
Jornal GGN – A bolsa brasileira encerrou o dia em queda pelo quinto pregão consecutivo, e voltou a registrar seu menor patamar de pontuação desde o dia 30 de janeiro. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou o dia em queda de 0,61%, aos 47.217 pontos e com um volume negociado de R$ 6,712 bilhões.
Depois de uma manhã sem uma trajetória definida, as operações acabaram perdendo o ritmo e ficando no vermelho ao longo do dia, apesar dos ganhos contabilizados no mercado norte-americano. Os papeis que mais influenciaram a queda do índice neste começo de semana foram da Petrobras (PETR4), que perdeu 1,94%, a R$ 9,12; do Itaú Unibanco (ITUB4), que fechou em baixa de 1,05%, a R$ 26,39; e da JBS (JBSS3), dona da Friboi, que recuou 4,84%, a R$ 14,34. Em termos percentuais, a ação da Oi (OIBR4) registrou a maior queda do dia, perdendo 9,91%, a R$ 3.
O dia também foi marcado pelo vencimento do exercício de opções sobre ações. Segundo os dados divulgados pela bolsa, a movimentação chegou a R$ 2,04 bilhões, dos quais R$ 479.403.519,40 em opções de compra e R$ 1.563.977.804,40 em opções de venda. Ao mesmo tempo, foi divulgada a segunda prévia da carteira teórica do Índice Bovespa que vai vigorar de 08 de setembro de 2015 a 30 de dezembro de 2015, com base no fechamento do pregão de 14 de agosto de 2015. A prévia registra a entrada de EQTL3 (Equatorial ON) e RADL3 (Raiadrogasil ON) totalizando 65 ativos de 61 empresas.
No câmbio, a cotação do dólar comercial fechou as operações em patamar praticamente estável, com queda de 0,02%, a R$ 3,482 na venda. De acordo com informações da agência de notícias Reuters, os investidores não fizeram grandes apostas por conta da desconfiança a respeito da crise política no Brasil – apesar da leve trégua diante da aproximação entre governo e Senado, existe o temor de que novos golpes à credibilidade do país afastem capitais do mercado doméstico. No exterior, cresce a percepção de que o Federal Reserve (o Banco Central norte-americano) começará a aumentar os juros em breve, e uma parte relevante do mercado acredita que os ajustes já terão início em setembro.
Além disso, o Banco Central seguiu com a rolagem dos contratos de swap cambial (equivalentes à venda futura de dólares) com vencimento programado para setembro, vendendo a oferta total de até 11 mil contratos. Ao todo, a autoridade monetária efetuou a rolagem de US$ 4,899 bilhões, ou cerca de 49% do total de US$ 10,027 bilhões. Se continuar neste ritmo, todo o lote será recolocado.
Para terça-feira, os analistas aguardam a publicação da segunda prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) e os números de atividade econômica no Brasil; dados de construção de casas novas nos Estados Unidos; índice de preços ao consumidor na Grã-Bretanha; balança comercial no Japão; e o índice de investimento estrangeiro direto na China.
(Com Reuters)
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