4 de junho de 2026

Bolsa fecha estável, afetada por Vale e Petrobras

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Jornal GGN – A bolsa de valores brasileira terminou o dia em patamar estável, após três altas consecutivas, em dia marcado pela volatilidade das operações. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) fechou as operações do dia em patamar estável (0,00%), aos 48.551 pontos e com um volume negociado de R$ 7,426 bilhões.

As operações do dia foram marcadas pela decisão do Federal Reserve (banco central norte-americano) em não mudar a taxa básica de juros, enquanto o cenário político doméstico seguiu adicionando incertezas quanto à retomada da economia.

De acordo com informações da agência de notícias Reuters, as operações do mercado brasileiro também continuam pressionadas pelo ceticismo dos agentes quanto ao desfecho da crise política, ao passo que as dificuldades ligadas ao processo de ajuste fiscal tem aumentado. Outro ponto de ruído adicionado aos negócios foi uma reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico, afirmando que o Instituto Lula e o PT trabalham para uma virada na política econômica, que exigiria a saída tanto do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, quanto do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

Em termos acionários, a queda das ações da Petrobras foi compensada pela alta dos papéis da Vale: as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) recuaram 3,44%, a R$ 7,86, enquanto os papéis ordinários da estatal (PETR3) caíram 2,11%, a R$ 9,28. Por outro lado, as ações preferenciais da Vale (VALE5) subiram 3,24%, a R$ 15,63, e as ordinárias (VALE3) ganharam 2,36%, a R$ 19,49.

No câmbio, a cotação do dólar comercial chegou a atingir R$ 3,909 ao longo do dia, mas perdeu força e fechou o dia em alta de 1,25%, a R$ 3,882 na venda – o maior valor de fechamento desde 23 de outubro de 2002 (R$ 3,915).

Ao longo do dia, a moeda americana chegou a ultrapassar R$ 3,90. Na máxima do dia, por volta das 10h30, a divisa atingiu R$ 3,905. O dólar acumula alta de 7,03% em setembro e de 46,02% em 2015.

A cotação continuou a subir mesmo após o anúncio da manutenção dos juros nos Estados Unidos – o Federal Reserve (banco central do país) manteve a taxa de juros perto de zero, após uma reunião de dois dias.

No Brasil, os investidores seguiam preocupados com a viabilidade do ajuste das contas públicas brasileiras. A crise política também levou os agentes a adotarem um posicionamento mais cauteloso.

Nesta manhã, o Banco Central brasileiro manteve o processo de rolagem dos swaps cambiais (equivalentes à venda futura de dólares) com vencimento programado para outubro, vendendo a oferta total de até 9.450 contratos. Ao todo, já rolou o equivalente a US$ 5,414 bilhões, ou aproximadamente 57% do lote total, que corresponde a US$ 9,458 bilhões.

Para sexta-feira, os agentes aguardam a publicação do IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e a expectativa pela divulgação dos dados de confiança industrial pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e de atividade econômica, além do índice antecedente dos Estados Unidos.

 

 

 

(Com Reuters e Agência Brasil)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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