4 de junho de 2026

Dívida mobiliária atinge 42,8% do PIB em fevereiro

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Jornal GGN – Quando avaliada pela posição de carteira, a dívida mobiliária federal interna (fora do Banco Central) totalizou R$ 2,213 trilhões (42,8% do PIB) em fevereiro, um acréscimo de R$ 75,4 bilhões em relação ao mês anterior, segundo levantamento elaborado pela autoridade monetária. O resultado refletiu emissões líquidas de R$ 47,2 bilhões, um acréscimo de R$1,1 bilhão em razão da depreciação cambial e incorporação de juros de R$ 27,1 bilhões.

Os destaques do período ficaram com as emissões líquidas de R$ 35,3 bilhões em LTN (Letras do Tesouro Nacional), de R$ 17,1 bilhões em LFT (Letras Financeiras do Tesouro) e de R$ 6,3 bilhões em NTN-F (Notas do Tesouro Nacional – Série F); e os resgates líquidos de R$11 bilhões em NTN-B (Notas do Tesouro Nacional – Série B).

Na comparação com o visto em janeiro, a participação por indexador mostra que a porcentagem dos títulos indexados a câmbio passou de 0,4% para 0,5%; a dos títulos vinculados à taxa Selic elevou-se de 14,3% para 14,7%, devido às emissões líquidas de LFT; a dos títulos prefixados evoluiu de 28,4% para 29,5%, em função de emissões líquidas de LTN e NTN-F; e a dos títulos indexados aos índices de preços reduziu-se de 26,8% para 26,5%, devido aos resgates líquidos de NTN-B. Já a participação das operações compromissadas caiu de 29,7% para 28,5%, apresentando compras líquidas de R$ 23,4 bilhões.

Em fevereiro, a estrutura de vencimento da dívida mobiliária em mercado apontava que R$ 389,5 bilhões (17,6% do total) possui vencimento em 2015; R$ 349 bilhões (15,8% do total) vencem em 2016; e R$ 1,475 trilhão (66,6% do total) vencerá a partir de janeiro de 2017.

No final de fevereiro a exposição total líquida nas operações de swap cambial alcançou R$ 320 bilhões. O resultado dessas operações no período (diferença entre a rentabilidade do DI e a variação cambial mais cupom) foi desfavorável ao Banco Central em R$ 27,3 bilhões.

Os dados do BC também mostram que a dívida líquida do setor público alcançou R$ 1,877 trilhão (36,3% do PIB), reduzindo-se 0,3 ponto percentual (p.p.) do PIB em relação ao mês anterior. A desvalorização cambial de 8,12% registrada no mês respondeu por redução de R$ 65,8 bilhões no estoque da dívida líquida do setor público (DLSP). 

No ano, a relação DLSP/PIB recuou 0,4 ponto, influenciada pelo ajuste resultante da desvalorização cambial acumulada de 8,4% no período (-1,3 ponto), pelo superavit primário (-0,4 ponto), pelo efeito do crescimento do PIB nominal (-0,3 ponto) e pela incorporação de juros (+1,4 ponto).

A Dívida Bruta do Governo Geral (Governo Federal, INSS, governos estaduais e governos municipais) alcançou R$ 3,387 trilhões em fevereiro (65,5% do PIB), elevando-se 1,1 ponto do PIB em relação ao mês anterior.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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