
Jornal GGN – A redução na produção industrial brasileira alcançou onze dos quinze locais pesquisados e sete deles recuaram com intensidade superior à média nacional (-7,1%) ao longo do ano de 2015, segundo pesquisa divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Entre os locais em que a produção perdeu força no período avaliado, estão Bahia (-17,5%), Amazonas (-15,5%), Paraná (-13,2%), Rio Grande do Sul (-12,2%), Nordeste (-8,3%), Santa Catarina (-8,2%) e Ceará (-7,7%). As outras Completaram o conjunto de locais com resultados negativos acumulados no ano: Minais Gerais (-7,1%), Rio de Janeiro (-7,0%), São Paulo (-7,0%) e Goiás (-4,4%).
Nesses locais, o menor dinamismo foi influenciado por fatores relacionados à redução na fabricação de bens de capital (em especial aqueles voltados para equipamentos de transportes – caminhão-trator para reboques e semirreboques, caminhões e veículos para transporte de mercadorias), bens intermediários (autopeças, derivados do petróleo, produtos têxteis, produtos siderúrgicos, produtos de metal, petroquímicos básicos, resinas termoplásticas e defensivos agrícolas), bens de consumo duráveis (automóveis, eletrodomésticos da “linha branca” e da “linha marrom”, motocicletas e móveis) e bens de consumo semi e não-duráveis (medicamentos, produtos têxteis, vestuário, bebidas, alimentos e gasolina automotiva).
Por outro lado, Espírito Santo (21,7%) e Pará (8,2%) assinalaram as expansões mais elevadas, impulsionados em grande parte pelo setor extrativo. Pernambuco (2,8%) e Mato Grosso (1,8%) também apontaram taxas positivas no índice acumulado do ano.
O IBGE ressalta que os sinais de redução no ritmo produtivo também ficaram evidentes no confronto do último trimestre de 2014 com o primeiro bimestre de 2015 (ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior), em que onze dos quinze locais pesquisados mostraram perda de dinamismo, acompanhando o movimento do índice nacional, que passou de -4,2% no quarto trimestre do ano passado para -7,1% no índice acumulado nos dois primeiros meses de 2015.
Nessa mesma comparação, Bahia (de 1,7% para -17,5%), Paraná (de -4,2% para -13,2%), Nordeste (de 0,1% para -8,3%), Rio Grande do Sul (de -3,9% para -12,2%) e Goiás (de 2,2% para -4,4%) apontaram as maiores reduções, enquanto Espírito Santo (de 12,1% para 21,7%) e Pernambuco (de -5,6% para 2,8%) assinalaram as maiores altas entre os dois períodos.
Com o recuo de 4,5% em fevereiro de 2015, o total acumulado nos últimos 12 meses manteve a trajetória descendente iniciada em março de 2014 (2%) e assinalou o resultado negativo mais intenso desde janeiro de 2010 (-4,8%). Em termos regionais, onze dos quinze locais pesquisados mostraram taxas negativas em fevereiro de 2015 e treze apontaram menor dinamismo frente ao índice de janeiro último.
As principais perdas entre janeiro e fevereiro foram registradas por Amazonas (de -5,6% para -8,6%), Paraná (de -6,5% para -8,3%), Bahia (de -3,2% para -4,9%), Minas Gerais (de -3,1% para -4,6%), Rio Grande do Sul (de -5,3% para -6,7%), Região Nordeste (de -0,4% para -1,6%) e Ceará (de -3% para -4,2%), enquanto Espírito Santo (de 7,3% para 10%) mostrou o maior avanço entre os dois períodos.
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