
Jornal GGN – A bolsa brasileira voltou a perder força, com os investidores voltando a realizar lucros: o Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou as operações em queda de 0,32%, aos 56.921 pontos e com um volume negociado de R$ 6,436 bilhões.
A queda desta sessão foi puxada pelas ações da Vale: as ações ordinárias da mineradora (VALE3), com direito a voto em assembleia, caíram 4,21%, a R$ 23,88. As ações preferenciais (VALE5), com prioridade na distribuição de dividendos, perderam 0,93%, a R$ 19,20. Papéis do setor de siderurgia também perderam valor ao longo do dia.
A divulgação nesta quinta da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) também influenciou o mercado de ações, uma vez que o documento sinalizou que o Banco Central pode subir ainda mais as taxas de juros, atualmente em 13,25% ao ano – e a alta dos juros acaba por comprometer a atratividade dos investimentos em renda variável.
No câmbio, a cotação do dólar fechou em baixa pelo terceiro pregão consecutivo e encerrou em queda de 0,63%, a R$ 3,028 na venda. Além do impacto da ata do Copom, os investidores brasileiros repercutiram o avanço, no Congresso, das medidas de ajuste fiscal propostas pelo governo – a Câmara dos Deputados aprovou mudanças nas regras de concessão de benefícios trabalhistas nesta quarta-feira (06).
No exterior, a publicação de dados acima das expectativas sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos acabaram por impedir uma maior queda do dólar. O número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA ficou abaixo das expectativas na semana passada.
Além disso, o BC brasileiro vendeu a oferta total de 8.100 contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares) no leilão de rolagem. Até agora, o BC já rolou o equivalente a US$ 1,576 bilhão, ou 16% do lote total, que corresponde a US$ 9,656 bilhões. Os leilões de rolagem servem para adiar os vencimentos de contratos que foram vendidos no passado.
Para sexta-feira, os analistas aguardam a publicação do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) e do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) no Brasil; os dados de mercado de trabalho (taxa de desemprego e variação da folha de pagamento, o chamado payroll) e de vendas de negócio no varejo dos Estados Unidos; produção industrial e balança comercial da Alemanha; balança comercial da Grã-Bretanha e indicadores econômicos da China, como o índice de preços ao consumidor e balança comercial do país.
(Com Reuters e Valor Econômico)
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