4 de junho de 2026

Hervé Falciani: O país mais interessante para bancos offshore é o Brasil

“O Brasil é o maior alvo dos bancos que praticam a opacidade financeira no mundo inteiro, alvo número 1 dos centros estratégicos de decisão dos bancos”, disse, em entrevista ao Estadão
 
 
Jornal GGN – O Estadão entrou na briga do monopólio das informações sobre os Swissleaks, dados das contas secretas mantidas no HSBC da Suíça, e conseguiu entrevistar Hervé Falciani, engenheiro de computação e ex-funcionário do HSBC, a fonte que vazou a lista de clientes para a imprensa. “O Brasil é o maior cliente de bancos opacos do mundo”, alerta ao jornal brasileiro.
 
Denunciante do esquema montado pela filial do banco em Genebra, Falciani é a maior autoridade para falar sobre o Swissleaks. Hoje, dedica-se a pesquisas sobre escândalos financeiros e colabora com partidos antissistema em diferentes países da Europa, para políticas com o objetivo de evitar esquemas de corrupção como o do HSBC.
 
Hervé Falciani informou que o Brasil era um dos países que bloqueavam o avanço das investigações, além da França, Itália e Espanha, “por razões políticas”, e que esse foi o motivo que o levou a vazar os dados para a imprensa mundial. E revelou: “o Brasil é o maior alvo dos bancos que praticam a opacidade financeira no mundo inteiro. (…) é o alvo número 1 dos centros estratégicos de decisão dos bancos”. 
 
“É assim para o HSBC, do qual fiz parte, e também para outros bancos. Me reúno sempre com outros insiders e temos a convicção de que o país mais interessante do mundo para os bancos opacos, os bancos offshore que vendem serviços de opacidade, é o Brasil”, disse. O motivo, segundo Falciani, pode ser visto na reação atual do país: “Por que o Brasil só começa agora a se mexer para tomar providências para investigar o caso HSBC se ele é o País mais exposto em termos de capitais? Por que o Brasil abre investigações só sobre os clientes, no momento em que está claro há muitos anos que são os bancos que precisam ser investigados?”, questionou.
 
Um desses problemas das investigações, aponta o ex-funcionário do HSBC, é que “em muitos países, como no Brasil, acredita-se que uma investigação deve priorizar os clientes dos bancos, os fraudadores. É verdade. Mas o maior tema não são os fraudadores, que são os sintomas da doença”. “As causas da doença são as estruturas financeiras, os bancos, que oferecem a intermediação. São suas estruturas que permitem e estimulam a organização do crime, as fraudes, a lavagem de dinheiro, o terrorismo”, completa.
 
O engenheiro de computação lembrou que o esquema estrapola a lavagem de dinheiro, mas trata-se de um “dinheiro negro”, que corresponde à “ocultação” do “traçado do dinheiro”, realizado pelos bancos offshore. “Os bancos offshore (em paraísos fiscais) representam a metade da dívida mundial em volume de atividade”, afirma.
 
O repórter Andrei Netto decidiu questionar Falciani sobre o esquema de corrupção da Petrobras, relacionando-o com o do HSBC: “esse dinheiro parava na Suíça e, podemos imaginar, em muitos outros países em que estão instalados sistemas como o do HSBC. O que esse escândalo revela para o senhor?”, perguntou. Falciani restringiu-se a responder que é um exemplo de ocultação de dinheiro, “esquema organizado para partilhar o mercado da concorrência pública”, e afirmou que é o maior problema de uma democracia.
 
Leia a entrevista completa na reportagem do Estadão.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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37 Comentários
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  1. Lionel Rupaud

    8 de março de 2015 4:25 pm

    Será que o Estadão quer mesmo sobreviver?

    Será que os “neto-algos” Mesquita perceberam que Globo, Folha/UOL e Abril estão levando o OESP a falência mais rápido se este for incapaz de se destacar do discurso geral da mídia corporativa, já que é o mais fraco dos 4 cavaleiros?

  2. Ugo

    8 de março de 2015 4:43 pm

    pouca inteligência

    E o Andrei Neto quer induzir o Falciani à Petrobras. Haja reporter obtuso e tendencioso.

  3. Gilson AS

    8 de março de 2015 4:52 pm

    Até entendo a surpresa

    Até entendo a surpresa do Hervé Falciani, quando diz que não sabe porque o Brasil não investigou ainda o HSBC.

    Se ele morasse aqui, iria entender que o PIG e a oposição por questẽs politicas, fazem tudo para enconder as coisas ilícitas que envolvam os seus membros.

    Tais como, lista de furnas, banestado, mensalão tucano, trensalão, a riqueza da Verônica Serra, privatizações…

    Essa lista do HSBC é apenas um “pequeno caso” para o PIG e oposição.

  4. Elvys

    8 de março de 2015 5:19 pm

    O falecido controlador do

    O falecido controlador do Bamerinds, o José Eduardo nunca se conformou com a venda de seu banco à preço de banana ao HSBC. Alguma relação com os vazamentos recentes?

  5. Andre Araujo

    8 de março de 2015 6:18 pm

    http://en.wikipedia.org/wiki/

    http://en.wikipedia.org/wiki/Herv%C3%A9_Falciani

    E tem santelmos que levam a sério esse rufião italo-francês que traiu a confiança de seus empregadores, portanto é um INCONFIAVEL TRAIDOR de responsabilidade profissional,  como referencia de alguma coisa. O cara é BANDIDO, tentou vender a lista para concorrentes do HSBC, agora é heroi da esquerdolandia? Onde está o heroismo?

    É uma lista “”FAJUTA”” porque é datada, vai até 2006, hoje não vale nada, a esquerdolandia acha que achou ouro, o grosso dos nomes vistos é da comunidade judaica de Higienopolis, porque esse HSBC genebrino era outrora o banco de Edmond Safra, então o grosso das contas eram de judeus, a grande mairoia classe media profissional, o HSBC não era banco de bilionarios, que prefere os “”banques privés”” de Genebra, Basileia e Zurich, agrupados em torno do Groupment des Banques Privés, onde só od dono do banco sabe o nome do dono de cada conta.

    Esse CIRCO todo foi monatado para leigos, não vale nada ou vale muito pouco para a Receita e para a Policia Federal.

    Os bocós de sempre batm palmas e sonha com a Globo, a Folha e o Jabor na lista do HSBC, é pura imaginação.

     

    1. Luís Henrique Donadio

      8 de março de 2015 8:39 pm

      Olha o desespero…

      Olha o desespero…

    2. Ulisses s

      8 de março de 2015 10:16 pm

      Caramba!

      Desta vez você perdeu mesmo a compostura. Estaá até parecendo um juiz de porta de cadeia que dá coice em todo mundo aqui neste blog e adora dar para gringo e chamar-nos de fake. Admito que a palavra fake é até mais sonoro que falso, mas em falsidade a dele é hour concour. Viu, também sei francês, embora tenha consultado o pai dos burros modernos, o google. Mas retornando a seu comentário, sua raíva parece excessiva para apenas um comentário casual. Como dizia na minha terra em MG, neste angú tem caroço. Qual é o problema? É pessoal ou atingiu amigos de longa data?

    3. junior50

      8 de março de 2015 10:59 pm

      Sr. Edgar

        AA,

        Ainda bem que esta “figura estelionatária”, não trabalhou para outro libanês famoso e banqueiro, o Sr. Edgar Picciotto, CBI/UBP, e amigo de primeira hora do Edmond Safra.

      1. Andre Araujo

        8 de março de 2015 11:13 pm

        Meu caro Junior, não sei se

        Meu caro Junior, não sei se trabalhou ou não, mas a Union Bancaire Privé era concorrente do Edomond Sfra, ambos são de origem igual, judeus de Aleppo. E bom registrar que o HSBC, embora tenha comprado o banco do Edmond Safra, é]um tipo de banco COMPLETAMENTE diferente, uma especie de bradescão dos offshores.

    4. gerson CT

      9 de março de 2015 12:07 am

      8600 contas

      e é na sua grande maioria da comunidade judaica de Higienópolis ???

      Que eu saiba só vazou 300 e poucos nomes.

      E os outros 8300 ? Você teve acesso ?

      Isso só naquela agência do Hsbc.

      Imagina nas outras praças !!

      Deve ter uns 500 bilhoes de dólares de brasileiros espalhados pelo mundo (é uma estimativa que já li).

      Uma coisa eu garanto: eu não tenho um centavo lá fora assim como 99,9% do povo brasileiro.

       

       

  6. Ricardo Santos

    8 de março de 2015 6:30 pm

    Dr Pedrosa revelou muita

    Dr Pedrosa revelou muita coisa!

    Isso não é religião,  é verdadeiro Cristão!

    Dr. Pedrosa explica este país muito bem, investiguem os seus videos!

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=-1v4gEQtP0g%5D 

    1. Ricardo Santos

      8 de março de 2015 8:48 pm

      (Sem título)

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=XD7YPBO5CMQ%5D

  7. humberto costa pereira

    8 de março de 2015 6:55 pm

    O que impede este rapaz de

    O que impede este rapaz de passar o vazamento para os partidos de esquerda do Brasil?

    1. junior50

      8 de março de 2015 10:52 pm

      “Incentivo”

       Aquele que “pinga” em contas de Vanuatu, Hanói, Dubai, Cingapura, Macau, Montevidéu……., Suiça é muito passado.

  8. Bernardo F Costa

    8 de março de 2015 6:56 pm

    “Por que o Brasil só começa

    “Por que o Brasil só começa agora a se mexer para tomar providências para investigar o caso HSBC se ele é o País mais exposto em termos de capitais? Por que o Brasil abre investigações só sobre os clientes, no momento em que está claro há muitos anos que são os bancos que precisam ser investigados?”

     

    Eu gostaria de acrescentar: e por que o ICIJ e Falciani não entregaram a lista de contas e pessoas relacionadas ao Brasil para mais jornalistas como Amauri Ribeiro ao invés de confiá-las apenas a Fernando Rodrigues da UOL e agora à rede globo também ? Como você quer cobrar alguma coisa do país se vocês mesmo não ajudam ?

  9. afrfb09ba

    8 de março de 2015 7:02 pm

    No site do “60 Minutes” é

    No site do “60 Minutes” é possível assitir a uma entrevista com Falciani na qual o entrevistador pergunta por que ele fugiu para Hong Kong e por meses tentou vender a lista do HSBC. Só após a decretação de sua prisão pela Suiça é que FAlciani fugiu para a França e fez acordo com o governo francês ao qual entregou a lista.

    Temos que tomar muito cuidado com as declarações desse senhor por que ele não tem nada de héroi.

    1. Ulisses s

      8 de março de 2015 10:23 pm

      A honestidade dele não deve ser pior

      que a honestidade do doleiro que virou heroi do PIG. Mas para nos o que importa é:  Alista é verdadeira? Se for, aí meu, vai pegar FHC e quadrilha

      1. Andre Araujo

        8 de março de 2015 11:09 pm

        Porque vai pegar FHC? Qual a

        Porque vai pegar FHC? Qual a conexão?

        1. Ulisses s

          8 de março de 2015 11:21 pm

          Quem entregou o Bamerindus

          A preço de banana para o HSBC? Por que o dono do Bamerindus, o recem falecido José Eduardo Vieira, caixa de campanha do FHC e um dos principais financiadores de sua campanha disse que FHC o traiu, o esfaqueou pelas costas? Não duvido que parte dos bilhões roubados na privataria tucana e contasCC5 do banestado estão abrigados lá! Já te disse, neste angú tem muito caroço. E dos grandes

          1. Andre Araujo

            8 de março de 2015 11:52 pm

            A intervenção e venda no

            A intervenção e venda no BAMERINDUS foi realmente um caso controvertido. Na época a razão do desequilibrio do Bamerindus foi divulgada como a grande transferencia de caixa do Bamerindus para a Industria de Papel Arapoti, a INPACEL, uma das maiores fabricas de papel do pais em construção naquela época, que era do Andrade Vieira.

            Mas os problemas do Banco começaram antes,  em 1994, com a morte no mesmo acidente aereo de dois irmãos do Jose Eduardo que dirigiam o Banco, o Zé Eduardo não estava na direção do banco, apesar de ser herdeiro como os irmãos. Constava que os irmãos o achavam incapacitado para ser banqueiro.

            De qualquer modo acho que o governo FHC poderia ter sido mais condescendente nesse caso, colocando o banco sob administração do BC sem tirar a propriedade do Zé do Chapeu, considerando o papel dele na campanha do Presidente.

            O Banco tinha problemas de caixa mas não estava quebrado, tinha uma grande rede de agencias, a maior depois do Bradesco, entre os bancos privados. Não tenho mais dados mas por ex-colegas que trabalhavam no BC a impressão que tive era que o Banco poderia ser salvo, mas o governo (Malan etc.) preferiu vende-lo ao USBC.

            Não vejo conexão com esse caso da Suiça, o HSBC comprou o Bamerindus em 1997 e não tinha nada na Suiça nessa época, comprou o Republic Bank de Genebra, do Edmond Sfra, no ultimo dia de 1999, portanto bem depois do Bamerindus,

            não vejo ligação logica entre uma coisa e outra..

             

          2. Ulisses s

            9 de março de 2015 12:16 am

            Da onde saiu o dinheiro

            Que FHC e Sergio Motta usaram para a compra do do apartamento na avenida Foch em Paris, imovel este negado até recentemente por FHC e nunca investigado nem pela PF, PRG ou PIG? Qual renda FHC justificaria naquela época para sua compra? Um agradinho do HSBC para o presidente de banana FHC. Típico presente para a compra de ditadores e presidentes corruptos pelo primeiro mundo na entrega a preço de banana das riquesas brasileiras.

          3. Andre Araujo

            9 de março de 2015 12:40 am

            Meu caro, não faço a menor

            Meu caro, não faço a menor ideia sobre apartamentos em Paris, se existiram,  de onde veio o dinheiro, estorias como essa

            podem ser verdadeiras ou simples mitologia, porisso nem tenho o que comentar. Pelo que soube há muito tempo FHC ficava em Paris no apartamento do Abreu Sodré ou do Olavo Setubal, sobre outras estorias não nego nem afirmo nada porque não sei. Como FHC é homem de mais de 80 anos seu perfil pessoal é bem conhecido há muitas decadas e

            é considerado um homem fino mas discreto, sem cafonices de novo rico e  tem um antiga fama de sovina,

            não é de gastar dinheiro, isso é o que todos os seus conhecidos sabem. Pessoas dessa origem, a familia dele é militar hpa varias gerações, o bisavô era Marechal do Imperio, tem geralmente habitos muito discretos.

            Não acredito que um ex-Presidente da Republica tenha a audacia de ter um imovel no exterior sem declara-lo ao imposto de renda, porque isso seria facilmente descoberto e lhe daria muita dor de cabeça.

          4. Patricinho

            9 de março de 2015 1:17 am

            Fino mas discreto?

            FHC é fino porém discreto? Discreção agora é qualidade de um sujeito grosso? Ou quem é fino necessariamente é indiscreto? Essa fraseologia do AA está mais para bajulação do que para um comentário. Na boa, Mente Brilhante: quem enxerga fineza e discreção no político FHC não enxerga que esse deselegante senhor está por trás da armação do golpe que se arma contra a frágil democracia brasileira. Cafonice é querer desconstruir o que o povo brasileiro ergueu até aqui. E nisso, FHC é um mestre.

            Se quiser defender um pulha, terá mais sucesso entre os velhacos.

          5. Marcos Carvalho Campos

            9 de março de 2015 1:29 am

            Não declarar um apezinho em

            Não declarar um apezinho em Paris lhe daria “muita dor de cabeça”.

            “my God” … as leis são só para p.p.p. e petistas mesmo.

          6. Andre Araujo

            9 de março de 2015 11:58 am

            Porque FHC compraria um

            Porque FHC compraria um apartamento desse preço se ele pode usar de graça o ap do Jovelino Mineiro, é só pedir,

            ele não vai tanto assim a Paris, se fosse verdade bastaria colocar o documento de propriedade na internet, tem fotos de um predio mas isso não comprova coisa alguma, é muito primario.

          7. Ulisses s

            9 de março de 2015 1:33 am

            Inocência!

            http://advivo.com.br/comentario/fhc-tem-apartamento-na-avenue-foch-em-paris-e-esconde-ate-hoje

            Puxa, quando pega os amigos, sua memoria tem falhas? Toma um memorial!

            FHC tem apartamento na Avenue Foch em Paris e esconde até hoje

            imagem de ckoliverFHC tem apartamento na Avenue Foch em Paris e esconde até hojeseg, 28/01/2013 – 16:05ckoliver

            FHC tem apartamento na Avenue Foch em Paris e esconde até hoje 
            Caso fosse do Lula, que tivesse mentido sobre ser proprietário de um apartamento em Paris o que diria a imprensa?

            30/12/2012 – Algum problema com as pessoas que moram na Avenue Foch em Paris? Nenhum problema, exceto se a pessoa não tiver renda para isso ou se essa renda for obtida de forma ilegal. Quem conhece esse local de Paris, muito bonito e disputadíssimo, apesar de o metro quadrado por lá ser caríssimo, diz que a Avenue já teve como moradores alguns dos carniceiros africanos, ditadores e gente rica, mas de muito má fama. De certo que moram lá também e, provavelmente são maioria, moradores honrados e honestos, gente que tem dinheiro declarado e ganho de forma limpa e, portanto, que não deve satisfação a ninguém.
            O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem um apartamento na Avenue Foch, só agora, porém, admitiu isso. Parece que comprou o apartamento de um milionário brasileiro que dizem ter participado de operações durante a ditadura. Tudo isso, quanto custou o apartamento, quando e de quem foi comprado, é teoricamente da conta de FHC e eu não estou insinuando que ele comprou esse apartamento sem poder ou com dinheiro ilegal.
            Só não entendo é o motivo de ele esconder por tanto tempo que tem o apartamento, de durante anos e anos afirmar que era “emprestado” e nossa imprensa (sic) sempre ter embarcado nessa história e jamais explorado o fato, como, com certeza, exploraria se o apartamento fosse do Lula, que tivesse mentido sobre ser proprietário.
            Blog do Saraivahttp://www.sganoticias.com.br/2012/12/fhc-tem-apartamento-na-avenue-foch-em.html

             

          8. Ulisses s

            9 de março de 2015 1:44 am

            Até a FSP e Janio deFreitas

            Tinham comentado

            http://limpinhoecheiroso.com/2012/12/25/recordar-e-viver-conheca-o-apartamento-de-fhc-em-paris-ele-tem-renda-para-isso/

             

            Recordar é viver: Conheça o apartamento de FHC em Paris. Ele tem renda para isso?

            Avenue Foch: endereço de milionários, ditadores foragidos e caudilhos com pose de estadista.

            Avenue Foch: endereço de milionários, ditadores foragidos e caudilhos com pose de estadista.

            Via Blog do Saraiva

            Algum problema com as pessoas que moram na Avenue Foch em Paris? Nenhum problema, exceto se a pessoa não tiver renda para isso ou se essa renda for obtida de forma ilegal. Quem conhece esse local de Paris, muito bonito e disputadíssimo, apesar de o metro quadrado por lá ser caríssimo, diz que aAvenue já teve como moradores alguns dos carniceiros africanos, ditadores e gente rica, mas de muito má fama. De certo que moram lá também e, provavelmente são maioria, moradores honrados e honestos, gente que tem dinheiro declarado e ganho de forma limpa e, portanto, que não deve satisfação a ninguém.

            O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem um apartamento na Avenue Foch, só agora, porém, admitiu isso. Parece que comprou o apartamento de um milionário brasileiro que dizem ter participado de operações durante a ditadura. Tudo isso, quanto custou o apartamento, quando e de quem foi comprado, é teoricamente da conta de FHC e eu não estou insinuando que ele comprou esse apartamento sem poder ou com dinheiro ilegal.

            Só não entendo é o motivo de ele esconder por tanto tempo que tem o apartamento, de durante anos e anos afirmar que era “emprestado” e nossaimprensa (sic) sempre ter embarcado nessa história e jamais explorado o fato, como, com certeza, exploraria se o apartamento fosse do Lula, que tivesse mentido sobre ser proprietário.

            ***

            FHC e apartamento de luxo em Paris. E se o apartamento fosse de Lula, o que a mídia diria?

            Via Tô de olho na pilantragem

            Nos idos de dezembro de 2002, quando FHC já sabia que seu candidato estava fora do páreo, perdendo o cargo de presidente da República para o torneiro mecânico Luiz Inácio Lula da Silva, o ainda presidente já se arrumava para se mudar do Palácio da Alvorada. Fernando Henrique estava juntando tudo para guardar em um depósito em São Paulo até que a reforma de seu novo apartamento da rua Rio de Janeiro – a dois quarteirões de seu antigo endereço na Rua Maranhão, em Higienópolis – ficasse pronta.

            Contudo, logo após a entrega da faixa presidencial para Lula, …

            Folha de S.Paulo, 17/12/2002

            Fernando Henrique Cardoso vai passar três meses na Europa, baseado em Paris. Ele ficará hospedado em um apartamento de Jovelino Mineiro, seu ex-sócio na fazenda Córrego da Ponte, em Buritis (MG). A parte de FHC hoje está em nome dos filhos do presidente.

            Entretanto…

            Folha de S.Paulo, 17/12/2002

            O presidente Fernando Henrique Cardoso espera ver concluída no início de 2003 a reforma pela qual passa seu novo apartamento no Edifício Chopin, na rua Rio de Janeiro, bairro de Higienópolis, em São Paulo.

            O apartamento tem uma área de cerca de 400 metros quadrados e fica de frente para a rua Pernambuco. No mesmo prédio, um apartamento com 200 metros quadrados – metade da área do imóvel de FHC – está sendo vendido por R$530 mil.

            Incrível, né?

            ***FHC_Apto_Paris01

            Folha de S. Paulo, 12 de janeiro de 2003, página A7, Coluna de Janio de Freitas

            O endereço

            Janio de Freitas

            Data imprecisada, ou imprecisável, e não recente. Fernando Henrique Cardoso, no uso de toda a simpatia possível, discorre para os comensais suas apreciações sobre fatos diversos e pessoas várias. De repente, intervém a mulher de um brasileiro renomado, há muito tempo é figura internacional de justo prestígio, ministro mais de uma vez, com importantes livros e ensaios. Moradores íntimos de Paris por longos períodos, mas não só por vontade própria, constam que nela nada restringe a franqueza. Se alguém na conversa desconhecia a peculiaridade, ali testemunhou um motivo para não esquecê-la:

            “Pois é, mas nós sabemos do apartamento que Sérgio Motta e você compraram na Avenue Foch.”

            Congelamento total dos convivas. Fernando Henrique é quem o quebra, afinal. Apenas para se levantar e afastar-se. Cara fechada, lívido, nenhuma resposta verbal. A bela Avenue Foch, seus imensos apartamentos entre os preços mais altos do mundo, luxo predileto dos embaixadores de países subdesenvolvidos, refúgio certo dos Idi Amim Dada, dos Bokassa, dos Farouk e, ainda, de velhos aristocratas europeus.

            Avenue Foch, onde a família Fernando Henrique Cardoso está instalada. No apartamento emprestado, é a informação posta no noticiário, pelo amigo que passou a figurar na sociedade da fazenda também comprada por Sérgio Motta e Fernando Henrique Cardoso, em Buritis. Avenue Foch é ela que traz de volta comentários sobre a historieta, indagações de sua autenticidade ou não, curiosidade em torno do que digam outros possíveis comensais.

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          9. Andre Araujo

            9 de março de 2015 2:16 am

            Jovelino Mineiro é genro do

            Jovelino Mineiro é genro do ex-Governador de São Paulo Abreu Sodré e esse apartamento era do sogro, herdado pelos filhos. agora é do FHC? Não sabia. Quem quiser conferir basta ir ao cartorio de registro de imoveis e pedir uma copia do registro.

          10. Ulisses s

            9 de março de 2015 4:06 pm

            Não importa o antigo dono

            se não foi doado ou vendido a preços camaradas para FHC. Senão sobra para ele também.  Agora se FHC comprou a preço de mercado, quanto foi? De onde saiu esta grana toda? Por que FHC escondeu por tanto tempo a compra? Curiosamente este patrimônio de FHC, junto com a fazenda em MG e o AP em Higienópolis foram todos mais ou menos adquiridos na mesma época, curiosamnete em plena PRIVATARIA TUCANA. Como dizia Shakespeare, a mais coisas entre o ceu e a terra do que sonha nossa vã política. 

        2. Ulisses s

          8 de março de 2015 11:25 pm

          Olha aí um dos caroços

          http://blogs.odiario.com/pacocacomcebola/2014/01/31/ze-eduardo-vieira-ex-dono-bamerindus-diz-que-foi-traido-por-fhc-e-pedro-malan/

           

          Zé Eduardo Vieira, ex-dono do Bamerindus, diz que foi traído por FHC e Pedro Malan

          31 de janeiro de 2014, às 12:43Paçoca com Cebola 5 Comentários

          Li no blog Boca Maldita e republico aqui a matéria do Evandro Fadel para o Estado de São Paulo

          Novas revelações bombásticas da excelente entrevista que Evandro Fadel fez com José Eduardo Andrade Vieira, ex-dono do Bamerindus, publicada hoje no Estadão. “A intervenção foi mais política. Mostra quem eram Fernando Henrique e Pedro Malan”, disse Andrade Vieira que apontou FCH como “traidor”.

          “O interventor nomeado pelo BC vendeu aquele patrimônio enorme por US$ 8 milhões, sendo que empresa tinha em caixa mais de US$ 100 milhões. Foi uma dilapidação de meu patrimônio. Na vontade de mostrar a falência do grupo, jogaram fora os imóveis do Bamerindus, as agências foram vendidas para o HSBC pelo valor patrimonial. Eram 1,5 mil agências, vendidas a preço de banana. E ainda assim sobra dinheiro”.

          Leia a seguir a íntegra da entrevista.

          ‘Venderam o Bamerindus a preço de banana’

          Evandro Fadel
          Estadão

          Passados 15 anos da intervenção no Banco Bamerindus, ocorrida em 27 de março de 1997, o ex-controlador José Eduardo de Andrade Vieira, 73 anos, ainda não superou as mágoas, sobretudo contra o ex-presidente FHC e o ex-ministro Pedro Malan. Nos dias que se seguiram à intervenção, a artilharia do ex-banqueiro já tinha se voltado contra eles. As armas continuam fumegando até agora. Vieira considera-se traído por aqueles que tinham sido seus companheiros – ele foi ministro da Agricultura no governo FHC.

          Na quarta-feira, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) assinou acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR) comprometendo-se a pagar todos os credores da massa falida. Com isso, o MP-PR deve pedir a extinção de ação de responsabilidade que mantinha indisponíveis os bens dos ex-administradores do Bamerindus, incluindo os de Vieira. Ao mesmo tempo, o FGC acentuou que prepara o banco para a venda no mercado. Para o antigo dono, esse é o aspecto mais positivo. “É a comprovação de que o Bamerindus não estava falido, porque, se tivesse, ninguém iria comprar”, afirmou.

          Ex-senador, Vieira interrompeu a carreira política após a intervenção no banco e passou a administrar o jornal Folha de Londrina, do qual era sócio. Atualmente, duas filhas estão no dia a dia do jornal. Ele disse que raramente vai à sede em Londrina. Prefere ficar na Fazenda da Capela, em Joaquim Távora, distante 160 quilômetros, para supervisionar a criação de gado leiteiro e de corte, e a produção de milho. Da fazenda, ele conversou por telefone com o Estado:

          O que significa para o sr. o fim da ação que tornava indisponíveis os bens dos ex-administradores e ex-controladores do Bamerindus, a garantia de pagamento dos últimos credores e a preparação do banco para venda, após 15 anos de intervenção?

          Para mim, o principal aspecto é a comprovação de que o Bamerindus não estava falido, porque, se tivesse, ninguém iria comprar. É uma comprovação pública de que o banco sempre tinha saldo positivo. Ninguém iria comprar para ter prejuízo.

          Então, por que a intervenção?

          A intervenção foi mais política. Mostra quem eram Fernando Henrique e Pedro Malan. Não preciso falar nada.

          O sr. continua com mágoa?

          O interventor nomeado pelo BC vendeu aquele patrimônio enorme por US$ 8 milhões, sendo que empresa tinha em caixa mais de US$ 100 milhões. Foi uma dilapidação de meu patrimônio. Na vontade de mostrar a falência do grupo, jogaram fora os imóveis do Bamerindus, as agências foram vendidas para o HSBC pelo valor patrimonial. Eram 1,5 mil agências, vendidas a preço de banana. E ainda assim sobra dinheiro.

          O que representaram os 15 anos de intervenção?

          Não deixou de ser frustrante a gente ser traído por companheiros. Porque na realidade é isso, foi uma traição que eu sofri.

          Quem foi o traidor?
          O Fernando Henrique.

          O senhor esperava mais dele?

          Esperava. O banco estava em boas condições e tinha muito dinheiro para receber do Estado de Mato Grosso. O Pedro Malan segurou isso na gaveta por meses até decretar a intervenção no banco e, no dia seguinte, pagaram o Mato Grosso, que pagou o banco. Já nas mãos do HSBC. Por que comigo não andou para frente e, com outro, em 24 horas resolveram?

          O sr. teria vontade de se encontrar hoje com o Fernando Henrique Cardoso e o Pedro Malan para conversar sobre o assunto e esclarecer as questões?

          Não. Não tenho vontade nenhuma, não. Eles podem cuidar da vida deles.

          O sr. pensa em entrar com alguma ação para reparação de danos?

          Morreu, morreu, né?

          Que sensação o sr. teve no dia 27 de março de 1997?

          De frustração enorme. Como demorou muito e o Fernando Henrique não fazia nada, eu honestamente já estava desconfiado bastante de que o pior podia acontecer. Quando houve a intervenção foi uma confirmação do que eu já imaginava.

          Qual o sentimento que lhe vem quando vê que os clientes, acionistas minoritários e agora os administradores fizeram seus acordos?

          De alívio. Porque muita gente inocente foi sacrificada por uma questão política. O Paraná perdeu muito, perdeu os dois bancos que tinha, o Banco do Estado (Banestado) e o Bamerindus. Infelizmente a classe política do Paraná não reagiu como deveria ter reagido. Realmente foi uma perda não para mim, foi para o Estado, foi para o Brasil. Porque venderam para um banco lá fora que só fez besteira até hoje.

          Que besteira?

          Besteira no sentido de que o banco encolheu, o banco não cresceu. Já mandaram milhões lá para fora, mas a empresa diminuiu de tamanho. (O Bamerindus) era o segundo banco do Brasil. Em câmbio era maior que o Banco do Brasil. E hoje está lá, sei lá em que lugar no ranking. Perdeu muito, né?

          O sr. chegou a ser cogitado para disputar o governo do Paraná. De que forma a intervenção influenciou na carreira política?

          Até para presidente da República eu cheguei a ser cogitado. É por isso que o Fernando Henrique fez a intervenção. Por medo de eu concorrer com ele. Com a intervenção no banco, obviamente afetou minha credibilidade e eu fiquei sem recursos para qualquer coisa.

          Estava tudo indisponível?

          Se eu não tivesse a aposentadoria, eu ia passar fome. Eu tinha uma previdência privada.

          Se o sr. tivesse condições, iria adquirir o Bamerindus na venda que será feita pelo Fundo Garantidor de Crédito?

          Não. Não tenho nem idade para isso. Capacidade eu tenho. Já fiz mais de uma vez e poderia repetir. Mas não tenho vontade.

          Da forma que o Bamerindus está hoje…

          As notícias que foram publicadas é que o Bamerindus teria R$ 3 bilhões de créditos fiscais. Ele tem mais de R$ 6 bilhões. Sei lá por que falaram em R$ 3 bilhões.

          A estimativa é de que o banco possa ser vendido por um valor entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões. É um preço justo?

          Hoje seria, porque o crédito fiscal não pode ser usado inteiramente num exercício. Vai precisar de vários exercícios. Mas aí depende do mercado, se há um interessado ou muitos.

           

        3. Marcos Carvalho Campos

          9 de março de 2015 1:14 am

          Privataria Tucana

          Caramba, ou você é muito ingênuo, ou caiu no Brasil vindo de Marte agora e nem sabe quem foi FHC e a Privataria Tucana , o mesmo tipo de privataria que foi feita em todos os países da America Latina no utlimos 20 anos do seculo XX, na Russia, na Iugoslavia e etc.

          Ou então sei lá , está achando que a privatização foi feita toda correta, que todo o dinheiro foi para o Tesouro Nacional e nada de irregular ocorreu ?

          1. Andre Araujo

            9 de março de 2015 11:55 am

            Meu caro, eu participei de

            Meu caro, eu participei de quatro privatizações do setor eletrico, meu grupo ganhou duas, demos os lances, pagamos e levamos, as licitações foram na Bolsa de Valores de São Paulo, o cheque foi para o Tesouro, onde entraria e porque entraria outro dinheiro se ninguem sabia se iria ganhar?  Esse papo é mitologia pura e esse livro não gerou um unico processo de qualquer tipo porque não tem qualquer estoria real. Nenhum governo é santo mas por ai vc não chega a lugar nenhum. Veja no site do Banco Central o o relatorio das privatizações, o Tesouro arrecadou 106 bilhões de dolares, a esmagadora maioria das empresas hoje não vale o que foi pago, no meu caso valem hoje menos de um décimo.

          2. Ulisses s

            9 de março de 2015 4:33 pm

            Caraio velho

            Se nem com provas ducumentais, vide trensalão tucano, lista de furnas, compra de votos para reeleição, roubalheira nas subprefeituras de SP, aeroportos do Aécio, 450 kg de cocaína, nenhum gerou processo você acredita que tucano vai ser preso neste país? O livro Privataria tucana está cheios de provas, se você não leu a culpa não é nossa pela sua ignorância. O mesalão tucano foi enviado para desaparecer na justiça mineira. A compra de votos não atrai a PGR. O trensalão ficou escondido na gaveta do de Grandis e os tucanalhas acham normal. O Aécio gasta 30 milhões em dois aeroportos para sua família e MG nem aí. Seja ao menos honesto com você mesmo. Hipocrisia assim não dá

          3. Luís Henrique Donadio

            9 de março de 2015 5:18 pm

            E o mais triste é que você

            E o mais triste é que você vem aqui dar sua opinião e tem gente que acha que é a opinião de um petista, senão mesmo do PT…

      2. Luís Henrique Donadio

        9 de março de 2015 1:53 am

        A lista é verdadeira. Isso

        A lista é verdadeira. Isso não está em questão.

        Se vai pegar FHC. aí já não sei. Com certeza pega algumas figuras importantes, empresários e talvez políticos.

        O silêncio sepulcral da imprensa brasileira a respeito indica que há algum nome importante demais para ser vazado. Mas qual esse nome, aí é pura especulação.

  10. O Movimento do SPIN

    8 de março de 2015 11:11 pm

    O entrevistado nāo sabe que
    O entrevistado nāo sabe que entregou o ouro ao bandido

    1. Luís Henrique Donadio

      9 de março de 2015 1:56 am

      É, entregou ao bandido.
      Mas

      É, entregou ao bandido.

      Mas informação não é ouro. Se eu te entrego meu ouro, fico sem ouro. Se eu te entrego minha informação, continuo com ela.

      É uma diferença muito bacana, vive la difference!

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