
O Brasil atravessa um momento difícil de administrar e de superar, o que supõe tirar as viseiras das interpretações demasiado partidárias ou ideológicas. Completamos meio ano de um novo governo democrático, eleito legitimamente em 2014, em campanha com concorrência livre e transparente, compartilhada e acompanhada por toda a população, a imprensa, a polícia e todas as autoridades responsáveis.
A parte vencida na concorrência eleitoral não se conformou com o resultado das urnas e entrou em campanha, reacional e antidemocrática, sem fundamento jurídico nem político partidário. A imprensa dominante, seja qual for o seu interesse, tem dado apoio sistemático às aspirações delirantes da oposição que imagina a troca de governo antes do final do mandato, para o qual a governante foi legitimamente eleita e, para tanto, trabalha incansavelmente pela difamação e para o desprestígio e o enfraquecimento do governo eleito, e não só dele, mas de todos os políticos e mesmo, do estado de direito, quando insinua o argumento frágil do índice de popularidade em pesquisas de opinião.
Nesse ponto se fecha o círculo vicioso que foi montado para difamar e desprestigiar e diminuir a confiança e a popularidade e, supostamente, deslegitimar e, assim, atingir o objetivo vil do desrespeito ao resultado das urnas.
As operações de investigação da chamada corrupção – termo que inclui, sob a mesma denominação, vaga e demasiado geral, práticas contábeis próprias do sistema capitalista e das campanhas eleitorais democráticas, algumas, mais ou menos legais, outras, abusivas -, evidentemente, fazem mais barulho da mídia e na opinião pública quando lançam suspeitas e parecem incriminar personagens que tem alguma relação com os partidos da base do governo atual, buscando preservar a imagem da oposição.
Lamentavelmente, todo esse círculo da acusação e da aparente busca da pureza de procedimentos atinge, ao mesmo tempo, a boa fama da vida política democrática, o valor das ações das grandes empresas na bolsa de valores, a confiança do setor produtivo e dos empresários para empreender.
É inútil a discussão se a crise é mais política ou se é mais econômica, pois parece evidente que, se há uma crise com aspectos políticos, ela começa num e termina no outro lado da dinâmica do funcionamento da sociedade, e nem é possível dizer ao certo se é mais política do que econômica, porque a economia está nos motivos da agitação política e, por outro lado, deixa-se prejudicar pela insegurança política.
Neste momento, interessa aos brasileiros todos que se afirme a nossa democracia e as nossas instituições possam funcionar bem, para continuar a proteger o trabalho e a renda, para aperfeiçoar nossa organização da educação, da saúde, da cultura, da justiça, do turismo, do esporte, do transporte público, etc. – tanta coisa boa em andamento e, neste momento, submetida a uma turbulência exagerada!
Que ao governo, ao poder executivo em todos os seus níveis, seja possibilitado continuar a realizar as obras que propõe e precisa realizar.
Que ao poder legislativo seja permitido funcionar de modo democrático, com toda a diversidade, a negociação e o conflito que isso significa.
Que o poder judiciário possa julgar com isenção, sem pressão exagerada do jogo midiático e das opiniões de ocasião.
Que o Ministério Público se mantenha em seu lugar discreto, para fazer a diferença.
Que a Polícia respeite às leis e aos princípios maiores dos Direitos Humanos.
Que nossas Forças Armadas se comportem no respeito à Constituição.
E que o chamado quarto poder tome vergonha na cara e modere o seu olhar de classe – ou será que o que lhes falta é mesmo informação? – e pense no povo brasileiro, acima das diferenças de partido e de região.
Suzana Guerra Albornoz é professora de Filosofia Política e Escritora.
NICKNAME
29 de julho de 2015 6:37 pmé bobagem, como disse ontem (cheguei a ter 1 estrelinhas ! ! ! !
porque: – levemos e encorajemos quantos os que tiverem informações pra mais investigações, a cada dia, mais e mais. Só que, desse jeito, abundarão reflexões e reflexões e espaços (pelas redundãncias) perdidos, a não ser dos mesmos (manifestantes nesta seção, pros outros mesmos). / O “bobagem ” nada tinha a ver com desmerecimento e a importância (que acentuie noutro post) do assunto / Não repito o que desde os primeiros dias e novo ministério deus e o mundo por aqui e todo o canto dita esquerda e direita se juntavam a tecer críticas e… indicar o caminho da verdade e da luz.
NICKNAME
29 de julho de 2015 6:45 pmjá que a têm como isolada e sem rumo:
Ficará pra história o que a EQUIPE Presidencial, sem alardear a si os louros, iniciaram, continuam, proseguirão, para agirem com toda a liberdade as investigações e “surpresas”. Dilma, não é política de carreira, e tá chutando (e faz muito bem) o pau da barraca, doa a quem doer, há oportunismos de todos os matizes em todos os partidos (saúdo existência de partidos e democracia).
NICKNAME
29 de julho de 2015 6:46 pmDiogo Maynard diz que é na primeira vez em toda a história
Diogo Maynard diz que é na primeira vez em toda a história da repúbolica que tias investigações estão sendo feitas e publicadas, empreiteiros, essa agente toda, além da hierarquia dos funcionários estatais ou privados (vi e ouvi num programa que a globonews parece que extinguiu, Manhattan Connection, que um amigo antigo militante torturado torce o nariz. Há vida inteligente, há humor, e há coisas porveitosas com que as esquerdas podem aprender com visões de direita.
Calvin
29 de julho de 2015 6:44 pmPrá refletir é necessário possuir memória

Crise política se agrava e Tarso Genro propõe renúncia de FHC e convocação de nova eleição
Impeachment
Outra proposta que surgiu para resolver o impasse criado neste início de governo foi a do impeachment do presidente Fernando Henrique Cardoso. O deputado federal Milton Temer (PT-RJ) propõe uma ampla campanha das forças de oposição para forçar o Congresso a avaliar a idéia de destituir o presidente da República.
http://www.correiocidadania.com.br/antigo/ed127/politica.htm
Paulo Figueira
29 de julho de 2015 7:54 pmPara quem comprou votos para
Para quem comprou votos para aprovar a emenda que permitia reeleição ( com confissão de recebimento por parte de deputados e tudo) seria um castigo muito merecido, além de nos livrar de tê-lo por mais quatro anos entregando o País.
NICKNAME
29 de julho de 2015 6:55 pmreflexões como as do post-título abundarem ainda mais
se reflexões como as do post-título abundarem ainda mais, ou o blog (digo, Posts do Dia) permanecerá com… com… e como… como… OU poderia (a essas alturas ) dar uma reviravolta e melhorará (e muito) com novos articulistas fixos. Com o tempo, (e uma divulgação será necessária) o novo GGN será muito melhor. Aí, nem eu, nem algumas figuras, não ficaramos mais percorrendo diária e neuroticamente gente que gosta de notícia. Mantendo seções de Cultura, isso, sim. Mas que não é o forte da moçada bem intencionada e de tão ativa, só pensa naquilo, e termina pensando com viseiras e vícios que persistem nas assembléias representativas, mobilizações sindicais, partidários.
Jane Pita de Souza
29 de julho de 2015 7:46 pmGolpe
Alguém acredita que Cunha esta fazendo todo que vem fazendo para salvar o Brasil do PT e, no fim, colocar aécio, psdb, ou temer na presidência ?
Alguém acredita que aécio, PSDB, etc estão fazendo tudo que estão fazendo para salvar o Brasil do PT, e, no fim, colocar Cunha ou Temer na presidência ?
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Cunha pode ser tudo, menos…burro !
É um espertalhão reforçado com uma “cara- de- pau” imensa.
Não tem “torcida organizada” como aécio.
Parece não ver muita vantagem em movimentar massas.
Seu negócio não é povo.
Parece ser de uma fidelidade canina a seus financiadores
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Aécio continua parecendo meio desesperado.
Parece estar agindo sob pressão.
Aposto que quem o financiou está “puto” com ele
Sua “torcida” debandou em parte, mas, ainda pode fazer barulho.
Acho que Cunha tem mais munição prá queimar.
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Acho que, por traz dessa “briga política” o que está realmente acontecendo, é uma disputa entre dois grupos poderosos.
1 ) Um dos grupos tem como braço político a turma do PSDB e outros.
2 ) No outro grupo, Cunha lidera um punhado enorme de políticos eleitos com sua ajuda.
Em jogo, está a inimaginável situação de poder e riqueza que caberá ao grupo vitorioso nessa “briga”.
E, obviamente, o grupo derrotado perderá muito, muito, muito.
Privatizações, vendas de empresas, concessões, contratos, etc
Num país como o Brasil, as possibilidades são quase infinitas.
O grupo vencedor ainda recebe de bônus 200 milhões de trabalhadores que poderão ter o preço de seu trabalho “ajustado” de acordo com as “leis do mercado”.
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Aquela delação premiada acusando Cunha de ter recebido 5 milhões de dólares, UM DIA ANTES de Cunha aparecer na TV, é uma evidencia dessa “briga”.
Foi uma delação encomendada para “melar” a aparição de Cunha na TV.
Essa delação mostra como, parte da PF e judiciário estão sendo usadas nessa disputa.
— Se segurem e apertem os cintos !
Cesário
30 de julho de 2015 11:31 amOutro planeta
Se a Dona Susana estava em outro planeta, eu posso esclarecê-la: A presidente Dilma mentiu descaradamente durante a campanha eleitoral de 2014. E se isso é possível, creio que não seja ético. Então o adjetivo “legitimo” não corresponde à verdade. Ponto final!
Suzana Guerra Albornoz
30 de julho de 2015 3:50 pmResposta
Não, prezado debatedor, não estive nunca em outro planeta, e estou neste há bastante tempo como para poder avaliar o quanto nossas eleições têm sido legítimas. O seu “ponto final!” não encoraja a esperar um longo debate, portanto, despeço-me.