
Jornal GGN – A baixa confiança dos empresários industriais seguiu inalterada em agosto: o ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial) permaneceu praticamente estável em 37,1 pontos, segundo levantamento elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O resultado representa uma redução do índice de 0,1 ponto percentual em relação a julho, dentro da margem de erro.
Com o resultado, o índice registra queda de 9,4 pontos em relação a agosto de 2014 e encontra-se 18,6 pontos abaixo de sua média histórica. Pela metodologia do indicador, valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança dos empresários. Quanto menor o índice, mais intensa e disseminada é a falta de confiança.
A falta de confiança foi detectada em todos os segmentos da indústria, independente do segmento, porte ou da região. O índice de condições atuais oscilou dentro da margem de erro: anotou 28,1 pontos em agosto, frente a 27,6 pontos em julho. O índice continua muito abaixo dos 50 pontos, o que representa uma piora nas condições atuais nos últimos seis meses. Segundo o levantamento, o resultado se deve tanto pela piora nas condições das empresas, quanto pelo agravamento das condições da economia brasileira.
O índice de condições atuais para as empresas registrou 32,7 pontos, um aumento de 1 ponto em agosto, o que revela que a percepção de piora foi menos intensa que em julho. Já o índice de condições atuais para a economia brasileira oscilou dentro da margem de erro, ao recuar 0,3 ponto frente a julho. Não obstante, o valor de 19,1 pontos, é o menor da série histórica, que se iniciou em janeiro de 1999.
Em agosto, o índice de expectativas oscilou dentro da margem de erro, para 41,5 pontos, uma queda de 0,5 ponto – e valores abaixo de 50 pontos indicam expectativas pessimistas para os próximos seis meses. De acordo com o levantamento, houve uma piora nas expectativas dos empresários sobre o futuro da economia brasileira.
O índice de expectativas sobre a economia anotou 31,3 pontos em agosto, o que representa uma redução de 1,6 ponto percentual em relação ao registrado em julho e de 10,6 pontos em relação a agosto de 2014. O índice de expectativas com relação à empresa manteve-se estável na comparação mensal, mas mostra queda de 8,3 pontos em 12 meses.
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