4 de junho de 2026

Bancários de SP entrarão em greve na próxima semana

 

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Da Agência Brasil

Os bancários de São Paulo, Osasco e região decidiram hoje (1º) entrar em greve a partir da próxima terça-feira (6). Segundo o sindicato da categoria, cerca de 1.500 profissionais participaram da assembleia. Eles rejeitaram proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste de 5,5%, que representam, uma perda real de 4%, segundo o sindicato.

“Os bancos alegam que o índice oferecido para os trabalhadores pretende compensar dificuldades decorrentes da inflação passada, sem contaminar os índices futuros. No passado tiveram lucro líquido de R$ 36 bilhões no semestre e no futuro deveriam reduzir taxas e juros que passam de 400% ao ano [no cartão de crédito], com o objetivo de acelerar a economia”, disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos bancários de São Paulo, Osasco e região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.

“Somente com os ganhos das tarifas bancárias, cerca de R$ 55 bilhões, poderiam gerar quase 2,5 milhões de empregos, com salário médio do mercado de trabalho, e garantir esses empregos por um ano. Isso, sim, seria contribuir para a conjuntura econômica”, acrescentou.

Algumas das reivindicações da campanha salarial dos bancários incluem reajuste de 16% no salário, sendo 5,6% de aumento real, com inflação de 9,88% (INPC); participação nos lucros de R$ 7.246,82; e piso de R$ 3.299,66.

A categoria reivindica ainda o fim das demissões nos bancos, ampliação das contratações e combate às terceirizações, a fim de melhorar as condições de trabalho e o atendimento à população, além de melhorar a segurança nas agências bancárias.

Redação

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4 Comentários
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  1. Bruno Cabral

    2 de outubro de 2015 11:42 am

    Greve de banco é inocua

    Todo anos eles fazem, e todo ano nao conseguem quase nada.

    Esqueceram que o sistema bancário evoluiu. Agora sao terceirizadas que alimentam os caixas eletronicos, que existe home banking, que existem correspondentes bancarios e até caixa de farmácia e supermercado (além de lotéricos) pagam contas.

    Para funcionar, os bancários tem que baixar a bola e sindicalizar TODOS os terceirizados que fazem serviços bancários de forma a extender pra eles as benesses que já tem. Isso inclui vigilantes das transportadoras de valores, caixas de todos os estabelecimentos que recebem contas e funcionários dos correspondentes bancários.

    Enquanto insistirem num poder que já nao tem os banqueiros vao continuar de ouvidos moucos para qualquer reinvidicação.

    1. ademar s teixeira

      2 de outubro de 2015 11:42 pm

      Absolutamente,  é com greve

      Absolutamente,  é com greve sim , legal, diga se de passagem, que é possivel arrancar qualquer melhora nas negociaçoes de dissidio coletivo,  seja de banqueiro ou qualquer outro empregador.Fazemos greve sim, pois esta ainda é uma categoria forte e organizada, e sabemos muito bem que o funcionario bancário é em ultima analise,  quem move as engrenagens,  seja de auto-atendimento, lotericas, terceirizados………o resto é balela.

  2. ademar s teixeira

    2 de outubro de 2015 12:01 pm

    Muito mais importante que

    Muito mais importante que garantir um pequeno percentual a mais,  é permanecer sendo uma categoria organizada, que consegue ainda, uma mobilizaçao a nivel nacional, um movimento acima de tudo legal, (dentro da lei), lei essa, como varias outras, sabemos estar na mira dos reacionarios, que nunca governaram para o povo.

  3. Jossimar

    2 de outubro de 2015 1:01 pm

    Enquanto 69% dos acordos

    Enquanto 69% dos acordos salariais fechados no primeiro semestre deste ano concederam aumentos reais aos trabalhadores, o setor bancário brasileiro, que com crise ou sem crise é dos mais lucrativos(aumentou o lucro em mais de 35% na comparação do primeiro semestre deste ano com o primeiro semestre do ano passado) do mundo quer impor uma perda real de quase 4,5% aos seus empregados de uma só vez.

    É dos setores da economia que mais demite a mantém alta rotatividade para reduzir salários, mantém sobrecarga de trabalho constante sobre os empregados devido reduzido número deles em cada agência, além do desrespeito ao consumidor que é refletido na liderança do setor em reclamações nos procons.

    Isto sem falar nas metas abusivas, assédio moral e até sexual verificado em várias agências pelo brasil afora.

    Mesmo assim querem chupar o sangue dos seus empregados como já fazem com a população e o setor produtivo brasileiro.

    São, no mínimo canalhas.

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