
da Revista Cult
A arte de escrever para idiotas
Por Marcia Tiburi e Rubens Casara
Para aqueles que não lerão este artigo
Em nossa cultura intelectual e jornalística surge uma nova forma retórica. Trata-se da arte de escrever para idiotas que, entre nós, tem feito muito sucesso. Pensávamos ter atingido o fundo do poço em termos de produção de idiotices para idiotas, mas proliferam subformas, subgêneros e subautores que sugerem a criação de um nova ciência.
Estamos fazendo piada, mas quando se trata de pensar na forma assumida atualmente pela “voz da razão” temos que parar de rir e começar a pensar.
Artigos ruins e reacionários fazem parte de jornais e revistas desde sempre, mas a arte de escrever para idiotas vem se especializando ao longo do tempo e seus artistas passam da posição de retóricos de baixa categoria para príncipes dos meios de comunicação de massa. Atualmente, idiotas de direita tem mais espaço do que idiotas de esquerda na grande mídia. Mas isso não afeta em nada a forma com que se pode escrever para idiotas.
Diga-se, antes de mais nada, que o termo idiota aqui empregado guarda algo de seu velho uso psiquiátrico. Etimologicamente, “idiota” tem relação com aquele que vive fechado em si mesmo. Na psiquiatria, a idiotia era uma patologia gravíssima e que, em termos sociais, podemos dizer que continua sendo.
Uma tipologia psicossocial entra em jogo na história, baseada em dois tipos ideais de idiotas: o idiota de raiz, dentre os quais se destaca a subcategoria do idiota representante do conhecimento paranoico, e o neo-idiota, com destaque para o “idiota” mercenário que lucra com a arte de escrever para idiotas.
Vejamos quem são:
1- O Idiota de raiz é fruto de um determinismo: ele não pode deixar de ser idiota. Seja em razão da tradição em que está inserido ou de um déficit cognitivo, trata-se de um idiota autêntico.
O Idiota de raiz divide-se em três subtipos:
1. 1 – Ignorante orgulhoso: não se abre à experiência do conhecimento. Repete clichês introduzidos no cotidiano pelos meios de informação que ele conhece, a televisão e os jornais de grande circulação, em que a informação é controlada. Sua formação é “midiatizada”, mas ele não sabe disso e se orgulha do que lhe permitem conhecer. No limite, o ignorante orgulhoso diz “sou fascista”, sem conhecer a experiência do fascismo clássico da década de 30 e o significado atual da palavra, assim como é capaz de defender sem razoabilidade alguma ideias sobre as quais ele nada sabe. Um exemplo muito atual: apesar da violência não ter diminuído nos países que reduziram a maioridade penal, a ignorância da qual se orgulha o idiota, o faz defender essa medida como solução para os mais variados problemas sociais. Ele se aproxima do “burro mesmo” enquanto imita o representante do conhecimento paranoico, apresentados a seguir.
1.2 – “Burro mesmo”: não há muito o que dizer. Mesmo com informação por todos os lados, ele não consegue juntar os pontinhos. Por exemplo: o “burro mesmo” faz uma manifestação “democrática” para defender a volta da ditadura. Para bom entendedor, meia palavra…
1.3 – Representante do conhecimento paranoico: tendo estudado ou sendo autodidata, o representante do conhecimento paranoico pode ser, sob certo aspecto, genial. Freud comparava, em sua forma, a paranoia a uma espécie de sistema filosófico. O paranoico tem certezas, a falta de dúvida é o que o torna idiota. Se duvidasse, ele poderia ser um filósofo. O conhecimento paranoico cria monstros que ele mesmo acredita combater a partir de suas certezas. O comunismo, o feminismo, a política de cotas ou qualquer política que possa produzir um deslocamento de sentido e colocar em dúvida suas certezas, ocupa o lugar de monstro para alguns paranoicos midiaticamente importantes.
Curioso é que o representante do conhecimento paranoico pode parecer alguém inteligente, mas seu afeto paranoico o impede de experimentar outras formas de ver o mundo, abortando a potência de inteligência, que nele é, a todo momento, mortificada. Isso o aproxima do “ignorante orgulhoso” e do “burro mesmo”.
Em termos vulgares e compreensíveis por todos: ele é a brochada da inteligência.
2 – O neo-idiota: o neo-idiota poderia não ser um idiota, mas sua escolha, sua adesão à tendência dominante, o coloca nesse lugar. Não se pode esquecer que, além de cognitiva, a inteligência é uma categoria moral. O neo-idiota não é apenas um idiota, mas também um canalha em potencial.
Há dois subtipos de neo-idiota:
2.1 – O “idiota” mercenário quer ganhar dinheiro. Ele serve aos interesses dominantes, mas é um idiota como outro qualquer, porque não ganha tanto dinheiro assim quando vende a alma.
Nessa categoria, prevalece o mercenário sobre o idiota. Por isso, podemos falar de um idiota entre aspas. Ganha dinheiro falando idiotices para os idiotas que o lerão. Seu leitor padrão divide-se entre o “burro mesmo” e o “idiota cool”. Ele escreve aquilo que faz o “burro mesmo” pensar que é inteligente. O idiota cool, por sua vez, se sente legitimado pelo que lê. O que revela a responsabilidade do idiota mercenário no crescimento do pensamento autoritário na sociedade brasileira. Apresentar Homer Simpson ou qualquer outro exemplo de “burro mesmo” como modelo ideal de telespectador ou leitor é paradigmático nesse contexto.
2.2 – O “idiota cool” lê o que escreve o idiota mercenário. Repete suas ideias na esperança de ser aceito socialmente. De ter um destaque como sujeito de ideias (prontas). Ele gosta de exibir sua leitura do jornal ou do blog e usa as ideias do articulista (do representante do conhecimento paranoico ou do idiota mercenário) para tornar-se cool. Ele segue a tendência dominante. Ao contrário do “burro mesmo”, nele sobressai o esforço para estar na moda. Como, diferentemente dos seus ídolos, ele não escreve em jornais ou blogs famosos, ele transforma o Facebook e outras redes sociais no seu palco.
Diante disso, temos os textos produzidos a partir da altamente falaciosa arte de escrever para idiotas. O sucesso que alcançam tais textos se deve a um conjunto de regras básicas. Identificamos dez, mas a capacidade para escrever idiotices tem se revelado engenhosa e não deve ser menosprezada:
1- Tratar como idiota todo mundo que não concorda com as idiotices defendidas. O texto é construído a partir do narcisismo infantil do articulista. O autor sobressai no texto, em detrimento do argumento. Assim ele reafirma sua própria imagem desqualificando a diferença e a inteligência para vender-se como inteligente.
2- Não deixar jamais que seu leitor se sinta um idiota. Sustentar idiotices com as quais o leitor (o burro mesmo, o ignorante orgulhoso e o idiota cool) se identifique, o que faz com que o mesmo se sinta inteligente.
3- Abordar de forma sensacionalista qualquer tema. Qualquer assunto, seja socialmente relevante ou não, acaba sendo tratado de maneira espetacularizada.
4- Transformar temas desimportantes em instrumentos de ataque e desqualificação da diferença. Por exemplo, a “depilação feminina” já foi um assunto apresentado de modo enervante, excitante, demonizante e estigmatizante. Nesse caso, o preconceito de gênero escondeu a falta de assunto do articulista.
5- Distorcer fatos históricos adequando-os às hipóteses do escritor. Em uma espécie de perversão inquisitorial, o acontecimento acaba substituído pela versão distorcida que atende à intenção do autor do texto para idiotas.
6- Atacar alguém. Este é um dos aspectos mais importantes da arte de escrever para idiotas. A limitação argumentativa esconde-se em ataques pessoais. Cria-se um inimigo a ser combatido. O inimigo é o mais variado, mas sempre alguém que representa, na fantasia do escritor, o ideal contrário ao dos seus leitores (os idiotas: o burro mesmo, o ignorante orgulhoso e o idiota cool).
7- Reduzir tudo a uma visão maniqueísta. Toda complexidade desaparece nos textos escritos para idiotas. O mundo é apresentado como uma luta entre o bem e o mal, o certo e o errado, o comunismo e o capitalismo ou Deus e o Diabo.
8- Desconsiderar distinções conceituais. Nos textos escritos para idiotas, conservadores são apresentados como liberais, comunistas são confundidos com anarquistas, etc.
9- Investir em clichês e ideias fixas. Clichês são pensamentos prontos e de fácil acesso. Sem o esforço de reflexão crítica, os clichês dão a sensação imediata de inteligência. Da mesma maneira, o recurso às ideias fixas é uma estratégia para garantir a atenção do leitor idiota (o burro mesmo, o ignorante orgulhoso e o idiota cool) e reforçar as “certezas” em torno das hipóteses do escritor (nesse particular, Goebbels, o chefe da propaganda de Hitler, foi bem entendido).
10-Escrever mal. A pobreza vernacular e as limitações gramaticais são essências na arte de escrever para idiotas. O leitor idiota não pode ser surpreendido, pois pode se sentir ofendido com algo mais inteligente do que ele. Ele deve ser capaz de entender o texto ao ler algo que ele mesmo pensa ou que pode compreender. Deve ser adulado pela idiotice que já conhece ou que o escritor quer que ele conheça.
(Para além do que foi identificado acima, fica a questão para quem deseja escrever para idiotas: como atingir a pobreza essencial na forma e no conteúdo que concerne a essa arte?)
A arte de escrever para idiotas constitui parte importante da retórica atual do poder. Saber é poder, falar/escrever é poder, e o idiota que fala e é ouvido, que escreve e é lido, tem poder. O empobrecimento do debate público se deve a essas “cabeças de papelão”, fato que é identificado tanto por pensadores conservadores quanto por progressistas.
O grande desafio, portanto, maior do que o confronto reducionista entre direita e esquerda, desenvolvimentistas e ecologistas, governistas e oposicionistas, entre machistas e feministas, parece ser o que envolve os que pensam e os que não pensam. Sem pensamento não há diálogo possível, nem emancipação em nível algum.
Se não houver limites para a idiotice, ao contrário da esperança que levou a escrever esse texto, resta isolar-se e estocar alimentos.


Odonir Oliveira
6 de abril de 2015 10:57 amEstá aí um texto pra ser lido nas aulas
de português no ensino médio, nos cursos superiores e promover uma belíssima discussão sobre argumentação, linguagem, ideologias etc. por todas as outras disciplinas do currículo num grande projeto.
JoaoMineirim
6 de abril de 2015 11:10 amPara isso, muito contribuiu
Para isso, muito contribuiu um neocom perfeito idiota que chegou a chamar Niemeyer de metade idiota. Imagine os seus leitores.
Luiz Henrique de Souza
6 de abril de 2015 11:11 amidiotas
Pensando bem, o Reinaldo ‘Azedo’ pertence a que grupo de idiotas?
Gardenal
6 de abril de 2015 1:18 pmO Reinaldo tem trânsito livre
O Reinaldo tem trânsito livre ( e confortável) em todo o texto.
Flics
6 de abril de 2015 3:38 pmDepende da posição no momento
Depende da posição no momento de avaliar… se de pé ou de quatro.
(não resisti)
DeBarros
6 de abril de 2015 4:16 pmDesculpe, mas creio que
Desculpe, mas creio que Reinaldo Azevedo nao seja um idiota.
Eh sim um mercenario das palavras que poe seu talento de aticar as massas a servico de quem paga mais. Indiscutivelmente, quem paga mais eh a oligarquia conservadora. Logo, eh para eles que RA ira trabalhar.
Por outro lado, caso um Stalin assumisse o poder no Brasil, veriamos RA mudar de opiniao num micro-segundo. Passaria entao a atacar a velho oligarquia e a vangaurada do atraso que ate ontem defendia com unhas e dentes.
-Charlie-
6 de abril de 2015 5:52 pmSempre achei isso também. É
Sempre achei isso também. É apenas o ganha-pão dele.
Assim como pastores evangelicos que falam um monte de bobagem apenas para ganhar voto.
Ivan de Union
6 de abril de 2015 11:13 amUma das coisas mais
Uma das coisas mais irritantes do “discurso”da direita eh a falta de referencias. Eles escrevem como se o mundo de verdade nao existisse e tomasse realidade a partir das proprias palavras (!) do autor.
Note se que nos ultimos 3, talvez 5 anos de blog, o UNICO escritor de direita, conservador, do blog que referencia o que escreve eh o Andre Araujo. Praticamente ninguem mais. E no resto da media, eletronica ou nao, nao ha praticamente ninguem que o faz -impede as mentiras descaradas que eles adoram.
Dermeval Junior
6 de abril de 2015 5:16 pmEu não podia deixar
Eu não podia deixar registrado que vagabundo é a senhora sua mãe.Se você se identificasse por esses retratinhos 2X2 que ficam em cima do post,eu faria um retrato falando seu e ia lhe encontraria em 24 horas,com ou sem Nassif,mesmo se você se escondesse debaixo da saia de sua mãe, seu filho da puta.Sua maior sorte é que ele lhe homizia,senão eu lhe daria uma lição para nunca mais você chamar homem de vagabundo,seu canalha.Nassif,já que você o homizia avise a ele.Essa ele vai ficar lhe devendo,se passo as maõs nele.Aproveito Nassif, para reprovar indignado seu comportamenro.Um homem sério,digno,correto não se comporta como você se comportou.Você se mostrou igualzinho um ditado da minha terra:dá um tapa,esconde as maõs.Igenuamente pensei que suas diferenças comigo tinham sido superadas.Pelo visto não.Não vou conjeturar,agora Nassif que eu achei seu comportamento estranhissimo,isso ahei,pricipalmente e fundamentalmente nesse post da morte do Governador Alkkimin,ou você pensou que eu sou um Ivan da Union da vida?
Luciano Prado
6 de abril de 2015 11:40 amNeo?
O idiota vai afirmar que o post é coisa de petralha.
Qual tipo de idiota ele seria?
Jaguatirica
6 de abril de 2015 12:15 pmAntigamente a Psiquiatria
Antigamente a Psiquiatria dividia indivíduos com déficit de inteligência em idiotas, imbecis e débeis mentais. Hoje reúnem-se todos no grupo dos que acreditam no PIG.
Fabio Sampa
6 de abril de 2015 12:20 pmQuanta idiotice!!!
Quanta idiotice!!!
Fabio !
6 de abril de 2015 12:54 pmAlguém já disse isso
Miriam Leitão: Rodrigo Constantino e Reinaldo Azevedo emburrecem o país
novembro 3, 2013 13:14 Miséria do debate – MIRIAM LEITÃO
O Brasil não está ficando burro. Mas parece, pela indigência de certos debatedores que transformaram a ofensa e as agressões espetaculosas em argumentos. Por falta de argumentos. Esses seres surgem na suposta esquerda, muito bem patrocinada pelos anúncios de estatais, ou na direita hidrófoba que ganha cada vez mais espaço nos grandes jornais.
É tão falso achar que todo o mal está no PT quanto o pensamento que demoniza o PSDB. O PT tem defeitos que ficaram mais evidentes depois de dez anos de poder, mas adotou políticas sociais que ajudam o país a atenuar velhas perversidades. O PSDB não é neoliberal, basta entender o que a expressão significa para concluir isso.
A ele, o Brasil deve a estabilização e conquistas institucionais inegáveis. A privatização teve defeitos pontuais, mas, no geral, permitiu progressos consideráveis no país e é uma política vencedora, tanto que continuou sendo usada pelo governo petista. O PT não se resume ao mensalão, ainda que as tramas de alguns de seus dirigentes tenham que ser punidas para haver alguma chance na luta contra a corrupção. Um dos grandes ganhos do governo do Partido dos Trabalhadores foi mirar no ataque à pobreza e à pobreza extrema.
Os epítetos “petralhas” e “privataria” se igualam na estupidez reducionista. São ofensas desqualificadoras que nada acrescentam ao debate. São maniqueísmos que não veem nuances e complexidades. São emburrecedores, mas rendem aos seus inventores a notoriedade que buscam. Ou algo bem mais sonante. Tenho sido alvo dos dois lados e, em geral, eu os ignoro por dois motivos: o que dizem não é instigante o suficiente para merecer resposta e acho que jornalismo é aquilo que a gente faz para os leitores, ouvintes, telespectadores e não para o outro jornalista. Ou protojornalista. Desta vez, abrirei uma exceção, apenas para ilustrar nossa conversa.
Recentemente, Suzana Singer foi muito feliz ao definir como “rottweiller” um recém-contratado pela “Folha de S.Paulo” para escrever uma coluna semanal. A ombudsman usou essa expressão forte porque o jornalista em questão escolheu esse estilo. Ele já rosnou para mim várias vezes, depois se cansou, como fazem os que ladram atrás das caravanas.
Certa vez, escreveu uma coluna em que concluía: “Desculpe-se com o senador, Miriam”. O senador ao qual eu devia um pedido de desculpas, na opinião dele, era Demóstenes Torres. Não costumo ler indigências mentais, porque há sempre muita leitura relevante para escolher, mas outro dia uma amiga me enviou o texto de um desses articulistas que buscam a fama. Ele escreveu contra uma coluna em que eu comemorava o fato de que, um século depois de criado, o Fed terá uma mulher no comando.
Além de exibir um constrangedor desconhecimento do pensamento econômico contemporâneo, ele escreveu uma grosseria: “O que importa o que a liderança do Fed tem entre as pernas?” Mostrou que nada tem na cabeça. Não acho que sou importante a ponto de ser tema de artigos. Cito esses casos apenas para ilustrar o que me incomoda: o debate tem emburrecido no Brasil. Bom é quando os jornalistas divergem e ficam no campo das ideias: com dados, fatos e argumentos.
Isso ajuda o leitor a pensar, escolher, refutar, acrescentar, formar seu próprio pensamento, que pode ser equidistante dos dois lados. O que tem feito falta no Brasil é a contundência culta e a ironia fina. Uma boa polêmica sempre enriquece o debate. Mas pensamentos rasteiros, argumentos desqualificadores, ofensas pessoais, de nada servem. São lixo, mas muito rentável para quem o produz.
Allex
6 de abril de 2015 1:21 pmInteressante, mas só
Interessante, mas só mereceria crédito se ela se demitisse da rede globo.
Juliano Santos
6 de abril de 2015 1:52 pmMirian Leitão, que diga-se de
Mirian Leitão, que diga-se de passagem é civilizada, direcionou suas críticas ao Reinaldo Azevedo e et caterva de um lado e o PHA do outro, com certeza.
Mas não querendo puxar a brasa para minha sardinha, e já puxando, o PHA está num nível muito mais elevado que os Azedos e Constantinos. Tudo bem que ele debocha da Leitão aqui e ali, um pouco acima do tom. Mas seu sarcasmo é sempre inteligente. E seu humor impede que o leitor se contamine de ódio.
A direita não produz atualmente nada além de ódio preconceituoso baseado em desinformação e ignorância, como muito bem demosntra o texto. Se pegarnos nos blogs, como o disse o Ivan, voce tem um conservador de alto nível como o AA. E só. O resto é troll como o(a?) tal Oneide, ex-Aliança.
No pig então, voce vê um texto de um Claudio Lembo aqui, de um Ricardo Semler ali, ou mesmo da Fernandinha. No mais, é o “massacre midiótico” dos Reinaldos, Constantinos, Mainardis, Augsutos Nunes, Villas, Pondés, Sardenbergs, Mervais e Maitês. Com certeza esqueci alguns outros nomes.
A direita já teve pensadores como Roberto Campos, Simonsem, Merquior e Nelson Rodrigues, que na época da guerra fria, vaticinou, não haverá revolução comunista no Brasil, a unica revolução que vai triunfar, será a “revolução dos idiotas”. Aí está, só não sabia o Nelson que os líderes dessa revolução o teriam como ídolo. Apesar de reacinonário, não merecia isso
Eliane Ribeiro
6 de abril de 2015 6:32 pmCaro Fabio,vejo sua boa
Caro Fabio,vejo sua boa vontade em manter um debate de ideias sem agressões, é super valido.
Mais falar que as Privatizações do FHC teve apenas “alguns problemas pontuais”! isso sim é um reducinismo.
Citando apenas a Vale uma empresa de minerios de alto valor estratégico,vendida por um valor menor que seu faturamento trimestral e ainda em troca de moedas podres!é melhor até deixar pra lá o fato de que muitas empresas teve seu quadro de funcionários enxugados e as obrigações trabalhistas pagas pela a união,para que os novos donos muitos estrangeiros financiados pelo BNDES ,pudessem recuperar de forma rapida os valores pagos e obter fabulosos lucros! Um verdadeiro” limite da irresponsabilidade”.
E falar em mensalão do PT e não lembrar do mensalão tucando a 10 anos esperando julgamento,E realmente o FHC não deve ser lembrado apenas por ter comprado a reeleição.seria muito maniqueismo.ainda tem os acordos nefastos com o FMI, e a destruição da policia federal e o desmantelo das universidades publicas.
Cesar Ferreira
6 de abril de 2015 1:02 pmReduzir e simplificar.
1- Tratar como idiota todo mundo que não concorda com as idiotices defendidas. O texto é construído a partir do narcisismo infantil do articulista. O autor sobressai no texto, em detrimento do argumento. Assim ele reafirma sua própria imagem desqualificando a diferença e a inteligência para vender-se como inteligente.
6- Atacar alguém. Este é um dos aspectos mais importantes da arte de escrever para idiotas. A limitação argumentativa esconde-se em ataques pessoais. Cria-se um inimigo a ser combatido. O inimigo é o mais variado, mas sempre alguém que representa, na fantasia do escritor, o ideal contrário ao dos seus leitores (os idiotas: o burro mesmo, o ignorante orgulhoso e o idiota cool).
7- Reduzir tudo a uma visão maniqueísta. Toda complexidade desaparece nos textos escritos para idiotas. O mundo é apresentado como uma luta entre o bem e o mal, o certo e o errado, o comunismo e o capitalismo ou Deus e o Diabo.
Já foi compreendido que os argumentos falaciosos da direita não são idiotices pura e simples, mas são aqueles que restam a usar para negar políticas inclusivas sem admitir que a razão [verdadeira] é o aspecto da luta de classe. Isto é, o ganho de espaço de uma classe sempre significa, de modo absoluto ou relativo, uma perda para outra. Logo admitir isso, particularmente quando a perda é relativa como foi o caso no período do governo Lula, é admitir a mesquinharia e egoísmo.
Por outro lado, é muito fácil fazer o mesmo e passar a adjetivar o adversário com rótulos simplificadores reduzindo tudo a uma luta do “Bem x Mal”. Só que isso no fundo apenas demonstra a própria falta de inteligência em entender a lógica [que sempre há] do adversário.
Ou seja, esse artigo é para “idiotas”.
Conde de Rochester
6 de abril de 2015 1:24 pmPois é… O peixe morre pela
Pois é… O peixe morre pela boca.
Se o texto tivesse sido mais enxuto até poderia convencer.
Luciano Prado
6 de abril de 2015 4:54 pmSempre será difícil compreender esse texto.
Os idiotas são difíceis de serem convencidos, mesmo diante de fatos.
Não me refiro a você que não é um idota.
O texto é para não idotas.
Portanto, não adianta melhorar o texto… Mesmo que fosse mais exuto o idiota iria contestá-lo.
Leonardo A S
6 de abril de 2015 2:57 pmQuase conseguiu uma crítica válida
1- Argumentos falaciosos, mesmo que sejam utilizados em último recurso (que é o que entendi do seu primeiro trecho), não os tornam mais dignos de respeito. Considerando que a perda de espaço das classes mais altas ainda respeita a democracia, visto que a grande maioria dos brasileiros tem renda individual de até 2 mil reais e esses por sua vez respondem por mais da metade dos tributos coletados no país e a absoluta maioria da demanda de serviços públicos (saúde, educação, transporte etc), dizer que há prejuízo de uma classe para outra ascender é desconsiderar a representatividade (pois uma pessoa tem direito à apenas um voto) e quem é realmente a força motriz do país (a nova classe média). Eu digo que estamos tentando equilibrar um desequilíbrio de poder que há muitas décadas pende para uma minoria que não tem a menor ideia de onde o dinheiro dos impostos vai (só vão saber que o SUS existe e é direito universal quando uma reportagem na TV é dedicada a mostrar seus problemas) e baseado nisso diz que o Estado brasileiro é inchado (o que é verdade, por outras razões) e os programas sociais são desnecessários.
2- Lógica sempre há para justificar os pontos de vista mas ignorar ou desconhecer as variáveis importantes para uma decisão resulta em um emprego falho de lógica para justificar e argumentar uma posição. Tal como citei acima, uma pessoa pode argumentar contra o tamanho do Estado brasileiro e seu assistencialismo unicamente pela carga tributária a qual está sujeita (carga essa que pesa em cima do consumo e não da renda, diga-se de passagem), ignorando que a maior parte dos tributos coletados vêm de pessoas que usufruem de algumas dessas assistências. Pressupor a distribuição de renda do país pelo seu círculo social e estabelecer como critério para definição de classe média o padrão do bairro onde vive (esquecendo que o Brasil é sim um país pobre) resultam em conclusões logicamente falhas, este adotado como exemplo pois é um erro cometido frequentemente por pessoas que criticam o critério de estratificação social feita pelo IBGE.
Cesar Ferreira
7 de abril de 2015 5:32 am…
Argumentos falaciosos, mesmo que sejam utilizados em último recurso (que é o que entendi do seu primeiro trecho), não os tornam mais dignos de respeito.
Onde disse que argumentos falaciosos são aceitáveis?
…dizer que há prejuízo de uma classe para outra ascender é desconsiderar a representatividade…
Perdas relativas entre classes são inescapáveis ao conceito de diminuição da desigualdade.
Lógica sempre há para justificar os pontos de vista mas ignorar ou desconhecer as variáveis importantes para uma decisão resulta em um emprego falho de lógica para justificar e argumentar uma posição.
Não me referi haver lógica nos pontos de vista desse pessoal, mas que a argumentação “idiota” se explica (a lógica disso) porque não podem revelar, consciente ou inconscientemente, seus verdadeiros motivos. Ou seja, a velha lógica da situação encontrada na fábula do lobo e do cordeiro, algo que qualquer criança entende sem muita dificuldade. Logo, pensar que o “lobo” fala o que fala porque é um “idiota” definitivamente não é prova de inteligência.
Daytona
6 de abril de 2015 5:57 pmNão vejo um rótulo
Não vejo um rótulo simplificador, ao menos se analisando pela definição oferecida pelo autor:
Diga-se, antes de mais nada, que o termo idiota aqui empregado guarda algo de seu velho uso psiquiátrico. Etimologicamente, “idiota” tem relação com aquele que vive fechado em si mesmo. Na psiquiatria, a idiotia era uma patologia gravíssima e que, em termos sociais, podemos dizer que continua sendo.
Esse discurso conservador ao qual se refere o texto é, de fato, fechado em si mesmo, contrário ao debate. Isso não quer dizer que haja homogeneidade entre os adeptos dessas ideias, há muita pluralidade entre os defensores desse discurso radical, do qual compartilham desde analfabetos nazistas até aquele juíz que, em despacho, classificou um querelante de “esquerda caviar”.
O ponto central que vejo nesse artigo é o tipo “idiota cool”, que possui um complemento importante que não foi citado no texto, o “idiota coagido”. Tente não ser idiota em São Paulo: vai perder amigos, namorada, talvez emprego. Será visto como “petista”, “defensor de bandidos”, “beneficiário do bolsa-esmola”.
Esse é o aspecto mais preocupante desse discurso do ódio típico do fascismo, que desumaniza a divergência e a trata como inimigo. Isso ocorre em São Paulo atualmente, muitos eleitores do PT o fazem escondido, se perguntarem, negam.
Cesar Ferreira
7 de abril de 2015 5:37 am…
Tente não ser idiota em São Paulo: vai perder amigos, namorada, talvez emprego…
Esse é o aspecto mais preocupante desse discurso do ódio típico do fascismo, que desumaniza a divergência e a trata como inimigo.
O fascismo tende a crescer e tomar o espaço deixado aberto pela inação do governo e não por causa da falta de militância dos pobres mortais que apóiam tal governo. E talvez seja mais importante ficar lembrando isso aos nossos governantes do que ficar debatendo inutilmente com os “idiotas”.
Gardenal
6 de abril de 2015 1:14 pmMesmo tendo a clara
Mesmo tendo a clara consciência de que interferia na compreensão natural e imediata do texto, fluente e padagógico, não consegui retirar, como se fosse uma segunda imagem opcional à colocada no cabeçalho, as imagens do Pondé, do Olavo e do Reinaldo. Não vou insistir no assunto. Temo me encontrar como personagem central ou periférico. Fui……..
Arthemisia
6 de abril de 2015 1:15 pmO texto me lembra um certo
O texto me lembra um certo programa de tv, do qual um dos autores fez parte um tempo. O programa poderia ser chamado a arte de falar para idiotas.
Allex
6 de abril de 2015 1:28 pmVixe, melhor eu nem comentar,
Vixe, melhor eu nem comentar, pois sinto que corro um sério risco de ser enquadrado em uma das classificações: idiota cool, “burro mesmo” etc. Aliás, o artigo, com o tanto de pretensão e gracejo que ele carrega, pode ser um tiro no pé dos dois autores. E olha que eu admiro muito a Márcia Tiburi. P.S.: sempre achei uma idiotice tosca usar a expressão “o mesmo” para retomar sujeitos no texto. Até tu, Márcia?
NRA
6 de abril de 2015 1:48 pmÓtimo texto. Principalmente
Ótimo texto. Principalmente porque os autores praticam cabalmente o que pretendem demonstrar.
marcos nunes
6 de abril de 2015 1:52 pmPerguntar ofende ou não?
A Marcia Tiburi não era aquela que participava de um programa para idiotas e referendava um monte de pareceres que levavam a idiotia do espectador, enquanto posava de pessoa bem-sucedida e aproveitava a notoriedade alcançada para publicar livros que apenas ratificavam outras anteriormente escritos?
Por favor, me esclareçam…
Fernando J.
6 de abril de 2015 2:38 pmEra do Café Filosófico da CPFL
Figurinha carimbada e musa do Café Filosófico da CPFL.
Pedro Rinck
6 de abril de 2015 3:42 pmEra do ‘saia justa” do gnt.
Era do ‘saia justa” do gnt.
sergio m pinto
6 de abril de 2015 2:01 pmExcelente texto. Haja vista
Excelente texto. Haja vista alguns comentários que aparecem aqui no blog.
Lucinei
6 de abril de 2015 2:12 pmLembrei do AL, do Leônidas,
Lembrei do AL, do Leônidas, do zanchetta, Ozzy, Free walker, M.C….
Alan Souza
6 de abril de 2015 4:10 pmDois desses aí que você citou
Trazem na testa o carimbão do item 10 (escrever mal). Tem um deles que dói na vista quando a gente começa ler o que ele escreve. O que me remete a uma pesquisa científica que concluiu ser o conservadorismo uma tendência dos menos inteligentes (http://bit.ly/1PcxIf9).
Conde de Rochester
6 de abril de 2015 2:40 pmFato é que a manipulação do
Fato é que a manipulação do pensamento e das ideias é rotina na multimidia.
Campanhas pautadas nos inteeresses coorporativos, politicos e financeiros, no mais das vezes no minimo, substimam com a inteligencia alheia.
Sera que o sujeito sabe realmente o que diz?
Como é?
A agua somente sera abundante daqui a quatrocentos milhões de anos?
Onde no deserto do Saara?
Ou no País tropical como o Brasil que sofre com enchentes frequentes?
Falta agua no Brasil???????????
[video:http://globotv.globo.com/rede-globo/rede-globo/v/menos-e-mais-globo-lanca-campanha-para-consumo-consciente/4047794/%5D
Quanta hipocrisia!
Quanto deboche, cada palavra cuspida é como bofetada no pobre do telespectador.
Nada sobre o fato de que o consumo das familias gira em torno de 10% de toda agua distribuida.
Que pelo menos 30% da agua que sai dos reservatorios é perdida nas tubulações envelhecidas da sabesp.
Nada sobre o fato da poluição ser o maior responsavel de que um infima parte dos diluvios que caem no Brasil é realemnte aproveitaveel pelos gestores de plantão.
Gestor algum é responsavel por nada. É muito confortavel, jamais ser responsabilizado, as campanhas servem admiravelmente em blindar a irresponsabilidade e o mal trato com as coisas publicas.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=Lob9ryBM_08%5D
AARRGGGGGHHHHHHHHHHHHHHHHH…
E COM PADRÃO GLOBO DE QUALIDADE.
CADE O BANHEIRO MAIS PROXIMO????????????????
SOCORRO!
Selma G
6 de abril de 2015 2:51 pmTo pensando em qual categoria
To pensando em qual categoria de idiotas a Marcia Tiburi se encaixa. Afinal, quando da queda o aviao da TAM ela chamou o Lula de genocida, ele era o responsavel pela queda. Ah, mas ela ganhava dinheiro da globo para falar bobagens, junto com a Maite Proenca, a Monica Waldvogel e a Beth Lago. Ai pode.
-Charlie-
6 de abril de 2015 3:14 pmA autora exagera um pouco no
A autora exagera um pouco no tom, mas no geral tem razão.
Infelizmente o debate político vem sendo pautado por gente sem a menor qualificação para tanto, como Constantino, Villa, Azevedo etc, que de fato escrevem para uma plateia de neozumbis. Há até uma variante no campo cultural, como o inacreditável Leandro Narloch, que como bom vira-latas escreve livros e mais livros esculhambando com tudo que se refere ao Brasil, enquanto de lustra as bolas do que se refere a EUA principalmente.
Por outro lado, no espectro oposto há tambem articulistas que, ainda que não sejam virulentos e hidrófobos como os acima mencionados, também distorcem fatos e se sobressaem na arte de produzir chavões para serem repetidos acriticamente pela militancia online, como Miguel do Rosário, Paulo Moreira Leite e PHA.
Nassif de forma alguma se filia ao segundo grupo, criticando o governo quando este tem de ser criticado (ou seja, muito nos últimos tempos). Daí o porque de boa parte dos militantes estarem voltando suas baterias contra o dono do portal.
Enfim, o cenário está bastante radicalizado, quem não é reacionário ou militante fanático está órfão.
Luciano Prado
6 de abril de 2015 4:58 pmÉ desafiante falar sobre idiotas. Complexo até.
Como é possível falar sobre os tipos de idiotas sem exgerar?
Sérgio Rodrigues
6 de abril de 2015 3:30 pmCorrigindo
Ao termo deveria ser acrescentado a palavra social: Idiota social, uma vez que, biologicamente, Idiotas são perigosos para a sobrivência da espécie (vide Darwin Awards).
Mediocre é mais adequado!…
O Escritor
6 de abril de 2015 4:57 pmA internet não perdoa
Primeiro uma observação curiosa. O intelectual trabalha com categorias de pensamento. E, às vezes, ele atribui uma qualidade quase mágica a essas categorias. Quando distribui a realidade em categorias, sente que entendeu. E ao sentir que entender, conclui que dominou a realidade. Mas nem sempre a realidade se sente dominada.
Não é mesmo, Laerte?
Vamos ao que interessa. Julho de 2007. O país estava chocado com a tragédia do avião da TAM, ocorrida no dia 17 daquele mês. O “Jornal Nacional” testava hipóteses do cientista Ali Kamel com a famosa moedinha flutuante na pista do aeroporto de Congonhas. A grande mídia aproveitava a comoção social para responsabilizar o Governo Lula por todos os crimes possíveis.
O auge dessa histeria acusatória seria o artigo do psicanalista Francisco Daudt, na “Folha de S. Paulo”, em 19 de julho. Usando seu prestígio profissional, o psicanalista acusou Lula de ter assassinado 200 pessoas. O título: “O que ocorreu não foi acidente, foi crime”:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1907200743.htm
O acidente fora causado, como se sabe hoje, pelo mau funcionamento mecânico do avião no momento do pouso, problema registrado nos diálogos de bordo:
http://www.desastresaereos.net/acidentetam3054.htm
Dia 25 de julho de 2007. No programa “Saia Justa”, Globo, Monica Waldvogel, a atriz Betty Lago, a então petista Soninha Francine e a filósofa Marcia Tiburi discutiram o acidente, em companhia do psicanalista Jorge Forbes.
Não encontrei a primeira parte do programa, onde Marcia chorou, segundo afirmações de Monica.
A participação dela foi comentada em artigo do historiador e escritor Guilherme Scalzilli, na revista “Caros Amigos”, em novembro de 2009:
http://guilhermescalzilli.blogspot.com.br/2009/11/o-carater-porcino.html
“O fenômeno [da oposição golpista ao Governo Lula] tem porta-vozes identificáveis, por exemplo, nas tentativas de politização da tragédia com o avião da TAM, dois anos atrás. Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo (Veja), Dora Kramer (Estadão), Ali Kamel (Globo), Jorge Forbes, Márcia Tiburi e Betty Lago (GNT), Míriam Leitão e Merval Pereira (CBN), Eliane Cantanhêde e Danuza Leão (Folha) responsabilizaram as autoridades federais, antes de qualquer investigação, aproveitando a dor generalizada para pedir o afastamento de ministros e até do presidente da República.”
Outro blog registrou, primeiro, a reação de Marcia às vaias orquestradas pelo então prefeito César Maia contra o presidente Lula, na abertura do Pan, no programa anterior ao de 25/7:
” Na quarta passada, Mônica, Maitê, Betty e Márcia davam muitas risadas sarcásticas e algumas interpretações por causa das vaias oferecidas repetidamente ao Presidente na Cerimônia de Abertura dos Jogos Panamericanos, no Maracanã.”
Agora preparem-se para a surpresa (trecho relativo ao programa sobre o acidente da TAM):
” Soninha [Francine] realmente mostrou-se incomodada pelas lágrimas de Márcia Tiburi, depois de Betty Lago, até porque a mim pareceria natural que ela também se comovesse. Mas, não. Ela insistiu cegamente em sair em defesa do Governo, nesta semana de maneira mais sutil, dizendo que a culpa não seria somente do Governo atual, mas dos anteriores também. Tentou desfocar Lula e seu séquito da culpa por todas as mortes do vôo da TAM, pelo grave problema que vem ocorrendo nos céus do país. Pelo assassinato em massa que aconteceu na terça passada.”
http://felicidadeetristezadentrodomesmotime.blogspot.com.br/2007/07/de-irresponsabilidades.html
Encontrei os três vídeos da participação do psicanalista no programa, que deixaram claro como ele (o programa) e ela (Marcia) se integraram ao linchamento midiático do Governo Lula, naquela oportunidade.
No vídeo 1:
Marcia Tiburi: “Eu acho que o Ministério Público tem que fechar Congonhas”.
Jorge Forbes (psicanalista): “O senhor Marco Aurélio Garcia saia do governo” por causa do gesto de top-top, flagrado pelas câmeras da Globo quando ficou provado que o avião passara em alta velocidade pela pista. Márcia assente com a cabeça e depois diz: “Eu assino embaixo”.
Jorge Forbes: “Dona Marta Suplicy [então Ministra], saia do governo”. Marcia repete: “Saia do governo”.
Soninha Francine interfere, no auge dos ataques ao governo (lembrem-se: então, era do PT), e tenta instaurar algum bom senso na discussão, já transformada numa caça às bruxas.
Auxiliada pelo psicanalista, Márcia contesta Soninha afirmando que a questão é “a manutenção da decência que um governante no seu papel deve colocar em pauta na sociedade. Sim, que saiam, e que outros venham e melhorem a situação desse país. Mas que saiam”.
No vídeo 2:
O psicanalista comenta que os mortos não poderão ser enterrados, e Márcia faz uma analogia com os mortos da ditadura, afirmando: “Aí a gente está na barbárie mesmo. E barbárie também é uma palavra ruim. Porque é assassinato, é genocídio”.
O psicanalista: “Acho que será uma forma de nós mudarmos o paradigma ético, como a Márcia está insistindo desde o início do programa”. Marcia chora novamente.
No vídeo 3:
Marcia: “É aterrador você ver que uma injustiça tão enorme [o acidente] aconteceu debaixo dos nossos narizes, e que a gente fica com uma cara de imbecil porque a gente não fez nada para que fosse diferente.”
http://www.psicanaliselacaniana.com/mural/videos/videos.html
Dois anos depois, um comentário no blog de Reinaldo Azevedo sugere que os argumentos simplistas e idiotas criticados pela filósofa no artigo acima não lhe são tão estranhos.
“Porém, ontem fiquei um pouquinho aminado, estava zapiando o canais e parei prá ver um pouco no GNT aquele programa “murrinha” Saia Justa. Surpresa!, doce esquerdista Maitê Proença monstrava, tom recriminador ao Lula, página de jornal, acho do Globo, com uma pizza Lullista onde as fatias eram as últimas frases do Lulla, e ao fundo a filósofa de butique Márcia Tiburi, declarava “Lula é um neo-fascista”. Pessoal, sei que é pouco, mas prá quem ta na secura já é alguma coisa, né.”
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-ultima-de-luiz-inacio-beccaria-lula-da-silva/
Vejam os vídeos para crer. Soninha Francine fazendo o possível para defender o governo no meio de quatro pessoas motivadas a explorar ao máximo uma tragédia aérea para agradar aos donos da Globo.
A História dá voltas, mesmo: hoje, Soninha Francine é um símbolo caricatural da oposição ao governo do PT, enquanto Marcia dá lições de como tratar com inteligência e civilidade as situações políticas.
Arthemísia
6 de abril de 2015 10:16 pmValeu, Escritor! Já havia
Valeu, Escritor! Já havia tentado encontrar esses vídeos, mas não tinha conseguido. Talvez a filósofa de butique esteja falando nesse artigo sobre algo que ela praticava no programa.
Selma G
6 de abril de 2015 5:05 pmA Marcia Tiburi , quando da
A Marcia Tiburi , quando da queda do aviao da TAM, disse que o Lula era um genocida, o responsavel pelo acidente. Fico me perguntado em que categoria de idiota ele se classifica
Arthemísia
6 de abril de 2015 10:17 pmEm todas, SElma G.
Em todas, SElma G.
ars351
6 de abril de 2015 5:38 pmum idiota mercenário
Rogério Chequer do Movimento (saia da mansão e) Vem Pra Rua, “idiota mercenário”.
Assisti à sua entrevista no program Roda Vida: extrovertido, traz a pessoa para junto de si durante a conversa, quase sedutor no discurso, sem porém aprofundar em nada, tangenciando assuntos sérios sem se comprometer, vende um movimento político como se fosse mobilização social.
Eu não sei, não, parece psicopata ególatra.
Lembrou MUITO o discurso do candidato “Ah, é Sim” durante a campanha eleitoral.
Como dizem alguns amigos meus, “um bagre ensaboado”.
Rodrigo Martins
7 de abril de 2015 7:36 pmDificil porém muito verdadeiro
Um texto forte, mas que reflete sem amarras o que nossa sociedade vive hoje.
O mais difícil é encontrar cada um dos tipos de idiotas dentro da sua própria família! (Risos)
John Jahnes
28 de novembro de 2018 1:32 pmIdiotas
Parece que a Márcia escreveu diretamente para aquele grande FILOSOFISTA, Olavo de Carvalho.
Ele tem 57 milhçoes de filhotes na mídia e agora manda também no recém eleito executivo e parte do legislativo nacional.
Parabéns Márcia, você atingiu o cerne da mentalidade que vai mandar no país.
https://www.youtube.com/watch?time_continue=4&v=EQiyM021DWU