
Odebrecht é responsável pelas obras do Metrô de Caracas
Jornal GGN – A ONG Transparência Internacional, através de seu escritório na Venezuela, vai processar o governo do país por ocultar informações sobre contratos com empreiterias brasileiras envolvidas na Operação Lava Jato. Eles querem que o governo de Nicolás Maduro explique o impacto da operação no país, onde Odebrecht, Camargo Correa, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez trabalham ao menos 39 obras de infraestrutura.
Outros escritórios da ONG também vão pedir explicações semelhantes para governos de países com forte presença das construtoras brasileiras, como Argetina, Peru, Chile, República Dominicana, Guatemala e Panamá.
O escritório venezuelano da ONG Transparência Internacional, referência no combate à corrupção, disse à Folha nesta terça-feira (18) que irá processar o governo do presidente Nicolás Maduro por ocultar informações básicas sobre contratos com empreiteiras brasileiras envolvidas na Lava Jato.
A Transparência Venezuela também divulgou documento exigindo que o governo chavista explique o impacto da Lava Jato na Venezuela, onde Odebrecht, Camargo Correa, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão mantêm investimentos bilionários em ao menos 39 grandes obras de infraestrutura.
“A Justiça brasileira está fazendo seu trabalho. Se o Ministério Público da Venezuela fosse independente, seria natural que se começasse a investigar as empreiteiras brasileiras no país imediatamente após a Lava Jato estourar no Brasil, mas aqui as autoridades se recusam a prestar contas”, diz Mercedes De Freitas, diretora da Transparência Venezuela.
Ela se colocou a disposição da Justiça brasileira para colaborar com as investigações da Lava Jato.
Escritórios da ONG no exterior também pedirão explicações semelhantes aos governos de Argentina, Peru, Chile, República Dominicana, Guatemala e Panamá, países com forte presença das empreiteiras brasileiras.
Na Venezuela, maior mercado para as empresas citadas, o caso está mais adiantado.
A Transparência Venezuela, amparada pelo direito de acesso à informação pública, formalizou nesta segunda-feira questionamentos a autoridades venezuelanas sobre qualidade, prazos e valores de dezenas de contratos assinados a partir de 2003 por impulso dos então presidentes Lula e Hugo Chávez.
Órgãos estatais questionados, como o Ministério do Transporte e Obras Públicas, a petroleira PDVSA e o Metrô de Caracas, têm 20 dias para responder. Mas a Transparência Venezuela prevê que, a exemplo da praxe em requerimentos anteriores, não haverá resposta. Com isso, a ONG alegará violação dos artigos 28 e 51 da Constituição bolivariana que garantem acesso dos cidadãos a informação pública relevante e acionará o Tribunal Superior de Justiça (TSJ).
Esta opção tampouco deve ter efeito, já que o TSJ costuma anular ações contrárias ao governo.
A suspeita é que tenha havido superfaturamento, cartelização e acordos mediante propina. A ONG também exige explicações sobre atrasos nas obras, algumas das quais estão paradas.
“Alguns desses projetos, como na área de portos e transporte público, são extremamente importantes. O fato de estarem parados afeta tanto a qualidade de vida dos venezuelanos como a produtividade econômica”, disse Freitas.
“Cabe perguntar se os brasileiros tinham mesmo a melhor expertise para tocar as obras e se haviam feito ofertas melhores que empresas de outros países”, questiona a diretora da ONG.
Procurado, o governo venezuelano não se pronunciou.
CB
19 de agosto de 2015 1:08 pmMira-se em empresas
Mira-se em empresas brasileiras com obras no exterior e aí se arranjam pretextos para criar confusão em qualquer lugar que interesse. Inacreditável o alcance e capacidade de planejamento dos conspiradores internacionais. Gostaria de reencarnar daqui a uns 60 ou 70 anos só pra ver o que os livros de história contarão sobre esta nossa época.
Marco St.
19 de agosto de 2015 1:16 pmNO ÚLTIMO PÁRAGRAFO A
NO ÚLTIMO PÁRAGRAFO A EXPLICAÇÃO:
“Cabe perguntar se os brasileiros tinham mesmo a melhor expertise para tocar as obras e se haviam feito ofertas melhores que empresas de outros países”
Jaide
19 de agosto de 2015 2:42 pmPois é. A diretora da ONG
Pois é. A diretora da ONG Transparência Internaciona nem disfarçou. Nenhuma indagacão sobre outras obras em outros países (EUA, por exemplo, na obra em Miami). Deixou transparecer a quem serve.
E a Lava Jato vai, pouco a pouco, revelando o seu alcance, a sua efetiva utilidade.
jc.pompeu
19 de agosto de 2015 1:34 pmGGN-NASSIF E A ARTE DE DAR MANCHETE EM REVISTA D’ÉPOCA
LAVA JATO – EM SINTONIA FINA COM A DOUTRINA GEOPOLÍTICA DO GOVERNO DILMA – APROFUNDA O BOLIVARIANISMO NA DIREÇÃO DA MECA DO BOLIVARIANISMO
Ugo
19 de agosto de 2015 1:36 pmparece… mas é troll mesmo
Do nada o vácuo.
MarFig
19 de agosto de 2015 1:38 pmONG Transparência
ONG Transparência Internacional. https://www.transparency.org
Só não é transparente quem são seus financiadores, seus gastos, etc etc. Aceitam doações de até 2 mil euros. Eu doaria se eles conseguissem abrir a caixa preta do Judiciário brasileiro e revelasse as folhas de pagamento dos juizes. Já vi uma de 250 mil.
vera lucia venturini
19 de agosto de 2015 1:39 pmSei para o que serve essas
Sei para o que serve essas ongs? E na Colombia não tem corrupção? Vem com esses nomes pomposos e trabalham em sintonia fina com os governos dos paises centrais. Não enganam mais ninguém.
Deviam começar com transparência divulgando quem os financia.
jc.pompeu
19 de agosto de 2015 1:57 pmil vero! vera
se há alguma
il vero! vera
se há alguma coisa a se saber das serventias políticas nas “relações perigosas” entre ongs e governos é de notório saber absoluto do lulopetismo no poder, o qual alçou essas organizações não governamentais ao estado de arte da elisão religiosa.
vera lucia venturini
19 de agosto de 2015 2:14 pmQual delas? Cite nomes e
Qual delas? Cite nomes e atuação.
E vá se catar com o seu lulopetismo.
jc.pompeu
19 de agosto de 2015 2:24 pmamável vera,
… com o nosso
amável vera,
… com o nosso lulopetismo.
joao
19 de agosto de 2015 2:53 pmSe nao fosse a propria mentira!
Pq
Nao investiga a ciranda financeira internacional?
Nao investiga as grandes produtoras de trigo americana e alimentos?
Ha tb os otarios somos nos, a GE e outra podem, mais as nossas nao! Vao tomar banho, nao dou asas as trairas como gran pace e outras.
Athos
19 de agosto de 2015 2:56 pmChavez tinha razão, é só a
Chavez tinha razão, é só a CIA terceirizada…
Isso quer dizer necessáriamente que Lula estava errado!
Bira the Kid
19 de agosto de 2015 3:40 pmAgentes estrangeiros
Que aqui se siga o exemplo da Rússia, onde se discute uma lei (não sei se já aprovada), onde qualquer organização não governamental (ONGs) que receba financiamento externo – de governos, grupos ou cidadãos privados – e se engaje em “atividade política” se registre como “agente estrangeiro”, forneça relatórios detalhados de suas finanças e se identifique como “agente externo” em qualquer material que distribuir. Pode não acabar com o “ativismo”, mas que vai diminuir, isso vai.
Eduardo Londero
19 de agosto de 2015 3:49 pmComo travar e embananar
Como travar e embananar governos nacionalistas pela America Latina afora.
Mesma fórmula. Mera simulação de fiscalização.
Sonegação e paraíso fiscal pode ficar na sombra, a transparencia não se interessa em olhar debaixo desses tapetes burgueses.
incorformado
19 de agosto de 2015 4:34 pmainda bem que so as nossas
ainda bem que so as nossas empreiteiras é que são corruptas …..
as empreiteiras dos outros paises sao idoneas !!!
vejo com muita tristesa este tipo de noticia onde empresas necionais sao perceguidas e milhares de empregos estao em risco ….
nosso pais esta sendo implodido !!!
nossa verdadeira vacação é para colonia !!!!
junior50
19 de agosto de 2015 7:02 pmSiemens pediu
A Transparencia Internacional agiu, portanto, nada alem de mais uma palhaçada de ongueiros europeus, financiados por empresas européias.
Nos demais paises, não irão conseguir nada, pois no Perú e Chile, a ODT está associada a empreiteiras européias, no Panamá tambem, já sobre a ausencia de solicitações referentes aos Estados Unidos, sem chance, americanos fazem suas próprias investigações, e nem as bancadas estaduais e federais dos republicanos-cubanos, conseguiram barrar a ODT USA.