13 de junho de 2026

Entenda a suspeita de laranjas do PSL e a crise que afeta Bolsonaro

Gustavo Bebianno está sendo pressionado a deixar a Secretaria-Geral da Presidência e, assim, sair como o único responsável pela crise que recai contra Bolsonaro
Foto: Divulgação

Jornal GGN – Centro da crise do PSL sobre as candidaturas laranjas nas eleições 2018, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, está sendo pressionado a deixar o cargo escolhido por Jair Bolsonaro.

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Como o GGN expôs em reportagem divulgada no último sábado (09), Bebianno foi citado pela própria cúpula do PSL como o responsável pelas escolhas das candidaturas hoje apontadas como suspeitas. Ele foi o coordenador da campanha de Bolsonaro, em 2018, um dos mobilizadores da bandeira “contra a corrupção” associada ao presidente eleito.

Um primeiro caso recaiu sobre o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL). De acordo com reportagem da Folha no início de fevereiro, Marcelo, que é presidente do PSL em Minas Gerais, direcionou verbas de campanha a quatro candidatas na região que teriam sido de fachada, usadas somente para concentrar recursos a outras candidaturas de Minas.

Na semana passada, a Folha de S.Paulo voltou com nova acusação contra o PSL. Desta vez, centrada em Bebianno, sobre um caso de Pernambuco, uma candidata a deputada que conseguiu recolher a terceira maios fatia de verba pública do partido, R$ 400 mil, quantidade superior do que recebeu o próprio presidenciável eleito Bolsonaro e a deputada popular Joice Hasselmann (PSL-SP), que angariou mais de 1 milhão de votos.

O primeiro apontado como responsável pela candidatura laranja, o deputado eleito e voz direta do governo no Congresso, Luciano Bivar (PSL-PE), disse que quem tinha o poder de decisão sobre os repasses do fundo do PSL era Gustavo Bebianno. Assim, o ministro de Bolsonaro entrou para o centro da crise do partido.

Mas enquanto Bebianno vem negando ser o pivô dessa polêmica, o próprio filho de Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, resolveu criticar Bebianno, ao desmentir que ele teria conversado com seu pai. Em uma das declarações do vereador filho de Bolsonaro, tentando retirar o peso contra o presidente da República, Carlos divulgou uma gravação de seu pai para sustentar que Bebianno não conversou com o mandatário.

No áudio, Jair Bolsonaro mostra jogar a responsabilidade da crise para o filho: “Ô Gustavo, está complicado eu conversar ainda. Então, não vou falar, não vou falar com ninguém, a não ser estritamente o essencial. Estou em fase final de exames para possível baixa hoje, tá ok? Boa sorte aí”.

A resposta do presidente aumentou a polêmica da crise dentro do partido, que não somente deve dar explicações sobre o possível esquema de laranjas para concentração de fundos públicos para candidaturas de fachada do PSL nas eleições 2018, como também sobre a postura do próprio mandatário de não enfrentar a crise e repassar a resolução a seu filho, o vereador.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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7 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    15 de fevereiro de 2019 10:01 am

    O Ministro laranja mentiroso já disse que aceita sair, mas não vai ser escorraçado pelas portas do fundo.
    Se o Bolsonaro ceder às suas chantagens do Ministro mentiroso, saberemos que esse caso é apenas a ponta do iceberg do pomar e que debaixo do tapete há muita sujeira.

    Por falar em Bebianno jogar bosta no ventilador do Bolsonaro, mais um Ministro Fruta é revelado no Governo Bolsonaro. É o Ministro Pitomba, que afirmou que todo brasileiro é ladrão no estrangeiro. O referido Ministro Pitomba (da Educação), foi intimado pelo $TF a explicar o canibalismo dos brasileiros no exterior. Aí a generalização do Pitombeiro me lembrou do Graciliano Ramos:

    ““A primeira coisa que guardei na memória foi um vaso de louça vidrada, cheio de pitombas, escondido atrás de uma porta. Ignoro onde o vi, e quando o vi, e se uma parte do caso remoto não desaguasse noutro posterior, julgá-lo-ia sonho.

    Talvez nem me recorde bem do vaso: é possível que a imagem, brilhante e esguia, permaneça por eu a ter comunicado a pessoas que a confirmaram. Assim, não conservo a lembrança de uma alfaia esquisita, mas a reprodução dela, corroborada por indivíduos que lhe fixaram o conteúdo e a forma. De qualquer modo a aparição deve ter sido real. Inculcaram-me nesse tempo a noção de pitombas – e as pitombas me serviram para designar todos os objetos esféricos. Depois me explicaram que a generalização era um erro, e isto me perturbou”.

    Por falar em governo frutífero, pois tem goiabas, laranjas, açaí e pitombas, cadê o Queiroz? E a investigação do Flávio Bolsonaro?

  2. JJLopez

    15 de fevereiro de 2019 10:40 am

    PSL; Partido de Suco de laranjas.

  3. Anônimo

    15 de fevereiro de 2019 10:50 am

    O que eu não entendi ainda é a lógica de dar a maior parte do dinheiro para a campanha de candidatos laranja. O dinheiro era destinado ao partido, que podia fazer uso dele como quisesse. Por que não destinar logo o dinheiro a candidaturas competitivas, como a da Joyce Hasselman? (Aliás, a Joyce saiu imediatamente em defesa do Bebbiano, sinal de que não foi by-passada no esquema.) Para que destinar a verba a uma ilustre desconhecida, para depois repassar à Joyce (ou a alguma outra candidatura, e qual)? Só pelo prazer de pagar mais IOF? Para esconder o quê de quem?

    Está certo que o PSL não tinha candidatas para cumprir a quota de mulheres, e que a candidata laranja provavelmente precisava ser remunerada para interpretar o papel. Mas isso se resolveria com uma quantia muito menor, não?

    Qual é o móvel dessa trapalhada toda?

  4. Almeida

    15 de fevereiro de 2019 11:38 am

    O Partido Saco de Laranjas rachou do alto. Uma ala virou suco e outra já é bagaço.
    O partido é um PRN do Collor piorado. Um saco de gatos é mais homogêneo. É um saco de vira-latas de todo tipo e tamanho, quase todos cachorros caídos da mudança, uma maioria de neófitos nas vias e becos da política.
    Uma mescla de criaturas bizarras: meganhas, samangos, vacas fardadas de pijama, vacas não fardadas, “emergentes”, para-milicianos, exploradores da fé e fiscais de orifícios alheios… Não é nem o baixo clero, é o bas-fond da política.

  5. Rui Ribeiro

    15 de fevereiro de 2019 11:48 am

    O Bebianno será poupado por Bolsonaro. Sabe porque?

    Porque ontem o Alexandre Frota, espremendo uma laranja na tribuna da Câmara dos Deputados, disse que laranja podre do P$L será esmagada. Ora, o Bebianno é laranja, mas não é podre. Logo, ele será uma laranja preservada.

    Eles só querem laranjas sadios.

  6. Frank

    16 de fevereiro de 2019 7:10 am

    Normal.
    Quando um pitbull ataca o dono, ele é sacrificado.

    1. Anônimo

      16 de fevereiro de 2019 12:38 pm

      No caso, parece que o dono é que é o pitbull…

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