4 de junho de 2026

Bolsa inverte tendência e fecha em queda de 0,78%

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Jornal GGN – A bolsa brasileira começou o dia em alta, mas inverteu o quadro e encerrou o dia em baixa: o Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou o dia em queda de 0,78%, aos 47.076 pontos e com um volume negociado de R$ 5,774 bilhões. No mês, a Bovespa acumula valorização de 4,48% e no ano, perdas de 5,86%.

Segundo informações da agência de notícias Reuters, o pregão foi marcado pelo volume de negócios reduzido, com os agentes mostrando alguma apreensão sobre o desdobramento do cenário político e econômico no Brasil, e realizando lucros após três sessões consecutivas de alta.

A baixa do dia foi puxada pelo desempenho da mineradora Vale e dos bancos: as ações ordinárias da Vale (VALE3) caíram 1,07%, a R$ 17,61, enquanto as preferenciais (VALE5) recuaram 2,05%, a R$ 14,35. Entre os bancos, os papeis do Banco do Brasil (BBAS3) tiveram desvalorização de 3,24%, a R$ 16,45; os do Bradesco (BBDC4) perderam 2,36%, a R$ 21,50; e os do Itaú Unibanco (ITUB4) fecharam em queda de 2,04%, a R$ 26,92.

Em contrapartida, as ações da Petrobras fecharam em alta: os papéis ordinários da estatal (PETR3) subiram 1,34%, a R$ 9,80, e os preferenciais (PETR4) avançaram 1,26%, a R$ 8,05.

No câmbio, a negociação com a moeda norte-americana foi marcada pela instabilidade, e fechou acima de R$ 3,90 pela primeira vez em 15 dias. O dólar comercial encerrou vendido a R$ 3,903, com alta de R$ 0,026 (0,67%). A última vez que a cotação fechou acima de R$ 3,90 tinha sido em 5 de outubro (R$ 3,901). A divisa ainda acumula queda de 1,6% em outubro. Em 2015, a moeda norte-americana subiu 46,8%.

Em um dia de poucos negócios, investidores continuavam preocupados com as contas públicas e com o cenário político no Brasil. No cenário externo, o pronunciamento da presidente do Federal Reserve (o Banco Central norte-americano), Janet Yellen, frustrou investidores, que esperavam alguma indicação sobre quando a autoridade monetária aumentará os juros no país. Assim, seguem as dúvidas se o aumento virá ainda neste ano ou só em 2016.

O dólar começou o dia em queda. Na mínima do dia, por volta das 11h, chegou a atingir R$ 3,851. À tarde, no entanto, a cotação reverteu a tendência e passou a subir, chegando a aproximar-se de R$ 3,91 na máxima da sessão, por volta das 16h.

O Banco Central (BC) continuou a rolar (renovar) os contratos de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro. A autoridade monetária rolou 10.275 contratos que venceriam em novembro.

Além da taxa básica de juros (que será divulgada após o fechamento dos mercados), os agentes aguardam a publicação do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor – 15), os dados de criação de empregos formais no Brasil e o índice de atividade industrial do Japão.

 

(Com Reuters e Agência Brasil)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. rcneves

    21 de outubro de 2015 1:12 am

    Janet Yellen novamente não

    Janet Yellen novamente não aumentou as taxas de juros americanas. E nem vai aumentar. 18,4 trilhões de dolares é uma dívida tão imensa que não admite ou comporta taxas altas. 

    Enquanto isto, o Currency and Credit Derivatives desaba 220 bilhões de dolares por dia.

    http://www.bis.org/publ/otc_hy1504.pdf

    http://www.usdebtclock.org/

    O mercado de derivativos vai contraindo.

    Criou-se mais taxa de juros do que os governos são capazes de pagar.

    Teoricamente pode-se criar valor até o infinito, uma vez que os números são infinitos.

    A dificuldade está em justificar tanto valor alavancado e futuro.

    Duvido que o COPOM perca esta oportunidade de cravar mais uma punhalada nas costas do governo. 

    As contas do governo estouraram justamente por conta dos juros que o governo tem que pagar, então, se querem que o governo não cumpra a meta contrariando a lei de responsabilidade fiscal, basta aumentar a taxa SELIC amanhã.

    E o sistema todo estourou por criarem mais dinheiro virtual do que é possível produzir em bens de consumo. Quando a moeda internacional é fixa não há inflação por mais que se imprima (títulos dos tesouros?).

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