
Jornal GGN – O Museu Paulista, mais conhecido como Museu do Ipiranga, começa a ser reaberto gradualmente para o público. O atendimento na biblioteca deve ser retomado neste semestre, mas ainda não há previsão para o começo das obras de restauração do prédio-monumento, inaugurado em 1895. O Museu alugou sete imóveis na região do Ipiranga, ao custo de R$ 172 mil por mês, para abrigar o acervo, que tem cerca de 150 mil itens.
Enviado por Adir Tavares
Do Estadão
Museu do Ipiranga inicia reabertura
Dois anos após a interdição, o Museu Paulista – mais conhecido como Museu do Ipiranga – prepara-se para começar, lenta e gradualmente, a reabrir ao público. A biblioteca da instituição, com 70 mil exemplares, deve retomar o atendimento aos interessados neste semestre.
Entretanto, ainda não há planos para o início das obras de restauro do prédio-monumento, construído em 1890 e inaugurado em 1895. Ao custo mensal de R$ 172 mil, o Museu locou sete imóveis na região do Ipiranga para abrigar os cerca de 150 mil itens do acervo e, claro, a biblioteca – cujo endereço ainda não pode ser divulgado, por razões de segurança.
“Toda a transferência dos acervos e equipes, a serem realizadas até 2016 e já previstas, dependem dos resultados de processos licitatórios”, diz a diretora da instituição, a arquiteta Sheila Walbe Ornstein. “Essa transferência envolve grande logística e, nesta escala, nunca foi feita em um museu no País.”
Há um mês, o jornal O Estado de S. Paulo visitou dois dos sete imóveis que vão receber os acervos. Assim como os demais cinco, eles estão passando por pequenas obras de adequação. “Não há como prever quanto tempo os itens ficarão acondicionados neles”, diz a historiadora Solange Ferraz de Lima, do quadro de docentes do Museu Paulista.
“Portanto, tudo precisa ser feito com muita minúcia, e esta é uma oportunidade única para que toda a coleção seja novamente inventariada, conferida e recondicionada.” Dos 79 funcionários efetivos do museu, 60 estão – munidos de capacetes de proteção e respeitando limites de segurança – trabalhando diariamente no interior do prédio interditado, justamente no preparo da transferência.
O histórico edifício, entretanto, não ficará totalmente vazio para as obras. Cinco dos itens do acervo, entre eles o famoso quadro Independência ou Morte ão serão retirados do prédio – devem receber uma proteção em razão das obras. “Só com a retirada dos acervos começam os planos para o restauro propriamente dito”, garante Sheila.
Não há estimativas nem de valor nem de cronograma para as obras. Os próprios projetos precisam ainda ser detalhados – na proposta mais ousada, existe a ideia de construção de uma moderna torre anexa ao prédio, onde ficaria a parte administrativa e a reserva técnica da instituição. Esta seria uma solução para o principal problema que precipitou o fechamento do museu, em agosto de 2013: a sobrecarga das toneladas do acervo sobre um edifício do século 19, que não foi projetado para suportar tamanho peso.
Mas tudo ainda está em discussão nas mesas da reitoria da Universidade de São Paulo (USP), a quem o museu pertence. “Estamos preparando estudos, porém os projetos executivos envolvendo diversos consultores e as obras de restauro e modernização ainda dependem de patrocinadores externos à universidade”, diz Sheila. “Os gestores reitoriais estão comprometidos na busca destes possíveis patrocinadores.”
A quem pergunta, a direção do museu dá a simbólica data de 2022, ano do bicentenário da Independência do Brasil, como limite para a reabertura. A esperança de que não leve tanto tempo – principalmente em razão dos 300 mil visitantes que recebia por ano – mescla-se com a insegurança financeira atual.

leonidas
20 de julho de 2015 5:33 pmA situação do museu do
A situação do museu do Ipiranga ilustra como poucas coisas o tamanho da SEMVERGONHICE do poder publico no trato com a cultura/educação.
E simplesmente PORNOGRAFICO o desprezo que qualquer museu neste pais sofre.
Deveria haver verba fixa VOLTADA A MANUTENÇÃO E AMPLIAÇAO DE MUSEUS.
Não temos nada similar aos museus das nações centrais e mesmo de muitas mais simples.
Somos um dos paises mais ricos do mundo e no entanto nosso principal museu iria desabar literamente por INCOMPETENCIA ADMINISTRATIVA
E isso é algo presente em TODOS PARTIDOS …
Luis Armidoro
20 de julho de 2015 5:57 pmNão sei como os tucanos AINDA
Não sei como os tucanos AINDA não passaram o Museu do Ipiranga nos cobres, porque o Memorial do Imigrante já foi, e têm: para faturar uma grana, os tucanos vão vender até parques estaduais (fonte: http://www.abcdmaior.com.br/materias/alckmin-quer-vender-parques-publicos), com um”diferencial”: porteira fechada, vcfaz o que quiser com o que estiver dentro, inclusive deitando a madeira e vendendo)
E a SABESP já está torrando o que têm
Será que, depois da xêpa tucana, vai sobrar alguma coisa de bem público em 2018?