4 de junho de 2026

Alckmin reduz investimentos em infraestrutura e mobilidade

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Jornal GGN – O governador Geraldo Alckmin reduziu, nos últimos tempos, o ritmo de algumas das principais obras de mobilidade de sua gestão. E parou outras. Em janeiro, Alckmin anunciou o contingenciamento de R$ 6,6 bilhões gastos, mas disse que o corte afetaria apenas o custeio de fundações e de funções comissionadas e que não chegaria aos investimentos. Agora, os relatos são de demissões em massa nos canteiros de obras.

Alckmin desacelera execução de obras de trens, Metrô e do Rodoanel Norte

Por Bruno Ribeiro, Caio do Valle e Edgar Maciel

Do Estadão

Funcionários nos canteiros relatam demissões em massa, enquanto vizinhos dos locais de trabalho dizem que serviços perderam ritmo

As principais obras de mobilidade da gestão Geraldo Alckmin (PSDB) na Grande São Paulo perderam o ritmo e algumas, como o Trecho Norte do Rodoanel, pararam. Os sistemas de acompanhamento de gastos do governo mostram execução de até 0,05% de algumas das ações, como a Linha 9-Esmeralda de trens. Operários relatam demissões em massa nos canteiros, enquanto vizinhos confirmam a paralisia e fornecedores recebem comunicados ordenando a redução de gastos. 

Os serviços afetados estão entre as principais ações para amenizar os congestionamentos da metrópole. Quando prontas, as linhas de trem e metrô em obras vão permitir que mais de 2 milhões de pessoas viajem por trilhos diariamente.

Jardim Corisco.Poucos funcionários e máquinas paradas; local terá 32 remoções

Em janeiro, Alckmin anunciou o contingenciamento de gastos, num total de R$ 6,6 bilhões. Mas negou que o cinto tenha sido apertado também nos investimentos. “O R$ 1,9 bilhão (o total a ser cortado) é de corte em pessoal, custeio e extinção de fundações, 15% de funções comissionadas e cargos comissionados, 30% de diárias e horas extras e duas fundações extintas, justamente para evitar reduzir o investimento”, disse. 

Entretanto, os investimentos já apresentam lentidão, o que se verifica na comparação porcentual de obras já concluídas com o planejamento de 2015. O orçamento chega a R$ 14,5 bilhões. Mas, até agora, nem R$ 1 bilhão desse total chegou a sair dos cofres públicos, segundo dados do Sistema de Informações Gerenciais do Plano Plurianual (SIGPPA).

Freio. O caso mais emblemático é o Trecho Norte do Rodoanel, que já teve a previsão de término adiada de 2016 para 2017. Atualmente, são poucas as máquinas que trabalham nos seis lotes de construção. Operários foram demitidos, as desapropriações atrasaram e o ritmo nos canteiros é lento. Neste ano, apenas R$ 48 milhões (2,2% do total) foram gastos no projeto – o Estado diz que há verbas do Banco Internacional para Reconstrução em Desenvolvimento (BIRD), de R$ 54 milhões, que não aparecem na base de dados, totalizando R$ 100,2 milhões, ou 4,5% do total, o que ainda é menos do que a média executada no ano passado.

O Estado visitou os lotes 1, 4, 5 e 6 e viu materiais e pessoal parados em todos eles. A situação é mais grave no último, com 11,96 km de extensão, entre as cidades de Guarulhos e Arujá. Nenhum funcionário foi encontrado, e os canteiros estavam abandonados. No meio da Serra da Cantareira, apenas a terraplenagem, coberta de barro, estava concluída. 

“Eu passo neste trecho todos os dias para pegar ônibus. Quando vejo dez pessoas trabalhando é muito. Quase sempre não tem ninguém”, conta a empregada doméstica Ana Cláudia Cardoso, de 35 anos, moradora de Guarulhos.

Nos lotes 4 e 5, os relatos são de corte em massa de funcionários. Na semana passada, o operário Douglas Spataro Ramos, de 35 anos, viu cerca de mil colegas da construtora Acciona serem mandados embora.

“Antes, não tinha espaço no refeitório para todos os funcionários. Chegava a comer de pé. Hoje, a gente senta sozinho na mesa. Não tem ninguém”, conta.

Respostas. O presidente da estatal Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), Laurence Lourenço, que toca a obra, diz que não há corte de verbas. No lote 1, afirma que há problema com o consórcio que executa o serviço. Nos demais, as chuvas estariam atrapalhando o andamento dos trabalhos, acrescido de atraso nas desapropriações. 

Já o Palácio dos Bandeirantes afirma em nota que “não há porque considerar” que o ritmo dos trabalhos está baixo e disse que a execução dos orçamentos do Metrô e da CPTM está acima do previsto. O governo também questiona o uso do PPA para acompanhar o andamento das construções.

Redação

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7 Comentários
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  1. Almeid

    1 de março de 2015 5:34 pm

    Lote – Extensão – Vencedor –

    Lote – Extensão – Vencedor – Valor do contrato

    Lote 1 – 6,2 km – Consórcio Mendes Júnior/Isolux Corsán – R$ 647.611.591,06

    Lote 2 – 4,88 km – Construtora OAS Ltda – R$ 604.170.644,64

    Lote 3 – 3,62 km – Construtora OAS Ltda – R$ 601.140.442,61

    Lote 4 – 9,1 km – Acciona Infraestructuras S/A – R$ 788.021.820,59

    Lote 5 – 7,88 km – Consórcio Construcap/Copasa – R$ 646.340.371,2

    Lote 6 – 11,96 km – Acciona Infraestructuras S/A – R$ 619.219.894,43

  2. AlvaroTadeu

    1 de março de 2015 5:35 pm

    Alguma novidade?

    Se Alckmin não consegue dar conta do abastecimento de água, que é fundamental, do resto, ele nem sabe do que se trata. Muito simpático, esse Alckmin, é adorado pelos paulistas, pela imprensa golpista e por todos que fazem
    “negócios” com o estado de SP.

    1. sergio m pinto

      1 de março de 2015 7:03 pm

      Nenhuma novidade. E como

      Nenhuma novidade. E como dizem os mineiros, esse pessoal é ruim de serviço. Para eles, o negócio é vender ou terceirizar, por falta de talento para administrar. E obra é um negócio que dá muito trabalho. Melhor é gastar R$ 10.000,00 reais por internado na Fundação Casa, que logo logo muda de nome para esconder a falência na gestão.

  3. Lionel Rupaud

    1 de março de 2015 6:25 pm

    Como paulistano, eu gostaria de saber

    quais eram esses “investimentos em infraestrutura e mobilidade do governo Alkmin que agora não vão acontecer.

    Pelo visto, a minha estação da linha 4 de metro que está atrasada 7 anos em relação ao anunciado um dia por um governador tucano, vai atrasar mais uns 3 anos…

    Mas a turma de Higienópolis que só gosta de metro em Londres ou Paris, vai adorar.

  4. Fabio SP

    1 de março de 2015 6:29 pm

    Agora o Alckmin é o

    Agora o Alckmin é o responsável pelo retrocesso na economia do país… Ou será que é só ele que está fazendo cortes?

     

    http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/02/equipe-economica-autoriza-reducao-de-237-em-gastos-do-pac-ate-abril.html

    1. J. Alberto

      1 de março de 2015 9:57 pm

      Ninguém disse isso

      Talvez a Lava Jato tenha freado as obras, afinal a concentração de obras nas grandes empreiteiras é intensa.

  5. Manoel Coelho

    1 de março de 2015 7:00 pm

    Mistério

     

    Precisamos levantar as empreiterias envolvidas nas obras, tem algo estranho na paralização, algo não bate. Será que as empreiteiras envolvidas na Lava Jato também irrigavam verbinha para o PBDB e a fonte secou ???

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