O passo dado pelo Juiz Sérgio Moro foi de sutileza paquidérmica, do ponto de vista do desrespeito, desconsideração e desprezo pelo Estado de Direito, e, como já dissemos tantas vezes aqui, já estava sobejamente anunciado.
Tanto quanto o está a condenação de Lula em segunda instância, em prazo eventualmente recorde – como já dá, espertamente, como favas contadas, certa mídia – se não se estabelecer prontamente uma estratégia de defesa da democracia, com relação às eleições diretas, ocorram elas em 2018 ou nos próximos meses.
O problema não é partidário.
A grande questão não é o que está ocorrendo com Lula, Dilma e o PT, que, por omissão, excessivas concessões ou falta de planejamento e resposta tática, contribuíram também para que as coisas chegassem onde estão hoje.
O drama do PT e de seus dirigentes é apenas a extremidade exposta do iceberg que pode engolir cada um de nós – do que pode acontecer, “casualmente”, com a eventualidade de um fenômeno meteorológico, com qualquer cidadão brasileiro, a partir de agora.
O Brasil já vive, de fato, uma ditadura, na qual se prende e se condena sem provas, com base no dedurismo generalizado de presos “provisórios-permanentes” que são obrigados a negociar e a delatar enquanto se encontram sob custódia do Estado – e de empresas que, se não fizerem o mesmo, vão à bancarrota – com pesos, medidas e resultados diferentes para cada tipo de delatado.
Desse esquema faz parte a libertação – para prisão domiciliar – de corruptos comprovados.
E, naturalmente, a condenação de lideranças políticas de certas agremiações – que não receberam dinheiro sujo nem tem conta no exterior – enquanto outras não são detidas, ou servem de distração e de pretexto, na mídia e junto à opinião pública internacional, para justificar o quadro de descalabro jurídico, econômico, estratégico e institucional em que estamos mergulhados.
A defesa da democracia – antes que seja tarde e não se possa mais escapar do arbítrio, das grades e dos porões de um estado jurídico-policial (principalmente policial) que será institucionalizado com sua sagração nas urnas em 2018 – não será alcançada apenas colocando gente na rua ou limitando-se a luta política a uma dimensão partidária e eleitoral.
Até mesmo porque militantes não são coelhos – não se multiplica seu número simplesmente reunindo-os durante certo tempo em algum lugar – e o eleitorado antifascista, principalmente depois do massacre midiático dos últimos anos, vai continuar quantitativamente onde sempre esteve, historicamente, com aproximadamente um terço dos votos nacionais.
A esse terço, matemático, se contrapõe outro, equivalente, em termos numéricos, que se encontra, agora, nas mãos da extrema- direita.
E uma terceira parte, ignorante, fisiológica, oportunista do ponto de vista partidário, que – e é preciso fazer tudo para que isso não ocorra – também tende a pender para direita no segundo turno das próximas eleições.
Na verdade – e há muita gente boa que ainda não entendeu isso – mesmo que Lula seja eleito – caso lhe permitam ser candidato – sem o convencimento real da maioria da população e uma grande diferença de votos, ele será derrubado, em poucos meses, como aconteceu com Dilma, por uma aliança entre os golpistas de sempre e certa mídia que está fazendo tudo – e tudo fará tudo que puder – para impedir a sua volta ou permanência no Palácio do Planalto.
Como já nos cansamos de alertar aqui e em outros espaços desde 2013, a batalha de quem se preocupa em defender a Constituição, o Estado de Direito e a Democracia, assim como a da própria eleição futura, tem que ser travada não apenas no asfalto, já ocupado e dividido, quase salomonicamente, com a coxinhada, mas nos corações e mentes da população brasileira, com ênfase na parcela que, apesar de sua falta de informação ou conservadorismo, ainda não cerrou fileiras com o fascismo.
Além do processo político “comum” que transcorrerá na superfície, os neofascistas precisam ser combatidos onde tem tido maior sucesso, comentário a comentário, site a site, página a página, e, principalmente nos grupos do Whatsapp, com argumentos sólidos, contrapondo-se dados concretos ao seu ódio e à sua ferrenha ignorância, a cada vez que se manifestarem nas redes sociais e nos grandes portais nacionais.
Afinal, já há campanhas presidenciais que estão se desenvolvendo na internet, a rédea solta, de forma cerrada e contínua, há vários meses, enquanto o campo democrático se debate na divisão e na pauta imposta pela Lava Jato e a constante doutrinação e sabotagem da mídia conservadora.
É preciso dizer aos fascistas – fakes ou reais, não interessa de que tipo – que para cada um deles existe pelo menos um brasileiro que pensa diferente – motivado, convincente, racional, mais bem informado, coerente, consciente, com paciência – se necessário for – para ser tão repetitivo e insistente quanto eles.
E não adiantam desculpas como perda de tempo ou o fato de que não se tem assinatura deste ou daquele “veículo”.
Quem quer defender a democracia, que assine os grandes jornais e portais, pois não estará investindo mais do que na proteção do que resta das instituições e na sobrevivência futura – dentro da paz possível – em um país minimamente livre, de sua família.
O que não se pode é abandonar a internet – o maior instrumento de comunicação e de doutrinação já criado pelo homem – ao fascismo, como se fez, tola e irresponsavelmente – e não apenas no Brasil – nos últimos anos.
A grande missão de qualquer cidadão digno desse termo, nesta hora, deve ser a defesa e a restauração da verdade, torcida e vilipendiada pela “história oficial” vigente, montada, contada e recontada por uma plutoburocracia parcial e seletiva, totalmente descompromissada, geopolítica e estrategicamente, com o país, movida pela busca de mais poder e por seus interesses – que no mínimo coincidem com os de nossos concorrentes externos – e vaidade.
Debater com competência, números e fatos, com um adversário na internet pode até não mudar a opinião dele.
Mas arrisca a abalar suas certezas.
E impede que o público “neutro” que está acompanhando a discussão, lendo os comentários, venha a se deixar convencer, sem o benefício e a alternativa de uma segunda opinião, pela argumentação, costumeiramente mendaz e odiosa, dele.
Moro só pôde condenar Lula tranquilamente, da forma como o fez, porque o antilulismo, o antipetismo e o antibolivarianismo – filhos diletos e diretos do anticomunismo tosco, anacrônico e distorcido renascido nos neurônios da nação como um fungo alucinógeno, contaminante e tumoral, nos últimos tempos – tomaram conta, por meio da rede, de uma massa amorfa e mal informada, confundindo-a e manipulando-a sem nenhum tipo de reação – nem de comunicação, nem jurídica – por parte de quem estava sendo atacado – durante quatro longos anos, implantando na cabeça da população um punhado de incontestados – por não terem sido prontamente respondidos – paradigmas.
Os mais simplistas – e logo, mais fáceis de serem desmontados – são aqueles que dizem que o PT quebrou o país, que foi implantado no Brasil um governo comunista nos últimos 15 anos, e que o PT odeia s Forças Armadas, por exemplo.
Isso, apesar de que o PIB e a renda per capita recuaram, segundo o Banco Mundial, em termos nominais, nos oito anos de FHC e de que as dividas líquida e bruta serem menores hoje, com relação ao PIB, do que eram em 2002.
De o Produto Interno Bruto ter aumentado , nominalmente, pelo menos três vezes em dólares, nos últimos 15 anos, com relação aos 604 bilhões de dólares do último ano de FHC.
E também de que pagou-se a divida com o FMI em 2005 e desde então, nos governos do PT, multiplicaram-se por onze as reservas internacionais.
De que, longe de ser comunista, nunca o capitalismo no Brasil cresceu tanto, como na última década e meia, com a explosão dos ganhos do sistema financeiro, daqueles derivados da duplicação da produção agrícola, do aumento das exportações e da expansão do crédito e do consumo.
E de que, quanto à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica, em vez de ser contra as Forças Armadas, o PT foi responsável pelo lançamento do maior programa de rearmamento da defesa nacional nos últimos 500 anos, com medidas como a ordem para a construção – em parceria com a França – do primeiro submarino nuclear brasileiro, da nova família de rifles IA2, dos novos caças Gripen NG BR – por meio de acordo com a Suécia – sem falar de aviões cargueiros como o KC-390, de blindados ligeiros como o Guarani, do novo Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, de novos radares e sistemas de artilharia, como o Astros 2020, etc, etc, etc.
Quanto à corrupção, ela existe em qualquer lugar do mundo e deve ser coibida.
Mas só no Brasil é usada como pretexto para a sabotagem de nossas maiores estatais, como a Petrobras, a Eletrobras e o BNDES, a quebra de nossas maiores empresas, de milhares deacionistas e fornecedores, a destruição de nossos mais importantes – e estratégicos – projetos e programas nas áreas de energia, infraestrutura e defesa, e a eliminação de centenas de milhares, senão milhões, de empregos.
Além de servir de biombo para o sequestro de valores muito maiores do orçamento público, em sonegação, pagamento dos juros mais altos do mundo ao sistema financeiro privado, e dívidas em impostos que envolvem quantias dezenas de vezes mais altas do se provou ter sido desviado no contexto em Caixa 2 e doações a partidos e candidatos.
Esses são alguns dos argumentos que deveriam ser passados, democraticamente à opinião pública que faz uso da internet pelo computador e o celular.
Os links e as informações que os sustentam – se o PT quebrou o país como ainda somos o quarto maior credor externo dos EUA –
http://ticdata.treasury.gov/Publish/mfh.txt – que os comprovam encontram-se ao alcance de qualquer um, bastando copiá-los e publicá-los, sempre que possível, no final dos comentários.
Informações de caráter social são importantes, mas opcionais, no caso do público protofascista, já egoísta e excludente por natureza – que é bombardeado, todos os dias, contra as “bolsas” e o “populismo” “esquerdopata”.
O tempo não para – como diria o poeta – e o relógio da História também não se detêm, nem por um átimo.
Segundo a segundo, a cada passo silente, quase imperceptível, do mais fino dos ponteiros, estamos mais perto – e o Brasil mais próximo, historicamente – da batalha decisiva das novas eleições presidenciais.
A saída de Temer e a eventual ascensão de Rodrigo Maia é pouco mais que irrelevante em termos eleitorais e nada mudará – a não ser para pior – da pauta entreguista e neoliberal em andamento.
O que importa – agora ou no ano que vem – é o próximo pleito.
Basta ler as reações à condenação de Lula na internet para ver onde estão aqueles que podem se levantar contra o autoritarismo.
Trancados, majoritariamente, em seus guetos, expondo, pela enésima vez, uns para os outros, como em um espelho estéril e infinito, sua indignação e perplexidade.
E ninguém apareceu para contestá-lo.
Se essa ira, justa, diríamos, em muitos pontos, se transformar em força e se derramar para a internet como um todo, a partir desta semana, este poderá ser o momento da virada.
Se, no entanto, continuar contida, restrita e ineficaz, em termos de mudança de jogo – ontem, em comentário em artigo do Estadão no UOL, um sujeito afirmou, sem meias palavras, que, diante dos recursos que existem para que Lula escape à sentença de Moro, “para garantir logo, o melhor seria mandar logo este cabra pra debaixo da terra” e ninguém apareceu para contestá-lo até agora – o momento que estamos vivendo se transformará no marco simbólico da capitulação da liberdade e do direito de defesa, da antecipada rendição da resistência democrática, da prévia e definitiva entrega do país a um tipo de fascismo que, uma vez alçado ao poder, dificilmente irá apear-se dele novamente.
Maria Luisa
18 de julho de 2017 8:29 pmMuito bom. Ha muito que
Muito bom. Ha muito que coloco meu grão de areia em meio à tanta desinformação. A luta nas redes sociais não deve ser menosprezada de forma alguma. O Bolsonaro entendeu isso rapido.
jossimar
18 de julho de 2017 9:19 pmO Brasil merece o bolsonaro e
O Brasil merece o bolsonaro e o não merece um Lula.
Isto não é elogio ao bolsonaro nem crítica ao Lula.
cariry
19 de julho de 2017 1:47 amANTI POVO
É uma crítica contra o povo.
Alessandre Argolo
19 de julho de 2017 10:49 pmO povo pode e deve ser criticado, o que não significa ser “anti”
O povo pode e deve ser criticado, principalmente quando estiver errado. Ciriticar o povo quando ele está errado não significa ser “anti-povo”. E concordo que o povo brasileiro merece ser criticado por pelo menos duzentos anos seguidos. Não eternamente, desde que pelo menos um dia um povo melhor surja. Um dia, não é possível, uma nova geração substituirá os losers de outrora. Porque o país atualmente é consequência do povo inepto, inacapaz e covarde que o povoa. Isso vale para qualquer espectro político, inclusive para os que se declaram “apolíticos” (sic). Povo incapaz, inepto e covarde, que vive tomando golpes e não sabe reagir. Povo alienado, que é incapaz de perceber que é explorado de forma indigna, que é oprimido brutalmente e aceita. Povo covarde, que me tendo as condições de enfrentar, retorage, sucumbe, abre do pau. A covardia vale principalmente para quem neste país se diz de esquerda. 95% da esquerda brasileira é covarde, bunda-mole, não aguenta o tranco. O resultado é o que vemos aí hoje. País esculhambado, sem rumo, voltando a ser uma colônia sem altivez.
franciscopereira neto
18 de julho de 2017 9:38 pmNão, não e não
Santayana grande jornalista e grande brasileiro, que me desculpe.
Ele fala em combater essa quadrilha que assaltou o poder apoiada pelos grandes empresários e banqueiros do país, pelos políticos mais corruptos e descarados que já se conheceu, uma classe média que se acha burguesa, mas que não passam de um bando de idiotas e a imensa maioria do povo brasileiro totalmente alienados e ignorantes, analfabetos, escravos dos poderosos, sem voz ativa, a não ser o que é informado pela rede Globo, pela via democratica?
Não, não e não.
O Brasil nunca viveu uma democracia e não podemos querer usá-la como antídoto para combater essa minoria endinheirada e antinacionalista.
Isso já foi tentado, pelo menos, em duas ocasiões paradigmáticas; nos governos de Getúlio Vargas e João Goulart, e não deram certo.
O PT e a maioria dos brasileiros acreditaram que vivíamos uma democracia quando Lula assumiu o poder.
Todos nós nos enganamos.
Os predadores do país nunca deixaram de existir e se descuidaram ao deixar Lula assumir o poder.
Estamos vendo agora o quanto eles são perversos.
Na nossa pseudodemocracia após a Constituição de 1988, Lula ocupou um vácuo deixado displicentemente pelos poderosos, diante do desastre dos governos FHC.
O PT aceitou jogar o jogo com as mesmas regras que a direita sempre usou, e por isso está pagando caro: no mensalão e na lava jato, a palvra de ordem é denunciar e condenar só petistas. Dos outros partidos é para dar aparência de isenção no combate a corrupção que convenceu em cheio a “opinião pública”.
E vamos querer vencer essa batalha com democracia? Com essa elite? Com a maioria do povo ignorante?
Não, não e não.
Concordo com Santayana quando ele diz que chegou o momento da virada.
Mas não com as regras do jogo deles. Ai eles ganham, como nós estamos vendo que estão ganhando.
Temer e a sua quadrilha está usando o seu poder para enfrentar a Globo e a maioria do povo, mais de 90% contrários ao seu governo, o seu Janot aliado com seu Joesley, e os novos procuradores braço direito dele, e vejo com muito “otimismo” que o chefe da quadrilha levará a melhor.
Nós nunca tivemos um governo forte de esquerda e está na hora de experimentá-lo, por que pelas vias, democrática e econmica deles (capitalismo, neoliberalismo) nós nunca conseguimos nada.
O Brasil é o último grande país em termos territoriais que não é soberano no mundo, e isso não é pouco. É pouco pelo que o país deixou de fazer para ser grande e se ombrear com as grandes potências. Estamos perdendo tempo, mas ainda dá para se construir um país para os brasileiros. É só eliminar os parasitas internos, que bem conhecemos, e não deixar o imperialismo norte americano se intrometer na nossa luta para sermos soberanos.
O momento é ímpar.
É agora ou nunca.
Beto Filho
18 de julho de 2017 9:44 pm…
Virada? Só se virar 9,6 do avesso…
Rui Ribeiro
19 de julho de 2017 4:07 pmOh, Camila, o Ödio cega e a Senhora não percebe
Somos uma nação de cegos guiados por idiotas.
Camila, Siazinha, de acordo com o Charles Chaplin, só odeiam os que não se fazem amar… os que não se fazem amar e os desumanos.
Você é um humano que não se faz amar ou é um desumano?
Nonato Guimaraes
18 de julho de 2017 11:28 pmO fascismo cega e o ódio mata
Não podemos aceitar o tamanho do ódio imposto pelas mídias e as elites brasileira e/ou estrangeira. Esta perplexidade da inversão dos valores morais e éticos sugerem um antagonismo perverso, a realidade de que os maus são vencedores e os bons são derrotados e responsáveis pela violência do que ocorre.
É preciso enfrentar a orda selvagem dos fascistas e, para tanto, é preciso muita luta, ir além da denúncia, mobilizar as massas e enfrentando de frente os inimigos de nossa classe.
Rui Ribeiro
19 de julho de 2017 12:15 pmNa sentença de ED’s o Moro fez como a Ju Isen
O $érgio Moro tava apenas com a bunda de fora. Agora, ao prolatar a sentença de embargos declaratórios, ele expôs o próprio ânus, tal qual a musa do impitiman, Ju Isen.
Dudu Cartucho
19 de julho de 2017 1:16 pm“omissão, excessivas
“omissão, excessivas concessões e falta de resposta tática” , eis o resultado do republicanismo. Sem dúvida acabaria nisso, e agora não só o Lula paga um preço alto, como também toda a nação.
E a Dilma, Zé Cardoso, Mercadante, P. Bernardo, os omissos por excelência, estão quietinhos.
Tudo bem. O republicanismo começou com o Lula, e deu errado. A sua sucessora tinha a obrigação de corrigir os rumos, e não o fez. ‘Pecou’ por omissão.
Alessandre Argolo
19 de julho de 2017 5:46 pmÉ comprreensível a preocupação mas não deixa de ser lamentável
Porque o que o Moro fez, outros juízes fazem antes dele. Aliás, Moro até enfrentou as alegações das defesas, ainda que por meio de fundamentos improcedentes e inválidos, sem amparo no ordenamento jurídico-constitucional brasileiro.
O senhor Santayana deveria se poupar dessa demonstração de ignorância e casuísmo antirrepublicano e tomar conhecimento de que muito antes de Lula, muitas outras pessoas já foram vítimas de injustiça, muito piores do que a que foi concretizada na sentença de Sérgio Moro que condenou o ex-presidente da república.
Existem juízes de direito que sequer lêem as petições, sequer enfrentam os argumentos da defesa, julgam mesmo contra as provas dos autos e contra a lei. Sérgio Moro é fichinha perto do que fazem inúmeros outros juízes de direito neste país.
Os problemas do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal NÃO surgiram nos últimos anos. A polícia brasileira tortura e mata há muitos anos. Perto disso, falsas acusações são um nada. Por sua vez, o MInistério Público há muitos anos acusa injustamente, quando não está se omitindo de forma relevante em muitos e diversos casos. E o Poder Judiciário há muito tempo pratica arbitrariedade e comete injustiças.
Portanto, o problema não é recente. É muito antigo. De modo que se preocupar com isso apenas quando o Lula foi condenadpo é simplesmente ridículo. Esse estardalhaço chega a ser patético, coisa de criança mimada. Somente agora se deu conta dos problemas inerentes ao Poder Judiciário, ao Ministério Público e à polícia federal? Somente agora o Congresso Nacional é um problema? A Rede Globo e os demais grandes grupos midiáticos?
Essa conversa é ridícula. Soa como alguém que chegou muito atrasado à festa.