4 de junho de 2026

Golpe baixo, por Alberto Dines

Por Alberto Dines

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O valente jornalista Juca Kfouri, que desde a sexta-feira (15/5) está internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, recuperando-se de complicações decorrentes de uma cirurgia, sofreu no domingo (17) um covarde ataque do médico & cartola Walter Feldman, atual secretário-geral da CBF, nobre e honestíssima entidade esportiva que tantas alegrias tem proporcionado ao cidadão brasileiro.

Na nobilíssima página 3 da Folha de S.Paulo – ultimamente engajada em promover disputas e fazer barulho a qualquer preço – o celebrado colunista foi atacado pelo esculápio com a clara cumplicidade do jornal, ciente de que o seu colaborador encontrava-se hospitalizado.

O texto “Paixão e rancor” é medíocre, maroto, apequenado, rasteiro, desprovido de qualquer atributo intelectual que justifique a privilegiada exposição. Juca Kfouri é um gigante do jornalismo brasileiro e não apenas do jornalismo esportivo. Nunca fugiu ao debate, enfrenta com reconhecida galhardia – e sempre com muita graça – todos os tipos de desafetos. Mas não se pode esperar que ainda na UTI tenha condições de tourear este bode enfezado.

A “nova” CBF tão ardentemente defendida pelo ex-deputado federal e servidor de tantos patrões é idêntica à velha CBF. Isto está claro. A reportagem de capa da presente edição de CartaCapital(nº 850, de 20/5), “CBF: barco furado”, denuncia exatamente este continuísmo.

A Fifa também sendo questionada, seus dirigentes deveriam estar no xilindró, mas comporta-se com um mínimo de decência. Não é este o paradigma adotado pela nova leva de cartolas nativos. O espírito mafioso persiste, intacto.

Este observador já serviu de testemunha de defesa de Juca Kfouri em vários processos e ficará honrado se convidado para novas missões. Mas não se sente habilitado a falar em nome de umexpert do porte de Juca.

Desprovido de qualquer fair-play e esportividade, Walter Feldman não perde por esperar.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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15 Comentários
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  1. Rosa Maria Anello dos Santos

    18 de maio de 2015 1:42 pm

    Assim agem os covardes:

    Assim agem os covardes: atacam quando a “vítima” está impossibilitada de defender-se.

  2. Luiz Cesar 2

    18 de maio de 2015 1:43 pm

    Quem defende, participa, se

    Quem defende, participa, se envolve nos intestinos da quadrilha/máfia chamada CBF é bandido, até prova em contrário.

     

  3. Adriano Picarelli

    18 de maio de 2015 1:53 pm

    Mas esse não é ….

    Walter Feldman não é o da Rede Sustentabilidade, que representa o novo na política brasileira?

    1. Ricardo JC

      18 de maio de 2015 4:30 pm

      É Adriano…veja do “novo”

      É Adriano…veja do “novo” que escapamos. Alguém que se alia à esta CBF não merece sequer ser mencionado aqui neste blog. São estes que querem passar o país a limpo.

  4. Joao Ubaldo

    18 de maio de 2015 2:03 pm

    Walter Feldman…

    O que dizer de Walter Feldman e seus companheiros na CBF. Uma trupe de lixos, asquerosos, baixos… e todo mundo sabe disso.

  5. João de Paiva

    18 de maio de 2015 2:10 pm

    O próprio Albeto Dines

    O próprio Albeto Dines experimentou o veneno da imprensa que ele observa, quando teve citados os nomes dos filhos como detentores de contas secretas no HSBC da Suiça. Eu e outros leitores o criticamos e alertamos sobre o risco que é convidar jornalistas como Fernando Rodrigues e Chico Otávio, para entrevistas bajulatórias na versão televisiva do OI. Menos de uma semana depois da entrevista, os jornais OG e FSP divulgaram os nomes do filho de AD como jornalistas independentes detentores de contas secretas na filial suiça do HSBC. Agora, a mesma FSP, se presta a esse papel, abrindo espaço para o ex-deputado e cartola da CBF atacar o jornalista Juca Kfouri. Alberto Dines precisa se livrar do auto-engano, que é manter esperanças em relação aos veículos da mídia comercial.

  6. Andre Luiz RRR

    18 de maio de 2015 5:03 pm

    Juca trabalha para a Folha e

    Juca trabalha para a Folha e a Folha permite um ataque covarde desses?

    Se ainda restava dúvidas de que empresas jornalísticas são ninhos de rato, é bom repensar.

  7. Gilson.Raslan

    18 de maio de 2015 5:47 pm

    A CBF tornou-se um refúgio de

    A CBF tornou-se um refúgio de desocupados, como este judeu errante e o cafetão João Dória, aquele que aproxima ricaços de políticos, e políticos de ricaços,  o que é o mesmo ofício de cafetões que aproximam prostitutas de ricaços e vice-versa.

    1. Ulisses s

      19 de maio de 2015 1:43 am

      Embora não aprove seu comentário

      Como ser judeu fosse algo depreciativo, eu diria que. A CBF virou outro antro do PSDb e sua prole

      1. rundfunk hörer

        19 de maio de 2015 1:06 pm

        Não é depreciativo

        É normal chamar um judeu de judeu. Eu não ligo de me chamarem de brasileiro sedentário. Nem se me chamarem de judeu sedentário. Os judeus gostam de ser chamados de judeu. Eu não ligo, até porque minha bisavó é que era judia. Nem minha avó, nem minha mãe deram bola para o fato.

  8. Adilsonbb

    18 de maio de 2015 5:55 pm

    Cavardes

    De início, é preciso acentuar Alberto Dines e Juca são monstros do jornalismo, dignificam a profissão. Em relação à postura citada por Dines, não me causa espanto, pois o modus operandi desse gente é pautado pela covardia.

  9. Walter o Primeiro

    18 de maio de 2015 9:06 pm

    Secretaria Municipal com sede em Londres ???

    Não foi este Senhor, Secretario Especial para Olimpiadas do Kassab

    e morou em Londes com nosso dinheirinho por mais de um ano   ????

    Ainda bem que as Olimpiadas será em São Paulo,

    se fosse no Rio de Janeiro seria dificil explicar

  10. joao

    18 de maio de 2015 9:41 pm

    Caracas!

    É triste e só quando tem vergonha na cara!

    Ter parceiro assim e ser respeitado independente das posições politicas!!!

    Engole!!!

  11. Ozzy

    19 de maio de 2015 3:23 am

    Nem sei quem é Walter Feldman

    Nem sei quem é Walter Feldman e não gosto do que o Juca Kfouri escreve. Acho apenas divertida a idéia de que é “golpe baixo” criticar alguém que está internado num hospital. Por esse critério, não deveríamos nunca criticar os mortos, certo?

    1. Flaubert Menezes

      19 de maio de 2015 1:10 pm

       
      O psdb já faz isso, os

       

      O psdb já faz isso, os propineiros e corruptos estão mortos então o psdb joga-lhes no colo os crimes cometidos.

      Sérgio guerra, Mário covas. O álvaro dias que participou da propina de 10 milhões está livre, leve e solto.

       

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