4 de junho de 2026

A exploração da energia das marés com turbinas flutuantes

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Hidrelétrica marinha

Sugestão de Alfeu

do Inovação Tecnológica

Hidrelétricas marinhas para explorar energia das marés

A exploração da energia das marés vem sendo estudada com o uso de turbinas flutuantes ou de conjuntos de turbinas submersas, todas girando em baixa velocidade conforme as marés fluem num e noutro sentido.

Mas a empresa britânica Tidal Lagoon Power pretende fazer algo bem diferente, construindo uma verdadeira “hidrelétrica marinha”.

A empresa apresentou seis projetos, que consistem na construção de lagoas em baías, quatro delas no País de Gales e duas na Inglaterra.

O projeto da lagoa de Swansea, no País de Gales, que já recebeu apoio do governo mas ainda terá que vencer a resistência dos ambientalistas, tem custo previsto de 1 bilhão de libras (cerca de R$ 4,37 bilhões) e poderá gerar energia para 155 mil residências.

Barragem marinha

Cada uma das lagoas do projeto deve exigir um grande projeto de engenharia. Em Swansea, por exemplo, a muralha de proteção para a barragem marinha deve se estender por mais de 8 quilômetros.

Esses muros gigantes servem para captar a água da maré e criar um reservatório.

Quando a maré começa a subir, as comportas são fechadas, criando um desnível porque a água da lagoa permanece em um nível mais baixo.

Quando a maré está cheia do lado de fora, as comportas são abertas e a água flui pelas turbinas, gerando energia e enchendo a barragem.

Quando a maré começa a virar, as comportas são fechadas para manter o nível alto da água dentro da barragem.

Assim que a maré fica baixa do lado de fora, as comportas são novamente abertas para gerar energia novamente enquanto a água flui da barragem de volta para o mar.

 

 

Energia verde

Este esquema de “energia verde” é interessante para as empresas geradoras porque, ao contrário da energia solar e da energia eólica, é possível prever a mudança das marés.

E o Reino Unido conta com uma das marés mais altas do mundo. As turbinas capturam energia de duas marés que entram e duas marés que saem da lagoa por dia e devem permanecer ativas por uma média de 14 horas diárias.

“Temos uma oportunidade maravilhosa de criar energia a partir da dança entre a Lua e a Terra. Admitimos que, no começo, é caro, mas, com o passar do tempo os custos serão cobertos e vai se transformar em algo incrivelmente barato”, afirmou Mark Shorrock, presidente da companhia.

https://www.youtube.com/watch?v=mXEmHDQtXnw

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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7 Comentários
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  1. Snaporaz

    8 de março de 2015 2:49 pm

    Conhecida como  o lugar  de

    Conhecida como  o lugar  de nascimento e inspiração  de poemas de Dylan Thomas,Swansea,emerge,agora,  do esquecimento.

  2. rdmaestri

    8 de março de 2015 3:32 pm

    De tempos em tempos é

    De tempos em tempos é reinventada uma forma “nova” de geração não convencional de energia, a energia maremotriz é um desses casos, e o perigo que embalados em promover a geração de energia de formas não convencionais caiamos nesta esparela que é a geração maremotriz.

    Chamo a atenção que a Inglaterra está chegando a um ponto de não ter lugar nem para colocar geradores eólicos, e para eliminar a geração via nuclear ou a gás eles só tem a opção do carvão, logo uma situação completamente diferente do Brasil.

    Usinas maremotriz já existem em operação há meio século, em 1966 foi inaugurada a primeira usina maremotriz do mundo em La Rance, na França, ela trabalha operacionalmente até o dias atuais mais por demanda das prefeituras locais, que a utilizam como ponto turístico, do que sua eficiência, note-se que as marés na costa Atlântica da França (em uma região especial) são extremamente altas (12m ou mais) coisa que não acontece no Brasil onde temos somente no Maranhão (terra da família Sarney) marés que atingem no máximo a metade desta altura.

    Os ambientalistas são intransigentes por este tipo de aproveitamento com muita razão (olha que eu sou meio impertinente com determinado tipo de ambientalistas), pois para gerar energia de forma contínua é necessário modificar por completo o tempo que duram as águas altas da maré.

    Este tempo altera substantivamente o bioma destas zonas alagadas pela maré e alteram não só a região em que se mantém a água alta mas também as regiões próximas que peixes crustáceos se alimentam.

    Além da fauna, tem-se danos irreparáveis a flora de regiões de mangue, a modificação do comportamento milenar do mar certamente provocará uma perda de espécies vegetais neste bioma complexo.

    Não há modelo matemático capaz de similar o que acontece numa região atingida por uma modificação deste tipo, logo qualquer tentativa de provar matematicamente que os impactos são mínimos é uma mera especulação. Um sistema de equações que tente simular a iteração das várias espécies (iteração entre duas espécies é facilmente simulável por leis conhecidas) cai no que se chama um sistema sujeito ao CAOS (caos sobre o ponto de vista matemático) tornando impossível a simulação de situações futuras.

    Analogia entre o impacto ambiental na Inglaterra ou na França com o que poderia ocorrer na costa brasileira onde tem marés maiores, é simplesmente impossível, pois naqueles países a riqueza dos biomas que serão afetados não é nem 5% dos brasileiros, logo o que vale para eles não vale para nós.

    Analisando somente pelo aspecto econômico, deixando de lado o social (que também sofrerá impactos) o que se ganha com uma usina maremotriz em relação a produção de alimentos que vai se perder não compensa. Serão camarões, caranguejos, e centenas de outras espécies animais que habitam ambientes profícuos e diversificados que são as regiões ali situadas.

     

    Já fui acusado várias vezes neste portal por defender a geração hidrelétrica, porém a geração em usinas maremotrizes é algo totalmente diferente da geração em usinas convencionais, não só sobre o aspecto econômico do aproveitamento que começa com obras enormes para contensão de um mínimo de água e termina no tipo de turbina que deverão ser utilizadas (turbinas reversíveis tipo bulbo). 

    1. Imparcial atento

      8 de março de 2015 8:07 pm

      PARABÉNS !
      COMENTÁRIO

      PARABÉNS !

      COMENTÁRIO PERFEITO,muito bom mesmo.**********

    2. junior50

      8 de março de 2015 10:47 pm

      Bacanga ( MA ) e Macapá (AP )

       Foram os locais estudados no Brasil para este tipo de usinas, estudos levados pela USP e UFMA, que pararam, que eu me lembre ano passado, o caso de Bacanga (MA ), Baia de São Marcos, onde se situam as maiores marés brasileiras, a interferencia nos portos da região seriam imensas, e o estudo de impactos na pesca, navegação de pequeno porte, nas comunidades que cercam a baia, praticamente inviabilizariam a obra, que contava ( estudos de viabilidade técnica) com apoio da DCNS francesa, empresa bastante experiente neste tipo de Usina, com seus ” hydroliennes”.

        Na matemática e fisica, sobre os hydroliennes: fr.wikipedia.org/wiki/Hidrolienne

         e em: http://www.usinenouvelle.com/article/edf-dcns-gdf-suez-alston-construiront-les-premieres-hydroliennes-francaises….

        P.S.: Pelo que li em outras publicações ( usine nouvelle Le Retour de l’energie maremotrice passe par le Royaume Uni, de Março 2015 ), mesmo com esta usina em funcionamento, maxima carga, a energia maremotriz responderia por apenas 8% da demanda do Reino Unido, ao custo de construção semelhante a de duas usinas nucleares de 95 MW/h livres cada uma, ainda sem avaliar os custos ambientais e economicos ( redução de trafego maritimo aos portos do estuario do Severn .

      1. rdmaestri

        8 de março de 2015 11:45 pm

        Hydrolienne não é uma usina maremotriz.

        Caro Junior.

        Uma “hydrolienne” não é uma usina maremotriz, são dois princípios diferentes, uma “hydrolienne” é simplesmente um tipo de turbina sem carcaça assim como são as eólicas, ou seja, a água (assim como o ar nas eólicas) passa em torno da turbina e esta não possui uma parte externa que protege estas e obriga o fluido passar pelo rotor.

        Uma usina maremotriz é muito parecida com uma usina hidrelétrica convencional, com a diferença de no lugar de a energia proveniente da diferença de cota da água de montante (em espanhol fica melhor esta palavra “aguas arriba”) para o nivel de jusante (“aguas abajo”), ma maremotriz o montante e o jusante não existe, num momento vem a onda de maré e o montante fica fora da barragem que fecha a baia, após gerar tudo os níveis se equilibram e começa a maré baixa, aí o montante fica a água que ficou retida dentro da baia.

        Elas são intermitentes pois a cada fim de um ciclo há um determinado tempo em que os níveis ficam equilibrados ou abaixo da capacidade de geração da máquina.

        Outro problema é que se trata do uso de uma turbina tipo bulbo, turbina de eixo horizontal em que o gerador está colocado preso ao mesmo eixo, são turbinas caras e o rendimento cai a medida que elas devem trabalhar nos dois sentidos.

        Olhando melhor o filminho que acompanha o texto para mim se trata de uma imensa negociata, pois vão fazer um enorme barramento para aproveitar uma merreca de energia, o custo energético da própria construção de toda esta energia só vai ser compensado com um período razoável de tempo de operação.

        Já as turbinas “hydroliennes” elas são uma espécie de gerador eólico que aproveita uma corrente muito forte que ocorre em dadas regiões, elas não precisam de barramento e teoricamente funcionariam livres no meio do mar sem nenhuma obra complementar. Para estas tem-se que procurar regiões com correntes marinhas fortes e retirar a energia destas.

        Pelo lado ambiental, as “hydroliennes” tem um risco fantástico, pois se fizerem grandes fazendas de usinas arrisca-se retirar das correntes a sua energia e não se sabe até que ponto esta retirada de energia não tem a capacidade de provocar variações nas correntes marinhas.

      2. Alexandre Augusto Godinho de Oliveira

        9 de março de 2015 1:22 am

        O rio Bacanga, onde está

        O rio Bacanga, onde está encravada a barragem do mesmo nome, local escolhido para os estudos preliminares na década de 70/80, pela Eletrobrás, não interferiria de forma alguma na dinâmica dos portos na região que distam, em média, mais de 5 Km desta área urbana. Sobre a influência sobre as comunidades no entorno e na atividade de navegação de pequeno porte, deve-se frisar que o aproveitamento deste potencial se daria pelo sistema utilizado na França, que difere muito deste proposto para a Grã-Bretanha. 

  3. Athos

    8 de março de 2015 3:57 pm

    Lá para 2070 talvez seja
    Lá para 2070 talvez seja uma.opção.
    Hoje…não tem coragem nem de falar sobre custo e rendimento.

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