4 de junho de 2026

CNI aponta queda na atividade industrial em fevereiro

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Jornal GGN – Dados da Sondagem Industrial elaborada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), informam que a atividade industrial registrou queda em fevereiro. A pesquisa mostra que indicador de evolução da produção caiu para 40,1 pontos, e o de número de empregados ficou em 44,7 pontos no mês passado.

” O índice de evolução da produção voltou a se distanciar dos 50 pontos, mostrando queda da produção – intensa e disseminada – na comparação com janeiro”, diz a entidade. Os indicadores da pesquisa variam de 0 a 100 e, pela metodologia aplicada, dados abaixo de 50 mostram queda na produção e no emprego.

Como consequência, a ociosidade voltou a aumentar. O nível de utilização da capacidade instalada (UCI) ficou em 66% em fevereiro, um ponto percentual a menos que em janeiro e seis pontos percentuais a menos que em fevereiro de 2014. Já o índice de UCI efetiva-usual recuou para 35,9 pontos, 2,6 pontos abaixo de janeiro e 8,8 pontos abaixo de fevereiro de 2014.

A pesquisa também mostra que a indústria está acumulando estoques indesejados. O índice de estoques efetivo em relação ao planejado alcançou 51,8 pontos no mês passado. Nas grandes empresas, o indicador subiu para 55,3 pontos. Conforme a metodologia da pesquisa, o indicador varia de 0 a 100 pontos. Quando fica acima de 50, revela excesso de estoques.

“De uma forma geral, as expectativas se tornaram mais pessimistas em março na comparação com fevereiro – exceção feita às expectativas de quantidade exportada, cujo índice mantém-se próximo à linha divisória. O indicador de intenção de investimento voltou a cair: queda de 2,2 pontos na comparação com fevereiro e de 11,5 pontos na comparação com março de 2014”, ressalta a CNI.

Para o economista da CNI Marcelo Azevedo, a recuperação da atividade industrial depende de uma política de redução dos custos de produção e de estímulo à competitividade das empresas, para que a indústria aumente o espaço nos mercados interno e externo. Essa política, na avaliação do economista, deve incluir, entre outras medidas, o corte da burocracia, a simplificação do sistema tributário e a modernização da infraestrutura e das leis trabalhista

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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