
Jornal GGN – Em sua primeira manifestação pública sobre a chacina que deixou 18 mortos em Osasco e Barueri, a Polícia Militar do Estado de São Paulo disse que não se pode generalizar “toda uma classe de trabalhadores por causa de atos supostamente praticados por bandidos que integram temporariamente a instituição”. A Corregedoria da PM investiga a participação de 19 suspeitos no crime, sendo que 18 seriam policiais militares e um civil casado com uma policial.
No final de semana, a Corregedoria cumpriu mandados de busca e apreensão em residências de PMs, procurando indícios que provem a participação de suspeitos nos ataques. Dois sobreviventes disseram ter visto um veículo da PM acompanhando um dos carros que transportava os atiradores. Eles também afirmaram que cápsulas foram recolhidas dos locais dos crime logo após os assassinatos.
Do Estadão
Em 1ª manifestação pública sobre 18 mortes em Osasco e Barueri, corporação diz que não se pode generalizar classe de trabalhadores
SÃO PAULO Na primeira manifestação pública sobre a chacina em Osasco e Barueri, na qual 18 pessoas foram executadas no dia 13 deste mês, a Polícia Militar afirmou que não é possível “generalizar toda uma classe de trabalhadores por causa de atos supostamente praticados por bandidos que integram temporariamente a instituição”. A Corregedoria da corporação investiga a participação de 19 suspeitos no crime 18 seriam PMs e um civil casado com uma policial.
A PM, em seu site e em sua página no Facebook, pronunciouse, na quintafeira, em resposta ao compartilhamento, por um advogado, de uma charge de 2012 que mostra PMs em dois modelos de uniforme, um “diurno” e outro “noturno”. O primeiro está com a farda convencional e o segundo, encapuzado e com uma arma na mão.
A corporação afirmou na nota que é “uma das instituições mais sérias do poder público, agindo prontamente em casos de crimes eventualmente praticados por seus integrantes” e que é “implacável” contra desvios de conduta, mas que “repudia toda e qualquer tentativa de criminalização da classe, por parte de quem quer que seja”.
A nota da PM cita nominalmente um advogado da coordenação do Movimento Nacional de Direitos Humanos de São Paulo. “Causou indignação o compartilhamento, via Facebook, de uma charge discriminatória contra a Polícia Militar, no perfil do advogado Ariel de Castro Alves”, afirmou o texto.
A corporação disse lamentar que “uma pessoa que se diz defensora dos direitos humanos” generalize uma categoria profissional. A publicação da PM exibiu a foto do advogado em seu perfil na rede social.
Após receber ameaças, Alves apagou a charge de seu perfil. “Algumas pessoas ameaçavam minha integridade, outras me ofendiam com xingamentos ou de processos e representações na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Alguns também me elogiavam pela minha atuação, mas manifestavam indignação específica com relação à charge postada. A maioria dos autores das mensagens, pelos seus perfis no Facebook, possivelmente eram policiais militares”, disse.
A charge não é de sua autoria e circula nas redes sociais há três anos há referências a ela em outros perfis de defesa dos direitos humanos. “Não tive a intenção de promover ofensas, discriminações ou estigmatizações generalizadas em relação à Polícia Militar, seus trabalhadores e mesmo quanto aos seus símbolos. Minha única intenção foi apresentar meus protestos à possível participação de alguns maus servidores públicos da PM, ou de outras instituições, em chacinas, grupos de extermínios e em execuções sumárias, conforme as apurações em curso em Osasco”, afirmou.
Risco. Ariel disse ter enviado à Secretaria da Segurança Pública (SSP) uma nota, na sexta-feira, em que explica esses pontos. O texto não havia sido publicado nos canais oficiais da secretaria ou da Polícia Militar até a noite deste domingo.
A PM disse, também em nota, que a mensagem de quinta-feira foi publicada pelo Centro de Comunicação Social “para contestar conteúdo discriminatório” no perfil do advogado. “Esse tipo de comunicação acontece todas as vezes que são identificadas publicações que atentem contra a honra e a credibilidade de policiais militares”, informou a corporação.
Segundo a instituição, “não há risco em reproduzir conteúdo existente em um perfil público do Facebook. A avaliação do risco compete ao dono do perfil, ao criálo, bem como a responsabilidade pelo que publica também compete ao dono do perfil”
Luiz FS
24 de agosto de 2015 7:00 pmNenhuma dúvida …
Nenhuma dúvida que os responsáveis pela chacina são bandidos.
Resta saber se são bandidos travestidos de servidores públicos ou não?
Athos
24 de agosto de 2015 7:06 pmSim
Pms bandidos!
Ivan de Union
24 de agosto de 2015 8:49 pmPior… assassinos em serie
Pior… assassinos em serie em grupos.
O Brasil eh o unico pais do mundo que permite isso.
Fernando J.
24 de agosto de 2015 7:23 pmClaro que foram bandidos. Bandidos fardados
E muitos são oficiais. Que dúvida.
PS.: Para meu profundo desgosto, a campanha do Padilha para governador sequer tocou no problema número 1 do Estado, a Polícia Militar assassina.
Fernando J.
24 de agosto de 2015 7:57 pmpolicial da Guarda Civil de SP flagrado portando soco inglês
Do Facebook do Thiago Fuschini: “Ontem, na Praça da Sé, um policial da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de SP, foi flagrado portando um soco inglês.
Este equipamento é permitido? Se sim, para quê?
Ivan de Union
24 de agosto de 2015 8:14 pmMentira.
Mentira.
Renato Lazzari
24 de agosto de 2015 8:36 pmAh, bom, agora sim! Então é
Ah, bom, agora sim! Então é só mandar esses poucos bandidos embora da corporação que fica uma maravilha! Nunca mais haverá chacinas, execuções e nenhum outro tipo de abuso de autoridade.
Porque não mandaram os bandidos embora antes? Vai ver que é porque eles são muito rápidos: estão ao mesmo tempo em várias chacinas como essa de agora, divulgadas pela imprensa, e em muitas outras – chacinas e assissinatos individuais – que a imprensa não noticiou.
Ah, vá… E ainda pretendem que a comunidade confie na PM de Geraldo Alckmin?!
É como celular dentro da penitenciária. Não pode e ponto. Não pode abusar da autoridade. E ponto.
Renato Lazzari
24 de agosto de 2015 9:14 pmArma de alma limada…
Lembrando sempre que que ex-policial bandido e armado na rua é pior que simplesmente bandido armado na rua: é que ex-policial, além de manter amigo dentro da corporação e nas empresas satélites da corporação – segurança privada -, tem know how e preparo psicológico em execuções. Um cara assim e ainda por cima desempregado é um perigo nas ruas…
Fábio de Oliveira Ribeiro
24 de agosto de 2015 8:59 pmSem dúvida. Foram PMs
Sem dúvida. Foram PMs bandidos. É o que as imagens sugerem. De fato isto não causa surpresa, pois todo mundo sabe que a PM-SP tem bandidos até no seu comando (tanto que até hoje eles não divulgaram quanto foi gasto para cegar jornalistas na Av. Paulista nos últimos 2 anos). O Romão Dias está cheio de bandidos da PM, mas nenhum deles pertence ao comando da corporação e este talvez seja o verdadeiro problema. Os PMs fazem bicos com bandidos e agem como bandidos justamente em razão do exemplo dos oficiais bandidos que sempre ficam impunes.
janes salete
24 de agosto de 2015 9:26 pmE, assim, sp vai se tornando
E, assim, sp vai se tornando um estado assassino, governado por bandidos e assaltado em dignidade. Que polícia VAGABUNDA e BANDIDA! Com uma rapidez DESCOMUNAL e ANALFABETA, já temos os cabeças de bagres culpados. SEMPRE é assim em governos do psdb, os golpiistas corruptos. SP tem feito muito mal ao meu país.
Frederico69
24 de agosto de 2015 10:44 pmcrise alkmin
crise na polícia, crise no abastecimento, crise nos trens, crise na industria. aonde vai parar isso. até quando os paulistas vão continuar a atirar no pé!!!
BHZ
25 de agosto de 2015 2:50 amSoldado da PM é preso por suspeita de envolvimento em chacina
Soldado da PM é preso por suspeita de envolvimento em chacina em SP
A vítima, que viu o rosto do seu agressor, reconheceu a foto do PM entre as imagens apresentadas por policiais do DHPP
PUBLICADO EM 24/08/15 – 20h03
Folhapress
Um soldado da Polícia Militar de 30 anos é o primeiro preso por suspeita de envolvimento na chacina que deixou 18 mortos em Osasco e Barueri, ambas na Grande São Paulo.
A prisão administrativa foi feita com base no depoimento de um sobrevivente da chacina. A vítima, que viu o rosto do seu agressor, reconheceu a foto do PM entre as imagens apresentadas por policiais do DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa), responsável pelas investigações.
Na noite de quinta (13), 18 pessoas morreram e seis ficaram feridas nas duas cidades, em um intervalo de três horas. Os crimes ocorreram dentro de um raio de 10 km.
O soldado atualmente prestava serviços administrativos na Rota. Ele foi detido no prédio da Corregedoria da PM.
A informação foi divulgada nesta segunda-feira (24) no “SPTV”, da Rede Globo.
Nesta segunda-feira (24), o secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, confirmou o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra 18 policiais militares investigados pela suposta participação na chacina de Osasco e Barueri ocorridas no dia 13.
Ainda de acordo com Moraes, a ação faz parte das medidas adotadas pelas equipes de investigação tanto da Corregedoria da Polícia Militar quanto da Força Tarefa da Polícia Civil empenhadas em tentar esclarecer os responsáveis pelas 18 mortes.
“Apreendemos diversos documentos, diversos celulares, provas que podem ser utilizadas, ou não, dependendo do cruzamento das investigações.”
CHACINA
Na terça-feira (18), a Corregedoria começou a ouvir todos os policiais militares que trabalhavam em Osasco e Barueri, na Grande SP, na noite da chacina mais violenta do ano.
Foram convocados 32 PMs para prestar depoimento. São homens e mulheres do 42º batalhão, de Osasco, e do 20º batalhão, em Barueri, que prestarão depoimentos na condição de testemunhas para, segundo o governo, colaborar nas investigações.
O secretário da Segurança de São Paulo, Alexandre de Moraes, disse na segunda (17) que a polícia já tem nomes de possíveis envolvidos na chacina. Sem dar detalhes se são policiais, Moraes informou que essas pessoas foram “indicadas” por testemunhas e estão sendo investigadas para serem tratadas como suspeitas. “Avançamos muito”, disse o secretário, que também afirmou que os ataques foram praticados por ao menos dez pessoas, divididas em três grupos.
“Nós conseguimos definir a existência de três grupos distintos. Um grupo que atuou em Barueri, porque as armas são as mesmas nos dois eventos de Barueri, não só os estojos encontrados no local do crime, como também os projéteis nas vítimas. E dois grupos diferentes, que atuaram com armas diferentes, com veículos tem diferentes também em Osasco.”
Na sexta-feira (14), horas após a contagem oficial de mortos e feridos dos ataques na noite passada, o secretário informou que a Corregedoria da corporação só entraria na apuração se houvesse fortes indícios da participação de policiais militares no crime.
Secretário confirma cumprimento de mandados contra 18 PMs
Mandados de busca e apreensão contra 18 policiais militares investigados pela suposta participação na chacina de Osasco e Barueri
PUBLICADO EM 24/08/15 – 19h02
Folhapress
O secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, confirmou nesta segunda-feira (24) o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra 18 policiais militares investigados pela suposta participação na chacina de Osasco e Barueri ocorridas no dia 13.
Ainda de acordo com Moraes, a ação faz parte das medidas adotadas pelas equipes de investigação tanto da Corregedoria da Polícia Militar quanto da Força Tarefa da Polícia Civil empenhas em tentar esclarecer os responsáveis pelas 18 mortes.
“Apreendemos diversos documentos, diversos celulares, provas que podem ser utilizadas, ou não, dependendo do cruzamento das investigações.”
Moraes disse que não houve ações a Corregedoria da PM contra civis, como foi divulgado no final de semana, que elevaria a quantidade de suspeitos para 19 pessoas.
Apesar das medidas autorizadas pela Justiça Militar, o secretário nega que os PMs sejam considerados formalmente como suspeitos e, ainda, que houve pedido de prisão. Não informou, porém, se a PM mantém prisões administrativas – que não precisam da autorização da Justiça.
“Acreditamos que num futuro breve nós possamos, aí sim, indicar pessoas suspeitas realmente de terem participado desses crimes”.
O governo paulista também apresentou na tarde deste segunda números sobre roubo de carga que, segundo os números apresentados, caíram no Estado 20% em julho desde ano em comparação ao mesmo período do ano passado. Passaram de 733 para 590 casos.