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Jornal GGN – Em depoimento prestado ao juiz federal Sérgio Moro, o ex-deputado federal André Vargas (PT-PR) disse que declarou para a Receita um valor menor do que o efetivamente pago pela compra de sua casa na cidade de Londrina, no Paraná, mas negou que o subfaturamento foi feito para lavar dinheiro, acrescentando que o quantia foi alterada a pedido do vendedor. Ele também se defendeu dizendo que “todos os meus bens cabem perfeitamente na minha receita”.
Segundo o ex-deputado, que declarou R$ 480 mil ao invés de R$ 980 mil na compra do imóvel, disse que seguiu a orientação do antigo proprietário da casa, o juiz federal Eduardo Fernando Appio. “Concordei porque foi iniciativa de um juiz federal. Não teríamos dificuldade nenhuma em declarar 980 mil reais”, afirmou. Já Appio disse, também em depoimento a Sérgio Moro, que que declarou integralmente o valor recebido pelo imóvel à Receita Federal.
Enviado por JigSawJr
Do Gazeta do Povo
André Vargas diz que subfaturou imóvel “a pedido do vendedor”
Catarina Scortecci
O ex-deputado federal pelo PT do Paraná André Vargas, preso há seis meses em Curitiba, confirmou em depoimento prestado nesta quarta-feira (14) ao juiz federal Sergio Moro que declarou à Receita Federal um valor menor do que a quantia efetivamente paga na compra da sua casa, no bairro Alphaville, em Londrina. Ele negou com veemência, contudo, que tenha feito isso para lavar dinheiro de origem ilícita e acrescentou que o valor foi alterado a pedido do vendedor. “Nos meus 14 anos de vida pública, tive um rendimento de cerca de R$ 3,5 milhões a R$ 4 milhões. Todos os meus bens cabem perfeitamente na minha receita. Não há que se falar em enriquecimento ilícito”, disse ele. A audiência foi marcada dentro de uma das ações penais da Lava Jato em trâmite na 13ª Vara Federal Criminal.
O ex-petista alega que declarou um valor inferior – R$ 480 mil, ao invés de R$ 980 mil, valor efetivamente pago – a pedido do juiz federal Eduardo Fernando Appio, então proprietário da casa. “Só aceitei a orientação (passada pelo corretor de imóveis). Concordei porque foi iniciativa de um juiz federal. Não teríamos dificuldade nenhuma em declarar 980 mil reais e a gente não estaria passando por isso agora”, disse Vargas. Appio é testemunha arrolada pelo Ministério Público Federal e, em depoimento já prestado a Moro dentro do processo, em agosto, ele reforçou que declarou integralmente o valor recebido pelo imóvel à Receita Federal. “Nós só estamos sentados na tarde de hoje aqui porque eu cumpri como cidadão, honesto que sou, meu dever com a Receita Federal”, falou Appio, na ocasião.
Neste processo criminal, o ex-parlamentar é acusado pelo Ministério Público Federal de comprar uma casa em Londrina no ano de 2011 com dinheiro recebido indevidamente por contratos de publicidade firmados entre a agência de publicidade Borghi Lowe e dois órgãos federais, a Caixa Econômica Federal e Ministério da Saúde. Em outro processo da Lava Jato, referente à suposta vantagem indevida pelos contratos, Vargas já foi condenado em setembro deste ano a 14 anos e 4 meses de prisão pelos crimes de corrupção (ativa e passiva) e lavagem de dinheiro. Ele está recorrendo contra a sentença.
O ex-petista afirma que o dinheiro para a compra da casa é fruto da venda de um sítio e de economias, parte em espécie, guardada no seu escritório, “por opção pessoal”.
Em mais de uma ocasião, Vargas repetiu ainda que é o único responsável por todo o processo de aquisição do imóvel. A mulher do ex-parlamentar, Edilaira Soares, e seu irmão, Leon Vargas, também são réus neste caso. Também convocados por Moro nesta quarta-feira, Leon ficou em silêncio e Edilaira negou ter conhecimento sobre qualquer ilicitude. Ela confirma o desembolso de R$ 980 mil, mas não sabe explicar o motivo da declaração inferior à Receita Federal. “Foi um combinado entre eles”, disse ela, corroborando a tese do marido em relação à origem dos recursos. “Nós tínhamos um sítio, que foi vendido, e o André tinha as economias”.
Bento
15 de outubro de 2015 2:48 pmAbsurda a perseguição a esse
Absurda a perseguição a esse pobre político e mais absurdo ainda o abandono do partido ao qual ele dedicou tantos anos de sua vida mui honesta e batalhadora. Outros companheiros que aprontaram muito mais que ele foram defendidos pelos colegas como “guerreiros do povo brasileiro”, mas como ele não é de SP nem fazia consultoria pras maiores empresas do país, foi rifado sem dó.
Agora, jogado aos leões ao MPF, ainda tem de se submeter à vergonha de ter de explicar ao insensível juiz Sergio Moro que a casinha onde vive não é nada demais:
http://www.gazetadopovo.com.br/vida-publica/ex-petista-tenta-convencer-sergio-moro-de-que-alphaville-em-londrina-e-um-bairro-de-classe-media-baixa-confira-o-video-5hs5nadq7pvzgc5o7z3aqp0wx?ref=aba-mais-lidas
Luiz Cesar 2
15 de outubro de 2015 2:59 pmBento.
O PT abandonou todos
Bento.
O PT abandonou todos os que não poderiam mais contribuir para o seu projeto de poder, ou poderiam atrapalhar.
O episódio do mensalão, e nesse, deixou clara a atitude do PT e de seus principais líderes: “Tira isso daqui, tira isso daqui…”.
Ivan de Union
15 de outubro de 2015 3:08 pmCasa de 300 e poucos mil
Casa de 300 e poucos mil dolares nao eh nada demais mesmo nao. O que esta suposto a ser, mansao de 300 mil dolares?
basílio
15 de outubro de 2015 4:12 pmPrezado,
A transação
Prezado,
A transação imobiliária foi em 2011, por coerência faça a conversão pelo câmbio de 2011, ou se preferir, coloque o valor atual do imóvel em reais considerando a enorme valorização imobiliária ocorrida no Brasil desde 2011, e só então faça a conversão para o dólar pelo câmbio corrente.
Considere também que evasão fiscal é uma das causas da falta de investimento público, ocasionando menos mobilidade, menos assistência médica, menos educação, etc., o que em um país como o nosso causa entre outras mazelas, muitas mortes e sofrimento desnecessário.
Aliás não fosse o governo de esquerda meia boca já teria instalado na Av. Paulista, bem em frente a FIESP, um enorme Sonegômetro, de preferência com uma sirene a cada um milhão de reais sonegados, informando o que deveria ter sido feito com esses recursos devidos e criminosamente desviados para bolsos privados.
alexis
15 de outubro de 2015 3:55 pmcortando a própria carne
Faz parte disso.
O Vargas não tinha como sustentar a sua posição dentro do PT. Foi tratado pelo que é: um gatuno. Absurdo você querer comparar esse sujeito com Genoino, Cunha ou Dirceu.
basílio
15 de outubro de 2015 5:57 pmIsso, mas convém destacar,
Isso, mas convém destacar, separando joio e trigo, que o citado Cunha é o João Paulo e não o o cacique dos chantagistas e golpistas, hoje ainda no exercício de suas atividades de afundar de vez esse país e instaurar uma atrasada capitania pentecostal escravagista de oitava classe.
alexis
15 de outubro de 2015 7:48 pmbem lembrado!
bem lembrado!
basílio
15 de outubro de 2015 3:02 pmSub faturar para sonegar
Sub faturar para sonegar impostos também é crime, e grave.
Essa pseudo-elite endinheirada precisa entender que pagar todos os impostos devidos não é favor algum, é obrigação, e deixar de ser criminosa.
Se verdadeira a explicação do marginal, comprador e vendedor merecem penalidades legais além do necessário pagamento do valor sonegado propositadamente com uma bela multa.
Ivan de Union
15 de outubro de 2015 3:48 pmSim, concordo, mas AINDA nao
Sim, concordo, mas AINDA nao faz sentido. Alguem saberia o que o imposto esta suposto a ser em uma casa de 300 mil dolares que foi declarada como sendo de 150 mil????
Nao estamos falando em grandes fortunas aqui nao! E muito menos em “didnheiro de propina”, que decididamente NAO cabe no assunto independente da mais-que-inacreditavel acusacao de Moro.
martos
15 de outubro de 2015 3:03 pmAndré Vargas, PT?
André Vargas, PT?
Ivan de Union
15 de outubro de 2015 3:53 pmAecio, PSDB?
Aecio, PSDB?
Nira
15 de outubro de 2015 8:38 pmÔ Ivan, esse André Vargas
Ô Ivan, esse André Vargas saiu ( ou foi saído, nem sei mais ) do PT.
Ivan de Union
15 de outubro de 2015 8:52 pmEu sei, Nira! So nao estou
Eu sei, Nira! So nao estou achando acreditavel que um deputado va conversar com um juiz a respeito de compra de imovel, que o juiz sugira uma ilegalidade, que ele aceite a normalmente, que o juiz declare valor completo enquanto ele declara metade e eh pego pelo fisco.
Alem disso, a quantia nao eh assimilavel pra mim ainda. Digamos que (como notado abaixo) eu defasei o dolar e que tava mesmo a 2 por 1: a casa eh meio milhao de dolares. AINDA nao faz uma gota de sentido um deputado declarar 250 mil dolares. A reportagem postada abaixo tambem nos diz que eh um bairro chiquerrimo e nao de baixa classe media como Vargas tentou sustentar em corte -nao foi acreditado, evidentemente.
Oh! So agora me ocorrre que o valor da casa ja era muito mais alto do que ambos declararam!
Ivan de Union
15 de outubro de 2015 3:15 pmAjuda, Nassif
Alguma coisa aqui nao faz sentido. O vendedor (juiz ou nao) teria sugerido que O COMPRADOR declarasse menos aa RECEITA FEDERAL enquanto declarava o numero completo aa RF???????
Alguem saberia se o vendedor mentiu em juizo a respeito da declaracao ao imposto de renda dele?
Nao, Moro nao questionaria mais, ele so tomaria a palavra do juiz por seu valor de face -nao foi isso que o tre acabou de fazer com “seu juiz” e Dilma?
luiz valentim
15 de outubro de 2015 3:17 pmA psicopatologia política da Lavajato em criar factóide midiátic
Era só enviar pra receita federal cuidar do caso , mas, toda vez que o Governo consegue alívio essa psicopatologia entra em cena pra ocupar as redes televisivas induzinho á criminalisação do Governo Petista.
É pura ação política ,eles são prisioneiro duas vezes: Uma pela pena do suposto crime e outra, pasmem ,prisioneiros da psicopatologia política ,pois, como explicar que um prisioneiro condenado é sacado pra depor todas as vezes que seus algozes acham conveniente só pra satisfazer os interesses políticos ?
José B
15 de outubro de 2015 3:17 pmé uma rotina comum e ilegal
é uma rotina comum e ilegal no mercado imobiliário, praticada com anuência dos cartórios e incentivada pelos corretores. O comprador declara valor menor para economizar no ITBI e o vendedor leva vantagem na declaração do ganho de capital perante a Receita federal.
Esquecem que estão praticando falsidade ideológicia, simulação que leva a nulidade do negócio, fraude da obrigação tributária.
alexis
15 de outubro de 2015 3:48 pmImóvel de Juiz
Juiz gosta de esconder patrimônio.
Podem perguntar ao Barbosa quanto pagou pelo apartamento em Miami, aquele território virtual onde tupiniquim se acha norte-americano.
luiz valentim
15 de outubro de 2015 3:53 pmAgora projeto de poder é crime……Só Elite é que pode ter!
Alguns jornalistas e comentaristas abestados tão caindo nessa conversa que PT tem projeto de poder !
Pasme agora, Só Partidos legítimamente representantes da elite quinhentistas podem ter projeto de poder.
O mesmo Partido (PSDB) que tá mais de vinte anos no poder no Estado de São Paulo fica numa agonia só de ver o PT a doze anos no Governo Central. pode isso?.
Aliás eles estão tão a vontade que recrudesceram a Lei Ricúpero: O que é bom nois divulga o que é ruim níos iscondi !
Renato Lazzari
15 de outubro de 2015 4:39 pmQue cara-de-pau, esse
Que cara-de-pau, esse André:
“Só aceitei fraudar o fisco porque quem me pediu foi um juiz federal. Igual ao Sr., Excelência…”
xicobarreto1
15 de outubro de 2015 4:59 pmAcho que ele foi cotó, zé
Acho que ele foi cotó, zé mané, otário, caiu porque quis, para o pessoal do pt o negócio não é andar na linha mas sim nos trilhos
Orlando Soares Varêda
15 de outubro de 2015 8:32 pmESSE PESSOAL DO PT PARECE
ESSE PESSOAL DO PT PARECE DESCONHECER “OS CUSTUMES” AINDA VIGENTES EM PINDORAMA
Pelo que recordo, o professor Cardoso, mais conhecido pelo logotipo FHC, em sociedade com o Serjão, aquele gajo que cuidou das pedaladas da privatização tucana. Pois muito bem, estes dois iniputáveis compraram uma fazenda subfaturada (pra sonegar imposto), conforme é do custume da tradicional família cristã de Pindorama. Tradição preservada, para benefício e usufruto quase-legal exclusivo dos herdeiros da Casa-Grande. Amém.
No próximo capítulo: OPS! Outro aeroporto tucano? Camargo Correa fez aeroporto “de presente” para fazenda de FHC
Orlando
Abaixo podemos observar o que dizia a revista do Consultor Jurídico :
Matéria extraída do sítio: publicada no Boletim de Notícias CONJUR – 14/9/2000
“Fazenda da família de FHC, em Buritis, já custou 20 dólares.
14 de setembro de 2000, 0h00
A fazenda Córrego da Ponte, cenário do confronto entre o presidente da República e o governador de Minas, já custou 20 dólares.
Pelo menos é o que consta do Registro Geral de Imóveis de Unaí (MG), onde se informa que o imóvel pertence à Agropecuária Córrego da Ponte Ltda, cujos sócios são Jovelino Carvalho Mineiro Filho, Luciana e Beatriz Cardoso.
A fazenda que está sendo protegida pelo Exército, foi comprada por FHC e seu sócio, Sérgio Motta (ex-ministro das comunicações), segundo o cartório, por 2 mil dólares, e, em seguida, foi vendida para uma empresa deles por 20 dólares.
O proprietário anterior a FHC adquiriu as terras, em 1981, por 140 mil dólares.
Diante da curiosa transação, FHC alegou que a fazenda havia sido comprada, na realidade, por 50 mil dólares e que o negócio havia sido registrado em um ‘contrato particular’.”…
Nira
15 de outubro de 2015 8:34 pmA declaração do vendedor é
A declaração do vendedor é facilmente comprovada ou desmentida, é só checar a declaração de IR. Já a do André Vargas …
Antonio Andrade
15 de outubro de 2015 8:42 pmAndré Vargas
Está conversa que o partido tem que defender companheiros que por alguma razão, cometeram desvios de condutas éticas, não pode prevalecer sob hipótese alguma. Qual a justificativa que tenho para cometer delitos em nome de outra pessoa ou instituição, conduta moral e ética são prerrogativas de cunho estritamente pessoal, portanto quem as praticou ou pratique que responda por seus atos.