4 de junho de 2026

A PF do Paraná e a tragicomédia dos grampos, por Fernando Brito

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Eu te escuto, você me escuta. A PF do Paraná e a tragicomédia dos grampos

por Fernando Brito

Os grandes sites deram a notícia sem detalhes, apenas de que tinha sido encontrado um “aparelho de escuta” prédio da superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba.

Ponto, mais nada.

Só o repórter Diego Ribeiro, do paranaense Gazeta do Povo, foi um pouco além. E vejam que pérolas que grifei:

“Um grupo de policiais federais descobriu um grampo ilegal dentro da sede da PF em Curitiba. A descoberta foi feita por acaso, enquanto os policias conversavam no cafezinho da PF sobre outra escuta ilegal descoberta na carceragem do ano passado.

O grampo a que eles se referiam foi descoberto na cela de Alberto Youssef. Na semana passada, um agente da PF admitiu que foi ele quem colocou a escuta. E disse que o fez a mando de três delegados que participam da Operação Lava Jato.

Na conversa informal, no cafezinho, os policiais se tocaram de que sempre os agente usam aquele lugar para conversar. E pensaram se não poderia ter alguém ouvindo aquilo ilegalmente. Começaram a procurar e acharam em seguida. A escuta estava em uma caixa de lâmpada de emergência.

Imediatamente, os policiais fizeram o registro da descoberta. Nos depoimentos que prestaram, consta que foi descoberto um aparelho “envolto em fita adesiva”, “aparentemente para captação de sinais sonoros” e “aparentando ter microfones nas pontas”. Curiosamente, um adesivo indicava o número “6”.

A história fica entre a comédia e a tragédia.

Quem entraria na sede da Polícia Federal para colocar um “grampo”? O Ed Mort, do Veríssimo? O detetive de infidelidade conjugal? Os repórteres-grampeadores da Veja?

A escuta na cela de Youssef era para escutar ele falando com as paredes? Ou para saber se ele falava dormindo?

Este policial foi preso? Os delegados que teriam mandado fazer a escuta estão afastados e respondendo a inquérito?

E os agentes, assim, casualmente, enquanto comentam o jogo do Barcelona no cafezinho, têm um estalo de Vieira e saem metendo a chave de fenda nas luminárias, com o “palpite” de que ouviam suas conversas amenas no lanche?

As imundícies da Lava-Jato não se resume, todos estão vendo, aos corruptos. Quando a sede da Polícia Federal vira palco de bandidagem desta natureza e a imprensa se cala está claro que lá, entre as araucárias, está implantado o vale-tudo.

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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11 Comentários
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  1. Fernando Ferreira

    16 de maio de 2015 9:10 pm

    Sendo José Eduardo Cardoso

    Sendo José Eduardo Cardoso ministro da Justiça, nada vao acontecer aos delegados do Lava Vaza Jato. Até ao presente não sabemos das medidas tomadas, quando delegados criticaram Lula e Dilma e apoiaram o Aécio porto nas redes sociais.  Mereciamos um ministro da Justiça mais capacipado. O PT está ruim de quadros.

  2. zuleica jorgensen

    16 de maio de 2015 9:24 pm

    É tudo muito pior do que se

    É tudo muito pior do que se imagina.  E se a gente fala algum coisa, tem sempre aquele que diz:  teoria da conspiração, coisa de maluco.

    No Brasil não há fundo do poço. No fundo do poço está o petróleo.

  3. zuleica jorgensen

    16 de maio de 2015 9:24 pm

    É tudo muito pior do que se

    É tudo muito pior do que se imagina.  E se a gente fala algum coisa, tem sempre aquele que diz:  teoria da conspiração, coisa de maluco.

    No Brasil não há fundo do poço. No fundo do poço está o petróleo.

  4. lenita

    16 de maio de 2015 9:48 pm

    Devem ser os métodos

    Devem ser os métodos empregados pelo Ilmo. Juiz preguiçoso. Quer tudo fácil, sejam delações, quanto escutas.

  5. Ivan de Union

    16 de maio de 2015 10:37 pm

    “está claro que lá, entre as

    “está claro que lá, entre as araucárias, está implantado o vale-tudo”:

    Que coincidencia!  Exatamente onde ta infestado de delegados de merda!!!!!!

    Quem diria?!?!

  6. José Aldo

    16 de maio de 2015 11:02 pm

    Fala Ministro da Justiça!

    A Culpa disso tudo é do senhor Ministro da Justiça, tem que fazer uma limpa na PF e restaurar a ordem e a credibilidade da instituição, antes que vire uma nova Gestapo. E pode ir começando pela prisão, demissão e banimento do serviço público daquele policial que cometeu um crime no treinamento de tiro.

    1. Seu Zé

      17 de maio de 2015 5:49 pm

      O cara levou 4 dias de
      O cara levou 4 dias de suspensão. Seria risível se não fosse absurdo. A Polícia Federal é cheia dessas figuras incompetentes. O cara entra lá pra dar carteirada (quase sempre).

  7. JB Costa

    17 de maio de 2015 12:29 am

    O lado comédia, de matar de

    O lado comédia, de matar de rir os fracos do coração, é a reportagem de capa da VEJA que aborda o assunto. Li no 247.

    O contorcionismo que a revista faz para implicar o Planalto beira à bizarrice. O Juiz Moro é tratado como o herói cercado de “bandidos” a mando do governo. Uma conspiração destinada a “melar” ou até mesmo anular a Operação lava Jato. 

  8. Fernando Lima

    17 de maio de 2015 2:15 am

    O Lava Jato

    está desmoralizando a Polícia Federal, eu tinha outra impressão.

  9. Gilson.Raslan

    17 de maio de 2015 2:54 am

    PATRANHA PURA

    Quem descobre um coisa desta por pura intuição deve ter participação na empreitada. Isto é mais certo do que a morte.

  10. orlando soares varêda

    17 de maio de 2015 4:14 am

     
    Incrível, os trapaceiros e

     

    Incrível, os trapaceiros e golpistas da oposição perderam completamente a vergonha na cara. Claro! Estão convencidos e seguros que suas ações estão sob proteção de sigilo da imprensa. Sendo este, garantido contra vazamentos criminosos. Bem diferente da pouca vergonha dos vazamentos da Operação Vaza a Jato do Dr. Moro.

     

    Orlando

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