
Jornal GGN – O mercado brasileiro fechou em queda pelo terceiro pregão consecutivo, em um dia marcado pela realização de lucros e pela expectativa dos analistas quanto à divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, o Banco Central norte-americano.
O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou o dia em queda de 1,04%, aos 54.901 pontos – o menor nível de fechamento desde 22 de abril, quando o índice atingiu 54.617 pontos – e com um volume negociado de R$ 8,332 bilhões. Com isso, o índice passa a acumular queda de 3,06% na semana e de 1,30% no mês, e ganhos de 10,98% no ano e de 4,02% em 12 meses. Os setores que apresentaram as mais fracas performances do dia foram petróleo/petroquímico, bancos, siderurgia/mineração, e consumo.
A queda de hoje foi puxada, principalmente, pelas ações da Vale e dos bancos BB (Banco do Brasil), Bradesco e Itaú Unibanco. Os papéis preferenciais da Vale (VALE5), com prioridade na distribuição de dividendos, recuaram 1,89%, a R$ 16,57. Os ordinários (VALE3), com direito a voto, perderam 1,34%, a R$ 19,85. Já as ações do Bradesco (BBDC4) tiveram desvalorização de 2,51%, a R$ 30,25; enquanto os papéis do Itaú (ITUB4) recuaram 1,78%, a R$ 36,50; e as do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 0,95%, a R$ 25,03.
“O Ibovespa oscilou de início e pouco antes das 11h passou a operar em terreno negativo a maior parte do dia. Por volta das 15h30min, após a divulgação da ata do Fed (15h), o índice chegou a tentar uma recuperação, mas, a partir daí, na hora e meia final, sofreu firmes pressões vendedores, com volume, em um típico dia de realizações de lucros”, dizem os analistas do BB Investimentos, em relatório. “Enfim, caiu como um todo, perfazendo o pelo terceiro pregão consecutivo de baixa, além de findar abaixo dos 55 mil pontos. Aparentemente, os investidores passaram a vislumbrar que os papéis estavam “esticados””.
No câmbio, a cotação do dólar comercial fechou em queda de 1,24%, a R$ 3,004 na venda, interrompendo uma sequência de três altas. Os dados foram diretamente afetados pela publicação da ata da última reunião do Federal Reserve (o Banco Central norte-americano), que sinaliza que algumas autoridades acreditam que seria prematuro aumentar a taxa de juros em junho, por conta da publicação de alguns indicadores econômicos fracos.
No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (19) o texto-base da medida provisória que eleva impostos para produtos importados. De acordo com a agência de notícias Reuters, investidores têm recebido bem as medidas de reequilíbrio das contas públicas propostas pelo governo, em meio ao quadro de inflação elevada e contração da economia.
Além disso, o Banco Central brasileiro negociou a oferta total de até 8,1 mil contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares) no leilão de rolagem.
Para quinta-feira, os analistas aguardam a publicação dos dados de desemprego e o índice de atividade econômica no Brasil; pedidos de seguro-desemprego, vendas de casas existentes, o PMI (índice dos gerentes de compras) do setor de manufatura e os dados de atividade fabril nos Estados Unidos; o PMI composto, de serviços e de manufatura na Alemanha, na França e na zona do euro; vendas a varejo na Grã-Bretanha; e a decisão de política monetária e de atividade industrial do Japão.
(Com Reuters)
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