4 de junho de 2026

Conselho do MP acolhe representação de Lula contra procurador

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Jornal GGN –  O Conselho Nacional do Ministério Público acolheu representação do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva pedindo a apuração da conduta de Valtan Timbó Mendes Furtado, procurador da República no Distrito Federal. No entanto, a Corregedoria do órgão rejeitou pedido da defesa de Lula para suspender o ato do procurador que determina a abertura de uma investigação criminal do ex-presidente, por suspeita de tráfico de influência em favor da Odebrecht.

Os advogados de Lula alegam que Valtan atropelou prazos e que decidiu iniciar a investigação formal antes de ter recebido resposta de informaçõe solicitadas. Já a Procuradoria do DF afirma que Furtado não cometeu irregularidades.

Da Folha

Conselho acolhe representação de Lula contra procurador que o investiga

ANDRÉIA SADI, MÁRCIO FALCÃO

O Conselho Nacional do Ministério Público acolheu reclamação disciplinar feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo a apuração da conduta do procurador da República no Distrito Federal Valtan Timbó Mendes Furtado.

A Corregedoria do órgão, no entanto, rejeitou pedido da defesa do petista para suspender o ato de Furtado que determinou aabertura de uma investigação criminal do ex-presidente por suspeita de tráfico de influência em favor da Odebrecht, no Brasil e no exterior, em obras financiadas pelo BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social).

A decisão foi tomada pelo corregedor nacional do Ministério Público, Alessandro Assad, que decidirá se vai pedir abertura de procedimento disciplinar contra o procurador. A Corregedoria deve solicitar nos próximos dias que Furtado apresente defesa.

Se ficar comprovada que houve alguma infração no caso, ele pode ser punido, por exemplo, com suspensão e até corte no salário.

Os advogados do ex-presidente alegam que Furtado atropelou prazos e, que era conduzida pela procuradora Mirella Aguiar. Os advogados argumentam ainda que ele decidiu iniciar a investigação formal de Lula antes de ter recebido resposta de informações solicitadas.

O Instituto Lula argumenta que Mirella teria concedido até o dia 10 de julho o prazo para a entidade prestar esclarecimentos sobre as atividades na África e na América Latina desempenhadas pelo ex-presidente, sendo que Furtado avançou com o procedimento dois dias antes da data final para entrega da manifestação.

A Procuradoria do DF sustenta que não houve irregularidades de Furtado, sendo que ele foi designado para substituir a colega por 15 dias e, com isso, passa a ter todas as atribuições do cargo.

Em nota, a Procuradoria argumentou que os elementos colhidos até o “momento não autorizavam nem o arquivamento nem o oferecimento de denúncia” e que “a única alternativa era a instauração” de um procedimento de investigação criminal para apurar as suspeitas contra o petista.

“Nesta fase, a dúvida obriga a continuidade da apuração”, afirma o texto.

SUSPENSÃO

A representação de Lula pedia a suspensão do inquérito contra o petista. Em seu despacho, Assad argumentou que não é atribuição da Corregedoria analisar atividade fim do procurador, como a abertura de procedimento de investigação. Isso poderia ser requisitado, por exemplo, na Justiça Federal.

“Não vislumbro acolhimento pela Corregedoria Nacional, uma vez que suas atribuições estão […] restritas à análise do cumprimento dos deveres funcionais dos membros do Ministério Público exclusivamente sob a ótica disciplinar, sendo considerado insuscetíveis de revisão ou desconstrução pelo Conselho Nacional do Ministério Público relativos à atividade fim do MP”, diz o corregedor.

Segundo pessoas próximas à equipe jurídica de Lula, a Corregedoria do Ministério Público teria negado o pedido para travar a investigação do ex-presidente. A informação ainda não foi confirmada pela assessoria do Conselho.

A suspeita é que Lula tenha exercido influência para que o BNDES financiasse obras de Odebrecht, principalmente em países da África e da América Latina. A empreiteira bancou diversas viagens de Lula ao exterior depois que ele deixou a Presidência. O petista nega qualquer irregularidade.

Na fase inicial da apuração, o Ministério Público determinou que o Instituto Lula entregasse a agenda de viagens do ex-presidente para a América Latina e a África entre 2011 e 2014, que a Odebrecht informasse se pagou viagens internacionais ao petista e se elas tinham alguma relação com investimentos da construtora no mercado externo.

Ao Itamaraty foi requisitado cópias de telegramas diplomáticos e despachos sobre viagens de Lula ao exterior, relacionadas ou não com a empreiteira. Os principais alvos são visitas a Cuba, Panamá, Venezuela, República Dominicana e Angola.

A partir do cruzamento inicial do material, a Procuradoria decidiu que há elementos para aprofundar as apurações. Na avaliação dos procuradores, as relações de Lula com a construtora, o banco e os chefes de Estado podem ser enquadradas, “a princípio”, em artigos do Código Penal que tratam do tráfico de influência.

O Código Penal fixa como tráfico de influência “solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função”, prevendo pena de dois a cinco anos de reclusão.

Um relatório enviado pela Polícia Federal ao Ministério Público registrou 38 saídas de Lula do país entre fevereiro de 2011 e dezembro de 2014. Uma das empresas de táxi aéreo usadas pela Odebrecht para transportar o ex-presidente informou custo de deslocamentos entre R$ 215 mil e R$ 435 mil.

A empresa mostrou ainda que em uma viagem para Cuba Lula foi acompanhado do ex-executivo da empreiteira Alexandrino Alencar, que foi preso em uma das fases da Operação Lava Jato.

A defesa de Lula chegou a enviar à Procuradoria um pedido de arquivamento do procedimento preliminar, argumentando que é equivocada a tese de que Lula teria relação próxima com a empresa.

Lula também é alvo de outras duas investigações na Procuradoria do DF relativas a acusações do empresário Marcos Valério no caso do mensalão. De acordo com a assessoria do órgão, ambas ainda estão em tramitação.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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14 Comentários
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  1. Messias Franca de Macedo

    22 de julho de 2015 5:10 pm

     
    A JURISPRUDÊNCIA A SER

     

    A JURISPRUDÊNCIA A SER DEFINIDA PARA O TESOUREIRO DO ‘SOLIDARIEDADE’ PODERÁ REMOVER MAIS UMA ‘ROCHA FASCIGOLPISTA’ NO CAMINHO DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF E DO JOÃO VACCARI NETO! Entenda ############# Questionado sobre a indicação para o cargo de tesoureiro, Luciano Araújo [primo do advogado Tiago Cedraz e mensaleiro/quadrilheiro do TCÚÚÚÚÚÚÚ… Adendo do matuto!] afirma que foi eleito pela Convenção Nacional do Partido Solidariedade após o trabalho que desempenhou durante a *criação do partido.Segundo, o jornal ‘Folha de São Paulo’, Tiago Cedraz foi o advogado responsável pela criação do Solidariedade. Ele é apontado por lideranças do partido como “o homem que viabilizou financeiramente” a criação do partido comandado pelo deputado Paulinho da Força (SD-SP).*Sobre a delação de Ricardo Pessoa, informa que “qualquer relação mantida com a empresa UTC se deu em função do cargo de Tesoureiro Nacional do Solidariedade”[*criação do Partido Solidariedade do lacaio/pelego e corrupto Pauzinho do Dantas &$ da ‘Forca Sindical’, diria o conspícuo e impávido jornalista Paulo Henrique Amorim do ‘Conversa Afiada’!]Desde a fundação do partido, Cedraz atua internamente numa situação atípica: não é filiado ao partido, mas faz parte da Executiva Nacional como secretário de Assuntos Jurídicos. FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/07/1658920-filho-de-ministro-do-tcu-envolvido-na-lava-jato-influencia-o-solidariedade.shtml %5B“qualquer relação mantida com a empresa UTC se deu em função do cargo de Tesoureiro Nacional do Solidariedade”, afirma o tesoureiro do Solidariedade &$ primo do Tiago Cedraz do Mensalão do TCU do pai Aroldo Cedraz!Sim, que país é esse, siô?!] República de ‘Nois’ BananasBahia, Feira de SantanaMessias Franca de Macedo – matuto ‘bananiense’!

  2. Doney

    22 de julho de 2015 5:51 pm

    O Código Penal fixa como

    O Código Penal fixa como tráfico de influência “solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função”, prevendo pena de dois a cinco anos de reclusão.

    Mais é desnecessário dizer.

    1. João de Paivaj

      22 de julho de 2015 6:12 pm

      Será que Obama ou outro

      Será que Obama ou outro ex-presidente estadunidense é(são) investigado(s) pelo equivalente ao MP de lá, por “tráfico de influência” ao apoiar empresas daquele país em investimentos no exterior? E quando é que o equivalente ao MP estadunidense enviou ao Brasil ou a qualquer outro país, em que empreiteiras estadunidenses tenham negócios, procuradores para investigar empresários e executivos, assim como o presidente ou ex-presidentes estadunidenses que apóiam os negócios das empresas dos EUA no exterior? Por aái se vê a “qualidade” da elite brasileira, representada em instituições como o MPF, a PF e o Judiciário.

  3. DanielQuireza

    22 de julho de 2015 6:00 pm

    Ou seja a defesa de Lula fez

    Ou seja a defesa de Lula fez bobagem.

    Deveria ter ido é à justiça pedir a anulação do ato do Procurador.

    1. João de Paivaj

      22 de julho de 2015 6:13 pm

      Não deveria, no condicional,

      Não deveria, no condicional, mas deve.

    2. EJ

      22 de julho de 2015 6:31 pm

      Tempo

      Se é assim, ainda dá tempo?

    3. MI

      22 de julho de 2015 6:33 pm

      Também deve verificar o ato

      Também deve verificar o ato da nomeação do Procurador para a substituição naquele Ofício.

  4. MI

    22 de julho de 2015 6:31 pm

    Verifiquem as circuntância da nomeação do procurador substituto

    A portaria que nomeou o procurador Furtado para substituir a procuradora Aguiar parece destoar da prática corriqueira do MPF, pois deteminou a substituição apenas para os 15 dias de férias em junho/julho. O normal é que haja o substituto natural e o eventual previamente nomados (1).

    Repito: a nomeação do procurador Furtado pode ter “furado a fila” pois um gabinete do MPF possui nomeados o procurador a) titular, o b) substituto natural e, somente na ausência desses dois, assume o substituto c) eventual.

    Seria interessante que a defesa procurasse a lista dos substitutos natural e eventual do 1o Ofício de Combate a Corrupção e também verificasse as datas e as circunstância do pedido de férias da procuradora Aguiar, pois pode ter havido a nomeação de um membro do Ministério Público ad hoc, isto é, somente para despachar no caso, o que é vedado pela jurisprudência do STF.

    http://www.prdf.mpf.mp.br/imprensa/arquivos_noticias/portaria-substituicao-1o-ncc.pdf

    MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL – PROCURADORIA DA REPÚBLICA NO DISTRITO FEDERAL – RESOLUÇÃO Nº 27/2014

    Art. 23. Nas férias e demais afastamentos de titular de ofício dos Núcleos Criminal ou de Combate à Corrupção, os feitos extrajudiciais e judiciais distribuídos ou recebidos para seu ofício durante a ausência serão movimentados aos substitutos natural ou eventual, nesta ordem.

    § 1º Na ausência também dos substitutos natural e eventual, os feitos serão movimentados aleatoriamente a um dos ofícios do respectivo núcleo, cujo titular esteja em exercício.

    http://www.prdf.mpf.mp.br/imprensa/arquivos_noticias/resolucaoprdf27-2014-oficios.pdf/view?searchterm=substitutos

  5. Athos

    22 de julho de 2015 6:32 pm

    “Se ficar comprovada que
    “Se ficar comprovada que houve alguma infração no caso, ele pode ser punido, por exemplo, com suspensão e até corte no salário.”

    Não eram as esquerdas que defendiam a estabilidade no emprego público?
    Kkkkkkk

    Só rindo mesmo.

    1. Doney

      22 de julho de 2015 9:28 pm

      Desconheço que alguém da

      Desconheço que alguém da esquerda confunda estabilidade no emprego com a possibilidade de se extrapolar suas funções, ou prevaricar, ou furtar, ou qualquer outro tipo de ilegalidade.

  6. Mauro Segundo

    22 de julho de 2015 6:35 pm

    Nenuma referência á

    Nenuma referência á militância aecista do procurador…como era de se esperar da fôia.

  7. oneide

    22 de julho de 2015 7:01 pm

    (Sem título)

  8. Malú

    22 de julho de 2015 7:26 pm

    Ah,entendi a Procuradoria: Já

    Ah,entendi a Procuradoria: Já que está deixa ficar, né?

  9. Fernando Antonio Moreira Marques

    22 de julho de 2015 8:03 pm

    Hipócritas
    Este surto de processos investigativos sobre qualquer coisa feita pelo governo trabalhista nada mais é do que um atentado à normalidade Democrática. Especialmente quando sabemos o que estes “investigadores” foram em governos passados. Nada investigaram sobre o muito que deveria ter sido condenado por lesa pátria.

    Acompanhei as viagens do Lula e muito me orgulhava de ver a Engenharia Nacional sendo levada ao exterior. Por conta do trabalho em Petróleo morei um ano em Luanda e acompanhei a construção da Represa de Kwanza feita por engenheiros brasileiros da Odebrecht.

    Por mesquinharias ideológicas estes tubarões acobertados pela mídia entreguista são capazes de destruir o legado e a grandeza nacionais.

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