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24 Comentários
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  1. Luiz Alberto Vieira

    12 de agosto de 2015 4:34 am

    Yes, nós temos bananas!

    Yes, nós temos bananas!

    Quais as consequências de derrubar um presidente profundamente honesto?

    Responder a esta questão é fundamental para compreendermos os dilemas da elite brasileira em relação ao golpe paraguaio.

    A política no Brasil foi historicamente instável, assim como em quase toda a América Latina. Éramos as tais Repúblicas da Bananas.

    A posse de presidentes democraticamente eleitos era frequentemente questionada, assim como hoje, e era preciso uma extensa negociação com os principais generais de exército. Fraudes eleitorais eram costumeiras ou muitas vezes a regra. Até mesmo negociações para reajuste de soldo poderiam descambar para crise institucional.

    Assim, para muitos grupos, a disputa política não era pela via institucional. Grupos que iam da extrema direita à extrema esquerda não utilizavam a disputa eleitoral como forma de busca pelo Poder.

    O Americas Quaterly, publicação destinada a passageiros da classe executiva das principais companhias americanas e a embaixadas, descreve em sua última edição a política brasileira da seguinte forma:

    “Em 193 anos de independência, o Brasil experimentou apenas 44 anos de democracia plena, nos períodos de 1946-1964 e de 1989 até o presente. Durante esses anos, um presidente se suicidou com um tiro no coração; outro renunciou abruptamente após sete meses no cargo, ficou bêbado e embarcou em um barco para a Europa ; outro foi cassado por corrupção e outro foi deposto pelos militares. Tudo dito, apenas uma vez nos últimos 50 anos um presidente brasileiro eleito entregou o poder a um outro presidente eleito de um partido político diferente[1] .”

    Desta forma, a luta pelo impeachment de Dilma, sem nenhum dos pré-requisitos constitucionais, implica a volta da instabilidade institucional no Brasil. Não é sem consequências que se coloca no primeiro time da história figuras como Kim Kataguiri e Marcello Reis. Uma vez alçados ao primeiro time da política, não voltarão pacificamente a insignificância política.

    Nesse sentido, é importante observarmos o quanto o presidente do maior partido de oposição já é refém político de grupos radicais de direita e que os atentados terroristas ao Instituto Lula e ao PT são resultados direitos da criação do clima do impeachment.

    O resultado a esquerda também seria um recrudescimento do autoritarismo. Revolução, guerrilha e sabotagem voltariam a fazer parte do léxico da esquerda. Afinal de contas, por que apostar em processos eleitorais que podem facilmente ser revertidos por qualquer grupelho radical?

    A possibilidade do surgimento de uma instabilidade institucional crônica após o golpe paraguaio não escapou ao Americas Quarterly.

     

    “Mas se Rousseff é deposta agora, sem um pingo de provas contra ela, não haveria como não garantirr um retorno à instabilidade crónica do passado do Brasil. O Impeachment poria fim à ideia de que o país tinha mudado, e um novo respeito pelos resultados eleitorais haviam surgido. Impeachment, e todas as suas variações, se tornaria uma opção viável para constranger todos os presidentes do Brasil nos próximos 30 anos. ”

     

    O Brasil hoje possui empresas de padrão global como Ambev, Embraer, Itaú. Vale, JBS e Petrobras. A volta da República das Bananas traria, além de prejuízos aos negócios, a consolidação de um status da elite nacional de subclasse no capitalismo mundial, de representantes do atraso político.

     


    [1] Americas Quartely: Janio Is Coming: The Return of the Old Instável Brasil. http://www.americasquarterly.org/content/janio-coming-return-old-unstable-brazil

     

     

  2. Fragoso

    12 de agosto de 2015 5:28 am

    Escuta essa, Moro: Manda quem pode, obedece quem tem juizo

    E Sérgio Moro, agora, faz diferença?

    11 de agosto de 2015 | 19:41 Autor: Fernando Brito no Tijolaço

    laerte

    Uma das mais intrigantes questões, agora que parecem se confirmar as suposições que se fez um pacto político-empresarial para “acabar com o frege”, a desordem, como dizia a minha avó, na vida política brasileira, é o que será do Dr. Sérgio Moro, com suas ideias ferozes que lhe fluem sob modos aparentemente calmos.

    Curiosamente, sua situação é semelhante à de Eduardo Cunha; tal como ele, conserva o poder mas tende a perder o estrelato.

    Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo, foi o primeiro a aventurar-se a responder à pergunta sobre se Sérgio Moro, a esta altura, faz mesmo diferença.

    Paulo aposta que Moro irá “estrategicamente tirar o pé do acelerador”, até porque o trunfo que tinha em mãos – a decretação da prisão de Lula – parece , a esta altura, impossível de ser jogado sobre a mesa.

    Tendo a concordar com ele, com as reservas que aprendi a usar em relação a homens devastados pela vaidade e pela sensação de poder, desde que assisti  “O homem que queria ser rei“, o genial filme de John Houston.

    Em três dias saberemos, porque será a sexta-feira, dia predileto das decisões morísticas, suficientes para a capa da Veja no sábado e a tempo para insuflar (ou tentar insuflar) as manifestações de domingo.

    Cujo o provável “murchamento” já é perceptível – e a charge do genial Laerte Coutinho, que ilustra o post, é um sinal –  e isso agora será destacado pela mídia.

    O serenar de ânimos na política será a porta de entrada para sucessivos alívios na situação econômica, porque havíamos invertido os sinais e é ( ou era a) política quem construía, em boa parte, o agravamento da crise da economia, numa inversão ao que normalmente ocorre.

    Haverá mais inconformismo com este pacto à esquerda do que à direita, ainda que seja esta a maior perdedora, pois está trocando o poder de direito que não tem pela anulação parcial  do poder de quem o tem, legitimamente.

    É bom se guardar e evitar as fanfarras de um bisonho núcleo de poder que, incapaz de ser vitorioso, é capaz de sair comemorando sua própria capitulação.

    Afinal, para muitos, o exercício do poder é o cargo, não a transformação da vida.

  3. anarquista sério

    12 de agosto de 2015 8:29 am

     
    Foto de Julia Medeiros.

     

  4. anarquista sério

    12 de agosto de 2015 8:36 am

    RUY CASTRO
    Poupar em

    RUY CASTRO

    Poupar em cinismo

    RIO DE JANEIRO – O presidente Afonso Pena (1903-1906) achou pouco governar com sete ministérios e criou mais um: o da Agricultura. E olhe que, como se aprendia na escola, o Brasil era um “país essencialmente agrícola”. Getulio foi ditador com dez ministérios e presidente constitucional, com 11. Mesmo número com que Juscelino produziu “50 anos em cinco” –e, quando construiu Brasília, previu uma Esplanada dos Ministérios com 19 prédios, achando que chegariam até para o governante mais megalô.

    Mas JK não contava com que, nos governos militares e civis que o sucederiam, alguns ministérios se dividiriam como amebas e outros se multiplicariam como coelhos, até chegarmos, com Dilma, ao mágico número atual –39 pastas. Isso pode explicar em parte a colossal ineficiência deste governo, notável até pelos padrões do PT –os ministros devem colidir nos corredores ao tratar do mesmo assunto.

    Por exemplo, há o Ministério da Agricultura e o do Desenvolvimento Agrário. Por quê? Há o ministério da Defesa e o da Segurança Institucional. Há o do Planejamento e o de Assuntos Estratégicos. E, se há o da Justiça, o que faz o de Direitos Humanos? E, se há o de Direitos Humanos, para que servem o de Políticas para Mulheres e o da Igualdade Racial?

    Há o Ministério de Cidades e há também o da Integração Nacional. Há o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e também o das Pequenas e Médias Empresas. E, se há o Ministério dos Transportes, para que servem o dos Portos e o da Aviação Civil? O ministro do Turismo é um engenheiro agrônomo. O dos Esportes é um pastor evangélico. O da Pesca é um filho de senador. E não ria, mas o Ministério das Relações Institucionais trata das relações com o Congresso.

    Podem-se fechar 2/3 desses ministérios. Talvez não poupe muito dinheiro. Mas faria poupar em cinismo.

  5. anarquista sério

    12 de agosto de 2015 8:37 am

    (Sem título)

  6. anarquista sério

    12 de agosto de 2015 8:44 am

    O que as mulheres buscam em

    O que as mulheres buscam em sites eróticos?

     

    Brasil está no topo da lista de países onde há mais mulheres consumindo pornografia

    Uma análise feita pelos dois maiores sites de pornografia da internet tentou identificar o que atrai um público cada vez maior de mulheres para sites pornográficos.

    Utilizando o que chamam de um “software analítico”, as empresas fizeram uma atualização de uma pesquisa sobre as preferências femininas intitulada “O que as mulheres querem”.

    A resposta, segundo a pesquisa, seriam cenas lésbicas, sexo a três e uma categoria chamada “squirt” (ejaculação feminina).

    Elas também se interessam em ver sexo entre homens gays.

    Esses foram os termos usados em buscas por conteúdo mais populares entre as mulheres no último ano, segundo as empresas. Outros termos procurados são sexo oral, massagens e vídeos de celebridades.

    Você, mulher, gosta de pornografia?

     Sim, gosto. 78,5% Não gosto. 21,5%30.055 votosVotar

    A conclusão é que o número de mulheres que entram nesses sites aumentou e o que elas mais buscam nesses ambientes são situações que reflitam o prazer feminino.

    Audiência em alta

    O tempo médio em que o usuário de cada sexo permanece nos sites também foi medido. A média mundial é de dez minutos e dez segundos para as mulheres, e nove minutos e 22 segundos para os homens.

    A pesquisa afirma também que o Brasil e as Filipinas estão em primeiro lugar em uma lista de consumo de conteúdo erótico pelo público feminino.

    Nos dois países, 35% do consumo de pornografia é realizado por mulheres e 65% pelos homens, segundo o Pornhub e o Redtube.

    A Argentina ficou em quarto lugar, com 30%, e o México em oitavo, com 28%.

    Esses países superaram a média mundial para mulheres, de 24%.

    Preferências

    Ainda que vários setores dessa indústria concordem que o consumo de pornografia entre as mulheres aumentou, alguns produtores do ramo, como Erika Lust Film, dizem que a sondagem dos concorrentes Pornhub e Redtube não é científica e questionam os resultados. O Pornhub e o Redtube são dois sites de internet que oferecem conteúdo pornô grátis –apesar de terem conteúdo “premium” por meio de assinaturas. Eles atraem um tráfego de 40 milhões de usuários únicos por mês.

    “Com certeza, há um crescimento entre as mulheres, porque elas assistem à pornografia, e toda a população mundial consome mais”, disse  Pablo Dobner, diretor-executivo e cofundador do Erika Lust Films, uma empresa baseada em Barcelona, que produz conteúdo adulto sob uma perspectiva feminina.

    “Há uma demanda, mas a maioria das mulheres querem algo muito mais sincero, limpo e sexualmente inteligente em relação ao que é possível encontrar na maioria dos outros portais”, afirmou.

    Ele chama de outros portais justamente sites como Pornhub e Redtube, seus concorrentes diretos, que oferecem conteúdo gratuito. O Erika Lust Films cobra pelo produto e estuda entrar em uma disputa judicial com seus concorrentes.

     

  7. anarquista sério

    12 de agosto de 2015 8:50 am

    Não explique,só diga o

    Não explique,só diga o resultado.

    1. Odonir Oliveira

      12 de agosto de 2015 11:12 am

      Bem… bem… Já sei !

      Não revelo para não tirar o gosto de os outros também poderem descobrir.

      1. antonio francisco

        12 de agosto de 2015 6:36 pm

        79, mas não vou dizer.

        Se disser, estrago a brincadeira…

  8. anarquista sério

    12 de agosto de 2015 8:54 am

     
    Foto de Vlademirsanchez Sanchez.

     

  9. anarquista sério

    12 de agosto de 2015 9:29 am

    (Sem título)

    MISSÃO IMPOSSÍVEL

  10. Adir Tavares

    12 de agosto de 2015 10:10 am

    Crise econômica na velha mídia

    Crise econômica na velha mídia é mais grave que a do país que ela pinta

    TVs, jornais, revistas e rádios sofrem “recessão” de 8,5% em suas verbas publicitárias. Sinal dos tempos sim, mas também de erro estratégico: apostar no “quanto pior, melhor” foi um tiro no pépor Helena Sthephanowitz, para a RBAO faturamento com anúncios nos meios TVs abertas, jornais, revistas e rádios somados caiu 8,5% no primeiro semestre de 2015 em relação ao mesmo período de 2014. Os números são da pesquisa de mercado sobre investimentos publicitários do Ibope Media.

    Os valores totais do ano anterior foram corrigidos pela variação do IGP-M (FGV) de junho de 2014 a junho de 2015 para apurar o crescimento real ajustado.

    O meio mais atingido foi o de revistas, com queda de 20,9%. Apesar da pesquisa não detalhar cada veículo, é sabido que a situação é dramática para a Editora Abril, que tem na semanal Veja seu carro-chefe. O balanço da Abril Comunicações de 2014 já mostrava um patrimônio líquido negativo e realização de prejuízo. A Veja, transformada num panfleto de campanha sistemática de crise e pelo impeachment de Dilma Rousseff, pode acabar “impichada” pelo mercado publicitário antes das eleições de 2018.

    A TV aberta, incluindo merchandising, também sofreu um queda dramática de receitas vindas de anunciantes: -7,2%, comparativamente ao primeiro semestre do ano passado. Jornais amargaram queda de 9,7% e rádios perderam 10,2%.

    Pelo Ibope Media não dá para saber se os anunciantes simplesmente reduziram o número de anúncios ou se obtiveram preços menores dos veículos, mas o fato inquestionável é que muitos fizeram cortes drásticos nos gastos com propaganda.

    O maior anunciante nos primeiros seis meses de 2014, a Unilever, aplicou este ano menos R$ 528 milhões em anúncios (um corte de 25% corrigindo os valores pelo IGP-M). A Nestlé cortou R$ 194 milhões (menos 37,3%). As duas maiores cervejarias, cortaram juntas R$ 579 milhões (cortes de 30,5% e 41% respectivamente). Três grandes bancos que estão na lista dos 30 maiores anunciantes (Caixa Econômica Federal, Itaú e Bradesco) cortaram R$ 495 milhões. A lista segue, com cortes significativos (e contundentes) de Petrobras, Volkswagen, GM, Fiat, Tim, Pão de Açúcar….

    Os números demonstram que a crise na mídia tradicional é muito maior do que a crise na economia brasileira como um todo. É como se o PIB da velha mídia encolhesse 8,5%.

    Também mostra que o setor passa por mudança de época e de hábitos. TVs abertas, jornais, revistas e rádios perderam fatias do mercado publicitário para o meio internet e para mídias mais segmentadas, como TV por assinatura, cinema e, sobretudo, a internet e suas possibilidades.

    Anúncios na rede mundial de computadores tiveram um crescimento significativo, apesar do Ibope Média estranhamente não ter divulgado nenhuma comparação, alegando mudança de metodologia. Disse que em 2014 só eram computados os portais IG, MSN, Terra, Yahoo, UOL e Globo.com, enquanto em 2015 outros 25 sites de conteúdo passaram a ser monitorados. Se, ainda assim, compararmos os números disponíveis do Ibope Media, ressalvando que tem bases diferentes de comparação, o meio internet registra um crescimento de até 32,9%.

    E agora?

    Tradicionalmente, os segundos semestres têm investimentos em anúncios maiores do que nos primeiros, devido ao Natal, Dia das Crianças e 13º salário incentivarem o consumo. Mas é questionável se isto ocorrerá na mídia tradicional neste ano. Porque em momentos de crise os departamentos de marketing das empresas são desafiados a abandonar estratégias conservadoras e buscam plataformas mais vantajosas para seus anúncios. A própria pressão imposta em momentos de crise por resultados mais urgentes pode acelerar esta mudança. São obrigados a seguirem o ditado: “Em time que está perdendo tem de mexer”.

    Diante deste quadro a continuidade do noticiário “terrorista”, alarmista e desequilibrado – como se fosse uma campanha eleitoral da oposição radicalizada –, revela-se na prática uma campanha publicitária para “vender” mais e mais… crise. Resultado: espanta consumidores, investidores e anunciantes.

    A própria conspiração por impeachment, inviável sem um golpe “paraguaio”, e traumático demais para a economia se vier a ser tentado, atrapalha e retarda a recuperação do crescimento econômico. Lideranças empresariais e, portanto, grandes anunciantes, tais como o presidente do Bradesco, já reclamam abertamente da crise política forjada de forma irresponsável, prejudicando mais a economia brasileira do que a própria crise mundial.

    E a crise política foi e continua sendo insuflada pelo forte apoio midiático.

    Assim, a própria necessidade de sobrevivência da velha mídia, para não ter um prejuízo no segundo semestre muito pior do que foi no primeiro, recomenda abandonar o terrorismo editorial e noticiar a realidade como ela é, honestamente, sem viés de campanha partidária oposicionista do “quanto pior, melhor”.

    O questionável é se o instinto de escorpião – que ferroa o sapo na travessia do rio, mesmo morrendo afogado, como na parábola – não é maior do que o instinto de sobrevivência empresarial de alguns “barões da mídia” tradicional.

    http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2015/08/crise-economica-na-velha-midia-e-mais-grave-que-a-do-pais-que-ela-pinta-8714.html

     

  11. Andre B

    12 de agosto de 2015 11:06 am

    Alguém sabe que fim levou o

    Alguém sabe que fim levou o excelente blog redecastorphoto, que não é atualizado desde o início de julho?

  12. Leo V

    12 de agosto de 2015 12:40 pm

    O jornalismo justiceiro faz mais vítimas

    Sobre o crime da Castelo, Piauí, nada na imprensa nacional sobre a revelação de que o mandante era um PM.

     

    O jornalismo justiceiro faz mais vítimas

    https://medium.com/jornalistas-livres/o-jornalismo-justiceiro-faz-mais-v%C3%ADtimas-661b6e5e82d9

    A tragédia de Castelo do Piauí não tem fim. Três meses depois das agressões que vitimaram quatro meninas, resultando na morte de uma delas, os atos de barbárie se sobrepõem

    Por Maria Carolina Trevisan*, especial para Jornalistas Livres

    Até 27 de maio, o município de Castelo do Piauí, a cerca de 180 km de Teresina, era desconhecido por grande parte dos brasileiros. Entrou para o mapa do Brasil por causa do estupro coletivo de quatro meninas. Supostamente, os autores da agressão teriam sido quatro adolescentes e um adulto.

    Com a repercussão do caso, a polícia se apressou para achar culpados e identificou primeiro os adolescentes. Com o andamento rápido das investigações, descobriu-se a participação do adulto, classificado pela polícia e imprensa como “traficante”, como se esse “título” bastasse para comprovar a culpa do homem. Em pouco tempo estavam presos os monstros. Cumpriu-se, assim, a desesperada busca pela sensação de justiça.

    Nos primeiros dias após as agressões, os meios de comunicação nacionais silenciaram. Era como se o que acontece em um rincão do Piauí não tivesse suficiente interesse para seus leitores e espectadores. Mas a participação de adolescentes como agentes das agressões dias antes de a Câmara dos Deputados votar a redução da maioridade penal chamou a atenção da imprensa nacional.

    Como um baluarte do jornalismo justiceiro, a revista Veja chegou a estampar em sua capa, em mais de 1 milhão de exemplares, os rostos dos quatro adolescentes, dando como certa e comprovada a autoria das agressões. A publicação ignorou leis. A Constituição Federal estabelece, no artigo 5o, que “ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente”. Não cabe à Veja julgar a autoria dos crimes. O Estado de Direito no Brasil garante o que se chama “presunção de inocência”. Ou seja, todo mundo é inocente até se provar o contrário.

    “Toda pessoa acusada de delito tem direito a que se presuma sua inocência enquanto não se comprove legalmente a sua culpa.” Artigo 5o da Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica)

    A revista da Editora Abril também infringiu o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Convenção para os Direitos da Criança, ratificada pelo Brasil em 1990, ao identificar os adolescentes por meio de fotos e iniciais.

    “Qualquer notícia a respeito do fato não poderá identificar a criança ou adolescente, vedando-se fotografia, referência a nome, apelido, filiação, parentesco e residência.”
    Parágrafo único do artigo 143 do Estatuto da Criança e do Adolescente“As crianças têm direito a proteção contra a intromissão em sua privacidade, família, lar e correspondência, bem como contra a difamação e calúnia.”
    Convenção para os Direitos da Criança

    O Coletivo Intervozes, organização da sociedade civil que trabalha com o direito à informação, entrou com representação contra a revista Veja por conta dessa reportagem. A Defensoria Pública de SP também move ação contra a Editora Abril e sua publicação.

    Sede de justiça

    Area de pintura rupestre em Castelo do Piauí

    A apressada punição dos supostos autores do crime seria um desfecho aceitável caso os procedimentos de investigação e justiça tivessem sido observados, especialmente no que se refere aos direitos humanos. Não foi o que aconteceu. Trinta e três dias após as agressões, o adolescente G., de 17 anos, morreu espancado — enquanto se encontrava sob tutela do Estado -, no Centro Educacional Masculino (CEM), em Teresina. Não se sabe se o adolescente foi morto à noite ou na hora do banho — conhecido momento de vulnerabilidade em que os abusos costumam acontecer nas unidades de internação de adolescentes. Alega-se que a unidade estaria superlotada e por isso G., apesar das ameaças de outros jovens, foi colocado na cela que abriga internos que cometeram atos infracionais graves como homicídio e estupro.

    G. era o delator do crime de estupro do qual teria feito parte. “A sede pela descoberta do autor pode prejudicar a busca daquilo que chamamos de Justiça”, afirma Riccardo Cappi, doutor em Criminologia e professor de Direito da Universidade Estadual de Feira de Santana (BA). Com o crime “solucionado”, todos poderiam dormir sossegados. “Nos interessa achar um culpado que esteja distante de nós. O castigo desempenha assim a função de afastamento da responsabilidade coletiva”, alerta Cappi.

    Nesta segunda-feira, 10 de agosto, o programa de exibição local “Bancada do Piauí”, da TV Antena 10, afiliada da Rede Record, revelou a participação do PM Elias Júnior como mandante do estupro coletivo, conforme informações do subcomandante da Polícia Militar Lindomar Castilho. Em conversa gravada com funcionários do CEM, G. afirmou que o PM o contratou por 2 mil reais para executar atos infracionais na cidade. Elias Junior foi afastado da corporação e está à disposição da Corregedoria.

    “Ele queria que nós ‘fizesse’ um crime lá em Castelo que nunca foi feito. Todo crime lá em Castelo sempre é descoberto. Ele pensou assim, ele vai preso, vai pro CEM, morre lá e eu fico de boa com meu dinheiro”, revela a gravação de conversa obtida pela TV Antena 10.

    A Defensoria Pública do Piauí entrou com pedido de absolvição dos três adolescentes envolvidos no caso e do adulto, que até ontem seria o mandante do crime.

    Não houve qualquer repercussão na mídia nacional comparável à cobertura na época dos fatos. Como se nós, jornalistas, não fôssemos mais responsáveis pela história que ajudamos a montar — e que agora entra numa reviravolta ainda mais cruel. Se o papel principal do Jornalismo é fiscalizar o Poder e acompanhar as políticas públicas, neste caso, falhamos muito. Deixamos que a ponta mais frágil do enredo ficasse exposta a qualquer violação.

    Teria sido bom jornalismo, comprometido com o respeito à dignidade da pessoa, procurar entender de que maneira se deram os depoimentos; compreender quem eram as partes interessadas em que o crime fosse assumido por meninos e por um “traficante”; questionar a rápida conclusão do caso; identificar as políticas sociais e as falhas da rede de proteção de crianças e adolescentes; contextualizar a situação social de um município que tem Índice de Desenvolvimento Humano baixo (IDHM 0,587, o que coloca Castelo do Piauí em 4.467ª posição entre os 5.565 municípios brasileiros) e com cerca de 20% da população em situação de extrema pobreza (renda per capita mensal abaixo de 70 reais).

    Em setembro, nos dias que antecedem o feriado da Independência do Brasil, Castelo do Piauí celebrará mais um “Cachaça Fest”. Ao lado das visitas a pinturas rupestres, a cachaça é o principal atrativo turístico do município. O que isso tem a ver com a tragédia das meninas e com a injustiça relacionada aos meninos do Piauí? Muito. Principalmente em um lugar em que a presença do Estado não se faz efetiva, nem em segurança, nem em educação, nem em saúde, nem nas condições de trabalho.

    Nessa sequência de barbáries mais uma vida sucumbiu. Enquanto a banalização do sangue continuar a exercer fascínio, estaremos sujeitos a esse tipo de injustiça. É a morte como pena. Para que os leitores, repórteres e editores de Veja — e demais publicações que negligenciaram essa cobertura — durmam tranquilos.

    *Maria Carolina Trevisan é jornalista, repórter do coletivo Jornalistas Livres, coordenadora de projetos da ANDI, pesquisadora do Núcleo de Estudos Sobre o Crime e a Pena da DireitoGV e Jornalista Amiga da Criança.

  13. mcn

    12 de agosto de 2015 1:23 pm

    Estudante é atacada após discurso em cerimônia do Mais Médicos

    http://www.brasil247.com/pt/247/saudeebemestar/192547

    Estudante é atacada após discurso em cerimônia do Mais Médicos

    :

    12 de Agosto de 2015 às 08:27

    247 – A estudante de medicina Ana Luiza Lima, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), denunciou, em seu perfil no Facebook, as ofensas sofridas após discurso na cerimônia de dois anos do Programa Mais Médicos, em Brasília.

    Luiza relatou as transformações que a educação provocou na sua vida, a partir da oportunidade de estudar medicina por políticas públicas do governo Dilma Rousseff.

    “Vadia”, “ignorante”e “médica vagabunda pobre” foram alguns dos adjetivos usados por médicos e estudantes para ofendê-la, segundo seu relato. “Fui atacada em minha página pessoal brutalmente por médicos e futuros médicos, além de outras pessoas. O machismo e a elite mostraram sua cara”, escreveu Luiza.

    Leia na íntegra o relato de Ana Luiza:

    QUEM QUER A CABEÇA DA ESTUDANTE DE MEDICINA?

    “Me pergunta, que tipo de sentimento é o medo? Te respondo — dos outros! O meu é o mesmo há várias luas…Deixa os verme falar pelos cotovelos eu ainda falo pelas ruas!!!!” – Emicida.
    Vim aqui pra deixar coisas claras. Vim falar porquê a minha garganta não aguenta o nó que se formou. E eu NUNCA fui de calar. Fui convidada a falar sobre a transformação que a educação causou na minha vida e sobre a alegria de cursar medicina. E assim escrevi um texto, de coração e de peito aberto. E hoje penso em tudo que eu disse e tudo que eu queria ter dito mas não foi ouvido. Minhas palavras ecoaram. Porém nunca foram direcionadas à NENHUM partido político. Foi o reconhecimento de um acerto e uma reafirmação do que eu acredito e luto. Fui atacada em minha página pessoal brutalmente por MÉDICOS E FUTUROS MÉDICOS, além de outras pessoas. O machismo e a elite mostraram sua cara. Fui chamada de vadia, de MÉDICA VAGABUNDA DE POBRE, ignorante, não merecedora de cursar medicina. Me foi dito que iam fazer de TUDO pra que eu não conseguisse emprego depois de formada. De que eu não sabia com QUEM estava lidando. Que eu merecia LEVAR UMA SURRA pra aprender a deixar de ser corrupta. Me mandaram CALAR MINHA BOCA NOJENTA DE POBRE E DE VADIA. De novo. Está tudo guardado, não para dar respostas. Mas porque aprendi desde cedo a não responder ódio com violência. Não. Eu NÃO tenho a SUA sede de sangue.

    Mas eu tenho uma novidadinha pra essa classe COVARDE de profissionais. A mesma classe que eu já vi combinando entre si no MESMO grupo, de “tratar mal os negros, as feministas e os gays que chegassem nos consultórios médicos, pra que esse povinho aprendesse seu devido lugar”. A novidade é que minhas palavras não foram em nenhum momento pra vocês. Vocês que ignoram a realidade cruel vivida todos os dias nos hospitais públicos. Minhas palavras foram pros profissionais de saúde que dão o sangue todo dia, mesmo com condições péssimas de trabalho, com salários atrasados, numa saúde abandonada e caótica. Eles sim, são verdadeiros heróis. Minhas palavras foram direcionadas àqueles que acreditam e lutam por um mundo transformado a partir da educação e do amor. Minhas palavras foram um agradecimento aos professores, a classe Trabalhadora com T maiúsculo!! Que têm seu serviço desvalorizado ao máximo, mas toma a linha de frente na luta pela transformação diária do futuro de milhões de jovens sem oportunidade no país.

    Eu não fui nenhuma heroína, e eu conheço mil médicos que são verdadeiros heróis. Que não precisaram de mais NADA além de força de vontade pra vencer na vida. Mas me desculpa, é que eu penso além. Eu sonho com o dia em que vamos cobrar das nossas crianças, apenas COMPETÊNCIA pra vencer, e não mais heroísmo.

    Eu tô falando com aqueles meninos que você tem medo quando para no sinal, tô falando daqueles com fuzil na mão vigiando um fio de vida nos morros das grandes cidades. Tô falando daquela menina que mora na rua e cata latinha, daquele nos campos com enxada na mão cortando cana. Daquela que perde a infância nas esquinas da prostituição. Tô falando daqueles que você insiste em dizer que não existem. Por quê quando você percebe que ELES EXISTEM, coça em você uma ferida podre de 515 anos. Te dá um medo na espinha quando aparece alguém pra defender uma educação por eles e para eles. Te gela a alma a chegada do dia em que o povo não vai mais esquecer seus Amarildos e suas Cláudias Silvas….

    Eu já consigo imaginar muitos de vocês rindo, pensando na reeleição garantida, enquanto veem no jornal o povo gritando por mais prisões e menos escolas. E apesar de me doer, eu entendo esse grito.

    Eu engoli meu medo porque sei que toda luta pode ser desmerecida. Eu dei minha cabeça à prêmio, e voltei pra casa com a esperança real de um hospital universitário pra minha região onde muita gente tem sorte de ter a esperança de ter um prato de comida.

    Eu recebi um agradecimento da prefeita de uma das maiores cidades do país, dizendo que graças às minhas palavras, um novo plano pra educação pública vai ser pensado, e que ela se encheu de esperança e disposição para lutar com unhas e dentes pelos professores da rede pública e pelos jovens em situação de risco. Isso já me curou de todos os medos e de todo o ódio que me foi jogado.

    Esperança. Vontade de mudar. EMPODERAMENTO de um povo PELO seu povo.

    Eu sei que eu não sou nada nesse sistema corrompido e intricado. Eu sei que não sou ninguém diante dos poderosos desse país. Mas eu tenho outra novidade, eu não estou sozinha, e gente como eu, é quem te causa os piores pesadelos à noite.

    E eu vou seguir, mesmo frágil, mesmo com medo, mas sempre acreditando.

    “Então serra os punhos, sorria. E jamais volte pra sua quebrada de mão e mente vazia.”

  14. Paulo F.

    12 de agosto de 2015 2:05 pm

    ÓLeo barato, até quando?

    Da Reuters

    Mercado de petróleo começa a se reequilibrar, mas processo será longo, diz IEA

    quarta-feira, 12 de agosto de 2015 10:34 BRT ]

    LONDRES (Reuters) – A demanda mundial por petróleo está crescendo no ritmo mais rápido em cinco anos, graças à recuperação do crescimento econômico e preços baixos, mas o excesso de oferta global é tão grande que continuará ao longo de 2016, disse a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) nesta quarta-feira.

    A IEA disse que a oferta de petróleo continuará a crescer “em um ritmo alucinante”, mas os produtores norte-americanos começaram a sofrer com os preços baixos e a produção “provavelmente será atingida em breve”.

    “Enquanto um reequilíbrio claramente começou, o processo provavelmente será prolongado, enquanto o excesso de oferta deve persistir ao longo de 2016”, disse a IEA, em seu relatório mensal.

    A agência, que assessora a política energética das maiores economias do mundo, aumentou bruscamente as estimativas para o crescimento da demanda neste ano e em 2016.

    Uma demanda maior poderia pressionar a necessidade de petróleo dos produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

    A IEA aumentou a projeção para a demanda por petróleo bruto da Opep mais estoques em 2016 em 600 mil barris por dia (bpd), para 30,8 milhões de bpd. A agência também aumentou a previsão para a demanda pelo petróleo da Opep este ano em 200 mil bpd, para 29,5 milhões de bpd.

    (Por Christopher Johnson e Dmitry Zhdannikov)

  15. Marcelo Cruz

    12 de agosto de 2015 2:24 pm

    O Roubo dos Patos

    Piada cultural: “O roubo dos patos”

     Nem sempre quem é letrado é compreendido… 

    RUI BARBOSA, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação.

    Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos, disse-lhe:

    – Oh, bucéfalo anácroto! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa.

    Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à qüinquagésima potência do  que o vulgo denomina nada.

    E o ladrão, confuso, diz:

    – Doutor, eu levo ou deixo os patos???

  16. Mário Mota

    12 de agosto de 2015 5:51 pm

    Pauta da república justiceira do Paraná

    Li um comentário de um internauta onde ele se perguntava qual seria a pauta que a LJ – que eu chamo de república justiceira do Paraná – divulgará até sexta-feira para estimular as manifestações antidemocráticas do dia 16/08. 

    Os justiceiros políticos bem pagos com o erário público são muito “espertos”! Logo vamos saber!

     

  17. Sergio de Moraes Paulo

    12 de agosto de 2015 6:27 pm

    De onde vieram os ladrões?

    LN, 

     

    tive uma experiência trivial pela manhã que me inspirou a reportá-la no FB. A repercussão positiva me motivou a compartilhar com você e os amigos do blog. 

    Em tempos de xenofobia importada – pois não condiz com nossa formação de país – julgo ser importante marcar esse terreno, o da tolerância, que é nosso. Ainda.

     

    Grande abraço. 

     

    Um sonolento trabalhador caminha entre o metrô Santa Cecília e o bairro de Higienópolis em São Paulo. 
    Parou em frente a um camelô indiscutivelmente africano – talvez nigeriano – e perguntou qualquer coisa sobre um de seus produtos. O vendedor, que estava sentado, levantou-se e, calmamente, disse “bom dia”. Para ele, isso se mostrava mais importante do que a própria venda.

    O mesmo trabalhador seguiu mais uns 150m e comprou qualquer coisa no Pão de Açúcar. No caixa, cumprimentou a moça, indiscutivelmente brasileira, que não respondeu. Disse “obrigado”, novamente sem obter qualquer reposta ou consideração.

    Há quem acredite realmente que imigrantes – preferencialmente negros africanos e hatianos – estejam “roubando empregos” no Brasil.

    Não sabem os incautos que, ao menos em São Paulo, a generosidade, a simpatia e os bons modos já foram roubados há muito tempo. E não foram estrangeiros os ladrões…

  18. Emanuel Cancella

    12 de agosto de 2015 7:36 pm

    Lava Jato

                                                              Lava Jato: milícia a serviço da Globo e do PSDB para destruir a Petrobrás

     

     

       

     

    Lava Jato: milícia a serviço da Globo e do PSDB para destruir a Petrobrás

     

     

    Acredito na justiça, no MPF, na Policia Federal, pois existem pessoas sérias e honradas nessas instituições, porém não posso acreditar na operação Lava Jato como ferramenta de justiça.

    Muito já se falou nessa operação, na seletividade, no uso excessivo da delação premiada, fala-se até que o juiz Sérgio Moro constituiu uma indústria de delações. A prova material, base do nosso direito penal, foi abandonada definitivamente pelo juiz Moro; a presunção do crime citada em delação, para Moro, é prova cabal para justificar as prisões.

    E os vazamentos da operação? São simultaneamente estampados na Globo, TV e jornal, como a denúncia contra o ex-presidente Lula, de 12/8: “Dinheiro liga doleiro da Lava Jato à obra no prédio de Lula.” Os vazamentos de delação só acontecem contra partidos da base do governo e principalmente contra Lula, Dilma e o PT! Nenhum vazamento contra o PSDB e vários parlamentares do partido foram citados. Várias delações também apontaram o governo de Fernando Henrique Cardoso como antro de corrupção na Petrobrás, e o juiz Moro e sua força tarefa fingem que não veem.  

    Outra coisa, a Lava jato anuncia que vai no exterior investigar a Petrobrás. Ainda nem pegou os tucanos e nem investigou o governo de FHC na Petrobrás e já quer cair fora. Digo isso porque o juiz Moro participou da AP 470, mensalão, e lá também os tucanos não foram investigados, com o agravante de o mensalão do PSDB ter sido anterior ao do PT, e o pior, os crimes dos tucanos estão prescrevendo.

    A Petrobrás e os petroleiros apoiam a investigação, até porque, durante as investigações, todos os indicadores da empresa melhoraram. E Lugar de corrupto é na cadeia! E parar a Petrobrás é parar o país. O Brasil é o segundo parque de obras do planeta, só perdendo para a China, e a Petrobrás financia, com os impostos que paga, 80% das principais obras do Brasil, conhecida como  obras do PAC.

    Sérgio Moro, o chefe da Lava Jato, diz ser a favor dos acordos de leniência mas os procuradores da sua força tarefa são contra. Resultado: estaleiros parados, fábricas de sonda de petróleo parando, trabalhadores perdendo seus empregos, etc. Eles na verdade querem entregar a Petrobrás para os gringos como sempre quiseram! Um dos procuradores do Lava Jato (Carlos Fernando Lima), disse à imprensa: “ A CGU foi feita para controlar corrupção de funcionários, não para ser salvadora do emprego. Se o governo quer criar um Proer, que faça no lugar certo, que é o Congresso” .  

    No país onde Moro estudou, nos EUA, nenhuma empresa deixou de fabricar por conta de investigação ou  prisão de executivos. No EUA, a prioridade são os interesses da nação, para o Lava Jato qual é a prioridade?

    Não podemos esquecer que o governo tucano de FHC tentou privatizar, sem sucesso, a Petrobrás, com apoio da Globo que, na época, comparou a Petrobrás a um paquiderme e os petroleiros chamados de marajás, mas eles não desistem.  É a mesma Globo que deu o prêmio de personalidade do ano ao juiz Sérgio Moro.  Além disso, a advogada e mulher do juiz Moro, Rosangela Wollf Moro, trabalha para o PSDB do Paraná e para empresas estrangeiras de petróleo, concorrentes da Petrobrás. Ninguém vai argüir a suspeição do juiz Sérgio Moro? Pois sua situação está prevista no código de Processo Civil na situação de juiz em que haja falta de imparcialidade, que pode ser alegada por ele ou pela parte.

    As milícias estaduais são combatidas pelas Secretarias Estaduais de Segurança Pública. Quando é que as instituições brasileiras vão se pronunciar sobre a milícia nacional?

     

    Emanuel Cancella é coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).

    Rio de Janeiro, 12 de agosto de 2015

    OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.

     

    http://emanuelcancella.blogspot.com.br/

     

  19. Ivan de Union

    12 de agosto de 2015 9:44 pm

    Meu nome eh Ivan Moraes, eu

    Meu nome eh Ivan Moraes, eu moro nos Estados Unidos ha 35 anos, e minha vida virou um inferno por causa de espionagem do governo dos Estados Unidos 24 horas por dia.

    Avatar, lembra dos banquinhos que eu te falei que reformei outro dia?  Eu tou tentando ha mais de 4 meses SENTAR nesses putos bancos de quintal e nao consigo, tem interferencia mental imediata em menos de 5 segundos TODA PUTA VEZ que eu sento neles.  Tem mais.  Ja nao posso sentar em certas posicoes pois aa putada me vendo com cameras LHES DISTURBA GRANDEMENTE olhar pro meu saco em certas posicoes.

    Meu nome eh Ivan Moraes e eu estou sendo gigolado pelo governo dos Estados Unidos 24 horas por dia, no carro, em casa, no carro.

    NAO, gente.  Seria fisicamente impossivel pra mim fazer um “erro”.  Eu disse FISICAMENTE IMPOSSIVEL.  A putada nao sai de cima de mim, ponto final.  Ate pra LEVAR A MAO ao computador tenho que ter alguem pra “aprovar” ou “desaprovar” ao vivo, em real time, O TEMPO INTEIRINHO.

    E isso ja tem uns 5 anos.

    Vai enfiar suas vibracoes no olho do cu, governo dos Estados Unidos.  Voces chegaram aonde estao atravez de gigolagem do mundo inteiro e nunca fizeram outra coisa, isso eu vi e isso eu vivi.  Eu nao sou o mundo inteiro nao.  Eu sou o universo.  Voces vao se foder em grande escala comigo, parasitas.

  20. Lenilson

    12 de agosto de 2015 9:57 pm

    Poupar em cinismo

     

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2015/08/1667294-poupar-em-cinismo.shtml

     

    ruy castro

    É escritor e jornalista. Considerado um dos maiores biógrafos brasileiros, escreveu sobre Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda. Escreve às segundas, quartas, sextas e sábados.

     

    Poupar em cinismo

    12/08/2015  02h00

    RIO DE JANEIRO – O presidente Afonso Pena (1903-1906) achou pouco governar com sete ministérios e criou mais um: o da Agricultura. E olhe que, como se aprendia na escola, o Brasil era um “país essencialmente agrícola”. Getulio foi ditador com dez ministérios e presidente constitucional, com 11. Mesmo número com que Juscelino produziu “50 anos em cinco” -e, quando construiu Brasília, previu uma Esplanada dos Ministérios com 19 prédios, achando que chegariam até para o governante mais megalô.

    Mas JK não contava com que, nos governos militares e civis que o sucederiam, alguns ministérios se dividiriam como amebas e outros se multiplicariam como coelhos, até chegarmos, com Dilma, ao mágico número atual -39 pastas. Isso pode explicar em parte a colossal ineficiência deste governo, notável até pelos padrões do PT -os ministros devem colidir nos corredores ao tratar do mesmo assunto.

    Por exemplo, há o Ministério da Agricultura e o do Desenvolvimento Agrário. Por quê? Há o ministério da Defesa e o da Segurança Institucional. Há o do Planejamento e o de Assuntos Estratégicos. E, se há o da Justiça, o que faz o de Direitos Humanos? E, se há o de Direitos Humanos, para que servem o de Políticas para Mulheres e o da Igualdade Racial?

    Há o Ministério de Cidades e há também o da Integração Nacional. Há o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e também o das Pequenas e Médias Empresas. E, se há o Ministério dos Transportes, para que servem o dos Portos e o da Aviação Civil? O ministro do Turismo é um engenheiro agrônomo. O dos Esportes é um pastor evangélico. O da Pesca é um filho de senador. E não ria, mas o Ministério das Relações Institucionais trata das relações com o Congresso.

    Podem-se fechar 2/3 desses ministérios. Talvez não poupe muito dinheiro. Mas faria poupar em cinismo. 

  21. Fernando J.

    12 de agosto de 2015 10:48 pm

    Cãmara Municipal de SP economiza R$ 25 milhões em um semestre

    Do vereador Antonio Donato Mdorno (PT), presidente da Câmara Minicipal de São Paulo, pelo Facebook:

    Antonio Donato Madormo

    1 min · 

    Comuniquei hoje ao prefeito Fernando Haddad que a Câmara Municipal de São Paulo está devolvendo R$ 25 milhões do seu orçamento aos cofres da Prefeitura de São Paulo. Resultado da economia que fizemos no Legislativo no primeiro semestre.
    No mesmo ofício solicitei ao prefeito que esse dinheiro seja direcionado às subprefeituras para ser utilizado prioritariamente no atendimento às demandas da população apresentadas no programa Câmara no Seu Bairro.
    Nossa expectativa é que até o final deste ano outros R$ 25 milhões também sejam devolvidos aos cofres da cidade.

     

     

     

  22. Emanuel Cancella

    14 de agosto de 2015 10:05 am

    Campanha do Petróleo

     

    Plenária da Campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso aprova participação no ato do dia 20

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    A plenária da campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso, realizada nesta quarta (12),  aprovou participação na passeata do dia 20 de agosto, quinta-feira. O trajeto será da Candelária à Cinelândia. Concentração às 16 horas. No encerramento, será realizado o enterro simbólico do juiz Sérgio Moro.

    Com o auditório do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro-RJ) cheio, presentes  dezenas de entidades que integram a campanha em defesa da Petrobrás pública e 100% estatal, foi aprovada a participação da campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso no ato do dia 20 de agosto, no Rio de Janeiro, por ampla maioria. Já o ato do dia 16, convocado por setores da sociedade em grande parte identificados como golpistas, foi repudiado por unanimidade.

    Mas esse foi apenas um dos encaminhamentos da plenária, embora o mais polêmico.  Parte da militância criticou duramente os rumos do atual governo federal que está adotando a agenda das forças de direita, incluindo corte de direitos de trabalhadores e privatizações. 

    No entanto, o conjunto da plenária reiterou seu comprometimento com a defesa da Petrobrás, contra a venda de ativos e contra os projetos entreguistas que tramitam no Senado, a exemplo do PLS 131, do senador José Serra (PSDB/SP). 

    A decisão de estar nas ruas no próximo dia 20 de agosto foi tomada pela maioria, para que as bandeiras dos trabalhadores ganhem força: contra as remoções; contra o corte de direitos trabalhistas; saúde e educação pública e gratuita para todos; pelas reformas agrária e urbana; pela taxação das grandes fortunas; pela auditória pública da dívida que consome a maior parte dos recursos do país (contra a agiotagem internacional dos banqueiros); contra a redução da maioridade penal. Sobretudo, pela defesa intransigente do caráter estatal da Petrobrás, com  retomada das obras das refinarias, Comperj e manutenção dos empregos, contra o PLS de José Serra, que derruba a Lei de Partilha para o pré-sal. 

    Quem quiser se integrar às panfletagens convocando para a manifestação do dia 20 de agosto deve entrar em contato com a CUT-RJ, CTB e CGTB.

    No final do ato, acontecerá o enterro simbólico do juiz Sérgio Moro que promove prisões seletivas na operação Lava Jato, sempre poupando os políticos do PSDB. A passeata está sendo convocada com os seguintes eixos: em defesa da legalidade democrática e do estado de direito, contra o golpe, fora Cunha; reforma tributária, taxação das grandes fortunas; em defesa da Petrobras, do sistema de partilha do pré-sal, da soberania nacional; em defesa dos direitos dos trabalhadores,  do emprego, dos salários, contra a terceirização.

    Fonte: Agência Petroleira de Notícias

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