
Jornal GGN – A siderúrgica Usiminas divulgou seu segundo resultado trimestral negativo consecutivo, depois de suspender a publicação na última sexta-feira, depois que o Conselho de Administração se posicionou contra a publicação dos dados mesmo com o aval do auditor externo e dos comitês de auditoria e fiscal. De acordo com os dados divulgados, a empresa registrou prejuízo líquido de R$117 milhões, devido à forte queda na demanda doméstica e à desvalorização do Real frente ao dólar em 12%. Já no consolidado de 2014, a companhia sustentou um lucro líquido de R$ 208 milhões, contra R$ 17 milhões em 2013, puxado pela maior receita com venda de energia elétrica excedente do processo produtivo e por menores despesas financeiras.
Segundo os números publicados ao mercado, as estimativas da Usiminas são de que o consumo aparente de aços planos tenha caído, no Brasil, cerca de 13% no quarto trimestre em relação ao terceiro e 18% em relação ao quarto trimestre de 2013. No mercado externo, os preços permanecem comprimidos. No mercado de minério de ferro, também se verificou um forte queda nos preços internacionais, influenciando o resultado da subsidiária Mineração Usiminas.
Como resultado do cenário, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) consolidado da Companhia atingiu R$ 301,8 milhões, 15,3% inferior ao do terceiro trimestre. No acumulado de 2014, o EBITDA reportou R$ 1,86 bilhão, crescimento de 3,1% sobre 2013.
As vendas de aço foram de 1,2 milhão de toneladas no último trimestre do ano, uma redução de 11% na comparação com as do terceiro trimestre de 2014. As vendas para o mercado interno representaram 1 milhão de toneladas, redução de 5,5% na comparação com as do terceiro trimestre, principalmente em função da sazonalidade e da fraca atividade econômica do período. Como reflexo da queda dos preços internacionais, o volume de exportações reduziu 28,1% nos últimos três meses em relação ao do terceiro trimestre. O mix de vendas registrado foi de 81% no mercado interno e 19% nas exportações.
No ano de 2014, o volume total de vendas foi de 5,5 milhões de toneladas, queda de 10,9% ante as 6,2 milhões de toneladas registradas em 2013. O mercado interno, com maior representatividade, registrou vendas de 4,6 milhões de toneladas, uma redução de 15,4% na comparação com 2013, em função da fraca demanda doméstica. As exportações cresceram 19,1%. O mix de vendas teve participação de 83% do mercado doméstico e 17% na exportação.
No trimestre, a produção de aço bruto nas usinas de Ipatinga e de Cubatão foi de 1,4 milhão de toneladas, estável em relação à do terceiro trimestre. Em 2014, a produção totalizou 6,1 milhões de toneladas contra 6,9 milhões em 2013, uma redução de 11,7%.
Já na Mineração Usiminas, o volume de produção de minério de ferro foi de 1,5 milhão de t, estável em relação ao do 3T14. No ano de 2014, o volume de produção foi de 6,1 milhões de toneladas, 6,9% inferior ao de 2013. O EBITDA foi de R$ 23,5 milhões, 106,2% superior ao do terceiro trimestre. O resultado decorre de ações de redução de custos, venda de energia elétrica excedente e de melhorias operacionais que amorteceram, em parte, o impacto negativo da queda dos preços internacionais. No acumulado de 2014, o EBITDA da Mineração Usiminas foi de R$ 277,1 milhões contra R$ 582,3 milhões em 2013.
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