no mundo real aumentam os exemplos de carreira fácil na vida, por conta da beleza e não do intelecto.
Agora, aqui entre nós, o nosso diálogo não pode ser de ficar calado (“apenas escutar e não interferir” como diz o Autor do post), na forma de um: Sim, senhor! Ou: Sim, meu bem! A melhor forma de colaborar é de dizer que não somos os seus inimigos, mas sim parceiros que, por diversas razões, temos sido artificiosamente afastados da nossa vida em comunidade, em nome de uma falsa liberdade de sair da certidão de casamento para cair no cartão de crédito.
O mundo moderno, orientado pelo capitalismo, se abriu como um enorme shopping direcionado pelo consumo, onde a maior parte dos homens segue por um corredor cheio de jogos de futebol, carros esportivos, motos e aventuras bobas; e muitas mulheres, noutro corredor, avançam tomando um choque de vida real, de dupla jornada, de capitalismo e de globalização, amadurecendo sozinhas, ou, em alguns casos, trocando os seus sonhos pela segurança econômica de um “bom partido”, como antes comentado. Guerra entre os dois corredores do shopping? Ou caminhada em conjunto?
A mulher cresceu nestes últimos anos, em diversos sentidos, por próprio mérito e por avanço da sociedade, mas muitos homens se esqueceram de crescer junto com elas, de arriscar no mundo real do amor, da família e do compromisso; de amadurecer juntos com as mulheres nesta nova sociedade. A mulher pode mostrar isso e não atacar a quem está tão perdido quanto elas num mundo onde alguém de cima nos orienta para a separação, entre os dois sexos, ou criando novos gêneros que atomizam ainda mais o consumo.
Anarquista Lúcida
3 de novembro de 2015 8:28 pmAlém de preconceituoso, ignorante (propositalmente?)
Machismo nao é o contrário de feminismo e nao significa um movimento de defesa de direitos dos homens, até por DESNECESSÁRIO (seria ridículo, como é ridículo um movimento de defesa dos brancos ou dos heterossexuais). Machismo é uma atitude da sociedade que desprestigia as mulheres e diminui os direitos e a liberdade delas.
Mas enfim, é o Alexis, um dos maiores preconceituosos do Blog. Só nao me lembro de ter feito comentários racistas, nao sei se fez ou nao. Mas machistas, homofóbicos ou antissemitas faz às pencas.
Angelo Italo
4 de novembro de 2015 1:09 amAlexis,
Temos que aprender a
Alexis,
Temos que aprender a conversar primeiro. Eu não acredito que temos que concordar com tudo que o feminismo defende e que o feminsmo seja infalível, mas muitas questões que você coloca existem razões legitimas para serem como são e não são brincadeiras. Eu aprofundo algumas questões no comentário acima. Se puder leia a aprofundemos.
alexis
4 de novembro de 2015 9:08 amEu li…
Eu li, Ângelo.
Acho que você foi bastante veemente e se deu o tempo para colocar os seus pontos de vista e até para responder educadamente a quem observa de modo diferente. Isso ajuda a um debate sério.
Eu acho que vivemos uma separação forçada entre ambos os sexos e, sinto que somos afastados de um diálogo como a gente desejaria. Além dos nossos desejos, existem forças (que eu acho sejam do mercado) que caminham para a atomização dos indivíduos,.
No mais, respeito a sua defesa nas coisas em que sinceramente acredita e gosto de dialogar com quem se apresenta a este blog com esta atitude, embora exista muita gente que fica apenas rotulando os outros e atirando pedras desde uma trincheira individual, onde fica cada dia mais isolada.
Angelo Italo
4 de novembro de 2015 1:46 pmAlexis,
O que eu estou
Alexis,
O que eu estou tentando fazer é mostrar que homens quando falam sobre os feminismos, falam sem conhecimento de causa. Eu vejo muitos homens definindo em um tom professoral o que é o feminismo sem conhecer a atual produção deste e reforçando estigmas e preconceitos.
Olha esse texto, que análise irretocável:
https://negrasolidao.wordpress.com/2015/10/19/uma-analise-feminista-do-outubro-rosa/
Não nos cabe rotular que existe um feminismo bom e outros ruins, mas se observaramos e julgarmos menos veremos que temos que estar feliz.
chico da dilma
3 de novembro de 2015 10:48 amCopiado,colado,estrelado e aprovado!Parabéns.
Por isso esse blog é maravilhoso.
Parabéns Ricardo, parabéns Ângelo.
Obrigado pela riqueza dos debates e respeito e atenção do blog a cada comentário feito e a publicação deles.
Cético
3 de novembro de 2015 11:08 amCuidado com armadilhas.
Sou a favor da igualdade de direitos entre os gêneros, mas na minha opinião a igualdade de deveres também devia ser discutida.
Sou a favor da igualdade de condições para debater assuntos, não de protagonismo, seja de qualquer parte.
Como já ouvi de um filósofo, uma grande parte das pessoas que diz buscar justiça, na verdade está buscando vingança ou revide. O feminismo não pode cair na armadilha de querer isto (ou seja, fazer a mulher ocupar o espaço que o homem ocupa e não uma igualdade). A linha é tênue.
Enquanto tivermos na cabeça que um dos lados tem que ganhar, estamos todos perdendo. Por que não podemos vencer juntos?
mcn
3 de novembro de 2015 11:31 amSobre a dignidade feminina
Nos meus sonhos, o Brasil é o país onde TODAS as mulheres vivem com dignidade.
Mas, estamos longe disso. A recente campanha #PrimeiroAssedio desnudou a sociedade nojenta em que vivemos, onde a pedofilia é algo normal para os homens.
Acompanhei ontem (http://goo.gl/FExBCS) mais um ataque da nova direita à Lola Aronovich, do blog feminista Escreva Lola Escreva. Pelo que entendi foi o 8º Boletim de Ocorrência que ela teve que registrar. Criaram um blog falso usando o nome dela para difundir ideias grotescas, cheias de ódio. Atacaram não só a ela mas a seu marido, cujo único crime, segundo suas palavras, “é amar uma mulher feminista”. Os principais expoentes da nova direita, incluso Olavo de Carvalho e Roger, divulgaram o blog fake como sendo verdadeiro e se recusaram a se retratar, depois que Lola os avisou.
É esse tipo de atitude, de Olavos e Rogers, que naturaliza a pedofilia contra meninas na sociedade brasileira e sanciona todo tipo de violência contras as mulheres adultas.
A nova direita é a expressão nacional da banalidade do mal. Atacam quem sabe pensar porque têm medo. Por isso, porque sabe pensar e porque é mulher, é que Lola Aronovich é atacada todos os dias, das formas mais escrotas possíveis.
A Constituição Federal é clara: a dignidade da pessoa humana é um dos fundamentos da República (art. 1º). Mas parece que só vale para homens.
bfcosta
3 de novembro de 2015 11:34 amDo texto em questão, o que
Do texto em questão, o que tiro é que a postura do homem tem que ser “teleguiada” pelo que as mulher quer que ele seja, pois ele está impregnado pelo pecado original do “privilégio” e opressão histórica. Toda vez que ele tentar pensar por si só e chegar a uma conclusão própria, a mesma estará maculada, salvo se referendado pela mulher, pois ele tem uma incapacidade inata de ver o mundo pela ótica delas, que entre outras coisas é a correta por definição ou no mínimo mais pura por não estar maculada pelo “pecado original” como a sua. Isso me parece mais um machismo de sinal trocado, que apela para o subjetivismo e empatia, para não ser comparado com o machismo original. E é engraçado ver isso justamente num momento onde as mulheres mais fazem questão de dizer que tem que levar suas vidas sem se importarem com o que os outros dizem ou pensam delas (ex: meu corpo, minhas regras, etc). Aplicada ao outro lado, o homem não deve dizer “minha cabeça, minha razão” pois isto não é seguro para a mulher. Já o contrário não tem problema. Interessante como estes dogmas viram “verdades” sem contestação mesmo com todos os furos amplamente visíveis. Cria-se uma casta autodenominada de iluminada a qual devemos adorar e obedecer acima da razão. Parece ser mais religião do que qualquer outra coisa.
Carlos Delgado
3 de novembro de 2015 12:28 pmSexismo e cachorrinhos
O sexismo feminista jamais terá a solidariedade dos homens enquanto continuar a operar mentalmente com essa dicotomia totalizadora: vítimas umas, algozes todos os outros, com alguns cachorrinhos solidários no meio do caminho.
O machismo não está nos homens. Ele pode até estar, e quase sempre está também, nas mulheres. O machismo está antes de mais nada nas relações sociais.
Simplesmente afirmar um protagonismo feminino só vai fazer isso: afirmar o protagonismo feminino. Mas não vai desmontar o machismo.
Enquanto essas “protagonistas” não souberem chamar os homens para conversar, e continuarem a demonizá-los, elas só vão alimentar mais uma frente na guerra dos sexos.
Nino
30 de outubro de 2019 5:28 amMuito facil se empoderar com os privilegios do estado onde os direitos sao bem vindos e os deveres e as responsabilidades sao esquecidos.
Ha um seculo as mulheres vem se reformulando os os hom3ns a passo de tartatugas, mas ja acordaram para as mudancas.
As relacoes H/M serao de segregacao sexista, brigas sexista onde o proprio estado pela sobrevivencia , e as mulheres por necesiddae de sobrevivencia sera obrigado a se socorrer com a quebra do femenismo moderno e a volta so tradicionalismo masculino.
A europa ja esta passando por esse processo.com a islamificacao europeia nao sera o tradicionalismo, mas o patriarcado mulsumano , sendo a america o refugio da ocidentalidade e as mulheres tao temerosas com o que vaibacontecer com a europa que se a sujeitaram a quebra do femenismo moderno.
E torcam pra querras generalizadas nao acontecam, pois sera nesse periodo que as a difereca H-M aparecera. E o discurso civilizatoria femenista sera substituito por cade nossos homens? Esses estarao desmasculinizados aos moldes dovque propoe o femenismo
Nino
30 de outubro de 2019 5:35 amLembre-se que a cada geracao os homens vem se afastado da da masculinidade, pois estao sendo conscientizados pra isso.
A desmasculinizacao do homem é irreversivel.e em periodos dificeis as mulheres procurarao o homem masculo e esses serao raros. Em periodos de conflitos o oriente subjulgara o ocidente pelo femenismo exagerado toxico e o homem desmasculinizado
Angelo Italo
4 de novembro de 2015 1:16 amLeia os comentários que
Leia os comentários que escrevi anteriormente que podemos conversar. O texrto que o Nassif repostou foi o mais superficial que eu escrevi. Todas as questões que você levanta eu vejo de outra forma e foram abordadas, e foram por uma questão de senso de justiça e amor à verdade. Melhor ser confundido como “homem teleguiado” ou “cachorrinho” do que fazer parte de uma matilha de “machos” que precisam do suporte dos pares para poderem se autoafirmarem e morrem de medo do feminismo e se sentem ameaçados.
Jose Mayo
3 de novembro de 2015 12:35 pmCaramba!
Que falta de assunto, heinhô?
Conde de Rochester
3 de novembro de 2015 12:54 pmMachismo
Outra coisa que incomoda e que precisa de esclarecimento é este papo de MOVIMENTO feminista. Em primeiro lugar este new movimento feminista que tenta ganhar as manchetes, as capas e o protagonismo, das mídias, esta indo na contramão dos acontecimentos. Enquanto os atuais movimentos sociais, estão nas ruas, recusando as instituições, os partidos organizados com diretrizes e comando centralizado, surge esta nova onda feminista se recusando a entender esta nova realidade e batendo nas mesmas teclas de uma musica ultrapassada.
Este é outro discurso que caducou e alguns teimam em mantê-lo numa sobrevida zumbi.
O que mais chama a atenção e surpreende é a principal reivindicação ideológica deste movimento.
Seu principal inimigo é o machismo.
Que machismo é este? Onde se esconde?
Os defeitos que são apontados em alguns homens não dependem de gênero. Muita mulher os carregam igualmente, displicentemente. É questão de caráter de índole.
A questão é com a testosterona?
Mas ai é uma questão natural de química, não se sustenta mais na sociedade moderna em que a mulher valoriza tanto a testosterona, qto a progesterona, o estrogênio, os hormônios qdo afinados produzem a tão almejada felicidade procurada pela gente de todos os tempos.
A retomada das ruas pela sociedade, único espaço ainda não colonizado é o novo palco das reivindicações, cada indivíduo exige se manifestar por si mesmo e pensar com os próprios neurônios. Repudia principalmente militantes e lideres raivosos e odientos que descarregam vociferantes suas reivindicações particulares em nome da coletividade que insistem representar. O individuo hoje, repudia quem quer que seja que se julga capacitado para decidir em seu nome.
Quer deliberar por conta própria, são novos tempos. Para isso, tem que se articular com a democracia participativa e deliberativa e esta democracia participativa vai obrigar a novas formas de política.”
O sociólogo Boaventura citou em outro post aqui, hoje na GGN: O exemplo do partido espanhol Podemos, fundado em 2014, com uma nova dinâmica interna, baseada em círculos de decisão, e fortemente amparado nas redes sociais, inclusive para seu financiamento. Todos decidem e ninguém fala em nome do coletivo. Esta é o novo ensejo do individuo familiarizado com o mundo virtual e digitalizado.
“No Podemos, quem delibera quem são os candidatos são os círculos de cidadãos. Quem delibera a agenda são os círculos de cidadãos. Democracia participativa dentro do partido, como órgão da democracia representativa. Para fazermos isso, nas próximas décadas, temos que ir para a rua”.
O futuro é institucionalizar uma cultura democrática e enterrar de vez grupos, movimentos e partidos que visando interesses oportunistas de dirigentes que. se pretendem vitalícios, não interessa mais e nem tem mais lugar no mundo moderno.
A MULHER atual não deseja mais o feminismo de confronto, ELA escolheu a feminilidade, junto com o homem dominarão o mundo.
O morimbundo feminismo e as militantes que vociferam publicamente direitos que se pretende universal no mundo feminino é uma falácia. As principais reivindicações, inclusive são muito mais desejo de uma minoria do que consenso da maioria feminista no Brasil. Este discurso demagógico que sempre usou a coletividade auto intitulando-se porta voz não tem mais lugar no mundo contemporâneo.
Movimentos sociais que pregam rupturas, geralmente tendem ao extremismo ao radicalismo, as bancadas da bala, da cura gay e mesmo das feministas, dificilmente se contentam com a vitória inicial de suas reivindicações.
Assim que consigam escalar algum degrau de suas exigências, voltam-se imediatamente para o subsequente. O caso do aborto das feministas, quem acredita que assim que aprovassem a descriminalização para o feto até duas semanas, não se iniciaria novamente a pressão para 1 mês, 2 meses e assim sucessivamente, afinal são donas do próprio corpo.
A mesma mão que afaga o juiz que condena qualquer caso considerado pedofilia numa manifestação de vingança de que se julgam vitimas, é a mão que abate seres indefesos impedidos do direito a vida. Normalmente as manifestações raivosas contra o pretenso machismo, nada mais é do que a busca doentia de se vingar de crime que se julga vitima e que lhe destruiu o sonho de cinderela.
Tanto um caso como outro são necessitados de medicina e não de policia. A mulher que se julga no direito de interromper a possibilidade de vida de um ser indefeso é tão necessitada de tratamento, qto do pedofilo, dependendo do tamanho do distúrbio o tratamento deveria contar até com o cerceamento e exclusão da vida social.
O crime até existe nos dois casos, saber diferencia-los é questão acadêmica e jurisprudência dos tribunais. Tratamento e reclusão qdo necessário. O que é difícil entender são as manifestações de ódio exacerbadas, nas radicais feministas exigindo que simples manifestação virtual de trolls sejam consideradas crimes e com a candura de militante racional advogar o direito do assassinato de inocentes.
Dois pesos e duas medidas. Vai tentar explicar isto para quem não aceita o aborto.
Juliano Santos
3 de novembro de 2015 1:03 pm“Homens quando criticam o
“Homens quando criticam o movimento feminista o fazem por medo de perder o privilégio do protagonismo político”
Calma aí, nem sempre. Muitas vezes é por ignorância e boçalidade pura. Como o caso desses “humoristas” tipo Roger, Gentile entre outros.
E outras vezes, pelo contrário é por interessar-se pelo assunto e querer “meter o bedelho”, mas numa boa. Mesmo porque tudo o que diz respeito à mulher nos interessa. Até as questões biológicas como a TPM. Pois elas descontam esse negócio na gente!
Eu critico mais ou menos, embora claro que sei que o protagonismo é da mulher. A maioria faz um bom trabalho e acho esse negócio de “feminazi” o fim da picada.
A minha crítica é que muitas vezes se banalizam questões graves por conta de generalizações que colocam tudo no pacote do “é machista”.
Nem falo daquele negócio de abrir porta do carro. Mas nessa questão do assédio deveria haver um maior rigor em separar os casos. Uma cantada boba e canastrona não é crime, é nada mais do que isso, boba e canastrona. Já o assédio sexual agressivo e coexertivo é crime.
Porque isso é contraproducente? Porque dá argumentos aos reaças. Eles espertamente aproveitam-se desses exageros de feministas raivosas para colocar o movimento legítimo numa posição minoritária.
Isso e política pura. Avanços só acontecem quando as reivendicações progressistas saem do gueto e ganham a maioria da sociedade. Nisso foi que concordei com o Ricardo
Angelo Italo
4 de novembro de 2015 1:03 amJuliano,
Relativizar é um
Juliano,
Relativizar é um caminho que pode parecer ser sábio, mas não é. Se puder leia o comentário que fiz abaixo onde escrevo o que eu penso sobre essa postura, vamos tentar trocar ideias se você achar importante.
Ricardo Cavalcanti-Schiel
3 de novembro de 2015 1:17 pmSexismo
Pequeno esforço de explicação do que seja sexismo, por meio de um simulacro de método maiêutico frustrado, ou, a conversa entre um cético metódico e um(a) neofeminista:
Neo: ― É preciso construir o protagonismo feminino!
Cético: ― Pra que?
Neo: ― Para combater o protagonismo masculino.
Cético: ― E você acha certo o protagonismo masculino?
Neo: ― Claro que não!!!
Cético: ― Quer dizer que o único protagonismo errado é o masculino?
Neo: ― Você só pode ser um machista f.d.p!!!!
…
(Moral da história: Precisamos mesmo de protagonismos em relações de gênero? ou precisamos, isso sim, de mais empatia e respeito?)
Angelo Italo
3 de novembro de 2015 5:16 pmO Nassif criou uma “roda de
O Nassif criou uma “roda de conversa machista”…
Os comentários dos homens desencadeados a partir da entrevista da Juliana Faria (http://projetodraft.com/e-preciso-cortar-comportamentos-machistas-em-rodas-de-homens/) no portal do Nassif criou uma “roda de conversa machista” na qual é possível concluir que os homens não se esforçam para entender o que é o feminismo e ainda assim se julgam no direito de julgar a luta das mulheres. Pior, muitos homens se fazem de vítimas e se utilizam de variados artifícios que os colocam em condição de negação e alienação diante da opressão masculina e a legítima reação das mulheres.
Como se trata de uma “roda de conversa machista” eu me sinto confortável para argumentar e dizer o que eu entendo sobre o feminismo. Nós homens além de aprendermos com as mulheres devemos conversar entre nós para trocarmos experiências, não para criar um movimento social de “homens contra o machismo”, não somos vítimas do machismo na intensidade em que as mulheres são e seria ridículo querermos ser protagonistas dessa luta.
Os movimentos feministas estão certos em fazer “barulho”, botar o bloco na rua… O nosso papel nessa luta deve ser “silencioso”, porém ativo no sentido que devemos mudar, devemos nos preocupar mais com as nossas atitudes, devemos mudar sem exigir reconhecimento ou elogios das mulheres por nossas mudanças, pois querer não ser machista não é atitude extraordinária que deve ser elogiada, é uma decisão similar a acordar e decidir: “hoje eu não roubarei”.
Dentro da nossa roda machista, para aprofundar a nossa conversa. Dois falsos artifícios foram utilizados nos textos dos homens para desqualificar o feminismo na presente discussão:
1) O feminismo fere a liberdade de opinião dos homens;
Errado: O feminismo qualifica nossas opiniões e ações se tivermos humildade para reconhecer que não estamos imunes, mesmo contra nossa vontade e crença pessoal por não nos considerarmos machistas, de ter posturas e ações machistas.
O critério para sabermos se nossas atitudes em relação às mulheres são ou não machistas sempre deve ser a reação das mulheres, se alguma mulher nos acusar de ter tido uma opinião ou atitude machista provavelmente ela está certa, somos livres para decidirmos sobre nossas ações, mas somos “reféns” da reação do outro, a verdade de nossas ações é uma constante negociação com o outro, e isso não é ser submisso, pois essa é a configuração de todo sujeito. Sejamos humanos diante das mulheres, calar a verdade do outro, qualquer outro, é um ato que só pode ser efetuado como uma violação.
As mulheres não impedem homens de falar, elas colocam um limite sobre o que podemos falar sobre elas, são as mulheres que devem falar sobre o que é ser mulher, e quando não respeitamos isso estamos violentando, impondo uma relação de subordinação do feminino ao “EU” que tem que ser sempre masculino na configuração machista e patriarcalista.
Se hoje não podemos pensar que a relação intersubjetiva entre homens e mulheres como uma relação igualitária é porque na sociedade as relações intersubjetivas estão configuradas como relações entre sujeito e objeto. As mulheres ainda não foi conferido o status de sujeito, elas são sempre objeto, elas são outro silenciado e excluído.
Quando um homem retruca quando uma mulher diz “nós mulheres” e crava que estas estão sendo sexistas e que elas deveriam falar a partir de uma posição de um sujeito assexuado, ele está impondo um sujeito que historicamente é masculino, eurocêntrico, racista, etc. Identidade não é afirmação do eu, mas uma negociação entre um eu e um outro, não existe identidade sem alteridade. Negar e hierarquizar diferenças é estabelecer relações de poder, negar que um sujeito não pode ser feminino, não-eurocêntrico e não-branco em nome de uma neutralidade é normatizar e legitimar o racismo, o machismo e o eurocentrismo.
2) O feminismo exclui o homem, pois este seria um movimento particularista que fala apenas de mulheres e para as mulheres contra os homens.
Errado: O feminismo não exclui o homem, os coletivos feministas são espaços de protagonismo exclusivos de mulheres porque o protagonismo em condição de igualdade é negado às mulheres nas demais esferas sociais e políticas. Os coletivos feministas são espaços necessários para encorajar as mulheres a agirem nas demais esferas, são nesses coletivos que as mulheres aprendem e refletem sobre as diversas estratégias de silenciamento das mulheres seja na luta específica da pauta feminista, como na luta mais geral da cidadania.
É triste ter de reconhecer, mas as mulheres hoje precisam ter seu espaço para se autoafirmarem sem ingerência dos homens, pois basta uma mulher falar que tão logo algum homem irá tentar corrigi-la ou minimizar suas críticas por elas serem “exagero de mulher”. A recepção da fala de uma mulher é diferente da recepção da fala de um homem em todas as esferas, os filtros de escuta são sim contaminados pela cultura machista. E as mulheres precisam ter muita coragem para destruir esse filtro, e nós homens devemos nos preocupar em não fortalecer esses filtros. Quando as mulheres dizem que os homens não sabem escutá-las, que a escuta masculina é sempre agressiva, devemos levar isso muito a sério e reavaliarmos nossas posturas.
Por exemplo, no texto que desencadeou a minha atual reflexão: https://jornalggn.com.br/blog/ricardo-cavalcanti-schiel/sim-o-novo-feminismo-existe-por-ricardo-cavalcanti-schiel, o autor se coloca na posição de corrigir a entrevistada (de um texto anterior ao dele: , e mesmo esta negando que ela atua dentro de uma linha de um “novo feminismo”, o autor cria toda uma argumentação que contra o novo feminismo para criticar a autora que não considera que existe um novo feminismo. E essa postura do autor não é ingênua, porque seu objetivo é criar uma cisão das boas feministas de antes com as das más feministas de hoje, se colocando como juiz do que pode ser um bom ou mau feminismo.
Agora, aprofundando mais um pouco o tema na nossa “roda de conversa machista”, algumas sugestões tiradas do meu aprendizado:
Ao invés de tentar tutelar ou definir o que é e como deve ser os movimentos feministas, que tal aprofundarmos como os homens podem reagir ao protagonismo político das mulheres? Que tal os homens serem honestos e assumirem que se sentem incomodados e não sabem como reagir ao crescimento do protagonismo político dos movimentos feministas.
Na discussão anterior em um dos meus comentários eu sinalizei que uma das características do machismo é rotular como irracional ou estigmatizar como “loucura” todo comportamento e opinião que se diferencia da norma da cultura patriarcal. Definir o feminismo como uma “religião” ou algo “irracional” revela uma indisposição de entender a razão do outro. Se nossa intenção de dialogar é sincera, esta jamais deve partir do juízo que o feminismo é irracional. Novamente, temos que nos esforçar muito para entender as razões do feminismo e esta é uma tarefa difícil, mas tentemos juntos.
Que tal ao invés de olhar no espelho, estufar o peito e dizer: “Eu não sou machista!” reconhecer que esta é uma reação errada, pois vejo que muitos homens arraiados na certeza de não serem machistas se julgam no direito de interferir em um espaço, sem antes tentar entender as razões das regras que criam esses espaços, que foi criado pela e para a luta das mulheres. Podemos olhar no espelho e dizer: “Eu não quero ser machista” e perceber que as críticas que nos são feitas servem para nos orientar para não sermos machistas.
Relativizar as denúncias das feministas não é uma postura honesta também, pois ao relativizá-las estamos justificando de alguma forma o machismo. Posições como “As mulheres defendem X, mas fazem também X” ou “Os homens também são vítimas do machismo” e a pior “Homens são vítimas de violência de mulheres ou outras violências e não reclamam” não são posições verdadeiras, elas estão fora do lugar e servem para tentar diminuir a violência que as mulheres sofrem por acreditar que estas ou de alguma forma são responsáveis pela violência sofrida, ou que elas reclamam demais, pois os homens também são vítimas de várias outras opressões.
Se alguns homens estão dispostos a não ser machistas e a contribuir com a luta dos movimentos feministas, que primeiro não atrapalhemos estas. E diria que temos que ter a coragem (pouca perto da que uma mulher tem ao se autoafirmar feminista) de saber que seremos criticados. Eu fui classificado como “homem teleguiado” e “cachorrinho” nos comentários, risíveis os comentários. Temos que fazer os machistas sentirem vergonha de serem machistas. E temos que ter consciência que não merecemos atenção ou elogio por fazermos a escolha de ser o cara chato que corrige nossos colegas quando estes têm uma atitude machista. Dar uma de “macho” e bater boca querendo dizer o que as feministas devem pensar na internet é fácil, se quisermos sermos homens de verdade, que sejamos corajosos para mudar nossas atitudes e não aceitar machismo a nossa volta.
Ricardo Cavalcanti-Schiel
3 de novembro de 2015 5:56 pmEu entendo
Tudo bem que o novo feminismo queira ser dono da verdade, que todo seu esforço seja para impô-la e para mandar para a fogueira os infiéis e apóstatas.
Eu só acho que isso o levará para o isolamento. Mas se é esse o caminho que ele quer, em nome do seu purismo, do seu fundamentalismo e de toda uma cartilha doutrinária de lugares comuns, reiterada mecanicamente… fazer o que? Vai fundo!
Só acho que isso não vai resolver nada quanto ao machismo. Ela vai fugir pelas frestas e se reinstalar de outros modos.
Angelo Italo
3 de novembro de 2015 7:09 pmRicardo,
Você está em uma
Ricardo,
Você está em uma espécie de “cruzada autista” contra o feminismo. Apesar do verniz erudito, a sua argumentação roda no vazio, falta conteúdo e senso de realidade: você criou uma teoria da conspiração em que mulheres querem controlar e dominar os homens. Não existe isso no mundo real.
Você não deveria ter rotulado como “novo feminismo” a fala da Juliana Faria quando esta afirma textualmente que o que ela defende é o feminismo de sempre, isso foi uma atitude desonesta da sua parte, você excedeu os limites do direito de interpretar e construiu seu texto a partir de uma versão distorcida conveniente para defender a sua teoria. Quando você distorce o que seu interlocutor afirma você confessa que a sua intenção não é dialogar, mas expor e impor a sua verdade.
Pior, você rebate todos os comentários das mulheres e deixa passar batido os meus que questionaram entre tantas coisas no seu texto os conceitos que você utiliza, a forma como você opera esses conceitos de forma errada. Se você tinha a intenção de convencer alguém que a sua postura era neutra, as suas ações lhe traíram. Porque só o que você fez foi fazer o famoso “2”, reforçar o elogio que homens que pensam como você fizeram e retrucar sempre repetindo as mesmas coisas as mulheres que contestaram suas ideias. É deprimente ver como homens são bons para encorajar comentários machistas de outros homens na internet (comentários machistas sempre são feitos em bandos de homens). Em nenhum momento você abriu espaço para dialogar.
O seu texto, e pior sua atitude foram machistas e autoritárias. Você está preso na sua versão, e por causa de pessoas como você o feminismo tem uma posição defensiva em relação a possibilidade de diálogo com os homens.
Ricardo Cavalcanti-Schiel
3 de novembro de 2015 9:37 pmFogueira!
Autista, machista, autoritário… o que mais serve para os infiéis e apóstatas?… Ah, sim, fogueira! Esse sempre foi o destino esperado para quem desafia as fés cegas, não?
Angelo Italo
3 de novembro de 2015 10:38 pmRicardo,
Era apenas pose o
Ricardo,
Era apenas pose o papel de intelectual que você tentou desempenhar na sua analise? Agora vejo apenas um homem se fazendo de vitima…
Angelo Italo
3 de novembro de 2015 11:06 pmCorrige os meus erros de
Corrige os meus erros de digiação pelo menos…
Vânia
3 de novembro de 2015 6:17 pmAplausos efusivos ao Angelo!
Seu comentário é irretocável do começo ao fim, mas vou destacar só um trecho pela pertinência do mesmo em relação ao silêncio das mulheres por aqui.
“A recepção da fala de uma mulher é diferente da recepção da fala de um homem em todas as esferas, os filtros de escuta são sim contaminados pela cultura machista.”
Se eu e outras mulheres nos abstemos de comentar em certos posts deste blog, sobretudo nas publicações que abordam o feminismo, é porque nunca somos ouvidas. Pior, somos atacadas ao defendermos os nossos pontos de vista se os mesmos não estão de acordo com o pensamento predominante no “clube do bolinha”. O único machismo que se pode criticar aqui é o dos “outros”. Dos Malafaia, dos Bolsonaros, dos Aecios, et caterva. Porque o “nosso” machismo tem razão de ser, ou não existe.
Nem é por falta de coragem que as mulheres não comentam mais nesses casos. É porque CANSA, porque é INÚTIL. Felizmente temos muitos outros lugares para soltar a nossa voz e onde a mesma seja escutada de fato.
Mas é sempre alentador ler/escutar homens como você. Sobretudo neste espaço.
Acho que você é novo por aqui, né, Angelo? Seja muito bem vindo! Este blog precisa urgentemente de novos comentaristas, de pessoas com a cabeça aberta.
um abraço fraterno!
Maria Luisa
3 de novembro de 2015 5:47 pmSe até aqui é assim…
Da até desanimo. Deem uma olhada, atentivamente, no video da Marcia Tiburi. Não é necessario concordar, mas parem ao menos para refletir sobre a situação da mulher desde “a criação de Adão por Deus e Eva das costas de Adão” até o acumulo de tarefas, salarios menores, desrespeitos de toda ordem…
[video:https://youtu.be/xgnj6wv3tfE%5D
Vânia
3 de novembro de 2015 6:04 pmPois é, Maria Luisa
Dá um desânimo de comentar… Não foi a toa que eu sugeri a publicação desse vídeo ontem. Mas advinha se algum dos machistas presentes aqui passou lá para comentar? Nem devem ter assistido.
Por isso, já que provavelmente eles não têm tempo de escutar (“a baboseira”) que a Márcia tem a dizer durante uma hora, quem sabe eles podem ouvir ao menos um trecho.
Só 5 minutinhos!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=bNzJufpeeto%5D
Conde de Rochester
3 de novembro de 2015 10:00 pm.
Não deu pra ouvir o video todo da filosofa, que deve tratar do assunto desde o principio dos tempos, e eu estou sem tempo para ouvi-lo todo. Porem, no vídeo da síntese da pra entender mais ou mesmo a sua ideia e dar alguma opinião.
Por alto tenta justificar o feminismo como MOVIMENTO, como uma postura politica e a minha opinião sobre isto já publiquei num post abaixo, so pra lembrar minha opinião sobre este MOVIMENTO – Enquanto os atuais movimentos sociais, estão nas ruas, recusando as instituições, os partidos organizados com diretrizes e comando centralizado, surge esta nova onda feminista se recusando a entender esta nova realidade…
O futuro é institucionalizar uma cultura democrática e enterrar de vez grupos, movimentos e partidos que visando interesses oportunistas de dirigentes que. se pretendem vitalícios, não interessa mais e nem tem mais lugar no mundo moderno.
A MULHER atual não deseja mais o feminismo de confronto, ELA escolheu a feminilidade, junto com o homem caminharão em igualdade, como aliados, e não como adversários. Insistir em manter este feminismo como postura politica é até admissível se adotado como expressão individual nas relações sociais, lembrando as conquistas passadas de outras ativistas que ajudaram a mudar o paradigma histórico social, sobre a mulher. A partir do momento que se tenta manter este animo revolucionário organizado em grupo ou partido institucionalizado, que perde credibilidade e adesão das propias mulheres, vivemos novos tempos, os anseios, as demandas sociais, individuais ou das minorias, prescindem de gurus, chefes ou presidentes, as reivindicações pos internet caminham para serem reivindicadas pelo individuo e não mais pelas instituições conhecidas.
O exemplo do partido espanhol Podemos, fundado em 2014, com uma nova dinâmica interna, baseada em círculos de decisão, e fortemente amparado nas redes sociais, inclusive para seu financiamento. Todos decidem e ninguém fala em nome do coletivo. Esta é o novo ensejo do individuo familiarizado com o mundo virtual e digitalizado.
Por isto que minha opinião é que este feminismo organizado em partido é ultrapassado e morimbundo.
A mulher atual para caminhar em condições de igualdade com o homem não precisa de feminismo, ela preferiu a feminilidade.
O patriarcado é um fato natural do mundo que vivemos. A força do macho serve para equilibrar um habitat, hostil, ameaçador. Já que citaram Adão e Eva, é bom lembrar que o natural deste mundo vigora a lei do mais forte. E a humanidade esta muito mais para o animal selvagem do que para os anjos…
Leoas as grandes caçadoras
[video:https://www.youtube.com/watch?v=YHFuarpnRwI%5D
O macho come primeiro, para garantir a segurança do bando.
As leoas femeas caçaram, as hienas em maior numero roubam a caça, as leoas ficam em desvantagem até que surge o macho e restabelece a ordem
[video:https://www.youtube.com/watch?v=loMeHthb6hM%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=UvB8pOo1R2s%5D
FUDEU…
[video:https://www.youtube.com/watch?v=T-_BfYZq7AE%5D
Gabriel Moreno
3 de novembro de 2015 5:53 pmAcho que o texto foi infeliz
Acho que o texto foi infeliz em desqualificar as críticas do autor ou de qualquer um que aborde o tema feminismo como inveja ou receio de perder o protagonismo. Por outro lado, os homens vão entrando na discussão muitas vezes e, sem perceber, estão tomando o espaço das mulheres (até nisso) e deixando-as de lado mais uma vez. É preciso atenção porque nem sempre isso é muito perceptível para os homens. Tenho observado isso recentemente e, em muitos casos, fico quieto mesmo e procuro não interferir.
Angelo Italo
4 de novembro de 2015 12:53 amGabriel.
Eu tentei aprofundar
Gabriel.
Eu tentei aprofundar mais a discussão na postagem anterior e na atual com o Ricardo. Aparentemente o Ricardo não tem inrteresse e ele está se restringindo em responder quem concorda com ele e rebater as moças. Não se trata de concordar com tudo que o feminismo defende, mas aceitar nós homens temos que nos esforçar para aprender a conversar sobre o feminismo e que essa poderia ser uma conversa que poderíamos ter entre nós com mais frequência. Eu considero no mínimo indelicado homens que não estudam nada sobre o feminismo assumirem um tom professoral para ensinar como as mulheres devem lutar. O ponto na postagem do Ricardo foi esse.
Vânia
3 de novembro de 2015 10:29 pmPara o Angelo:
Desista…
Quero dizer, por hoje, desista de perder seu tempo nesta caixa de comentários insuportavelmente infestada de machistas mesquinhos (salvo raras exceções). Mas continue, sempre que possível, participando da forma brilhante como fez até aqui.
O importante é que você conseguiu, com seus argumentos sólidos, com sua lógica irrefutável e extremamente consistente, desmontar, desnudar e desmascarar esses machistas arrogantes, presunçosos e farsantes que bradaram por aqui.
Nesse post não cabe mais diálogo, ao que indicam as reações dos leões. Daqui pra frente vai ser só apelação por parte dos homi.
Talvez sendo repetitiva, mas nunca é demias agradecer. Obrigada também por demosntrar como os homens podem ser companheiros ao lado das mulheres nessa luta difícil e talvez por muito tempo ainda infinda.
Um grande abraço e parabéns pela sua coragem!