
Confronto entre a Guarda Nacional Venezuelana e a população na véspera da votação da Assembleia Constituinte Miguel Gutierrez/Agência Lusa
Por Monica Yanakiew
Num clima de crescente tensão, os 19,5 milhões de eleitores venezuelanos foram convocados às urnas, neste domingo (30), para votar em uma polêmica Assembleia Nacional Constituinte, que tem sido motivo de violentos confrontos, entre as forças de segurança e a oposição, e tem atraído a atenção do mundo.
A votação comeca às 6h (7h no horário de Brasília) e termina às 18h (19h no horario de Brasília), mas, se houver fila de eleitores, os centros de votação vão esperar que todos terminem de votar antes de encerrar o processo. Foram habilitados 14,5 mil centros em todo o país, com mais de 24 mil mesas de votação.
A comunidade internacional tem manifestado a sua preocupação com o risco de uma guerra civil, em uma nação que é dona de uma das maiores reservas de petróleo do planeta. Países vizinhos, como Brasil e Colômbia, têm acolhido milhares de refugiados da crise econômica, social e política que assola a Venezuela. Os três Poderes venezuelanos estão em conflito, o que dificulta a adoção de medidas para combater a inflação anual de mais de 700%, a recessão, o desabastecimento e a violência.
A Assembleia Nacional Constituinte foi a resposta do presidente Nicolas Maduro à recente onda de protestos que começou em abril. Em quatro meses, 109 pessoas morreram – em média, uma por dia. Muito mais do que os 43 mortos das violentas manifestações de 2014.
Falta de diálogo
Segundo Maduro, a Constituinte é a única solução pacífica para a crise, diante de um clima de radicalização. A última tentativa de diálogo entre governo e oposição, em 2016, foi mediada pelo Vaticano, mas fracassou.
Os partidos opositores, reunidos na Mesa de União Democrática (MUD), pedem a saída de Maduro e a antecipação das eleições presidenciais de 2018. Maduro diz que querem derrubá-lo, com a ajuda dos Estados Unidos, e que vai defender – com a forca, se necessário – a Revolução Bolivariana, iniciada há 18 anos por seu padrinho político, o ex-presidente Hugo Chávez.
“Nós jamais vamos nos entregar. O que não conseguimos com os votos, vamos conseguir com as armas”, disse Maduro, ao culpar a oposição pela violência e criticar o que considera ser uma ingerência externa nos assuntos venezuelanos. O governo proibiu qualquer manifestação até segunda-feira (31), alegando que é preciso proteger os eleitores daqueles que farão de tudo para impedir a votação.
A oposição reagiu convocando passeatas. “Somos maioria; temos a comunidade internacional do nosso lado; temos a razão e não vamos desistir”, disse o líder opositor Freddy Guevara às vésperas da eleição. O Brasil e mais doze países da Organização dos Estados Americanos (OEA), os Estados Unidos, a União Europeia e até a Suíça pediram a Maduro que cancelasse a eleição por acharem que contribuiria para aumentar a violência – em vez de trazer a paz que ele promete. A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu ao governo que respeite os direitos dos venezuelanos de protestar livremente.

Manifestantes bloquearam avenidas durante protesto contra a Assembleia Constituinte em Caracas Miguel Gutierrez/Agência Lusa
Mais poderes
Segundo a oposição, a constituinte nao passa de uma manobra de Maduro para ampliar seus poderes e se perpetuar no cargo – apesar do baixo índice de popularidade. Os 545 constituintes serão encarregados de reescrever a Constituição, reformada por Chavez em 1999, mas também terão poderes para dissolver as instituições, como o Parlamento, que os opositores passaram a controlar depois da vitória nas eleições legislativas de 2015 – a primeira em 18 anos.
No sábado (29), Maduro disse que a primeira medida da constituinte deve ser uma reforma do Ministério Público, que era considerado aliado de Maduro até março passado, quando a Procuradora-Geral, Luiza Ortega, transformou-se na voz dissidente dentro do governo. “Não tenho dúvida que esse será o primeiro passo que é preciso dar para que haja justiça”, disse Maduro.
Composição da assembleia
A vitória do governo na eleição de domingo está praticamente garantida, porque nenhum dos 6.120 candidatos representa a oposição, que decidiu se abster do que considera ser “uma fraude”. Enquanto Maduro pediu aos eleitores que fossem às urnas – e, segundo denúncias da oposição, o governo fez uma campanha de intimidação para obrigar os empregados públicos a votar – os opositores pediam à população que fosse às ruas, mas para protestar.
A oposição optou pelo boicote, depois de constatar que as regras para eleger os constituintes foram feitas de tal maneira que garantisse a vitória governista. Um terço do total de 545 constituintes (173) serão indicados por organizações sociais e sindicatos, aliados de Maduro. Oito cadeiras serão ocupadas pelas nações indígenas. As demais 364 vagas, representando os municípios venezuelanos, serão eleitos no domingo (30), pelo voto universal e secreto, mas todos terão praticamente o mesmo peso, não importa o tamanho da população. Ou seja, cidades grandes, onde a oposição é forte, terão a mesma representatividade que as pequenas, do interior.
Segundo o analista político Edgar Gutierrez, a constituinte não vai resolver os problemas estruturais da Venezuela, como a queda da produção e dos investimentos. “Nesse clima de instabilidade e falta de confiança no governo, é impossível endireitar a economia”, disse. “A constituinte é apenas um mecanismo político, do governo, para controlar e eliminar seus adversários”.
O governo diz que a oposição não participará do debate sobre o futuro venezuelano porque não quer, mas segundo o analista político Vicente Leon, os opositores não têm nada a ganhar entregando um “cheque em branco” a uma constituinte que estará a serviço de Maduro para eliminar seus adversários.
Briga entre Poderes
Atualmente a Venezuela vive um impasse. O Parlamento, controlado pela oposição, não tem podido legislar. A Justiça tem anulado suas decisões, por considerar que está em regime de desacato, depois que deu posse a três deputados da Amazônia cuja eleição foi impugnada.
A mais recente crise foi desencadeada pela tentativa da Suprema Corte de assumir os poderes do Parlamento – o que levou a Procuradora-Geral a criticar o governo abertamente. Diante das pressões internas e internacionais, Maduro pediu à Justiça que voltasse atrás, mas isso não impediu que o país fosse ameaçado de expulsão pelo Mercosul (bloco regional fundado pelo Brasil, a Argentina, o Paraguai e o Uruguai) e pela OEA. O governo venezuelano criticou a ingerência externa e anunciou que abandonaria a OEA.
oiDenilson
30 de julho de 2017 1:33 pm“Confronto entre a Guarda Nacional Venezuelana e a população”???
É sério isso?
O Brasil indo para o Buraco pois aqui não se resistiu como na Venezuela aos Golpes e ainda tem pessoas chamando Proto-Fascista Venezuelano de “População”? População? Isso aí é lesa pátria! Tem um monte de gente que recebe de “agências americanas” para “Lutar pela democracia”!.
As grandes famílias midiaticas desde o Chavez atacam o governo tanto como a rede Globo, só que lá houve resistência e medidas contra isso! Aqui a As Oligarquias Midáticas manipularam a até vermos proto-fascista indo para as ruas a favor do RACISmo, a favor da FOME e contra inclusão social!
Por favor! Tenho amigos na Venezuela que queriam paenas que o país obtivesse seu desenvolvimento próprio, sua autonomia e não só foram beneficiados pelas Universidades que o Chavez fundou, mas agora com formação atuam na sociedade.
Confroto entre estado e Lesa-Pátrias a mando dos EUA… Basta procurar na internet material de qualidade, com dados de qualidade: Agências de Estado dos EUA patrocinam ONGs na Venezuela que tem atuação de “Movimento Social”! Que tal o Iran, a China ou a Rússia começarem a fazer o mesmo nos EUA?
sergior
30 de julho de 2017 3:15 pmVergonhoso
A imagem escolhida para o post mostra o lado a que o post se destina: o apoio aos golpistas, tanto lá quanto cá. Vergonhoso que este blog abrigue textos como estes.
Ana Torres
30 de julho de 2017 7:58 pmGolpistas
A oposiçâo pode ser golpista mas e quem nâo reconhece a vitória legítima nas urnas da oposiçâo nas eleições parlamentares de 2015 é o que ? Nâo-golpista ? (Como Aécio aqui que não reconheceu a vitória de Dilma. Golpista aqui como lá.) E quem determina ao Supremo dar um golpe no Legislstivo é o que ? Não-golpista ? Só recuou devido às fortes criticas e com isso provou que o Supremo age como o Executivo deseja. Não-golpista. Fatos. Contra fatos não há argumentos. Vergonhoso o post porque ? O texto mostrsa os dois lados, mas muitos só gostam de ler um kado, ou me engana que eu gosto.
sergior
30 de julho de 2017 3:17 pmContagem regressiva: Guerra dos EUA contra Venezuela
Contagem regressiva: Guerra dos EUA contra Venezuela
28/7/2017, Moon of Alabama
Domingo, dia 29/7/2017, amanhã, em eleições gerais, a Venezuela elegerá os membros de uma Assembleia Constituinte. 50% dos representantes serão eleitos nos distritos eleitorais já existentes. 50%, em distritos eleitorais especiais: “de trabalhadores”, de “agricultores”, de “empregados assalariados”, dentre outros. Esse segundo grupo talvez pareça estranho, mas não é sistema menos democrático que o sistema eleitoral norte-americano, que dá maior peso aos eleitores em estados rurais, que nos centros urbanos. A nova assembleia formulará mudanças a serem feitas na atual Constituição. Essas mudanças serão decididas em outra votação geral. É provável que o resultado reforce as políticas favorecidas por grande maioria da população e do governo social-democrata do presidente Maduro. A parte mais rica da população e os lobbies e governos estrangeiros tentaram impedir ou sabotar a votação. Os EUA usaram vários instrumentos econômicos para pressionar contra o governo da Venezuela, incluindo guerra econômica e sanções cada vez mais ferozes. A oposição organizou violentas confrontações nas ruas, atacou instituições do governo e apoiadores do presidente e convocou greves gerais. Mas a propaganda do NYT pinta os comícios-shows da oposição na capital, Caracas, como se não passassem de manifestações de pequenos grupos de umas poucas centenas de jovens quase sempre violentos. As greves gerais convocadas pela oposição tiveram fraca ressonância, e até o Washington Post, obcecadamente anti-Maduro, teve de conceder:
“No setor mais rico da cidade, vários estabelecimentos comerciais fecharam, em apoio à greve convocada pela oposição, que está boicotando a votação e exigindo que seja cancelada. As principais ruas da capital foram praticamente fechadas no início da manhã, e há notícias da polícia usando gás lacrimogêneo contra grevistas no centro. Nos bairros pobres na região oeste da cidade, a greve pareceu menos ampla, com mais lojas abertas e mais pessoas pelas ruas.”
(Tradução, do propagandês do WaPo: “Nem nos bairros ricos da cidade as lojas fecharam completamente. Tentativas, pela oposição, de bloquear ruas e estradas centrais foram impedidas pela polícia. Nos bairros pobres da cidade, a greve convocada pela oposição foi simplesmente ignorada.”) A oposição só é ativa nos estratos mais ricos da população e só numas poucas cidades grandes. As áreas rurais pobres conheceram grandes avanços nos governos da social-democracia e continuarão a votar com os chavistas. Ontem, em coluna assinada no New York Times o lobby da “mudança de regime” do Washington Office on Latin America (WOLA) [Gabinete Washington para a América Latina] expôs os passos adiante rumo à guerra na Venezuela:
Desde o plebiscito, a oposição venezuelana vem tomando medidas para estabelecer um governo paralelo. Pode permanecer como iniciativa simbólica. Mas se a oposição insistir nessa via, logo alcançará condições de aspirar ao reconhecimento e aos financiamentos internacionais e, pelo menos implicitamente, poderá afirmar-se como governo paralelo e exigir o legítimo monopólio do uso da força. Em seguida, poderá buscar o que qualquer governo deseja: armas para se defender. Se for bem-sucedido, o golpe na Venezuela se lançará numa guerra civil, que fará o atual conflito parecer briga a tapas em recreio de escola.
(O Gabinete Washington para a América Latina também teve papel ativo no golpe de Hillary Clinton contra Honduras.) A CIA é pode-se dizer “transparente” sobre os planos:
Numa das pistas mais evidentes de recente intromissão de Washington na política da América Latina, o diretor da CIA Mike Pompeo disse que “tenho esperança de que tenhamos uma transição na Venezuela e nós, a CIA, estamos fazendo o melhor possível para compreender a dinâmica naquela área”. E acrescentou: “Estive recentemente na cidade do México e em Bogotá, há uma semana, falando sobre essa questão, tentando ajudá-los a compreender tudo que eles mesmos devem fazer de modo a obterem resultado melhor para a parte deles do mundo e para nossa parte do mundo.”
A nota prossegue: Na Venezuela, [o governo dos EUA] buscou enfraquecer os dois governos eleitos, de Mr Maduro e de seu predecessor Hugo Chávez, que foi deposto brevemente num golpe em 2002. Alguns dos esforços visaram a distribuir fundos para grupos de oposição mediante organizações como National Endowment for Democracy [Dotação Nacional para a Democracia]; outros esforços aconteceram sob a forma de simples propaganda.
Em maio de 2016 funcionários não identificados dos EUA disseram a jornalistas, num briefing reservado, que a Venezuela caía numa “crise” sempre mais profunda que podia acabar em violência.
Pode-se concluir que a violência que pode em breve abater-se sobre a Venezuela não é ação espontânea da oposição, mas efeito de um plano que está sendo posto em prática de fato desde, no mínimo, maio de 2016. E segue, muito provavelmente, o roteiro das revoluções coloridas a ferro e fogo que os EUA desenvolveram e implementaram em vários países ao longo da última década. Em seguida virão armas e apoio a uma oposição mercenária, fornecidos pelos países vizinhos que o chefe da CIA visitou, ou pelos EUA através daqueles países.
A eleição da Assembleia Constituinte prossegue como foi planejada. A oposição tentará sabotá-la ou, se a sabotagem não funcionar, usará de violência. É provável que armas e apoio e aconselhamento tático já tenham sido entregues através de canais da CIA. O governo venezuelano é apoiado por eleitorado que supera em números, de longe, a oposição de direita alinhada com os EUA. Os militares não deram qualquer sinal de deslealdade ao governo eleito. A menos que algo imprevisível aconteça, qualquer tentativa para derrubar o governo de Maduro fracassará. Os EUA também podem ferir a Venezuela, se interromperem as importações de petróleo venezuelano. Mas isso provavelmente fará aumentar os preços do gás norte-americano. Criaria um inconveniente de curto prazo para a Venezuela, mas petróleo é fungível, e outros consumidores sempre aparecerão. Os EUA já tentam derrubar governos venezuelanos desde a primeira vez que o país elegeu governo com orientação social, em 1999. Os EUA instigaram um golpe em 2002, que fracassou quando povo e militares opuseram-se àquela escandalosa ingerência externa. Depois disso, os métodos de “mudança de regime” mudaram, passando a contar com o apoio também de uma militante “oposição democrática” alimentada de fora do país. Essa ‘ferramenta’ já levou a resultados desastrosos na Líbia e na Ucrânia e fracassou na Síria. Tenho confiança de que o governo da Venezuela analisou esses casos e construiu seus próprios planos para responder a atentado semelhante. Os EUA acabam de ordenar que familiares dos empregados da embaixada norte-americana deixem o país. É medida que só é tomada quando se antevê ação iminente.*****
Calbercan
30 de julho de 2017 5:01 pmEl País fez como o stalinismo
El País fez como o stalinismo e a grande mídia brasileira: censurou a foto manipulando a imagem? Ou terá sido a Reuters, dona da foto? Ou o fotógrafo?
Tirou a palavra “pueblo”. Basta comparar com o cartaz menor embaixo ou com a outra foto publicada no mesmo El País.
Com a palavra “pueblo”, o slogan é forte e democrático: mais poder para o povo.
Sem a palavra, o sloga se vira contra Maduro: mais poder para Ele — Maduro. Que é a campanha da direita internacional.
https://brasil.elpais.com/brasil/2017/07/28/politica/1501262473_019811.html
https://brasil.elpais.com/brasil/2017/06/28/internacional/1498601188_429829.html
Neotupi
30 de julho de 2017 6:52 pmReuters “podemos tirar se achar melhor”.
A foto manipulada é da Reuteurs, fotógrafo: Carlos Garcia Rowlins.
A foto não manipulada é da EFE.
Andre Araujo
30 de julho de 2017 9:02 pmO impressionante é prtender
O impressionante é prtender ver algum merito no regime venezuelano, que há muito deixou de ser apenas uma opção ideologica para sim um mero poder caudilhesco sem qualquer legitimidade. Pode-se discordar de outros governos bolivarianos
como Equador e Bolivia mas são razoavelmente estruturados e legitimos, o que não ocorre na Venezuela.
A economia foi compltamente desorganizada pelas estatizações sem nenhum sentido estrategico, como empresas de bens de consumo, lojas de jardinagem, mercadinhos e padarias, onde havia um empregado eficiente colocram cinco inuteis que não trabalham, com isso a economia produtiva foi destruida, como apoiar isso?
A produção de petroleo é 20% menor do que em 1998, quando Chavez chegou ao poder e a gasolina tem que vir dos EUA porque as tres grandes refinarias estão sucateadas por falta de engenheiros, a Venezuela tinha os melhores engenheiros de petroleo do mundo, a maioria formada no Instituto Francês do Petroleo, 9.000 foram despedidos da PDVSA porque não eram chavistas, hoje estão quase todos no exterior, no Canada, em Qatar e nos Emirados Arabes.
A miseria é hoje muito pior do que nos tempos de Carlos Andres Perez, que era acusado de corrupto, hoje a corrupção é cem vezes maior e o Pais não funciona mais como um sistema economico, falta tudo e não há perspectivas de melhora.
Andres Perez foi acusado de roubar US$17 milhões, o atual Vice Presidente teve US$500 milhões bloqueados em sua conta nos EUA na semana passada e 9 pessoas de sua familia estão sendo processadas por trafico internacional de drogas.
Os EUA não tem nada com isso, se quisessem derrubar Maduro bastava cortar a importação de petroleo por duas semanas,
a unica fonte de dolares da Venezula é os EUA, a China já pagou adiantado por 10 anos de petroleo e de lá não vem mais um centavo, já mandaram US$53 bilhões que foram dilapidados, Maduro pressiona por mais dinheiro da China há dois anos.
Quem tiver o minimo de percepção deve observar que há tempos não se vê declarações de apoio a Maduro vindas de Cuba.
Frederico Firmo
30 de julho de 2017 10:07 pmO problema da Venezuela chama-se petroleo.
Um país que não teve tempo para criar alternativas, pois esta oposição jamais pretendeu fazer um pacto, e como sempre viveu dos acertos com petrolíferas e jamais se dedicou a criação de alterantivas economicas. Esta oposição que está aí jamais fez um pacto produtivo com o restante do país. Uma oposição que se notabilizou por defender interesses das petrolíferas e tentativas de golpe contra Chaves. E antes de Chaves se enriqueciam enriquecendo as petrolíferas. Hoje se fala que a Venezuela era um pais rico. Continua sendo um país com uma grande riqueza, e a briga por esta riqueza, continua entre a população e os outros.
Com uma economia baseada apenas no petróleo, como sobreviveria a uma queda de 100 para menos de 30 dolares o barril. As grandes petrolíferas faliram toda a industria petrolifera do óleo de Xisto, nos EUA, ( eles não tem patria, mas tem governos) . Tentaram com estes preços, inviabilizar o pre-sal, mas não contavam com os avanços tecnologicos da Petrobrás que consegue tirar um barril no pré-sal por menos de 10 dolares. Quem não lembra de Willian Waak alardeando que o pre-sal com a queda do preço por barril, ficaria inviável. Sem dúvida havia interesse no sufocamento do pre-sal. E com a Venezuela, o golpe funcionou, mas não funcionaria sem uma oposição interna e sem a fragilidade de uma economia baseada apenas no Petróleo. Como aqui querem colocar um cuidador de grandes fortunas, ( Parente) para vender tudo a alguma Petrolífera. E como lá nossa elite vive defendendo o meliante.
Pensem bem sobre como com tantas guerras no Oriente Médio, e com as sanções contra o Irã, isto é, com uma sensível diminuição na oferta de petróleo, o preço ao invés de subir caiu 70%. Isto é contra a famosa lei do mercado, preço e demanda.
A Venezuela tem seus problemas economicos e políticos , e são sérios, mas não me venham dizer que a oposição esta defendendo a democracia e a liberdade. Não me venha dizer que o USA esta defendendo a liberdade, ao mesmo tempo em que faz um acordo trilionario de venda de armas para a “democracia Saudita” E não me venham dizer que este nosso governo ilegítimo, que surge a partir de um golpe e que no momento, e fala abertamente que democracia é para quem pode comprar parlamentares, tem moral para falar em democracia. Nosso governo ilegítimo, acha que democracia é uma mercadoria comprável, como fez com o golpe e faz agora para salvar Temer.
Andre Araujo
31 de julho de 2017 12:11 amO Petroleo da Venezuela é
O Petroleo da Venezuela é ESTATAL desde 1982, não tem petrolifera internacional, tem a PDVSA que extrai petroleo e vende para sua propria distribuidora nos EUA, a CITGO, que refina no Texas e distribui com seus 11.000 postos.
A oposição que ainda está na Venezuela é em parte classe media e na maior parte pobres e pequenos empresarios sobreviventes.
A elite já foi embora da Venezuela há muito tempo.
Let's Rock the rats
30 de julho de 2017 11:31 pmoi Nassif, aguardo a publicação do meu comentário
Nassif e/ou plantonista (rs),
onde está o meu comentário deste artigo?
se os artigos internacionais são repetidamente ruins, por que não posso fazer comentários repetidamente pertinentes em 3 artigos diferentes?
>>> se o tal “romulus” pode emporcalhar o blog do Nassif repostando 20 VEZES NUM MESMO DIA UM MESMO TEXTO DELE (e sempre com imagens!!!) em diversos artigos do Blog, por que eu não posso repetir 3 comentários para 3 diferentes artigos tendenciosos? o tal “romulus” é parente de alguém do blog?
(aparte para assunto importante, mas diferente)
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falando no tal “romulus”, Nassif e webmaster, vcs nunca se perguntaram como o cara (“romulus”) posta MONTES daqueles panfletos de tamanho exagerado, com imagem e 5 linhas escritas ocupando um espaço equivalente a 30 linhas, e quase que imediatamente aparece “excelente” ou “nota 5” EM TODOS ELES?
vcs (ADMIN. DO BLOG) sabem que o WordPress tem montes de bugs, não? Acho que já li sobre isso (sobre dar nota a si mesmo, com algum caracter alterado ou script oculto). Essa coisa de dar nota a si mesmo deve ser uma dessas falhas.
VCS ATUALIZAM AS VERSÕES E PATCHES DO WORDPRESS?
Já tentei duas vezes, por curiosidade, mudar a nota desse “panfleteiro sugismundo” do blog, com dois métodos diferentes, mas não consegui…
1) tentei mudar a nota, muitas vezes, com grandes intervalos de tempo entre tentativas, com o mesmo ip e não consegui mudar a nota.
2) tentei mudar a nota, muitas vezes, com grandes intervalos de tempo entre tentativas, com ips diferentes, e não consegui mudar a nota. Isso (de não conseguir alterar a nota de alguém) é normal?
eu não acho que o “romulus” seria tão sem-noção de ficar clicando (ou pedir para seus parentes ficarem fazendo isso) e dando nota “excelente” a si mesmo montes de vezes, nem um beócio narcisista ficaria fazendo isso…
por isso acho q ele deve explorar um bug do WordPress para atribuir nota a si mesmo em um comentário enviado para uma versão do WordPress não atualizada ou corrigida.
fora isso, esse “romulus” é parente do Nassif ou de alguém da “diretoria” do Blog?
tipo… filho da cunhada, filho da prima, filho da vizinha, namorado da filha?
é que todo texto dele tem perto de 7 links para desviar tráfego do blog do Nassif para os links do “romulus”, seja o site, facebook, twitter ou qquer coisa desse tipo ligada a ele.
Todo mundo sabe que dá para ganhar uma boa graninha somente com acessos, pois o tráfego para certo endereço pode ser bem remunerado.
Uma pessoa ética, idônea, não faria uma rapinagem de leitores desse jeito.
Por que outro comentarista frequente, por ex. o AA, não coloca links para um blog dele ou coisa semelhante, já que ele escreve mais tempo e textos bem mais densos (eu disse densos, não que sejam todos bons) que as frivolidades do “romulus” para puxar tráfego dos leitores do GGN e do Nassif.
Outra coisa que define personalidade… o AA coloca um texto inteiro, sem ficar pulando linhas a cada duas palavras, sem links para “desviar” tráfego do Nassif, e não posta somente uma parte do texto para usar “leia mais” e “forçar” os leitores ingênuos a ir pro blog dele (romulus).
Se o tal “romulus” quer desviar tráfego do blog do Nassif, ele que pague anúncio no cabeçalho ou lateral do Blog do Nassif para o blog dele (faceburro e twitter inclusos) e aí estaria tudo bem… desviaria tráfego, mas pagaria por isso ao Nassif.
Mas não… o cara desvia tráfego do Nassif DE GRAÇA e ainda sai com fama de “bacana”.
Como costumo repetir… brasileiro é muito créduto, facilmente “enrolado” pelos “espertos” como esse tal “romulus”.
(e tem um monte de tolinhos que acham que os indutores de vícios — maconha, cocaina, crack —, geralmente traficantes bons de lábia, são pessoas legais, “gente boa”, né não?)
Se esse cara (romulus) quer escrever no Blog no Nassf, que abra um blog no GGN, que escreva um artigo inteiro (sem essa porcaria de “leia mais” e sem ficar pulando linhas a cada duas palavras!!!) E NÃO COLOQUE LINKS além do link da fotinha, que necessariamente, remete ao blog do romulus dentro do GGN.
Isso é o comportamento de uma pessoa ética.
E, por favor, romulus, PARE DE EMPESTEAR O BLOG COM O MESMO ARTIGO VÁRIAS VEZES NUM DIA para desviar tráfego do Blog do Nassf.
Caso queira comentar mais de uma vez, comente, sem problemas, mas com textos inéditos (cada comentário, um texto novo, como eu faço), sem imagens (também sei usar imagens, mas ocupa muito espaço e é desleal com outros comentaristas que não sabem usar este recurso para “chamar atenção”).
Além disso, escolha se seu “artigo ou comentário” é “CLIPPING” ou “FORA DE PAUTA” e POSTE UMA VEZ SÓ, POR FAVOR!
Seria ético o, por ex., Altamiro Borges vir “pescar” tráfego (isto é, leitores) no Blog do Nassif?
TIPO… o Altarmiro colocar imagens, usar “leia mais” e deixar 7 links para puxar tráfego para si mesmo?
Então, por que o “romulus” faz isso já um bom tempo e ninguém fala nada? Ninguém mais sabe o que é desviar tráfego ou o que é comportamento ético?
Outros comentaristas acostumaram com panfletagem desleal no Blog do Nassif e ficou tudo bem?
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(fim do aparte importante e voltando ao meu pedido de publicação)
RESUMINDO, por favor, publiquem o meu comentário.
só para lembrar, é este o texto que postei 3 vezes:
https://jornalggn.com.br/comment/1124750#comment-1124750