4 de junho de 2026

Varejo ampliado cai 0,7% na comparação com março de 2014

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Jornal GGN – O comércio varejista ampliado – composto do varejo, mais as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção – registrou uma variação de -0,7% para o volume de vendas no mês de março, em relação ao apurado no mesmo período de 2014, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com isso, a taxa acumulada no ano chega a -5,3%, ao passo que a variação em 12 meses ficou em -3,4%.

De acordo com o levantamento elaborado, tal comportamento ocorre em função do desempenho negativo de veículos, motos, partes e peças, cujo resultado interanual foi de -3,7%, acumulando no ano taxa de -14,8% e, em 12 meses, de -11,9%. Mesmo com três de dias úteis a mais em março deste ano, a redução das vendas no segmento foi decorrente, entre outros fatores, da gradual retirada dos incentivos via redução do IPI; do menor ritmo na oferta de crédito e da restrição orçamentária das famílias, diante da diminuição real da massa de salários.

Já o segmento de Material de construção variou, no volume de vendas, de 2,8% na comparação com março de 2014. Este resultado positivo foi influenciado pelo maior número de dias úteis em março. Em relação aos resultados acumulados, as taxas foram de -4,4% no ano e de -2,7 nos últimos 12 meses, refletindo as expectativas negativas sobre o quadro macroeconômico.

No varejo ampliado, o volume de vendas do primeiro trimestre de 2015, comparado com o mesmo período do ano anterior, apresentou variação variou -5,3%, inferior a taxa do quarto trimestre de 2014 (-2,3%). Este movimento também ocorreu em veículos, motos, partes e peças, que passou de -9,8% para -14,8%, e material de construção, que registrou taxa de -4,4% no trimestre atual, contra -0,6% no último trimestre de 2014.

A avaliação regional mostra que 16 estados registraram resultados positivos em termos de volume de vendas no comércio varejista ampliado, na comparação com o mesmo período do ano anterior, destacando-se Roraima (12,4%); Acre (10,1%); Sergipe (7,6%); e Rio Grande do Norte (7,1%). Os estados com maiores impactos positivos foram Rio de Janeiro (2,9%); Minas Gerais (3,3%); e Ceará (2,9%). Entretanto, as participações negativas de três estados na composição da taxa do varejo influenciaram o resultado negativo global (-0,7): São Paulo (-3,1%); Santa Catarina (-3,2%) e Rio Grande do Sul (-2,1%).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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