4 de junho de 2026

Bolsa perde força e termina o dia em queda de 0,71%

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Jornal GGN – O mercado brasileiro acompanhou a trajetória do setor ao redor do mundo e fechou as operações em baixa, por conta das preocupações com a Grécia e o ajuste no mercado de títulos na Europa e nos Estados Unidos. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou as operações do dia em queda de 0,71%, aos 56.792 pontos e com um volume negociado de R$ 6,493 bilhões. Com isso, o índice acumula queda de 0,62% na semana, e ganhos de 1% no mês, 13,57% no ano e de 5,07% em 12 meses.

“O Ibovespa, em mais um dia sem indicadores domésticos e internacionais significativos, abriu em baixa e ficou volátil, mas, somente até por volta das 13h30min. A partir daí, entrou definitivamente em campo negativo, com realizações se acentuando na meia hora final”, dizem os analistas Nataniel Cezimbra e Hamilton Moreira Alves, do BB Investimentos, em relatório. “As intensificações das baixas nas ações da Vale e dos papéis do setor de bancos foram motivadoras da maior da rota na parte da tarde. Também, do mesmo modo que ontem, o volume financeiro permaneceu reduzido em relação à semana passada. Enfim, como o índice encerrou acima dos 56.600 pts, a indefinição, que vem ocorrendo nos três últimos pregões, prosseguiu hoje. Ou seja, nenhuma tendência pululou”. Entre as maiores quedas estiveram as ações ordinárias da Vale (VALE3), que dão direito a voto em assembleia, com queda de 4,08%, a R$ 22,33. As ações preferenciais (VALE5), que dão prioridade na distribuição de dividendos, fecharam em baixa de 2,78%, a R$ 18,52. O papel mais negociado do dia foi o do Itaú Unibanco (ITUB4), que fechou com baixa de 0,45%, a R$ 37,90.

No mercado internacional, notícias dão conta que a Grécia vai pagar hoje a dívida de 750 milhões de euros com o FMI (Fundo Monetário Internacional). “Todavia, o país helênico ainda necessita de um acordo emergencial com a “troika” (Comissão Europeia, Banco Central Europeu – BCE e Fundo Monetário Internacional – FMI) e os países membros da zona do euro, pois seu anterior programa de resgate foi estendido somente até junho próximo”, pontuam os analistas. “Internamente, o panorama ainda é o mesmo, com o mercado esperando para esta semana a tramitação final no Congresso das votações atuais do ajuste fiscal que está sendo implantado”.

No câmbio, a cotação do dólar comercial fechou em queda de 1,08%, a R$ 3,02 na venda. Segundo operadores de mercado consultados pela agência de notícias Reuters, a expectativa é que o dólar se estabilize por volta do patamar atual (pouco acima de R$ 3) durante as próximas semanas.

Entre os fatores que podem afetar as operações, estão a menor intervenção do Banco Central brasileiro no dólar, uma vez que a autoridade monetária deve efetuar apenas a rolagem parcial dos contratos de dólar que vencem em junho, o que tende a limitar o espaço para baixas. Por outro, investidores apostam que o Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) deve elevar os juros norte-americanos apenas no segundo semestre, o que traz algum alívio para o mercado interno.

A autoridade monetária brasileira vendeu nesta sessão a oferta total de 8,1 mil contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares) no leilão de rolagem. Tais operações servem para adiar os vencimentos de contratos que foram vendidos no passado.

Para quarta-feira, a agenda de indicadores será voltada para o mercado internacional: nos Estados Unidos, serão publicadas as vendas no varejo, solicitações de empréstimos hipotecários e estoques de empresas; PIB (Produto Interno Bruto) e o índice de preços ao consumidor da Alemanha; PIB e o índice de preços ao consumidor da França; taxa de desemprego e o relatório de inflação do Banco da Inglaterra; PIB e produção industrial da zona do euro; vendas no varejo, produção industrial e os dados de ativos fixos na China.

 

 

(Com Reuters e Valor Econômico)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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