Estava num ônibus da viação 1001, linha Macaé-Rio de Janeiro, quando peguei o meu celular para aquela corriqueira passadinha pela time line do Facebook, e vi que o senhor se referiu a um grupo de trabalhadores o qual eu participo, a Federação Única dos Petroleiros (FUP), como “vagabundos”.
Aliás, Serra esteve em Macaé em outro dia. Será que ele anda de ônibus, ou mesmo carro, pela a região dos lagos, como eu faço?
Sinceramente acho difícil, e também uma pena, devido a falta de zelo que muitos parlamentares têm com o dinheiro publico nacional em busca de confortos supérfluos e desnecessários. Mas isso e assunto para outro momento…
Agora gostaria de falar sobre o “vagabundos”. Ora senhor senador, vossa excelência argumentou que “Brasília não há grandes instalações da Petrobras” (aliás, escrevendo sem acento, como todo bom entreguista). Fico tentando imaginar, então, o que vossa excelência deve ter falado para seu colega de chapa eleitoral!
Coisas do tipo: “Aécio, deixa de ser vagabundo! Como pode ser um dos mais faltosos do senado?” ou mesmo “não há atividades legislativas mineiras no Rio, quem paga essas suas viagens?”
Outra coisa que chamou atenção na mensagem de vossa excelência, foi a maneira que o senhor nos acusou de “agredir” quem não concorda com a opinião contrária.
Olha senhor senador Aloysio, confesso que não consegui evitar a lembrança de um vídeo seu se oferecendo para uma relação homossexual ativa com um blogueiro, quando foi perguntado (somente perguntado, veja só, não acusado) sobre um possível envolvimento no trensalão.
Aqui entre nós, qual sua lógica senhor senador? Acha democrático partir para a agressão física e verbal e fica chateado quando recebe alguns gritos de entreguista?
Me desculpe, mas para mim não faz muito sentido.
Por fim, senhor parlamentar, deixo a você a resposta de uma pergunta sua, e ainda alguns outros questionamentos, com a certeza de que o debate dialético e transparente é importante para avançarmos em conhecimento e maturidade.
Nesse sentido, lhe informo que quem “paga nossos serviços” é toda a categoria petroleira do país. De maneira espontânea, uma vez que devolvemos nossa parte do imposto sindical e procuramos arrecadar apenas o desconto voluntário de cada petroleiro e petroleira sindicalizada.
Com essa nossa política, nós do Sindipetro Norte Fluminense por exemplo, temos uma das maiores taxa de filiados do Brasil e construímos, junto com a FUP, um dos melhores, quiça o melhor, acordo coletivo da América Latina.
Usamos esse dinheiro para, entre muitos outros serviços, garantir a soberania nacional no setor energético, coisa que seu projeto de lei quer tirar.
Ou vossa excelência acha mesmo que a Chevron (só exemplo, tá? Nada a ver com o Serra ou Wikileaks) vai vir tirar petróleo aqui da nossa terra com o mesmo compromisso social que da Petrobrás?
Agora eu lhe pergunto senhor Senador: vossa excelência dorme tranquilo sabendo que trabalha recebendo um honorário oriundo de uma taxação extremamente injusta?
Acha ético um terno bem bacana ou uma comitiva inútil pra Venezuela ser paga mediante impostos de brasileiros e brasileiras que recebem até três salários mínimos?
E aquelas duas fazendas que valem um real cada, hein? Uma pechincha um pouco surpreendente, não acha!? Eu até lhe faria uma proposta, mas minha moral não permite que eu entre num negócio tão desproporcional. Nem se algum amigo meu me emprestasse fácil 300 mil reais eu faria algo desse calão.
No mais, estou disposto a realizar qualquer outro esclarecimento que por ventura vossa excelência queira saber.
Atenciosamente,
Tadeu Porto
Petroleiro, Fupista e diretor do Sindipetro Norte Fluminense
Falas de Temer e Mercadante mostram um Governo sem forças para lutar
5 de agosto de 2015 | 20:06 Autor: Fernando Brito Fonte: Tijolaço
As entrevistas de Aloysio Mercadante e de Michel Temer, hoje, são, não há como negar, um “jogar a toalha” do Governo Dilma.
Claramente o que se está propondo é permitir a continuidade formal do Governo, mas sem sua própria identidade. Melhor dizendo, sem a adesão total ao projeto nacional que, herdado de Lula, tentou-se manter no primeiro mandato e prometeu-se continuar no segundo.
Nem mesmo esta capitulação – que, certamente, foi decidida diante do quadro de desagregação da base aliada no Congresso – talvez funcione, porque foram nove meses de omissão – sete do segundo governo e dois entre a eleição e a posse – de perda de comando político do país, mesmo com a vitória das urnas.
Há saliva demais na boca de boa parte da oposição partidária e extra-partidária – esta já empolgada até a medula com um projeto fascistóide, que, se não empolga as massas, ainda assim chantageia as demais forças de direita, que teme ser colocada no “saco” de uma acordo político.
Ainda assim, reconheça-se, parece ser o possível para Dilma Rousseff, que escolheu se tornar um lame duck (“pato manco”, expressão comum nos Estados Unidos para presidentes incapazes de se reeleger ou de fazer seu sucessor, que governam formalmente, mas sem poder real).
O outro caminho, o de mobilizar a população, já não estava aberto, desde que, há tempos, ela recusou o papel de líder da mudança política e passou a preocupar-se mais com a imagem de sua honradez, a qual jamais se questionou.
Os 7 a 1 da Alemanha na seleção brasileira talvez sejam o melhor retrato dos sete meses do segundo Governo Dilma, onde se assistiu, com total apatia, o “baile” do adversário.
Poderia ter mudado de atitude no um a zero, no dois a zero…
Mas congelou…
Resta contar que seja verdadeira a história do técnico alemão de que orientou seus comandados a evitarem a humilhação.
As forças que representam a mudança precisam encontrar – ou reencontrar, com Lula – o seu caminho.
Talvez, como no futebol, precisemos recobrar o espírito das “feras do Saldanha”.
A Globo é homenageada no senado até pelo PT e PSOL
Dentre os que se manifestaram, um do PT e outro do PSOL. Não acreditam?
Veja em que direção foi a fala dos dois:
Para o senador Jorge Viana (PT-AC), a Globo “cresceu contando histórias” e ocupou um espaço de destaque no país “fazendo uso de tecnologia, de gente competente”. “Só tem sucesso quem conta boas histórias ou quem interpreta boas histórias”, destacou Viana.
Outro senador a destacar o papel da Rede Globo no país foi Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). Para ele, a emissora é uma “empresa de superlativos”.
“Poucas empresas no mundo atingem 100% do território nacional. Nenhum outro canto do mundo tem uma emissora de televisão que é produtora de novelas mas também incentivadora de talentos. Na Rede Globo há sempre o espaço para o novo”, disse. “Às vezes nos bate muito o complexo de vira-latas. Quando nós temos um patrimônio superlativo, isso é motivo de orgulho para o Brasil”, complementou.
Que tal pratulhar menos a vida alheia ! Haja cobranças !
Da Carta Capital
Sociedade
“E os namoradinhos?”. A clássica pergunta invasiva feita por aquela tia ou tio distante no Natal é só a primeira de muitas.
Cobrança
“E os namoradinhos?” é só o começo
por Lino Bocchini Depois vem “E o casamento, é pra quando?”; “E o filho?”; “E o irmãozinho/irmãzinha?” e, pasmem: “Você não vai tentar o terceiro pra vir menino/menina?”
Aviso: esta família não existe na vida real
Se a moça for lésbica, a invasão e a inadequação da pergunta é obviamente maior. Mas vamos falar de uma mulher heterossexual, ou seja, dentro dos padrões da tradicional família brasileira.
Começa no “E os namoradinhos?”.
Depois vem o “Vocês vão casar quando?”.
Tudo sem a menor cerimônia, desconsiderando que o assunto diz respeito apenas aos envolvidos.
E segue, depois de casados ou antes mesmo, quando a união já está sólida:
“E o filho, é pra quando?”.
Após casar, a cobrança, iniciada antes do enlace, sobe de tom mês a mês. Se começar a demorar demais, tem algo errado, deve “ser estéril” ou algo assim. Afinal, casou para quê?
Uma vez grávida, vem uma tremenda ansiedade sobre quando o bebê irá nascer. Se a mulher for esperar o parto normal, será julgada uma irresponsável a partir da 38ª semana de gestação. Como assim não marcou a cesárea com antecedência para um sábado cedo, logo após o salão, para mesma tia chata do Natal poder visitar o sobrinho depois da sobremesa, levando uma flor que ficará no chão do lado de fora do quarto?
Dica: levar flores a uma visita na maternidade só é bom para o dono da floricultura. Flores são vetadas no mesmo ambiente do recém-nascido, e os vasinhos nunca passam da porta.
Bom, eu sou homem, casado. Tivemos o primeiro filho, eu e minha mulher, há 4 anos. A cada mês de vida do nosso filho, as cobranças aumentavam de intensidade, não raro em tom de inconformidade: “mas vocês não vão dar um irmãozinho para ele??”.
Na verdade a cobrança do irmãozinho começa quando ainda se espera o primeiro filho.
Hoje minha mulher está novamente grávida. Sim, decidimos finalmente ter um filho ou, nas palavras da tiazona e da vizinha enxerida, “dar um irmãozinho pra ele”. Mas, veja só, ainda não somos a família margarina perfeita, porque o segundo filho também será um menino.
E então, antes mesmo de parir o segundo filho, ela já está sendo cobrada pelo terceiro:
“Mas vocês vão tentar uma menina depois, né?”.
Ou, pior, falam com uma expressão sincera de piedade: “Puxa, pena que não é menina para formal um casalzinho… Mas tudo bem, depois você tenta um menino/menina “.
Esta família, lamento, também não existe na vida real
Veja bem: nosso segundo filho ainda está na barriga e ela já é cobrada, com a maior naturalidade do mundo, sobre o terceiro. Afinal, o roteiro exige um “casalzinho”. Só fiquei confuso como seria no nosso caso que já temos dois meninos se por ventura tivermos uma menina futuramente. Por esta lógica torta em que dois irmãos são “um casalzinho”, teríamos um “ménagezinho”?
Interessante que não passa pela cabeça das pessoas deixar cada uma decidir o que fazer da vida, do jeito e no tempo delas. Ou, ao menos, deixar que elas introduzam assuntos pessoais na roda antes de cobrar na frente de todo mundo: “e aí, vai casar? Não vai ter filho?”. E se o casal não quiser? E se eles não puderem?…
Se você é mulher e ainda está no estágio de ouvir “E os namoradinhos?”, fique tranquila. Minha mulher tem 43 anos e dois filhos e ainda não está quite com a sociedade.
Se você for homem, fique tranquilo e aproveite a vida. Nunca me cobraram nada nem vão te cobrar.
A vida sexual nos tempos pré-penicilina, segundo Agildo Ribeiro
O humorista Agildo Ribeiro passou pela experiência do biliquê quando era rapaz. Ainda não havia penicilina, era na base do biliquê. Entrevista ao Jô Soares. Clique aqui
Eu não entendo porque os servidores do judiciário dizem que estão com salários congelados. Basta dar uma olhada nos editais de concursos pra ver que não é bem assim.
Não estou dizendo com isso que o aumento pleiteado atualmente seja injusto. Estou dizendo apenas que houve, sim, um aumento de salário nos últimos anos. Pode-se argumentar que foram reajustes nas gratificações frutos de reinvindicações antigas e tal, mas não dá pra dizer que os salários estão “congelados”.
A empresa britânica Oxitec está a planear o lançamento no ambiente de cinco mil exemplares por semana de moscas da oliveira (Bactrocera oleae) geneticamente modificadas: o lançamento terá lugar em Espanha, especificamente na Catalunha, perto de Tarragona.
Se é que este dado tem importância, pois é difícil convencer um insecto a ficar numa determinada região e não espalhar-se.
Estas moscas são geneticamente manipuladas para que os descendentes fêmeas morram logo após terem brotados as larvas nas azeitonas, enquanto a sucessiva geração de machos está programada para sobreviver. O experimento vai durar um ano e vai ocupar uma área de mil metros quadrados, com o objectivo declarado de reduzir a população das moscas.
Agora, eu não tenho simpatia nenhuma para as moscas, seja na versão “standard”, seja na versão da oliveira. Todavia, se a Natureza permitiu que estes bichos aparecessem e proliferassem é porque deve existir alguma razão. Nomeadamente: as moscas da oliveira desenvolvem uma função. Qual não sei, mas algo fazem. E se calhar é algo importante.
Por exemplo: bem podem ser a comida dos seus predadores naturais (as aves toutinegras-de-cabeça-preta, chapins reais, chapins azuis, carriças, melros, papa-figos, estorninhos pretos, tordeias, ferreirinhos, abelharucos: no geral os os carabídeos e os formicídeos; o parasita Opius concolor). E, por sua vez, podem ser predadores de outras espécies (como os afídios, que são também parasitas das plantas).
É verdade que a mosca da oliveira é uma praga, a maior durante o processo de cultivo das azeitonas. Todavia existem outras formas de luta, sem dúvida mais seguras de que a manipulação genética. Nomeadamente, a técnica de luta integrada que utiliza:
Antecipação da colheita, em especial para os cultivos mais suscetíveis.Uso de inseticidas com baixo impacto ambiental (excluídos são os insecticidas de largo espectro, especialmente se utilizados para tratamentos larvicidas, sendo prejudiciais para a entomofauna útil).Tratamentos preventivos com iscas de proteínas envenenadas.Remoção de toda a produção de evitar focos de infestação na Primavera.Monitorização das condições climatéricas.Aplicação de métodos de biotecnologia (com utilização de armadilhas quemiotrópicas para a monitorização e de armadilha “em massa” (com feromónios ou substâncias nitrogenadas) para a contenção da praga.Não será uma solução 100% natural, mas é sempre melhor do que lançar no ambiente um animal geneticamente modificado. Porque a mosca é malcriada: não respeita os confins. Uma vez lançada no ambiente, pode decidir espreitar além dos 1.000 metros quadrados previstos. Se calhar vai gostar da ideia e começa a visitar as oliveiras da França, de Portugal, da Italia… exagerado? Antigamente, a mosca da oliveira não existia na Califórnia: depois, a partir da década de ’90, chegou aí também e não se sabe como, sendo que hoje ocupa toda a região neoártica onde a azeitona é cultivada (Estados Unidos, México).
Alguns Países pediram para que a experiência seja travada: não conhecemos ao certo quais as consequências no médio e longo prazo. Christoph Depois de Testbiotech: A biodiversidade vai ser severamente afetada com todas as consequências sobre o ecossistema, o meio ambiente e a cadeia alimentar. As moscas da Oxitec são modificadas com ADN sintético que é uma combinação de organismos marinhos, bactérias, vírus e outros insectos. Ninguém pode prever todas as consequências de tal loucura.Margarida Silva, da Zona Livre de OGM: Não podemos tolerar tais experimentos. O planeta inteiro já está sob estresse, mais danos irreparáveis são inaceitáveis. Quais consumidores podem estar interessados em comprar azeite feito a partir de azeitonas no cujo interior morreram larvas de moscas OGM?Nem é claro quando a experiência terá início. Nestes casos, as informações raramente são transparentes, pelo que não sabemos se o experimento já foi autorizado pelas autoridades nacionais e, no caso, quando a libertação acontecerá: pode ser nestes dias, nas próximas semanas ou até pode ter já tenha ocorrido.
As organizações que entretanto estão a mobilizar-se são: Amigos de la Tierra (Espanha)Agrobio (Portugal)BiotechWatch (Grécia)Criigen (França)Federation Nationale d’ Agriculture Biologique (França)Ecologistas en Acción (Espanha)Generations Futures (França)Greenpeace (Espanha)IFOAM (Bélgica)OGM Dangers (França)Plataforma Andalucía Libre de Transgénicos (Espanha)Portuguese Plataforma Transgénicos Fora (Portugal)Red de Semillas (Espanha)Rete Semi Rurali (Italia)Sciences Citoyennes (França)Sociedad Española para la Agricultura EcológicaSEAE (Espanha)Testbiotech (Alemanha) Ipse dixit. Contactos: Víctor Gonzálvez – director da Sociedad Española de Agricultura Ecológica ([email protected])
TEOREMA DO QUADRO FALSO – Os falsificadores de quadros já existiam ao tempo de Rembrandt. É um antiga
profissão que só aumentou na fase impressionista e chega até nossos dias. O maior falsificador do Seculo XX foi o francês Fernand Legros, cuja biografia por Roger Peyrefitte “O Falsario ou a Vida Extraordinaria de Fernand Legros” (Record 1976) é um classico. Peyrefitte é um renomado escritor francês da segunda metade do século. Outra biografia na mesma linha é sobre Hans van Meegeren, falsificador especializado em no pintor Vermeer, escrita por Frank Wynne (Companhia das Letras 2006 “”Eu fui Vermeer”). Sobre o tema de quadros falsos há bons insights em “”Mercadores de Arte”, autobiografia de Daniel Wilderstein (Planeta 2000), o maior marchant das decadas do pós guerra, que forneceu boa parte dos quadros de Museu de Arte de São Paulo (MASP).
Os falsificadores vendiam seus quadros como verdadeiros e cobravam o preço de mercado. A amplitude do negocio é muito maior do que se imagina, quase todos os grandes museus do mundo tem quadros falsos em bom numero.
As “expertises”, atestados que dão como verdadeiro um quadro tambem são falsificadas ou verdadeiras mas compradas com o “expert” sabendo que o quadro é falso. Utrillo foi um dos pintores mais falsificados, cinco ex-amantes vendiam “expertises”, todos os impressionistas foram muito falsificados e coleções particulares foram as grandes compradoras.
È celebre a estoria que Picasso, que pintou milhares de quadros, atestou como seu um quadro falso, tão boa era a falsificação. Mas a descrição do ramo de negocios da falsificação de quadros nos leva ao teorema.
O TEOREMA DO QUADRO FALSO é a grande arma dos falsificadores. Uma vez descoberto em um grande e reputado museu a existencia de um quadro falso o que fazer? Há duas saidas:
Primeira : Chamar a Policia e denunciar o falsario para processa-lo e tentar reaver o dinheiro ou
Segunda: Não fazer nda e deixar o quadro na parede como se verdadeiro fosse. Porque?
O escandalo que acompanha a denuncia à Policia vai para os jornais e CONTAMINA toda a coleção do museu.
Se tem esse falso terá outros? Como eles compraram esse falso, quer dizer que ai tem coisa, o escandalo PREJUDICA a reputação do museu e muito pior, QUEIMA a coleção para futuras vendas e trocas. Alem disso a investigação da Policia pode voltar-se contra o curador do Museu que decidiu a compra e é na pratica impossivel recuperar o dinheiro.
Na pratica 95% dos museus e colecionadores preferem a segunda hipotese.
Essa é a grande proteção dos falsificadores. O escracho se volta CONTRA o denunciante e o prejudica.
Uma variante do teorema é a familia de alta posição social que tem um filho problema, drogado e vagabundo.
O pai e a mãe vão ficar falando para todos como é o filho? Vão a uma festa e dizem alto e bom som, meu filho não vale nada, é um vagabundo, cheirador, não presta.? Raramente fará isso, porque? O escracho do filho ruim se VOLTA subrepticiamente contra a familia, CONTAMINA a reputação da familia.
Trazendo o TEOREMA para o Brasil. O ESCRACHO de corrupção com grande escandalo está QUEIMANDO o nome do Brasil no exterior. O Brasil nos ultimos 30 anos subiu de patamar no mundo, tornou-se um Pais admirado e simpatico a todos. Agora a visão mudou, ESTAMOS SENDO CONSIDERADOS UM COVIL DE LADRÕES, a cruzada da Lava Jato se noticia no mundo inteiro não a favor do Brasil mas contra a reputação do Brasil, de seus cidadãos, Governo e empresas. O mundo é cruel, ninguem é santinho que admira os bons moços que lutam contra a corrupção, a conclusão das noticias é o contrario ” Mas que pais é ladrões é esse?”
Pode haver elogios nos grupos de procuradores de outros paises MAS no mundo real dos investimentos e negocios não há essa admiração pelas punições, há o choque pela extensão da corrupção, não que nos outros paises não exista mas eles são cuidadosos e não põe na janela exatamente para manter a boa imagem do Pais.
Ah, dirão, mas a Italia na Operção Mãos Limpas escrachou para o mundo. A Italia tem uma Historia de 2.700 anos,
foi a capital do mundo ao tempo do Imperio Romano, hoje é o centro da Igreja, a Italia não precisa preservar sua reputação porque ela é atemporal, é uma civilização tão antiga com suas virtudes e defeitos que nada muda a visão
do mundo sobre a Italia. Já pais emergente precisa lutar continuamente por sua reputação, que nunca foi boa.
A China, a Coreia do Sul, a India, todo o mundo arabe, a Russia, as republicas do Caucaso, TODOS tem corrupção muito maior que o Brasil MAS não escracham para o mundo. Se lavam a roupa suja é em casa. Não fazem da campanha anti-corrupção bandeira do Pais porque isso se volta contra e não a favor.
É O TEOREMA DO QUADRO FALSO, seu eu falar muito que meu irmão é malandro, vão acabar achando que eu tambem sou. As empresas brasileiras já estão sendo vistas no exterior como “”suspeitas””, as empreiteiras brasileiras já estão queimadas, daqui há pouco o Brasil vai ser equiparado ao Congo e os parceiros vão nos virar a cara.
Para os cruzados da Lava Jato tudo isso não importa, o Brasil que se dane, nossa missão é extirpar o pecado.
Um país vitrine do fascismo ao vivo ou Quando a democracia perde o valor, porque um grupo se acha no direito de decidir o que é melhor para um país.
O atual momento de recrudescimento da oposição ao governo e a Lula, são dois movimentos calculados, planejados e ao mesmo tempo, indício claro de um desespero que não tem mais como se segurar… transborda esse desespero nos setores que não aceitam mais a presença do PT no comando do país, ao ponto da ebulição. É como um vulcão, que já não pode mais segurar a lava incandescente.
Algumas realidades se apresentam à sociedade de modo instintivo, não as vemos com exatidão, com racionalidade plena, nós as sentimos, as apreendemos “no ar”, são quase inexplicáveis. Penso ser o caso aqui, no ambiente social do nosso país. É como se os barões da mídia, os políticos tucanos, nossa elite econômica e os setores da classe média que sentem repulsa, medo e nojo do PT, estivessem todos imbuídos do seguinte sentimento:
“Chega! não dá mais! Não suportamos mais essa gente no poder, essa anta, essa ex-guerrilheira, esse lamaçal de corrupção, e a ameaça da volta do chefe da quadrilha em 2018… O país precisa voltar ao normal, chega de petralhas e das merdas que aprontam há treze anos, basta!!!!!”
Não importa aqui, alencarmos os motivos desse sentimento, todos os conhecemos: o massacre diário da grande mídia ao longo dos anos, a atuação indigna de um Judiciário que ajudou a criar o mito de um único partido responsável “pelas roubalheiras”, o forte conservadorismo de nossa classe média, e os fortes preconceitos que povoam essa mesma classe média e nossa elite, contra tudo o que tenha a mínima aparência de uma força usurpadora do status quo secular dessas pessoas.
A questão é: como lutar contra isso? onde isso vai dar? quem é apto a enxergar as consequências de uma ruptura social abrupta, por exemplo, se vier o impeachment e a prisão de Lula, como anseiam essas forças sociais, exauridas, frustradas ao extremo com derrotas seguidas nas urnas, com seu nojo e ódio, à flor da pele? Ninguém!
Não há um ser humano, em lugar nenhum do mundo, com tamanha capacidade de PREVISÃO, quando o caldo efervescente de uma erupção social desse vulto, se transforma numa guerra camuflada, semi declarada, como a guerra pelo poder que hoje assistimos no Brasil. Uma guerra, onde os que querem usurpar o poder, derrubando “os petralhas”, esforçam-se de modo colossal, para dar uma vestimenta legítima, ao conjunto de ações imorais, ilegais, sujas, que têm levado a efeito, principalmente nos últimos dez anos.
Essa não previsibilidade das consequências, é a causa principal da sensação de mal estar profundo, que invade o espírito de todo o brasileiro, de um lado e do outro, que esteja acompanhando o desenrolar dos capítulos, da guerra em andamento.
Desejo apenas expor brevemente, encerrando essa reflexão, um ponto que me chama a atenção nesse conflito: porque nossa elite e classe média se acham no direito de destruir um governo eleito democraticamente, que, sem lhes roubar nada, absolutamente nada, incluiu milhões de brasileiros em uma vida mais digna, menos miserável?
É interessante notar, que o oposto, nunca aconteceu…. Somos o país das indignidades históricas, seculares, da seca e da fome, das periferias e das favelas, da pior distribuição de renda do mundo, uma das sociedades mais perversas e opressoras da História, somos uma vergonha histórica, essa é a verdade do nosso país.
E mesmo assim, com paciência maior do que a de Jó, na Bíblia, nossos milhões de miseráveis não fizeram (como era seu direito!) uma revolução social, não partiram para a guerra, lutaram estoicamente, sempre, por um barraco na favela, um emprego, um prato de comida, às vezes, as alegrias populares, sua salvação da indignidade total, o samba, uma cerveja gelada no sábado à noite, o futebol no domingo.
Porque esse medo doentio, de que essa massa seja incorporada ao nosso padrão de vida, nossos hospitais, nossas faculdades, nossos prédios, nossos hábitos de consumo?
Porque nosso desejo mórbido, de colocarmos no poder, governos idênticos aos que em 500 anos, só fizeram manter e aumentar a miséria e o fosso social, sendo todos, todos brasileiros?
O grupo social, seja por convicção e arrogância históricos, os poderosos de fato, seja por um estado mental e emocional enfermos, o rebanho formado por esses grupos, que deseja exterminar o PT, que sonha com Dilma deposta e Lula preso, esse grupo está dando sinais claros de que “não aguenta mais”… Os momentos decisivos dessa guerra, estão para explodir na sociedade, brevemente.
No fundo, apesar das complexidades inseridas nesses movimentos todos, o que vemos é simples: a velha luta de classes, em um momento de ápice, um momento de tensão máxima!
Um grupo chegou ao poder, com erros, corrupções de alguns, defeitos, mas, nitidamente, com uma agenda social forte, e atos de inclusão e perdas de nacos de poder, inaceitáveis para os que detinham esse poder de modo absoluto.
A família Marinho, os Civita, os Frias, os Mesquita, apenas para citar alguns, jamais aceitarão a continuidade desse governo. É como uma bofetada no que eles consideram um direito seu, o poder….
Nossa elite e classe média, nada mais são do que a força social humana e numerosa que eles dispõem para todas as batalhas sociais que envolvem um conflito dessa magnitude. Aí incluídos, juízes como Sérgio Moro, que deve enxergar como o ponto máximo de sua vida insossa, a homenagem recebida das mãos dos irmãos Marinho.
O fascismo, em sua expressão máxima, cristalina, é isso que ocorre hoje, no Brasil, nesse aspecto, tornamo-nos uma vitrine perfeita para qualquer sociólogo ou historiador que queira estudar “in loco” o fenômeno fascista acontecendo no tempo presente.
Um grupo da elite social e política de um país rejeita por medos e nojos, um projeto político diferenciado, de forte inclusão social, e movido por esse ódio e nojo, tenta aniquilar a força política “invasora” e se realocar no poder, de onde “nunca deveriam ter saído”.
Eis o nosso conflito, nossa guerra, o país que nos transformamos.
PROJETO: O ACADEMIA SOLIDÁRIA Rio de Janeiro, 6 de agosto de 2015 PROJETO: O ACADEMIA SOLIDÁRIA Caros amigos (as) gosto de ajudar, quem precisa de ajuda, por isso, vou sugerir um projeto, para as boas academias de ginástica: O ACADEMIA SOLIDÁRIA, onde elas pesariam todos os seus alunos, e estimulariam eles perder peso, para cada quilo perdido, a academia e o aluno doaria um, para uma instituição de caridade, pois fazer o bem, faz bem. Amigos (as) com isso, muita gente ficaria mais estimulada para malhar, e ajudar quem precisa de ajuda. Com um pouco de boa vontade, nós podemos melhorar um pouquinho esse mundo tão complicado e egoísta que vivemos. Atenciosamente: Cláudio José, um amigo do povo e da paz.
O que são as pesquisas, quanto custam e para que servem?
Pesquisei na internet e achei um texto do jornalista, Júlio Ribeiro interessante para o tema, que reproduzo trecho:
“[…] As pesquisas só servem para atrapalhar, confundir e desarranjar o processo democrático, porque, certas ou erradas – e ultimamente elas estão quase sempre erradas -, elas condicionam o eleitor. Porque se o Julio Ribeiro aparece lá em quinto lugar, com 2% da preferência do eleitorado, só um milagre vai fazer com o que o eleitor olhe para ele como uma alternativa viável […]”
As pesquisas são ferramentas caríssimas que só alguns poucos poderosos podem fazer uso. Pesquisa como essa agora do DataFolha que aponta: “Reprovação de Dilma cresce e supera a de Collor em 1992”.
O importante é que Dilma é a presidenta que ganhou as eleições em todas as pesquisas e na principal, que foi a do voto popular nas urnas.
Pergunta que não quer calar: o que pretende a Folha de São Paulo com essa pesquisa? Um golpe contra a Constituição Federal que garantiu a eleição e a posse da presidenta. A maioria do povo elegeu Dilma, goste a Folha ou não.
Lembro para apontar uma pesquisa aqui no Rio de Janeiro na década de oitenta, que apresentava o candidato, Leonel de Moura Brizola em último lugar, com 3% de intenção de votos. Brizola se elegeu governador do Rio na mesma eleição.
Quero lembrar também aos golpistas (se é que eles existem) o seguinte: O povo brasileiro enfrentou e derrubou a ditadura militar e não creio que ele fique calado diante da hipótese de um golpe. No mais deixem a Dilma governar, pois essa foi a vontade da maioria expressa nas urnas. E ao final do governo vamos fazer um balanço de seu governo com pesquisas e tudo mais.
E também como a pesquisa é uma ferramenta muito cara, e a Folha está literalmente quebrada financeiramente, segundo noticiários. Como tem dinheiro para pesquisa? Ou quem estaria financiando e para quê?
Diante de tantas indagações fica aí a pergunta: Pesquisa DataFolha ou Datafalha?
Emanuel Cancella é coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).
Rio de Janeiro, 06 de agosto de 2015
OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.
O que são as pesquisas, quanto custam e para que servem?
Pesquisei na internet e achei um texto do jornalista, Júlio Ribeiro interessante para o tema, que reproduzo trecho:
“[…] As pesquisas só servem para atrapalhar, confundir e desarranjar o processo democrático, porque, certas ou erradas – e ultimamente elas estão quase sempre erradas -, elas condicionam o eleitor. Porque se o Julio Ribeiro aparece lá em quinto lugar, com 2% da preferência do eleitorado, só um milagre vai fazer com o que o eleitor olhe para ele como uma alternativa viável […]”
As pesquisas são ferramentas caríssimas que só alguns poucos poderosos podem fazer uso. Pesquisa como essa agora do DataFolha que aponta: “Reprovação de Dilma cresce e supera a de Collor em 1992”.
O importante é que Dilma é a presidenta que ganhou as eleições em todas as pesquisas e na principal, que foi a do voto popular nas urnas.
Pergunta que não quer calar: o que pretende a Folha de São Paulo com essa pesquisa? Um golpe contra a Constituição Federal que garantiu a eleição e a posse da presidenta. A maioria do povo elegeu Dilma, goste a Folha ou não.
Lembro para apontar uma pesquisa aqui no Rio de Janeiro na década de oitenta, que apresentava o candidato, Leonel de Moura Brizola em último lugar, com 3% de intenção de votos. Brizola se elegeu governador do Rio na mesma eleição.
Quero lembrar também aos golpistas (se é que eles existem) o seguinte: O povo brasileiro enfrentou e derrubou a ditadura militar e não creio que ele fique calado diante da hipótese de um golpe. No mais deixem a Dilma governar, pois essa foi a vontade da maioria expressa nas urnas. E ao final do governo vamos fazer um balanço de seu governo com pesquisas e tudo mais.
E também como a pesquisa é uma ferramenta muito cara, e a Folha está literalmente quebrada financeiramente, segundo noticiários. Como tem dinheiro para pesquisa? Ou quem estaria financiando e para quê?
Diante de tantas indagações fica aí a pergunta: Pesquisa DataFolha ou Datafalha?
Emanuel Cancella é coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).
Rio de Janeiro, 06 de agosto de 2015
OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.
O Brasil teve entre 2007 e 2013 uma enorme bolha imobiliária. Neste período, os preços dos imóveis novos na cidade de São Paulo aumentaram incríveis 171,9%[1]. Para termos uma ideia do descolamento da realidade desses preços, no mesmo período a inflação acumulada foi de 45,9% e o PIB nominal cresceu 103,1%.
Assim, o Valor Global de Vendas (VGV) na maior cidade do país cresceu de R$ 12,7 bilhões em 2004 para R$ 21,14 bilhões em 2013, em valores corrigidos pelo INCC.
A bolha imobiliária brasileira possui todos os ingredientes de uma bolha típica. Após um aumento da demanda provocado pela consolidação do mercado de massas e alta de preços das commodities, houve um ciclo de alta apoiado na expansão da liquidez por meio da capitalização de grandes incorporadores na Bolsa de Valores e facilidades no acesso do crédito imobiliário.
A especulação se propagou nas maiores cidades do Brasil! Em Brasília, profissionais liberais e servidores públicos financiavam 3 ou 4 imóveis ao mesmo tempo com a construtora, mesmo sem renda suficiente para arcar com os financiamentos. A valorização de um imóvel pagava os custos dos financiamentos dos demais e a compra de mais um imóvel na planta. E assim, girava o ciclo especulativo na classe média.
Corretores imobiliários incentivavam a sanha especulativa dos clientes com a lenda da valorização infinita dos imóveis na capital. Afinal, não se podia construir numa cidade tombada. Pouco importava que estavam lançando um novo setor inteirinho e muito da especulação também ocorria fora do Plano Piloto. Toda bolha possui uma pseudo-racionalidade. A das tulipas era a dificuldade de se cultivar a bela flor!
O mesmo comportamento especulativo aconteceu em São Paulo, Rio de Janeiro e nas maiores cidades do Brasil. Copa do Mundo e Olimpíadas justificavam a ciranda da especulação na falta de um tombamento. Basta ouvirmos o barulho das panelas nas varandas gourmets inacabadas para sabermos onde a especulação imobiliária foi mais forte.
Mas ao contrário do que pensavam os corretores de Brasília e os especuladores de todo o Brasil, toda bolha tem um fim.
O setor Noroeste em Brasília, que foi lançado em 2009 com preços na planta de até R$ 14 mil o m2 (ou R$ 19,64 mil em valores corrigidos), hoje tem imóveis prontos sendo vendidos a R$ 8 mil o m2. Em São Paulo, os preços de lançamentos já aumentaram abaixo da inflação em 2014 e em 2015 já começam a recuar.
O impacto na economia das grandes cidades é devastador. O VGV (Valor Global de Vendas) na cidade de São Paulo caiu de R$ 21,14 bilhões para R$ 12,27 bilhões entre 2013 e o ano passado, o que equivale a praticamente 2% do PIB da cidade. O nível de emprego na construção civil do Estado de São Paulo caiu 10,82% em junho de 2015 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, com 66,7 mil postos de trabalhos perdidos.[2]
Evidentemente, a maior seletividade da Caixa Econômica Federal na comparação com seus pares norte-americanos reduz os efeitos sobre o sistema de crédito. Assim, a bolha brasileira vive um lento desinflar, o que é um pouco melhor do que um estouro de bolha, mas com efeitos que não podem ser desprezados pela condução da política macroeconômica.
A cada ano morrem 1,23 milhão de pessoas em acidentes de trânsito por todo o mundo. Esta é a oitava principal causa de mortes e, até 2030, as estimativas apontam que ela será a quinta. A partir deste quadro, o WRI Ross Center for Sustainable Cities dos EUA, elaborou um guia com ações que promovem cidades se tornem mais seguras e saudáveis: o Cities Safer by Design.
Gráfico com a realção entre segurança dos pedestres e velocidade dos veículos. A velocidade máxima dos veículos não deve superar os 50km /h.
Ao mostrar experiências de várias cidades em todos os continentes, o guia as relaciona com dados estatísticos que demonstram os seus resultados. Em linhas gerais são seis as principais ações destacadas pela publicação na busca por cidades mais seguras e saudáveis:
Controle da expansão urbana através da ampliação da oferta de bairros de alta densidade populacional e usos mistos.Deve-se limitar a velocidade dos veículos em 50 km/h, através da implementação de balizas eletrônicas, lombadas e chicanas.Reformas dos corredores arteriais de modo que propiciem segurança para todos os usuários: pedestres, ciclistas, motoristas e usuários do sistema de transporte público.Rede de ciclovias que conecte toda a cidadeDetalhamento que garanta a segurança do pedestre em calçadas, praças, parques, escolas e demais espaços públicos.Acesso fácil e seguro ao sistema de transporte público através da eliminação de barreiras físicas.
implacavel
6 de agosto de 2015 3:33 amPetroleiro dá resposta ao Senador Aloysio Nunes
Miguel do Rosário – O Cafezinho
Resposta ao senador Aloysio Nunes,
Prezado senhor senador,
Estava num ônibus da viação 1001, linha Macaé-Rio de Janeiro, quando peguei o meu celular para aquela corriqueira passadinha pela time line do Facebook, e vi que o senhor se referiu a um grupo de trabalhadores o qual eu participo, a Federação Única dos Petroleiros (FUP), como “vagabundos”.
Aliás, Serra esteve em Macaé em outro dia. Será que ele anda de ônibus, ou mesmo carro, pela a região dos lagos, como eu faço?
Sinceramente acho difícil, e também uma pena, devido a falta de zelo que muitos parlamentares têm com o dinheiro publico nacional em busca de confortos supérfluos e desnecessários. Mas isso e assunto para outro momento…
Agora gostaria de falar sobre o “vagabundos”. Ora senhor senador, vossa excelência argumentou que “Brasília não há grandes instalações da Petrobras” (aliás, escrevendo sem acento, como todo bom entreguista). Fico tentando imaginar, então, o que vossa excelência deve ter falado para seu colega de chapa eleitoral!
Coisas do tipo: “Aécio, deixa de ser vagabundo! Como pode ser um dos mais faltosos do senado?” ou mesmo “não há atividades legislativas mineiras no Rio, quem paga essas suas viagens?”
Outra coisa que chamou atenção na mensagem de vossa excelência, foi a maneira que o senhor nos acusou de “agredir” quem não concorda com a opinião contrária.
Olha senhor senador Aloysio, confesso que não consegui evitar a lembrança de um vídeo seu se oferecendo para uma relação homossexual ativa com um blogueiro, quando foi perguntado (somente perguntado, veja só, não acusado) sobre um possível envolvimento no trensalão.
Aqui entre nós, qual sua lógica senhor senador? Acha democrático partir para a agressão física e verbal e fica chateado quando recebe alguns gritos de entreguista?
Me desculpe, mas para mim não faz muito sentido.
Por fim, senhor parlamentar, deixo a você a resposta de uma pergunta sua, e ainda alguns outros questionamentos, com a certeza de que o debate dialético e transparente é importante para avançarmos em conhecimento e maturidade.
Nesse sentido, lhe informo que quem “paga nossos serviços” é toda a categoria petroleira do país. De maneira espontânea, uma vez que devolvemos nossa parte do imposto sindical e procuramos arrecadar apenas o desconto voluntário de cada petroleiro e petroleira sindicalizada.
Com essa nossa política, nós do Sindipetro Norte Fluminense por exemplo, temos uma das maiores taxa de filiados do Brasil e construímos, junto com a FUP, um dos melhores, quiça o melhor, acordo coletivo da América Latina.
Usamos esse dinheiro para, entre muitos outros serviços, garantir a soberania nacional no setor energético, coisa que seu projeto de lei quer tirar.
Ou vossa excelência acha mesmo que a Chevron (só exemplo, tá? Nada a ver
com o Serra ou Wikileaks) vai vir tirar petróleo aqui da nossa terra com o mesmo compromisso social que da Petrobrás?
Agora eu lhe pergunto senhor Senador: vossa excelência dorme tranquilo sabendo que trabalha recebendo um honorário oriundo de uma taxação extremamente injusta?
Acha ético um terno bem bacana ou uma comitiva inútil pra Venezuela ser paga mediante impostos de brasileiros e brasileiras que recebem até três salários mínimos?
E aquelas duas fazendas que valem um real cada, hein? Uma pechincha um pouco
surpreendente, não acha!? Eu até lhe faria uma proposta, mas minha moral não permite que eu entre num negócio tão desproporcional. Nem se algum amigo meu me emprestasse fácil 300 mil reais eu faria algo desse calão.
No mais, estou disposto a realizar qualquer outro esclarecimento que por ventura vossa excelência queira saber.
Atenciosamente,
Tadeu Porto
Petroleiro, Fupista e diretor do Sindipetro Norte Fluminense
João de Deus
6 de agosto de 2015 6:28 amO governo perdeu a coragem para lutar
Falas de Temer e Mercadante mostram um Governo sem forças para lutar
5 de agosto de 2015 | 20:06 Autor: Fernando Brito Fonte: Tijolaço
As entrevistas de Aloysio Mercadante e de Michel Temer, hoje, são, não há como negar, um “jogar a toalha” do Governo Dilma.
Claramente o que se está propondo é permitir a continuidade formal do Governo, mas sem sua própria identidade. Melhor dizendo, sem a adesão total ao projeto nacional que, herdado de Lula, tentou-se manter no primeiro mandato e prometeu-se continuar no segundo.
Nem mesmo esta capitulação – que, certamente, foi decidida diante do quadro de desagregação da base aliada no Congresso – talvez funcione, porque foram nove meses de omissão – sete do segundo governo e dois entre a eleição e a posse – de perda de comando político do país, mesmo com a vitória das urnas.
Há saliva demais na boca de boa parte da oposição partidária e extra-partidária – esta já empolgada até a medula com um projeto fascistóide, que, se não empolga as massas, ainda assim chantageia as demais forças de direita, que teme ser colocada no “saco” de uma acordo político.
Ainda assim, reconheça-se, parece ser o possível para Dilma Rousseff, que escolheu se tornar um lame duck (“pato manco”, expressão comum nos Estados Unidos para presidentes incapazes de se reeleger ou de fazer seu sucessor, que governam formalmente, mas sem poder real).
O outro caminho, o de mobilizar a população, já não estava aberto, desde que, há tempos, ela recusou o papel de líder da mudança política e passou a preocupar-se mais com a imagem de sua honradez, a qual jamais se questionou.
Os 7 a 1 da Alemanha na seleção brasileira talvez sejam o melhor retrato dos sete meses do segundo Governo Dilma, onde se assistiu, com total apatia, o “baile” do adversário.
Poderia ter mudado de atitude no um a zero, no dois a zero…
Mas congelou…
Resta contar que seja verdadeira a história do técnico alemão de que orientou seus comandados a evitarem a humilhação.
As forças que representam a mudança precisam encontrar – ou reencontrar, com Lula – o seu caminho.
Talvez, como no futebol, precisemos recobrar o espírito das “feras do Saldanha”.
O que, sem Saldanha, parece difícil.
Mailson
6 de agosto de 2015 7:00 amA Globo é homenageada no senado até pelo PT e PSOL
Dentre os que se manifestaram, um do PT e outro do PSOL. Não acreditam?
Veja em que direção foi a fala dos dois:
Para o senador Jorge Viana (PT-AC), a Globo “cresceu contando histórias” e ocupou um espaço de destaque no país “fazendo uso de tecnologia, de gente competente”. “Só tem sucesso quem conta boas histórias ou quem interpreta boas histórias”, destacou Viana.
Outro senador a destacar o papel da Rede Globo no país foi Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). Para ele, a emissora é uma “empresa de superlativos”.
“Poucas empresas no mundo atingem 100% do território nacional. Nenhum outro canto do mundo tem uma emissora de televisão que é produtora de novelas mas também incentivadora de talentos. Na Rede Globo há sempre o espaço para o novo”, disse. “Às vezes nos bate muito o complexo de vira-latas. Quando nós temos um patrimônio superlativo, isso é motivo de orgulho para o Brasil”, complementou.
Matéria completa: http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/08/senado-faz-sessao-solene-em-homenagem-aos-50-anos-da-tv-globo.html
PS: por que o cara do PT e do PSOL não ficaram calados? Para que se exporem ao ridículo? Que esperança podemos ter nos políticos jovens?
Imagens de Jorge Viana do PT do acre e de Randolfo Rodrigues do PSOL – AP
Mailson
6 de agosto de 2015 7:04 amO PIG comentou alguma coisa sobre a fazendola de FHC?
Nada, nothing, niente, ou porra nenhuma.
Odonir Oliveira
6 de agosto de 2015 7:55 amQue tal pratulhar menos a vida alheia ! Haja cobranças !
Da Carta Capital
Sociedade
“E os namoradinhos?”. A clássica pergunta invasiva feita por aquela tia ou tio distante no Natal é só a primeira de muitas.
Cobrança
“E os namoradinhos?” é só o começo
por Lino Bocchini Depois vem “E o casamento, é pra quando?”; “E o filho?”; “E o irmãozinho/irmãzinha?” e, pasmem: “Você não vai tentar o terceiro pra vir menino/menina?”
Aviso: esta família não existe na vida real
Se a moça for lésbica, a invasão e a inadequação da pergunta é obviamente maior. Mas vamos falar de uma mulher heterossexual, ou seja, dentro dos padrões da tradicional família brasileira.
Começa no “E os namoradinhos?”.
Depois vem o “Vocês vão casar quando?”.
Tudo sem a menor cerimônia, desconsiderando que o assunto diz respeito apenas aos envolvidos.
E segue, depois de casados ou antes mesmo, quando a união já está sólida:
“E o filho, é pra quando?”.
Após casar, a cobrança, iniciada antes do enlace, sobe de tom mês a mês. Se começar a demorar demais, tem algo errado, deve “ser estéril” ou algo assim. Afinal, casou para quê?
Uma vez grávida, vem uma tremenda ansiedade sobre quando o bebê irá nascer. Se a mulher for esperar o parto normal, será julgada uma irresponsável a partir da 38ª semana de gestação. Como assim não marcou a cesárea com antecedência para um sábado cedo, logo após o salão, para mesma tia chata do Natal poder visitar o sobrinho depois da sobremesa, levando uma flor que ficará no chão do lado de fora do quarto?
Dica: levar flores a uma visita na maternidade só é bom para o dono da floricultura. Flores são vetadas no mesmo ambiente do recém-nascido, e os vasinhos nunca passam da porta.
Bom, eu sou homem, casado. Tivemos o primeiro filho, eu e minha mulher, há 4 anos. A cada mês de vida do nosso filho, as cobranças aumentavam de intensidade, não raro em tom de inconformidade: “mas vocês não vão dar um irmãozinho para ele??”.
Na verdade a cobrança do irmãozinho começa quando ainda se espera o primeiro filho.
Hoje minha mulher está novamente grávida. Sim, decidimos finalmente ter um filho ou, nas palavras da tiazona e da vizinha enxerida, “dar um irmãozinho pra ele”. Mas, veja só, ainda não somos a família margarina perfeita, porque o segundo filho também será um menino.
E então, antes mesmo de parir o segundo filho, ela já está sendo cobrada pelo terceiro:
“Mas vocês vão tentar uma menina depois, né?”.
Ou, pior, falam com uma expressão sincera de piedade: “Puxa, pena que não é menina para formal um casalzinho… Mas tudo bem, depois você tenta um menino/menina “.
Esta família, lamento, também não existe na vida real
Veja bem: nosso segundo filho ainda está na barriga e ela já é cobrada, com a maior naturalidade do mundo, sobre o terceiro. Afinal, o roteiro exige um “casalzinho”. Só fiquei confuso como seria no nosso caso que já temos dois meninos se por ventura tivermos uma menina futuramente. Por esta lógica torta em que dois irmãos são “um casalzinho”, teríamos um “ménagezinho”?
Interessante que não passa pela cabeça das pessoas deixar cada uma decidir o que fazer da vida, do jeito e no tempo delas. Ou, ao menos, deixar que elas introduzam assuntos pessoais na roda antes de cobrar na frente de todo mundo: “e aí, vai casar? Não vai ter filho?”. E se o casal não quiser? E se eles não puderem?…
Se você é mulher e ainda está no estágio de ouvir “E os namoradinhos?”, fique tranquila. Minha mulher tem 43 anos e dois filhos e ainda não está quite com a sociedade.
Se você for homem, fique tranquilo e aproveite a vida. Nunca me cobraram nada nem vão te cobrar.
Gilberto Cruvinel
6 de agosto de 2015 8:28 amA vida sexual nos tempos pré-penicilina, segundo Agildo Ribeiro
O humorista Agildo Ribeiro passou pela experiência do biliquê quando era rapaz. Ainda não havia penicilina, era na base do biliquê. Entrevista ao Jô Soares. Clique aqui
Alvaro R.
6 de agosto de 2015 8:51 amReajuste do Judiciário
Eu não entendo porque os servidores do judiciário dizem que estão com salários congelados. Basta dar uma olhada nos editais de concursos pra ver que não é bem assim.
Concurso TRT4 2006 – remuneração analista: R$ 4.094,50
Concurso TRE-PB 2007 – remuneração analista: R$ 6.551,52
Concurso TRT9 2012 – remuneração analista: R$ 6.611,39
Concurso TRT4 2015 – remuneração analista: R$ 8.863,84
Não estou dizendo com isso que o aumento pleiteado atualmente seja injusto. Estou dizendo apenas que houve, sim, um aumento de salário nos últimos anos. Pode-se argumentar que foram reajustes nas gratificações frutos de reinvindicações antigas e tal, mas não dá pra dizer que os salários estão “congelados”.
http://senado.jusbrasil.com.br/noticias/100253850/aprovado-projeto-que-altera-percentual-de-gratificacao-dos-servidores-do-judiciario
Adir Tavares
6 de agosto de 2015 9:31 amOGM: a mosca da oliveira
OGM: a mosca da oliveira
A empresa britânica Oxitec está a planear o lançamento no ambiente de cinco mil exemplares por semana de moscas da oliveira (Bactrocera oleae) geneticamente modificadas: o lançamento terá lugar em Espanha, especificamente na Catalunha, perto de Tarragona.
Se é que este dado tem importância, pois é difícil convencer um insecto a ficar numa determinada região e não espalhar-se.
Estas moscas são geneticamente manipuladas para que os descendentes fêmeas morram logo após terem brotados as larvas nas azeitonas, enquanto a sucessiva geração de machos está programada para sobreviver. O experimento vai durar um ano e vai ocupar uma área de mil metros quadrados, com o objectivo declarado de reduzir a população das moscas.
Agora, eu não tenho simpatia nenhuma para as moscas, seja na versão “standard”, seja na versão da oliveira. Todavia, se a Natureza permitiu que estes bichos aparecessem e proliferassem é porque deve existir alguma razão. Nomeadamente: as moscas da oliveira desenvolvem uma função. Qual não sei, mas algo fazem. E se calhar é algo importante.
Por exemplo: bem podem ser a comida dos seus predadores naturais (as aves toutinegras-de-cabeça-preta, chapins reais, chapins azuis, carriças, melros, papa-figos, estorninhos pretos, tordeias, ferreirinhos, abelharucos: no geral os os carabídeos e os formicídeos; o parasita Opius concolor). E, por sua vez, podem ser predadores de outras espécies (como os afídios, que são também parasitas das plantas).
É verdade que a mosca da oliveira é uma praga, a maior durante o processo de cultivo das azeitonas. Todavia existem outras formas de luta, sem dúvida mais seguras de que a manipulação genética.
Nomeadamente, a técnica de luta integrada que utiliza:
Antecipação da colheita, em especial para os cultivos mais suscetíveis.Uso de inseticidas com baixo impacto ambiental (excluídos são os insecticidas de largo espectro, especialmente se utilizados para tratamentos larvicidas, sendo prejudiciais para a entomofauna útil).Tratamentos preventivos com iscas de proteínas envenenadas.Remoção de toda a produção de evitar focos de infestação na Primavera.Monitorização das condições climatéricas.Aplicação de métodos de biotecnologia (com utilização de armadilhas quemiotrópicas para a monitorização e de armadilha “em massa” (com feromónios ou substâncias nitrogenadas) para a contenção da praga.Não será uma solução 100% natural, mas é sempre melhor do que lançar no ambiente um animal geneticamente modificado. Porque a mosca é malcriada: não respeita os confins. Uma vez lançada no ambiente, pode decidir espreitar além dos 1.000 metros quadrados previstos. Se calhar vai gostar da ideia e começa a visitar as oliveiras da França, de Portugal, da Italia… exagerado? Antigamente, a mosca da oliveira não existia na Califórnia: depois, a partir da década de ’90, chegou aí também e não se sabe como, sendo que hoje ocupa toda a região neoártica onde a azeitona é cultivada (Estados Unidos, México).
Alguns Países pediram para que a experiência seja travada: não conhecemos ao certo quais as consequências no médio e longo prazo.
Christoph Depois de Testbiotech:
A biodiversidade vai ser severamente afetada com todas as consequências sobre o ecossistema, o meio ambiente e a cadeia alimentar. As moscas da Oxitec são modificadas com ADN sintético que é uma combinação de organismos marinhos, bactérias, vírus e outros insectos. Ninguém pode prever todas as consequências de tal loucura.Margarida Silva, da Zona Livre de OGM:
Não podemos tolerar tais experimentos. O planeta inteiro já está sob estresse, mais danos irreparáveis são inaceitáveis. Quais consumidores podem estar interessados em comprar azeite feito a partir de azeitonas no cujo interior morreram larvas de moscas OGM?Nem é claro quando a experiência terá início. Nestes casos, as informações raramente são transparentes, pelo que não sabemos se o experimento já foi autorizado pelas autoridades nacionais e, no caso, quando a libertação acontecerá: pode ser nestes dias, nas próximas semanas ou até pode ter já tenha ocorrido.
As organizações que entretanto estão a mobilizar-se são:
Amigos de la Tierra (Espanha)Agrobio (Portugal)BiotechWatch (Grécia)Criigen (França)Federation Nationale d’ Agriculture Biologique (França)Ecologistas en Acción (Espanha)Generations Futures (França)Greenpeace (Espanha)IFOAM (Bélgica)OGM Dangers (França)Plataforma Andalucía Libre de Transgénicos (Espanha)Portuguese Plataforma Transgénicos Fora (Portugal)Red de Semillas (Espanha)Rete Semi Rurali (Italia)Sciences Citoyennes (França)Sociedad Española para la Agricultura EcológicaSEAE (Espanha)Testbiotech (Alemanha)
Ipse dixit. Contactos: Víctor Gonzálvez – director da Sociedad Española de Agricultura Ecológica ([email protected])
– See more at: http://informacaoincorrecta.blogspot.com.br/2015/08/ogm-mosca-da-oliveira.html#sthash.klXejnOt.dpuf
http://informacaoincorrecta.blogspot.com.br/2015/08/ogm-mosca-da-oliveira.html
Andre Araujo
6 de agosto de 2015 1:14 pmhttps://upload.wikimedia.org/
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/20/Johannes_Vermeer_-_Het_melkmeisje_-_Google_Art_Project.jpg
TEOREMA DO QUADRO FALSO – Os falsificadores de quadros já existiam ao tempo de Rembrandt. É um antiga
profissão que só aumentou na fase impressionista e chega até nossos dias. O maior falsificador do Seculo XX foi o francês Fernand Legros, cuja biografia por Roger Peyrefitte “O Falsario ou a Vida Extraordinaria de Fernand Legros” (Record 1976) é um classico. Peyrefitte é um renomado escritor francês da segunda metade do século. Outra biografia na mesma linha é sobre Hans van Meegeren, falsificador especializado em no pintor Vermeer, escrita por Frank Wynne (Companhia das Letras 2006 “”Eu fui Vermeer”). Sobre o tema de quadros falsos há bons insights em “”Mercadores de Arte”, autobiografia de Daniel Wilderstein (Planeta 2000), o maior marchant das decadas do pós guerra, que forneceu boa parte dos quadros de Museu de Arte de São Paulo (MASP).
Os falsificadores vendiam seus quadros como verdadeiros e cobravam o preço de mercado. A amplitude do negocio é muito maior do que se imagina, quase todos os grandes museus do mundo tem quadros falsos em bom numero.
As “expertises”, atestados que dão como verdadeiro um quadro tambem são falsificadas ou verdadeiras mas compradas com o “expert” sabendo que o quadro é falso. Utrillo foi um dos pintores mais falsificados, cinco ex-amantes vendiam “expertises”, todos os impressionistas foram muito falsificados e coleções particulares foram as grandes compradoras.
È celebre a estoria que Picasso, que pintou milhares de quadros, atestou como seu um quadro falso, tão boa era a falsificação. Mas a descrição do ramo de negocios da falsificação de quadros nos leva ao teorema.
O TEOREMA DO QUADRO FALSO é a grande arma dos falsificadores. Uma vez descoberto em um grande e reputado museu a existencia de um quadro falso o que fazer? Há duas saidas:
Primeira : Chamar a Policia e denunciar o falsario para processa-lo e tentar reaver o dinheiro ou
Segunda: Não fazer nda e deixar o quadro na parede como se verdadeiro fosse. Porque?
O escandalo que acompanha a denuncia à Policia vai para os jornais e CONTAMINA toda a coleção do museu.
Se tem esse falso terá outros? Como eles compraram esse falso, quer dizer que ai tem coisa, o escandalo PREJUDICA a reputação do museu e muito pior, QUEIMA a coleção para futuras vendas e trocas. Alem disso a investigação da Policia pode voltar-se contra o curador do Museu que decidiu a compra e é na pratica impossivel recuperar o dinheiro.
Na pratica 95% dos museus e colecionadores preferem a segunda hipotese.
Essa é a grande proteção dos falsificadores. O escracho se volta CONTRA o denunciante e o prejudica.
Uma variante do teorema é a familia de alta posição social que tem um filho problema, drogado e vagabundo.
O pai e a mãe vão ficar falando para todos como é o filho? Vão a uma festa e dizem alto e bom som, meu filho não vale nada, é um vagabundo, cheirador, não presta.? Raramente fará isso, porque? O escracho do filho ruim se VOLTA subrepticiamente contra a familia, CONTAMINA a reputação da familia.
Trazendo o TEOREMA para o Brasil. O ESCRACHO de corrupção com grande escandalo está QUEIMANDO o nome do Brasil no exterior. O Brasil nos ultimos 30 anos subiu de patamar no mundo, tornou-se um Pais admirado e simpatico a todos. Agora a visão mudou, ESTAMOS SENDO CONSIDERADOS UM COVIL DE LADRÕES, a cruzada da Lava Jato se noticia no mundo inteiro não a favor do Brasil mas contra a reputação do Brasil, de seus cidadãos, Governo e empresas. O mundo é cruel, ninguem é santinho que admira os bons moços que lutam contra a corrupção, a conclusão das noticias é o contrario ” Mas que pais é ladrões é esse?”
Pode haver elogios nos grupos de procuradores de outros paises MAS no mundo real dos investimentos e negocios não há essa admiração pelas punições, há o choque pela extensão da corrupção, não que nos outros paises não exista mas eles são cuidadosos e não põe na janela exatamente para manter a boa imagem do Pais.
Ah, dirão, mas a Italia na Operção Mãos Limpas escrachou para o mundo. A Italia tem uma Historia de 2.700 anos,
foi a capital do mundo ao tempo do Imperio Romano, hoje é o centro da Igreja, a Italia não precisa preservar sua reputação porque ela é atemporal, é uma civilização tão antiga com suas virtudes e defeitos que nada muda a visão
do mundo sobre a Italia. Já pais emergente precisa lutar continuamente por sua reputação, que nunca foi boa.
A China, a Coreia do Sul, a India, todo o mundo arabe, a Russia, as republicas do Caucaso, TODOS tem corrupção muito maior que o Brasil MAS não escracham para o mundo. Se lavam a roupa suja é em casa. Não fazem da campanha anti-corrupção bandeira do Pais porque isso se volta contra e não a favor.
É O TEOREMA DO QUADRO FALSO, seu eu falar muito que meu irmão é malandro, vão acabar achando que eu tambem sou. As empresas brasileiras já estão sendo vistas no exterior como “”suspeitas””, as empreiteiras brasileiras já estão queimadas, daqui há pouco o Brasil vai ser equiparado ao Congo e os parceiros vão nos virar a cara.
Para os cruzados da Lava Jato tudo isso não importa, o Brasil que se dane, nossa missão é extirpar o pecado.
Eduardo Ramos
6 de agosto de 2015 1:33 pmum país vitrine do fascismo ao vivo…..
Um país vitrine do fascismo ao vivo
ou
Quando a democracia perde o valor, porque um grupo se acha no direito de decidir o que é melhor para um país.
O atual momento de recrudescimento da oposição ao governo e a Lula, são dois movimentos calculados, planejados e ao mesmo tempo, indício claro de um desespero que não tem mais como se segurar…
transborda esse desespero nos setores que não aceitam mais a presença do PT no comando do país, ao ponto da ebulição. É como um vulcão, que já não pode mais segurar a lava incandescente.
Algumas realidades se apresentam à sociedade de modo instintivo, não as vemos com exatidão, com racionalidade plena, nós as sentimos, as apreendemos “no ar”, são quase inexplicáveis. Penso ser o caso aqui, no ambiente social do nosso país. É como se os barões da mídia, os políticos tucanos, nossa elite econômica e os setores da classe média que sentem repulsa, medo e nojo do PT, estivessem todos imbuídos do seguinte sentimento:
“Chega! não dá mais! Não suportamos mais essa gente no poder, essa anta, essa ex-guerrilheira, esse lamaçal de corrupção, e a ameaça da volta do chefe da quadrilha em 2018… O país precisa voltar ao normal, chega de petralhas e das merdas que aprontam há treze anos, basta!!!!!”
Não importa aqui, alencarmos os motivos desse sentimento, todos os conhecemos: o massacre diário da grande mídia ao longo dos anos, a atuação indigna de um Judiciário que ajudou a criar o mito de um único partido responsável “pelas roubalheiras”, o forte conservadorismo de nossa classe média, e os fortes preconceitos que povoam essa mesma classe média e nossa elite, contra tudo o que tenha a mínima aparência de uma força usurpadora do status quo secular dessas pessoas.
A questão é: como lutar contra isso? onde isso vai dar?
quem é apto a enxergar as consequências de uma ruptura social abrupta, por exemplo, se vier o impeachment e a prisão de Lula, como anseiam essas forças sociais, exauridas, frustradas ao extremo com derrotas seguidas nas urnas, com seu nojo e ódio, à flor da pele? Ninguém!
Não há um ser humano, em lugar nenhum do mundo, com tamanha capacidade de PREVISÃO, quando o caldo efervescente de uma erupção social desse vulto, se transforma numa guerra camuflada, semi declarada, como a guerra pelo poder que hoje assistimos no Brasil. Uma guerra, onde os que querem usurpar o poder, derrubando “os petralhas”, esforçam-se de modo colossal, para dar uma vestimenta legítima, ao conjunto de ações imorais, ilegais, sujas, que têm levado a efeito, principalmente nos últimos dez anos.
Essa não previsibilidade das consequências, é a causa principal da sensação de mal estar profundo, que invade o espírito de todo o brasileiro, de um lado e do outro, que esteja acompanhando o desenrolar dos capítulos, da guerra em andamento.
Desejo apenas expor brevemente, encerrando essa reflexão, um ponto que me chama a atenção nesse conflito: porque nossa elite e classe média se acham no direito de destruir um governo eleito democraticamente, que, sem lhes roubar nada, absolutamente nada, incluiu milhões de brasileiros em uma vida mais digna, menos miserável?
É interessante notar, que o oposto, nunca aconteceu…. Somos o país das indignidades históricas, seculares, da seca e da fome, das periferias e das favelas, da pior distribuição de renda do mundo, uma das sociedades mais perversas e opressoras da História, somos uma vergonha histórica, essa é a verdade do nosso país.
E mesmo assim, com paciência maior do que a de Jó, na Bíblia, nossos milhões de miseráveis não fizeram (como era seu direito!) uma revolução social, não partiram para a guerra, lutaram estoicamente, sempre, por um barraco na favela, um emprego, um prato de comida, às vezes, as alegrias populares, sua salvação da indignidade total, o samba, uma cerveja gelada no sábado à noite, o futebol no domingo.
Porque esse medo doentio, de que essa massa seja incorporada ao nosso padrão de vida, nossos hospitais, nossas faculdades, nossos prédios, nossos hábitos de consumo?
Porque nosso desejo mórbido, de colocarmos no poder, governos idênticos aos que em 500 anos, só fizeram manter e aumentar a miséria e o fosso social, sendo todos, todos brasileiros?
O grupo social, seja por convicção e arrogância históricos, os poderosos de fato, seja por um estado mental e emocional enfermos, o rebanho formado por esses grupos, que deseja exterminar o PT, que sonha com Dilma deposta e Lula preso, esse grupo está dando sinais claros de que “não aguenta mais”… Os momentos decisivos dessa guerra, estão para explodir na sociedade, brevemente.
No fundo, apesar das complexidades inseridas nesses movimentos todos, o que vemos é simples: a velha luta de classes, em um momento de ápice, um momento de tensão máxima!
Um grupo chegou ao poder, com erros, corrupções de alguns, defeitos, mas, nitidamente, com uma agenda social forte, e atos de inclusão e perdas de nacos de poder, inaceitáveis para os que detinham esse poder de modo absoluto.
A família Marinho, os Civita, os Frias, os Mesquita, apenas para citar alguns, jamais aceitarão a continuidade desse governo. É como uma bofetada no que eles consideram um direito seu, o poder….
Nossa elite e classe média, nada mais são do que a força social humana e numerosa que eles dispõem para todas as batalhas sociais que envolvem um conflito dessa magnitude. Aí incluídos, juízes como Sérgio Moro, que deve enxergar como o ponto máximo de sua vida insossa, a homenagem recebida das mãos dos irmãos Marinho.
O fascismo, em sua expressão máxima, cristalina, é isso que ocorre hoje, no Brasil, nesse aspecto, tornamo-nos uma vitrine perfeita para qualquer sociólogo ou historiador que queira estudar “in loco” o fenômeno fascista acontecendo no tempo presente.
Um grupo da elite social e política de um país rejeita por medos e nojos, um projeto político diferenciado, de forte inclusão social, e movido por esse ódio e nojo, tenta aniquilar a força política “invasora” e se realocar no poder, de onde “nunca deveriam ter saído”.
Eis o nosso conflito, nossa guerra, o país que nos transformamos.
O pior, está por vir.
José de França
6 de agosto de 2015 2:03 pmhttp://www.redebrasilatual.co
http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2015/08/mpf-denuncia-fabio-mazzeo-por-esquema-que-causou-prejuizo-de-r-137-milhoes-aos-funcionarios-do-metro-6910.html
Cláudio José
6 de agosto de 2015 2:25 pmPROJETO: O ACADEMIA SOLIDÁRIA
Rio de Janeiro, 6 de agosto de 2015 PROJETO: O ACADEMIA SOLIDÁRIA Caros amigos (as) gosto de ajudar, quem precisa de ajuda, por isso, vou sugerir um projeto, para as boas academias de ginástica: O ACADEMIA SOLIDÁRIA, onde elas pesariam todos os seus alunos, e estimulariam eles perder peso, para cada quilo perdido, a academia e o aluno doaria um, para uma instituição de caridade, pois fazer o bem, faz bem. Amigos (as) com isso, muita gente ficaria mais estimulada para malhar, e ajudar quem precisa de ajuda. Com um pouco de boa vontade, nós podemos melhorar um pouquinho esse mundo tão complicado e egoísta que vivemos. Atenciosamente:
Cláudio José, um amigo do povo e da paz.
Emanuel Cancella
6 de agosto de 2015 6:29 pmPesquisa
Pesquisa DataFolha ou Datafalha?
O que são as pesquisas, quanto custam e para que servem?
Pesquisei na internet e achei um texto do jornalista, Júlio Ribeiro interessante para o tema, que reproduzo trecho:
“[…] As pesquisas só servem para atrapalhar, confundir e desarranjar o processo democrático, porque, certas ou erradas – e ultimamente elas estão quase sempre erradas -, elas condicionam o eleitor. Porque se o Julio Ribeiro aparece lá em quinto lugar, com 2% da preferência do eleitorado, só um milagre vai fazer com o que o eleitor olhe para ele como uma alternativa viável […]”
As pesquisas são ferramentas caríssimas que só alguns poucos poderosos podem fazer uso. Pesquisa como essa agora do DataFolha que aponta: “Reprovação de Dilma cresce e supera a de Collor em 1992”.
O importante é que Dilma é a presidenta que ganhou as eleições em todas as pesquisas e na principal, que foi a do voto popular nas urnas.
Pergunta que não quer calar: o que pretende a Folha de São Paulo com essa pesquisa? Um golpe contra a Constituição Federal que garantiu a eleição e a posse da presidenta. A maioria do povo elegeu Dilma, goste a Folha ou não.
Lembro para apontar uma pesquisa aqui no Rio de Janeiro na década de oitenta, que apresentava o candidato, Leonel de Moura Brizola em último lugar, com 3% de intenção de votos. Brizola se elegeu governador do Rio na mesma eleição.
Quero lembrar também aos golpistas (se é que eles existem) o seguinte: O povo brasileiro enfrentou e derrubou a ditadura militar e não creio que ele fique calado diante da hipótese de um golpe. No mais deixem a Dilma governar, pois essa foi a vontade da maioria expressa nas urnas. E ao final do governo vamos fazer um balanço de seu governo com pesquisas e tudo mais.
E também como a pesquisa é uma ferramenta muito cara, e a Folha está literalmente quebrada financeiramente, segundo noticiários. Como tem dinheiro para pesquisa? Ou quem estaria financiando e para quê?
Diante de tantas indagações fica aí a pergunta: Pesquisa DataFolha ou Datafalha?
Emanuel Cancella é coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).
Rio de Janeiro, 06 de agosto de 2015
OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.
http://emanuelcancella.blogspot.com.br/
Emanuel Cancella
6 de agosto de 2015 7:12 pmPesquisas
Pesquisa DataFolha ou Datafalha?
O que são as pesquisas, quanto custam e para que servem?
Pesquisei na internet e achei um texto do jornalista, Júlio Ribeiro interessante para o tema, que reproduzo trecho:
“[…] As pesquisas só servem para atrapalhar, confundir e desarranjar o processo democrático, porque, certas ou erradas – e ultimamente elas estão quase sempre erradas -, elas condicionam o eleitor. Porque se o Julio Ribeiro aparece lá em quinto lugar, com 2% da preferência do eleitorado, só um milagre vai fazer com o que o eleitor olhe para ele como uma alternativa viável […]”
As pesquisas são ferramentas caríssimas que só alguns poucos poderosos podem fazer uso. Pesquisa como essa agora do DataFolha que aponta: “Reprovação de Dilma cresce e supera a de Collor em 1992”.
O importante é que Dilma é a presidenta que ganhou as eleições em todas as pesquisas e na principal, que foi a do voto popular nas urnas.
Pergunta que não quer calar: o que pretende a Folha de São Paulo com essa pesquisa? Um golpe contra a Constituição Federal que garantiu a eleição e a posse da presidenta. A maioria do povo elegeu Dilma, goste a Folha ou não.
Lembro para apontar uma pesquisa aqui no Rio de Janeiro na década de oitenta, que apresentava o candidato, Leonel de Moura Brizola em último lugar, com 3% de intenção de votos. Brizola se elegeu governador do Rio na mesma eleição.
Quero lembrar também aos golpistas (se é que eles existem) o seguinte: O povo brasileiro enfrentou e derrubou a ditadura militar e não creio que ele fique calado diante da hipótese de um golpe. No mais deixem a Dilma governar, pois essa foi a vontade da maioria expressa nas urnas. E ao final do governo vamos fazer um balanço de seu governo com pesquisas e tudo mais.
E também como a pesquisa é uma ferramenta muito cara, e a Folha está literalmente quebrada financeiramente, segundo noticiários. Como tem dinheiro para pesquisa? Ou quem estaria financiando e para quê?
Diante de tantas indagações fica aí a pergunta: Pesquisa DataFolha ou Datafalha?
Emanuel Cancella é coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).
Rio de Janeiro, 06 de agosto de 2015
OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.
http://emanuelcancella.blogspot.com.br/
Luiz Alberto Vieira
6 de agosto de 2015 9:08 pmA Recessão e a Bolha Imobiliária
O Brasil teve entre 2007 e 2013 uma enorme bolha imobiliária. Neste período, os preços dos imóveis novos na cidade de São Paulo aumentaram incríveis 171,9%[1]. Para termos uma ideia do descolamento da realidade desses preços, no mesmo período a inflação acumulada foi de 45,9% e o PIB nominal cresceu 103,1%.
Assim, o Valor Global de Vendas (VGV) na maior cidade do país cresceu de R$ 12,7 bilhões em 2004 para R$ 21,14 bilhões em 2013, em valores corrigidos pelo INCC.
A bolha imobiliária brasileira possui todos os ingredientes de uma bolha típica. Após um aumento da demanda provocado pela consolidação do mercado de massas e alta de preços das commodities, houve um ciclo de alta apoiado na expansão da liquidez por meio da capitalização de grandes incorporadores na Bolsa de Valores e facilidades no acesso do crédito imobiliário.
A especulação se propagou nas maiores cidades do Brasil! Em Brasília, profissionais liberais e servidores públicos financiavam 3 ou 4 imóveis ao mesmo tempo com a construtora, mesmo sem renda suficiente para arcar com os financiamentos. A valorização de um imóvel pagava os custos dos financiamentos dos demais e a compra de mais um imóvel na planta. E assim, girava o ciclo especulativo na classe média.
Corretores imobiliários incentivavam a sanha especulativa dos clientes com a lenda da valorização infinita dos imóveis na capital. Afinal, não se podia construir numa cidade tombada. Pouco importava que estavam lançando um novo setor inteirinho e muito da especulação também ocorria fora do Plano Piloto. Toda bolha possui uma pseudo-racionalidade. A das tulipas era a dificuldade de se cultivar a bela flor!
O mesmo comportamento especulativo aconteceu em São Paulo, Rio de Janeiro e nas maiores cidades do Brasil. Copa do Mundo e Olimpíadas justificavam a ciranda da especulação na falta de um tombamento. Basta ouvirmos o barulho das panelas nas varandas gourmets inacabadas para sabermos onde a especulação imobiliária foi mais forte.
Mas ao contrário do que pensavam os corretores de Brasília e os especuladores de todo o Brasil, toda bolha tem um fim.
O setor Noroeste em Brasília, que foi lançado em 2009 com preços na planta de até R$ 14 mil o m2 (ou R$ 19,64 mil em valores corrigidos), hoje tem imóveis prontos sendo vendidos a R$ 8 mil o m2. Em São Paulo, os preços de lançamentos já aumentaram abaixo da inflação em 2014 e em 2015 já começam a recuar.
O impacto na economia das grandes cidades é devastador. O VGV (Valor Global de Vendas) na cidade de São Paulo caiu de R$ 21,14 bilhões para R$ 12,27 bilhões entre 2013 e o ano passado, o que equivale a praticamente 2% do PIB da cidade. O nível de emprego na construção civil do Estado de São Paulo caiu 10,82% em junho de 2015 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, com 66,7 mil postos de trabalhos perdidos.[2]
Evidentemente, a maior seletividade da Caixa Econômica Federal na comparação com seus pares norte-americanos reduz os efeitos sobre o sistema de crédito. Assim, a bolha brasileira vive um lento desinflar, o que é um pouco melhor do que um estouro de bolha, mas com efeitos que não podem ser desprezados pela condução da política macroeconômica.
[1] Fonte: Embraesp/Secovi-SP – http://www.secovi.com.br/files/Arquivos/preco-medio-residencial-abr-2015.pdf
[2] Fonte: Sinduscon-SP/FGV – http://www.sindusconsp.com.br/downloads/economia/581_Nivel_Atividades.pdf
Marcos Costa
7 de agosto de 2015 3:40 amSegundo estudo, cidades deveriam adotar o limite de 50km/h
Estudo aponta princípios para uma cidade mais segura e saudável
Publicado em 06/08/2015 por Marcos O. Costa
A cada ano morrem 1,23 milhão de pessoas em acidentes de trânsito por todo o mundo. Esta é a oitava principal causa de mortes e, até 2030, as estimativas apontam que ela será a quinta. A partir deste quadro, o WRI Ross Center for Sustainable Cities dos EUA, elaborou um guia com ações que promovem cidades se tornem mais seguras e saudáveis: o Cities Safer by Design.
Gráfico com a realção entre segurança dos pedestres e velocidade dos veículos. A velocidade máxima dos veículos não deve superar os 50km /h.
Ao mostrar experiências de várias cidades em todos os continentes, o guia as relaciona com dados estatísticos que demonstram os seus resultados. Em linhas gerais são seis as principais ações destacadas pela publicação na busca por cidades mais seguras e saudáveis:
Controle da expansão urbana através da ampliação da oferta de bairros de alta densidade populacional e usos mistos.Deve-se limitar a velocidade dos veículos em 50 km/h, através da implementação de balizas eletrônicas, lombadas e chicanas.Reformas dos corredores arteriais de modo que propiciem segurança para todos os usuários: pedestres, ciclistas, motoristas e usuários do sistema de transporte público.Rede de ciclovias que conecte toda a cidadeDetalhamento que garanta a segurança do pedestre em calçadas, praças, parques, escolas e demais espaços públicos.Acesso fácil e seguro ao sistema de transporte público através da eliminação de barreiras físicas.