
Jornal GGN – O setor industrial brasileiro encerrou o primeiro semestre de 2015 com um perfil disseminado de quedas em relação a igual período do ano anterior: segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o segmento mostrou retração de 6,3% durante os primeiros seis meses do ano, com perfil generalizado de taxas negativas, já que as quatro grandes categorias econômicas, 24 dos 26 ramos, 67 dos 79 grupos e 70,1% dos 805 produtos pesquisados apontaram recuo na produção.
Na avaliação por setores, o principal impacto negativo foi observado em veículos automotores, reboques e carrocerias (-20,7%). Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional vieram dos setores de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-27,8%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-6,3%), de máquinas e equipamentos (-11,3%), de produtos alimentícios (-3,4%), de metalurgia (-7,5%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-15,8%), de produtos de metal (-8,8%), de bebidas (-7%), de produtos de borracha e de material plástico (-6,3%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-10,2%), de produtos de minerais não-metálicos (-5,2%), de outros produtos químicos (-3%), de produtos têxteis (-8,9%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-5,4%).. Por outro lado, entre as duas atividades que ampliaram a produção, a principal influência foi observada em indústrias extrativas (9,4%).
Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os seis primeiros meses de 2015 mostrou menor dinamismo para bens de capital (-20,0%) e bens de consumo duráveis (-14,6%), pressionadas especialmente pela redução na fabricação de bens de capital para equipamentos de transporte (-25,8%), na primeira, e de automóveis (-15,2%), na segunda. Os segmentos de bens de consumo semi e não-duráveis (-6,7%) e de bens intermediários (-3,1%) também assinalaram taxas negativas no índice acumulado no ano.
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