Enviado por Roberto São Paulo-SP e por Alfeu
“No momento, há 14 navios encomendados pela Transpetro em diferentes fases de construção, sendo seis no estágio de acabamentos.”
Petrobras Blog Fatos e Dados
Cerimônia marca viagem inaugural do navio André Rebouças e batismo do Marcílio Dias

O navio André Rebouças, da nossa subsidiária Transpetro, partiu em viagem inaugural nesta quinta-feira (14/05), após cerimônia no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Ipojuca (PE). A embarcação é a nona encomendada a estaleiros nacionais pelo Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) a entrar em operação. Na ocasião, também foi realizado o batismo de outro suezmax, o Marcílio Dias, sexto navio do Promef a entrar na fase de acabamentos.
O André Rebouças é o quinto da série de 10 navios do tipo suezmax que serão construídos pelo EAS. Depois de abastecer em Salvador, a embarcação seguirá para a Bacia de Campos, onde fará a sua primeira operação de carregamento de petróleo.
Durante o evento, a presidenta Dilma Rousseff assegurou que a política de conteúdo local – seguida pelo Promef – será mantida na indústria naval brasileira:
“A política de conteúdo local é o centro de uma política maior de recuperação da capacidade de investimento do nosso país. A recuperação da indústria naval é a história de uma decisão política. Nós só chegamos até aqui porque rompemos uma realidade terrível criada por alguns poucos brasileiros que diziam que não tínhamos competência para construir navios de qualidade”, afirmou a presidenta.
O presidente da Transpetro, Claudio Campos, também ressaltou a qualidade dos navios entregues:“Hoje está entrando em operação o 9º navio do Promef, programa que é fruto de uma grande parceria com o Governo Federal. A cada novo navio entregue, constato como temos melhorado a qualidade dos nossos navios e a produtividade alcançada na construção deles”.
Para o nosso presidente, Aldemir Bendine, ao utilizar navios novos, é possível “melhorar sensivelmente as condições de transporte de petróleo”.
“Só com os 8 navios entregues ao longo de 4 anos, deixamos de gastar US$ 35 milhões por ano com aluguel de embarcações. Esses dois novos navios somados a outros cinco vão gerar uma economia de US$ 21 milhões só este ano, o que equivale a 60% dos custos que temos para transportar petróleo pelo mar”, afirmou Bendine.
Os navios suezmax são destinados ao transporte de óleo cru na exportação e cabotagem, com capacidade de transporte de carga de cerca de 1 milhão de barris de petróleo, o equivalente a quase metade da produção brasileira diária. No momento, há 14 navios encomendados pela Transpetro em diferentes fases de construção, sendo seis no estágio de acabamentos.
Além do André Rebouças, os outros navios do Promef que já estão operando são: os suezmax Henrique Dias, Dragão do Mar, Zumbi dos Palmares e João Cândido; e os navios de produtos José Alencar, Rômulo Almeida, Sérgio Buarque de Holanda e Celso Furtado.
Ficha técnica dos navios suezmax
Porte Bruto (TPB): 157.700 toneladas
Comprimento total: 274,20 metros
Boca: 48,00 metros
Calado: 17,00 metros
Velocidade de projeto: 14,8 nós
Autonomia: 20.000 milhas
Motor Principal – MCP: 1 unidade, Doosan-MAN B&W modelo 6S70ME-C
Motor Auxiliar – MCA: 3 unidades, Doosan-MAN B&W modelo 7L23/30H
O consumo total de óleo combustível do tipo RMK-45, considerando a operação do MCP e de um MCA, é de 69,0 toneladas por dia.
Os homenageados
André Rebouças: André Pinto Rebouças deu grandes contribuições para a construção do Brasil no século 19 e teve participação importante no movimento abolicionista. Implementou no país técnicas inovadoras de engenharia, incluindo o uso do concreto armado.
Marcílio Dias: Marinheiro de origem humilde, natural do município gaúcho de Rio Grande, Marcílio Dias é um herói histórico da Marinha de Guerra brasileira. Morreu em 12 de junho de 1865, em consequência de ferimentos recebidos durante a Batalha de Riachuelo, na Guerra do Paraguai, quando se destacou por atos de bravura, embarcado na corveta Parnaíba.
André STK
15 de maio de 2015 1:06 pmRema vagabundo
Por mim,na primeira viagem que cruzar o Atlântico,colocaria todos aqueles que gostariam de entregar a ¨Petrobrax¨ em um bote.
No meio do caminho,é claro.
E diria…
Rema vagabundo
rudo
15 de maio de 2015 1:10 pmQualquer um da oposição que
Qualquer um da oposição que se eleger, se se eleger, TORPEDRÁ este projeto, no primeiro dia. Coxinha detesta barrulho de trabalho, preferindo escritorio com AR-Condicionado.
Marly
15 de maio de 2015 3:04 pmParabéns pelo post, Roberto!
E foi maravilhoso o discurso de Dilma nesse evento!
Roberto São Paulo-SP 2015
15 de maio de 2015 9:20 pmEncomendas da Petrobras movimentam a indústria brasileira
—-Até 2020, prevemos a compra de 32 FPSOs (unidade que produz, armazena e transfere petróleo), 28 sondas de perfuração e 88 navios petroleiros. O conteúdo local nas sondas, a partir de 2016, ficará entre 55% e 65%. Em plataformas de produção, o conteúdo local, que era de 52% em 2003, chega a 65% na atualidade, uma demonstração da capacidade da indústria nacional de atender as nossas demandas. Há também os 146 barcos de apoio que serão construídos no Brasil até 2020, para atividades de lançamento de linhas rígidas, flexíveis e umbilicais destinadas a serviços de instalação offshore.—
Número de grandes estaleiros no Brasil passa de dois para dez em 11 anos
Petrobras—-Blog Fatos e Dados—16.Jun.2014
A indústria naval brasileira vive uma retomada, especialmente devido às nossas encomendas. Uma nova curva de aprendizado foi
incorporada pelos estaleiros nacionais para recuperar a competitividade e a produtividade. Para se ter uma ideia desse crescimento, no período entre 2012 e 2020, teremos investido US$ 100 bilhões na indústria naval brasileira. Hoje, os estaleiros brasileiros, que quase não tinham encomendas até os anos 2000, já têm a quarta maior carteira de encomendas de navios do mundo. Em 2003, havia dois estaleiros em operação no Brasil e um desativado. Atualmente, há dez estaleiros de médio e grande porte em atividade e mais quatro em construção, todos com projetos nossos em suas carteiras.
Essa retomada se reflete também no número de empregos. Em 2003, o setor empregava cerca de 7 mil pessoas no Brasil, e hoje emprega 80 mil. Até 2017, serão gerados mais 25 mil novos empregos, segundo estimativa do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval).
Temos oito FPSOs (navio-plataforma que armazena, produz e transfere petróleo) em construção, mais quatro cascos em conversão (transformação de um navio cargueiro em FPSO) no Brasil, além de 16 módulos e integração para 16 FPSOs, 28 sondas de perfuração e 40 navios-tanque. Há encomendas para esses estaleiros até 2020. O Estaleiro Inhaúma, no Rio de Janeiro, é um exemplo. Como havia o desafio de operar um estaleiro que estava totalmente paralisado há dez anos, assumimos as obras de revitalização necessárias para receber as nossas encomendas – quatro navios estão sendo convertidos no estaleiro.
Todos os projetos são executados dentro da regra de conteúdo local, que é uma determinação da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para que bens e serviços usados na construção naval sejam em grande parte de origem nacional. Um exemplo é a construção de oito cascos com 70% de conteúdo nacional no Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul, e a construção de 18 sondas de perfuração em cinco diferentes estaleiros com um aumento do conteúdo local de 55% para 65% , sendo um tipo de equipamento nunca antes feito no país.
Temos a política de conteúdo nacional como instrumento de gestão que, junto ao Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), tem sido grande agente responsável pela revitalização da indústria naval brasileira.
Leia também:
Estaleiro Inhaúma: retomada após 10 anos de inatividade
Mais navios para o pré-sal
Nossas encomendas movimentam a indústria brasileira
Um exemplo da importância das nossas encomendas para movimentar a indústria instalada no país vem da indústria naval, que começou a ressurgir no Brasil com a criação do Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural), em 2003. Na época, essa área empregava cerca de 7.500 empregados, considerando os estaleiros em atividade no Brasil. Atualmente, já são 80 mil empregados, e há previsão de se chegar à marca dos 100 mil em 2017.
Ao longo dos últimos dez anos, os fornecedores de bens e serviços desse segmento vêm ampliando a capacidade de atender as demandas do setor de forma competitiva, o que se traduz no aumento do conteúdo local do setor de Exploração e Produção de 49% em 2003 para 65% em 2012, segundo o indicador de conteúdo local do Prominp.
Até 2020, prevemos a compra de 32 FPSOs (unidade que produz, armazena e transfere petróleo), 28 sondas de perfuração e 88 navios petroleiros. O conteúdo local nas sondas, a partir de 2016, ficará entre 55% e 65%. Em plataformas de produção, o conteúdo local, que era de 52% em 2003, chega a 65% na atualidade, uma demonstração da capacidade da indústria nacional de atender as nossas demandas. Há também os 146 barcos de apoio que serão construídos no Brasil até 2020, para atividades de lançamento de linhas rígidas, flexíveis e umbilicais destinadas a serviços de instalação offshore.
URL:
http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/numero-de-grandes-estaleiros-no-brasil-passa-de-dois-para-dez-em-11-anos.htm
Roberto São Paulo-SP 2015
15 de maio de 2015 9:21 pmDiscurso
Discurso da presidenta da República, Dilma Rousseff, durante Cerimônia de Batismo do navio Marcílio Dias – Ipojuca/PE
por Portal Planalto — publicado 14/05/2015 15p4, última modificação 14/05/2015 15p3—Ipojuca-PE, 14 de maio de 2015
Eu, primeiro cumprimento, aqui, a todos os trabalhadores do Estaleiro Atlântico Sul;
A todos os trabalhadores da Petrobras;
A todos os trabalhadores da Transpetro;
E aí queria cumprimentar uma representante das mulheres e da força de trabalho do Estaleiro Atlântico Sul, a Andréia Nascimento, que fez um discurso muito comovente e lúcido aqui hoje. E, ao saudá-la, eu saúdo, sobretudo, a força dos brasileiros e das brasileiras que sempre enfrentam desafios. Nós estamos aqui hoje porque enfrentamos, lá atrás, um grande desafio, que era a reconstruir a indústria naval. Senão nós não estaríamos hoje aqui.
Por isso, eu digo uma coisa para vocês: desafios estão em todos os caminhos, e hoje nós podemos, de fato, como disse a Andréia, comemorar uma festa porque mais um desafio foi superado e uma vitória foi conquistada com os dois navios: o André Rebouças e também o Marcílio Dias, que será, no futuro, mais uma nova vitória.
Queria cumprimentar também o governador Paulo Câmara, governador de Pernambuco;
Cumprimentar o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, e o presidente da Transpetro, Cláudio Campos;
Cumprimentar o prefeito Pedro Mendes, prefeito em exercício aqui de Ipojuca;
Cumprimentar os ministros de Estado que me acompanham hoje: o Eduardo Braga, de Minas e Energia, e o Armando Monteiro Neto, um pernambucano, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior;
Cumprimentar os senadores Fernando Bezerra e Humberto Costa, e agradecê-los, junto com os deputados federais Luciana Santos e Sílvio Costa pela contribuição e pelo apoio que dão às iniciativas do governo.
Cumprimentar o almirante-de-esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, comandante da Marinha;
Cumprimentar o senhor presidente do Estaleiro Atlântico Sul, senhor Burmann;
Cumprimentar o prefeito de Recife, Geraldo Júlio;
Cumprimentar a deputada estadual Tereza Leitão, e em nome dela cumprimentar todos os deputados;
Cumprimentar os empresários do Estaleiro Atlântico Sul, aqui representados;
Dirijo um cumprimento especial ao comandante do navio André Rebouças, Fábio Guilherme Lima Torres. Desejo à toda tripulação e também à Cláudia Malvares, madrinha do navio Marcílio Dias, desejo à toda tripulação do André Rebouças muitas felicidades na viagem, muita sorte e que vocês cheguem a um porto seguro;
Cumprimento o presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha, um grande defensor da indústria naval no Brasil;
Cumprimento, também, o diretor jurídico da Federação Única dos Petroleiros, a FUP, Luiz Lorenzon;
O presidente estadual da CUT, Carlos Veras;
O presidente estadual do Sindicato dos Metalúrgicos, Henrique Gomes do Nascimento;
Cumprimento os senhores e as senhoras jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas.
Como eu disse, essa é uma história, é uma história de decisões. Nós não chegamos aqui porque há um ano atrás começamos a fazer o navio André Rebouças, ou dois anos atrás continuamos fazendo o navio André Rebouças, ou qualquer outro navio. Nós chegamos aqui porque rompemos com uma realidade. Qual era a realidade? Era uma realidade terrível. O Brasil tinha sido, nos anos 80, o segundo maior produtor na área de indústria naval. E esse foi um processo que foi desmantelado. Foi tão desmantelado que os estaleiros que existiam, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao governo, eram estaleiros que produziam pequenas embarcações, e alguns dos quais eu visitei – porque era então ministra de Minas e Energia -, tinham grama no chão. A grama crescia porque ninguém, nenhum trabalhador, nenhum funcionário, ninguém passava pelos canteiros, pelas áreas dos estaleiros. E mais, muita gente nesse país, muita gente, não, pouca gente, mas que se acha muita, dizia que o Brasil não tinha competência para fazer, não tinha competência para fazer, sequer, casco de navio, casco de plataforma ou casco de qualquer um dos produtos da indústria de petróleo e gás. Foi aí que conheci, inclusive, o Ariovaldo, do Sinaval, porque ele fazia parte do movimento do outro lado, que era o movimento para reconstruir a indústria naval no Brasil. E isso foi no início dos anos 2000, já no governo Lula… 2003 e 2004.
Pois muito bem, nós começamos a construir a indústria naval do nada, porque tinham sucateado o parque que havia. Mas aí, isso permitiu uma coisa muito importante: permitiu que uma decisão estratégica fosse tomada. Primeiro, a indústria naval não ia ser mais concentrada em um só lugar, beneficiando só uma região do país. Não, ela ia se espalhar pelo Brasil. Por espalhar, se entenda: ela iria se localizar no Nordeste, sim, e ia se localizar, óbvio, no Sudeste, onde ela sempre se localizou, mas ia também se localizar no Sul. E aqui nós estamos diante de um estaleiro que foi construído em cima de um lugar onde tinha só areia. Eu estive presente aqui quando as máquinas começaram a fazer terraplanagem. Eu vi esse estaleiro ser construído com os trabalhadores e a força dos trabalhadores pernambucanos. Eu vi e isso é muito importante porque eu tenho perfeita clareza que só superando obstáculos a gente consegue produzir no Brasil esses navios, com essa qualidade, incorporando tecnologia, melhorando a formação dos nossos trabalhadores, e gerando, no Brasil, emprego e renda.
Nós não somos um país que não gosta dos outros países, pelo contrário, a gente gosta. O que nós queremos é produzir, no Brasil, aquilo que pode ser produzido no Brasil. Aliás, produzir no Brasil aquilo que pode ser produzido no Brasil foi o lema inicial que levou à reconstrução da indústria naval. Nós, eu quero dizer com toda clareza para vocês: nós, que adotamos uma política de conteúdo local, que é justamente isso, nas mesmas condições, prazo e qualidade, com tecnologia de excelência que nós, hoje, podemos comprovar, nós estamos produzindo no Brasil o que o Brasil tem condições de produzir. Por isso, a política de conteúdo local, não é algo que pode ser afastado. A política de conteúdo local no meu governo é o centro de uma política de recuperação da capacidade de investimento desse país, faz parte disso.
Nós podemos, hoje, passar por algumas dificuldades. Passamos, sim, por dificuldades macroeconômicas, mas eu quero dizer para vocês porque hoje é diferente de antes: porque hoje tem isso aqui, porque hoje nós temos estaleiros, não só aqui em Pernambuco. Nós temos estaleiro aqui em Pernambuco, no Espírito Santo; nós temos estaleiro na Bahia; nós temos estaleiros no Rio Grande do Sul; nós temos estaleiros, enfim, em vários locais. Esses estaleiros produzem não só navios, produzem aquilo que a Petrobras demanda, aquilo que as outras empresas demandam, mas sobretudo a Petrobras. Produzem plataformas, produzem sondas, produzem navios, produzem navios chamados FPSOs. Navios com grau de valor agregado extremamente elevado,e o que é melhor, diziam que a gente não era capaz, diziam que a gente não teria condições de produzir, diziam que os nossos navios seriam piores. Na curva para aprender – o que se chama de curva de aprendizado – nós tivemos alguns problemas, sim. Que país não teve problemas? Que país, quando resolveu empreender, resolveu ser pioneiro em uma indústria, que país não teve problemas? Todos tiveram. Mas por que mesmo que nós temos de ter uma política de conteúdo local? Além disso, por razões muito importantes.
Nós temos, graças a Deus, a Petrobras. A Petrobras é, talvez, uma das maiores conquistas do povo brasileiro. Porque é uma grande empresa, com tecnologia nacional. Vocês vejam que ironia: no momento que a gente enfrenta, e temos de enfrentar, porque a Petrobras merece e a sociedade brasileira exige, temos de enfrentar e acabar com todos os malfeitos, todas as tentativas de uso indevido da empresa, todos os processos de corrupção. Mas, ao mesmo tempo, essa mesma empresa, ela é forte suficiente para ganhar o Oscar, o Oscar Tecnológico, na OTC, lá nos Estados Unidos, em Houston. E que Oscar é esse? Sabe qual é o Oscar? Ter sido capaz de extrair petróleo de uma profundidade extremamente elevada. Que profundidade é essa? Até entre – pelo menos se a minha memória não falha -, entre três a cinco mil metros de lâminas d’água. Às vezes sete, não é, Bendine? O que significa isso? Aguentar uma temperatura extrema, aguentar uma pressão extrema, e resolver o problema, resolver o obstáculo. Qual é o obstáculo? Extrai petróleo nessa profundidade; o Brasil extrai. Extrai petróleo nessa profundidade a preços competitivos; o Brasil extrai.
E além disso, é por causa disso, que hoje tem demanda para navio. Se essa demanda não for atendida por trabalhadores brasileiros, por empresas aqui instaladas nesse país, e aí nós aceitamos investidores que venham de fora investir aqui, gerar emprego aqui. Se isso não ocorrer nós estaremos ameaçando o Brasil com uma coisa que no mundo se chamou “a maldição do petróleo” ou a “doença holandesa”. O que é isso? É o fato de que a riqueza gerada pode resultar no empobrecimento do resto do país e no enriquecimento só de um setor. Porque isso acontece em outros países do mundo, a chamada “maldição do petróleo”. Para não ter “maldição do petróleo” nós temos de ter uma cadeia, uma cadeia de petróleo e gás, fornecendo produtos com trabalhadores brasileiros treinados aqui, capazes, ganhando salários adequados e tendo uma renda adequada.
Portanto, por uma razão, também, que leva ao fato de que nesses países onde só tem petróleo, o que acontece? Todas as outras indústrias acabam, e eles passam a viver só de produtos importados. É isso que nós queremos para o nosso país? Não é isso que nós queremos para o nosso país. Por isso vocês podem ter certeza, a política de conteúdo local, ela veio para ficar (falha no áudio) que nós fizemos ainda no governo Lula. Eu tenho a honra de ter sido indicada pelo governo do presidente Lula, naquela época, para implantar a indústria naval. E eu tenho essa honra e sei que ela deu certo. Eu sei porque eu vejo vocês, vejo cada um dos trabalhadores e das trabalhadoras aqui do Estaleiro Atlântico Sul. Vejo cada um dos trabalhadores e trabalhadoras que nesse país inteiro conseguiram empregos nessa área e são empregos que geram valor, que geram riqueza para manter a si e à sua família.
Como mostrou aqui aquela… a companheira Andréia, quando ela mostrou o grupo de administração que a família dela… Esse grupo de administração que a Andréia mostrou, é aquele que nós queremos que seja beneficiado por empreendimentos desse tamanho e desse porte. E quero dizer outra coisa para vocês: eu posso dizer, eu tenho a convicção de que a Petrobras e toda a capacidade de exploração e produção de petróleo e gás no Brasil, vai transformar o Brasil em um grande exportador. Mesmo antes de nós virarmos exportadores, nós vamos continuar precisando de navios, plataformas e sondas, nós vamos continuar precisando disso. Para viabilizar a produção dos estaleiros nós temos, de um lado, a demanda da Petrobras, o financiamento do Fundo da Marinha Mercante e o Promef. Todos eles fazem parte de uma visão de que esse é um segmento que tem de ser desenvolvido: a indústria de petróleo e gás. Além disso, é importante dizer o seguinte: a Petrobras, como nenhuma outra empresa no mundo, conhece a chamada Bacia Continental Brasileira, é ela que conhece. Não só ela conhece como ela produz, com custos bastante competitivos.
Portanto, quero dizer também que os dois modelos que vigem no Brasil, do nosso ponto de vista, do ponto de vista do governo, têm que ser mantidos. Um modelo de concessão para a exploração e produção de petróleo em áreas de alto risco, cuja característica principal é: quem achar petróleo, em uma situação de alto risco, fica com o petróleo. E o modelo de partilha que é o seguinte: nós sabemos que na poligonal do petróleo, que está definida em lei, tem petróleo de alta qualidade, muito petróleo e, nesse caso, a sociedade brasileira, o povo brasileiro, tem direito a ter uma parte relativa à distribuição do petróleo, a parte chamada “do leão”. Então, o modelo de partilha é isso: a parte do leão. Fica com o povo brasileiro e com a sociedade brasileira. Ambos modelos fazem sentido. Um, quando você não sabe onde tem o petróleo; o outro, quando você sabe que tem petróleo, sabe que tem muito e que é de boa qualidade. Ninguém pode achar, em sã consciência, que é um grande peso para uma empresa ter acesso privilegiado onde tem petróleo, tem muito, e de boa qualidade. E é isso que acontece com a Petrobras, no caso do modelo de partilha que, do ponto de vista deste governo, vai ser mantido.
Quero encerrar dizendo o seguinte: hoje, nós estamos aqui, com o André Rebouças. O André Rebouças foi um militante, um lutador, um brasileiro que tinha visão do desenvolvimento do Brasil. E um outro brasileiro, Marcílio Dias, que lutou na Guerra do Paraguai e lutou em uma batalha decisiva, que foi a Batalha do Riachuelo. Os dois mostram a característica e a qualidade da cidadania brasileira, que é uma capacidade imensa de luta. É o fato de que nós somos brasileiros, nós somos humanos, mas nós temos uma imensa capacidade de resistir e de superar obstáculos.
Podem contar com o governo. Conteúdo local e política de partilha no meu governo está mantido.
Ouça a íntegra(21min39s) do discurso da Presidenta Dilma Rousseff
URL:
http://www2.planalto.gov.br/acompanhe-o-planalto/discursos/discursos-da-presidenta/discurso-da-presidenta-da-republica-dilma-rousseff-durante-cerimonia-de-batismo-do-navio-marcilio-dias-ipojuca-pe
junior50
15 de maio de 2015 10:04 pmDiscurso e festa
Os mais de 20.000 já demitidos que trabalhavam na cadeia da Industria de Construção Naval – Oleo & Gás, adoraram os discursos, mas prefeririam ter seus empregos de volta, ou pelo menos o pagamento integral de suas recisões.