4 de junho de 2026

Balança fecha setembro com saldo de US$ 2,944 bilhões

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Jornal GGN – A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,944 bilhões em setembro de 2015, e foi considerado o melhor para meses de setembro desde 2011, revertendo o déficit de US$ 42 milhões registrado em igual período do ano passado. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Ao longo do período, as exportações somaram US$ 16,148 bilhões e as importações US$ 13,204 bilhões. A corrente de comércio foi de US$ 29,352 bilhões, valor 23,5% abaixo do registrado em setembro de 2014 pela média diária.

A média diária das exportações em setembro chegou a US$ 769 milhões, 4,3% acima da média verificada em agosto deste ano (US$ 737,4 milhões), resultado do embarque de produtos básicos (US$ 7,163 bilhões), manufaturados (US$ 6,33 bilhões) e semimanufaturados (US$ 2,277 bilhões). Na comparação com setembro de 2014, a média diária das exportações caiu 13,8% (US$ 891,6 milhões). 

Ainda no comparativo com setembro de 2014, a média diária das exportações de produtos básicos caiu 19,6%, especialmente pela queda de minério de ferro (-40,4%), petróleo em bruto (-37,8%), algodão em bruto (-35,2%), fumo em folhas (-31,4%), minério de cobre (-30,3%), farelo de soja (-23,7%), carne suína (-17,7%), carne de frango (-14,5%) e café em grão (-13,7%). Por outro lado, cresceram as vendas de milho em grão (22,8%), soja em grão (11,2%) e carne bovina (3,7%).

As exportações de manufaturados, em média diária, reduziram 4,6% no mês em comparação com setembro de 2014. O desempenho do grupo foi puxado principalmente pela queda nas exportações de açúcar refinado (-33,7%), máquinas para terraplanagem (-28%), medicamentos (-21,9%), tubos flexíveis de ferro e aço (-19,5%), motores e geradores (-18,5%), pneumáticos (-11,7%), bombas e compressores (-11,1%), motores para veículos e partes (-10,6%), automóveis de passageiros (-7,5%), polímeros plásticos (-6,2%) e autopeças (-4,4%). Por outro lado, aumentaram as vendas de plataforma de extração de petróleo, tubos de ferro fundido (55,1%), laminados planos (27,3%), óxidos e hidróxidos de alumínio (16,4%), veículos de carga (15,7%) e aviões (8,4%).

No grupo de produtos semimanufaturados, que apresentou queda – em média diária – de 12,2% no comparativo com setembro do ano passado, decresceram as vendas principalmente de açúcar em bruto (-37,9%), couro e peles (-30,8%), semimanufaturados de ferro/aço (-22,2%), ouro em forma semimanufaturada (-17%), ferro-ligas (-13,1%), madeira serrada (-9,9%) e alumínio em bruto (-4%). Por outro lado, aumentaram as vendas de catodos de cobre (98,9%), óleo de soja em bruto (94,7%), celulose (18,8%) e ferro fundido (4,2%).

Pelo lado das importações, a média diária em setembro de 2015 foi de US$ 628,8 milhões, o que representa uma alta de 3,2% sobre agosto deste ano (US$ 609,3 milhões) e uma queda de 32,7% na comparação com setembro de 2014 (US$ 934,5 milhões). Decresceram as importações de combustíveis e lubrificantes (-61,9%), bens de capital (-27,4%), matérias-primas e intermediários (-26%) e bens de consumo (-23,4%).

No acumulado de janeiro a setembro de 2015, as exportações somam US$ 144,495 bilhões e as importações US$ 134,249 bilhões, valores 16,3% e 22,6% menores, respectivamente, que os registrados no mesmo período do ano passado (pela média diária). A corrente de comércio totalizou US$ 278,744 bilhões, uma queda de 19,5% sobre o mesmo período de 2014 (US$ 348,010 bilhões), pela média diária. Entre janeiro e setembro de 2015, a balança comercial acumula um superávit de US$ 10,246 bilhões, revertendo o déficit registrado em igual período de 2014 (US$ – 742 milhões).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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