4 de junho de 2026

Governo prepara linha de crédito para empresa que não demitir

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Jornal GGN – O governo federal pretende criar um programa para ajudar os grandes setores do país, com linhas de crédito fornecidas por bancos públicos, com taxas de juros menores para as empresas que se comprometerem a não demitir funcionários. 

Somente para o setor automotivo, a Caixa vai liberar em torno de R$ 5 bilhões. O Banco do Brasil também terá linhas de financiamento para essas empresas. O setores de petróleo e gás, alimentos, energia elétrica, eletroeletrônico, telecomunicações, fármacos, químico, papel e celulose, máquinas e equipamentos e construção civil também negociam com o governo.

Sugerido por Braga-BH

Da Folha

Governo prepara pacote que inclui crédito para empresa que não demitir

O governo federal prepara um novo programa de ajuda para os grandes setores industriais do país.

A primeira medida, anunciada nesta terça-feira (18), é a criação de linhas de crédito por bancos públicos, com taxas de juros menores para quem se comprometer a não demitir funcionários.

O uso dos bancos públicos para financiar o setor produtivo fez parte da política de incentivo ao crescimento adotada entre 2008 e 2014, abandonada e criticada pela atual equipe econômica, em especial pelo Ministério da Fazenda e pelo Banco Central.

A Caixa vai liberar cerca de R$ 5 bilhões somente para o setor automotivo, incluindo dinheiro próprio e recursos dos trabalhadores (FAT e FGTS). O BB também vai anunciar linhas de financiamento para essas empresas, na quarta-feira (19).

Também estão em negociação com o governo os setores de petróleo e gás, alimentos, energia elétrica, eletroeletrônico, telecomunicações, fármacos, químico, papel e celulose, máquinas e equipamentos e construção civil.

A presidente da Caixa, Miriam Belchior, afirmou que se trata de uma política que foi discutida com várias áreas do governo e tem como objetivo ajudar as empresas a “respirar” durante este “momento de travessia” pelo qual passa a economia brasileira.

“Foi debatido inclusive com a Fazenda. É uma posição de consenso do governo”, afirmou a presidente da Caixa, que não quis afirmar quais seriam as outras medidas que serão tomadas, além do aumento do crédito bancário.

Em relação ao setor automotivo, serão quatro linhas de crédito. Em três delas, as prestações só começam a ser pagas daqui a seis meses, quando o governo espera que a economia tenha começado a se recuperar, segundo a presidente da Caixa.

A primeira é a antecipação de recursos para fornecedores de montadoras, com juro a partir de 1,41% ao mês. As mesmas empresas contam ainda com dinheiro para despesas do segundo semestre a partir de 0,83% ao mês + TR. Nesse caso, os empréstimos contam com dinheiro da Caixa e do FGO (Fundo de Garantia de Operações).

A Caixa também vai financiar compra de máquinas novas e usadas a 1,5% ao mês com dinheiro do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). A quarta linha é para renovação de frota (transporte coletivo, máquinas agrícolas e caminhões) com dinheiro do FGTS na linha Pró-Transporte a 9% + TR ao ano.

As taxas mínimas serão aplicadas a empresas que se comprometerem a não demitir trabalhadores durante o prazo do empréstimo. Esse controle deverá ser feito por meio do acompanhamento da folha de pagamento da empresa. Em caso de demissão, o desconto na taxa de juro deixa de valer. 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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7 Comentários
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  1. Altran Gomes da Silvaaa

    20 de agosto de 2015 12:59 pm

    Pelo visto o governo não

    Pelo visto o governo não conseguiu ainda entender seus erros e aprender com eles

    estamos perdidos

  2. Andre Araujo

    20 de agosto de 2015 1:01 pm

    https://jornalggn.com.br/notic

    https://jornalggn.com.br/noticia/a-agenda-positiva-para-relancar-a-economia-por-motta-araujo

    Dei essa ideia aqui no blog seis meses atrás.

    Medida que pode se perder no modelo de operação. Vejo dois poblemas:

    1.Não concentra  seu foco na pequena e media empresa, as que mais empregam.

    2.Burocratização do programa, muitas regrinhas e condicionantes, ao fim demora muito para operar.

    O caso de uma boa ideia, redução de horas de trabalho em 30% com redução do salario em 15%, pouquissimas empresas conseguiram entrar no programa porque tem umas regrinhas ridiculas, se não demitiu ninguem ai não pode, tem que ter um movimento no quadro de mais ou menos de 1%, SE COLOCAR REGRINHAS NÃO FUNCIONA.

    Outro ponto nessa boa ideia: a RESISTENCIA DOS SINDICATOS, perdem a boca da homologação das demissõs, que rendem bom dinheiro para os sindicatos e seus advogados credenciados, para os sindicatos a DEMISSÃO É UM BOM NEGOCIO, muitos não estão aceitando esse programa de redução de horas com manutenção do emprego.

  3. mclane

    20 de agosto de 2015 1:36 pm

    Por que o governo vai

    Por que o governo vai mantegar de novo? Isso já não funcionava nos últimos anos, com quedas frequentes nas vendas. Agora com desemprego, inflação e juros, tudo alto, o que vai garantir a venda da produção? Espero pra ver, mas a principio, medida inócua. 

  4. joão adalberto

    20 de agosto de 2015 2:10 pm

    Fundo

    Fernando Canzian – FOLHA

    “O Brasil tem um problema de fundo e invisível para a maioria. Os gastos federais não estão cabendo mais no PIB. E caberão cada vez menos com a economia encolhendo.”

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/fernandocanzian/2015/08/1671132-nosso-drama-de-fundo.shtml

  5. Athos

    20 de agosto de 2015 2:41 pm

    Mais dinheiro para empresas
    Mais dinheiro para empresas estrangeiras APENAS.

  6. joao

    20 de agosto de 2015 3:04 pm

    Sim
    Novamente um tiro no peh!
    Mais uma!
    Mer@$!#/^&*() ₩¥£€%=÷×

  7. Andre Araujo

    20 de agosto de 2015 4:24 pm

    O custo de manutenção de um

    O custo de manutenção de um emprego na empresa pequena e média é muito menor do que na grande empresa.

    Esta se anunciando como alvo dessa linha as montadoras, não tem o menor sentido. Elas não precisam de credito, precisam de mercado, credito subsidiado para que finalidade, se elas não estão vendendo.

    Todas tem banco proprio.

    FORD – Banco Ford S.A.

    FIAT – Banco Fidis S.A.

    Francesas – Banco PSA S.A.

    MERCEDES – Banco Mercedes Benz S.A.

    GM – Banco GMAC S.A.

    VOLKS – Banco Volkswagen S.A.

    Honda – Banco Honda S.A.

    TOYOTA – Banco Toyota S.A.

    CASE – Banco Case New Holland S.A.

    CATERPILLAR – Banco Caterpillar S.A. e Caterpillar Financeira S.A.

    Nenhuma montadora em dificuldade de credito, a maioria nem precisa de banco.

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