4 de junho de 2026

Mercosul deve propor acordo bilateral à UE em outubro

 
O Mercosul pode levar uma proposta de acordo bilateral com a União Europeia ao Comissariado Europeu em outubro, disse hoje (19) o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro.
 
Para ele, as discussões internas do bloco estão muito perto de chegar à oferta que será apresentada. “Contamos firmemente com a possibilidade de iniciar a troca de ofertas do Mercosul-União Europeia ainda neste ano”. Em outubro, será possível apresentar a parte do Mercosul, acrescentou.
 
Monteiro disse que o Mercosul não é um obstáculo que inviabiliza outros acordos e citou os Estados Unidos, afirmando que “o Brasil não pode fazer sua política de exportações sem ter um olhar fundamental para o mercado americano”. Ele observou que atualmente os principais problemas de acesso ao mercado americano são não tarifários e que ações como a harmonização de normas técnicas em alguns setores estão enfrentando esse problema.
 
A relação com o México também foi destacada pelo ministro, que considera bom o desempenho das exportações brasileiras para o país no setor automotivo.
 
Países da América do Sul com saída para o Pacífico, como a Colômbia, o Chile e o Peru, devem ter uma antecipação do acordo de degravação tarifária de 2019 para 2017, facilitando o comércio. “Temos amplas condições de, até 2017, ver totalmente desgravado o nosso comércio com esses países.”
 
Monteiro reafirmou que o governo tem o compromisso de manter e recompor o Reintegra em um horizonte de três anos. O programa devolve um percentual do valor de produtos industrializados exportados em forma de crédito tributário e teve uma redução desse percentual de 3% para 1% por causa do ajuste econômico. “Essa indicação é muito importante para dar ao exportador a previsibilidade necessária. É importante na formação dos preços.”
 
Sobre o Programa de Financiamento à Exportação (Proex), o ministro disse que o orçamento será capaz de cobrir todas as necessidades que forem mapeadas nos setores demandantes deste ano”. “O Brasil precisa oferecer condições de financiamento equiparadas com os nossos concorrentes.”
 
Com a crise econômica, que não considera a pior do período de estabilidade econômica, Monteiro afirma que o momento é de “fazer o dever de casa”, com o enfrentamento de problemas estruturais. “O Brasil tem que se voltar para o seu verdadeiro desafio”, disse ele, que reconheceu que parte dos problemas foi negligenciada com a conjuntura favorável dos últimos anos.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. junior50

    20 de agosto de 2015 2:50 am

    Falar pode

     Mas antes de 22/11/2015 nada será apresentado

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