3 de junho de 2026

Varejo ampliado encerra maio com queda de 1,8%

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Jornal GGN – O Comércio Varejista Ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, permaneceu em queda sobre o mês imediatamente anterior (-1,8%), sendo o sexto resultado consecutivo negativo, na série com ajuste sazonal. A variação da receita nominal foi de -0,9%, voltando a ser negativa. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em relação aos números pesquisados no mesmo mês do ano anterior, foram registradas variações de -10,4% para o volume de vendas e de -4,2% na receita nominal de vendas.

A comparação com os dados de maio de 2014, para o volume de vendas, apresentou uma variação de -10,4%, taxa acumulada no ano de -7,0% e em doze meses de -5%. De acordo com o IBGE, tal comportamento ocorre em função do desempenho negativo de Veículos, motos, partes e peças, cujo resultado interanual foi de -22,2%, levando a uma taxa acumulada no ano de -17,3% e, em 12 meses, de -13,9%.  A redução das vendas no segmento foi decorrente, entre outros fatores, da gradual retirada dos incentivos via redução do IPI, do menor ritmo na oferta de crédito e da restrição orçamentária das famílias, diante da diminuição real da massa de salários.

O segmento de material de construção apresentou variação, no volume de vendas, de -11,3% na comparação com maio de 2014. Em relação aos resultados acumulados, as taxas foram de -5,7% no ano, e de -3,6% nos últimos 12 meses, refletindo a já citada diminuição da renda somada as expectativas negativas sobre o quadro macroeconômico.

Na avaliação regional, 26 estados registraram resultados negativos, em termos de volume de vendas, na comparação com o mesmo período do ano anterior, destacando-se: Espírito Santo (-21,7%); Rondônia (-17,7%); Acre (-17,6%); e Paraíba (-17,5%). Quanto às maiores participações negativas na composição da taxa do comércio varejista ampliado, as variações foram de -8,6%, em São Paulo; -13,7% no Rio Grande do Sul; -8,1% para Rio de Janeiro; -9,1% em Minas Gerais; e -11% no Paraná.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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