4 de junho de 2026

Onde racistas se divertem, por Jarid Arraes

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Enviado por Osvaldo Ferreira

Bloco Domésticas de Luxo: onde racistas se divertem

Por Jarid Arraes

Do Portal Fórum

No último sábado (7), o portal Tribuna de Minas repercutiu algo de forma, no mínimo, intrigante: apresentando o Bloco chamado “Domésticas de Luxo” com entusiasmo, o portal deu à matéria o título de “Pretinhas em contos de fada”, explicando que os participantes do bloco – tradicionalmente homens brancos -, além de se fantasiarem de mulheres negras, ainda adicionavam à “fantasia” roupas de princesas de contos de fada, como a Branca de Neve.

É chocante que o racismo escrachado, debochado e explícito seja tratado como uma tradição divertida que tem mérito em ser preservada. Pior, é revoltante perceber que a população de Juiz de Fora – onde o bloco acontece – considera tão natural e adequado o fato de que homens brancos se vistam de mulheres negras, pintando o rosto com tinta preta, vestindo perucas que imitam cabelos crespos, exagerando no batom vermelho para desenhar lábios muito grossos e fazendo uso de enchimentos para exibir bundas falsas de tamanhos enormes.

O bloco Domésticas de Luxo é um verdadeiro show de horrores: consegue reunir racismo e machismo numa mistura perversa que está a serviço de uma parcela altamente privilegiada da população. E eles se divertem muito: dançam, bebem, gargalham – e até mesmo levam crianças para assistir e participar. Esse espetáculo tem a cara do Brasil; um país extremamente racista, que trata os cidadãos negros como objetos de escárnio, coisas sem valor, sem o status de seres humanos e sem direito ao mínimo respeito.

O jornal Tribuna de Minas faz ainda pior, pois respalda a prática racista, apresenta todo o show bizarro como algo divertido, como um programa para ser feito em família. “As pretinhas mais famosas de Juiz de Fora caem na folia”, escreveu Marisa Loures. Quais pretinhas? Os homens brancos que utilizam estereótipos relacionados às mulheres negras como válvula de escape para expressar todo o racismo que escondem nos demais dias do ano?

Nenhum argumento em defesa desse bloco pode ser aceito, nem mesmo o fato de que o bloco promove doações de sangue ou de leite materno. Nenhuma ajuda pode ser oferecida a um grupo se isso é feito às custas da degradação de outro grupo. As mulheres negras reais têm direito de “cair na folia” com a garantia de que serão respeitadas; ou será que o assédio, o racismo e a violência são o que Juiz de Fora tem destinado a elas?

O mundo caminha para frente, avançando no sentido de mudanças sociais para garantir a dignidade e os direitos de todas as pessoas, não somente das pessoas brancas do gênero masculino. Nosso país não deve mais abrir espaço para algo tão escabroso como esse bloco “Domésticas de Luxo”. O bloco tem que acabar e as pessoas que participam dele devem ser responsabilizadas pela hostilização e deboche cometido contra mulheres negras. Isso é racismo, é herança escravocrata, e precisa ter fim. Para todos aqueles que trabalham por uma sociedade onde o racismo e a misoginia não mais prevaleçam, o repúdio contra esse bloco é a atitude mínima a ser tomada.

Foto de capa: Reprodução

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33 Comentários
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  1. Alessandro Nunes Bertoni

    10 de fevereiro de 2015 6:24 pm

    o que é racismo?
    Acho que o autor forçou a barra. Já não sei mais o que é racismo, pois apesar de conviver com negros, que são meus parceiros e amigos, sempre me deparo com uma novidade, classificada de racismo. Talvez devessem criar uma cartilha de boas maneiras para evitar o racismo, pois está difícil agir naturalmente perto de uma pessoa negra pelo medo de ir preso e ser processado. Os negros que citei no inicio são meus amigos e muito parceiros.

  2. Alessandro Bertoni

    10 de fevereiro de 2015 6:27 pm

    Forçou a barra. Afinal, o que é racismo?

    Acho que o autor forçou a barra. Já não sei mais o que é racismo, pois apesar de conviver com negros, que são meus parceiros e amigos, sempre me deparo com uma novidade, classificada de racismo. Talvez devessem criar uma cartilha de boas maneiras para evitar o racismo, pois está difícil agir naturalmente perto de uma pessoa negra pelo medo de ir preso e ser processado. 

    1. Antonio e Antonio

      10 de fevereiro de 2015 7:11 pm

      Alessandro
       
      Não você não

      Alessandro

       

      Não você não sabe o que é racismo…

      Prezado, andar com negros não o isenta de racismo. Quantos desses negros frequentam sua casa e privam de sua amizade fora do ambiente de trabalho, futebol e outros? 

      1. Alessandro Nunes Bertoni

        11 de fevereiro de 2015 3:11 pm

        Não sei

        Vou mostrar o artigo para eles e pedir para eles mesmo comentarem. Vocês me responderam como se eu não enxergasse racismo em nada no Brasil. E não é isso. Só acho que estamos chegando a um ponto de radicalismo em que qualquer detalhe, que seja uma fantasia de negro, poderá ser confundido com racismo. Ai não dá. Se for assim,  vou sair processando todo mundo que me chama de “Alemão”. Realmente, eu perdi a noção do que é racismo e o que não é. Eu sinceramente não sei mais e as vezes pergunto aos meus amigos: “Vocês se ofendem com isso?”, pois as vezes é a unica maneira de entender se algo é racismo ou não.

    2. Paulo Flores

      10 de fevereiro de 2015 7:29 pm

      O que é racismo?

      Caro Alessandro,

      experimente substituir a negra por uma branca em todas as etapas da folia… Substitua também nas marchinhas as palavras neguinhas por branquinhas ou branquelinhas, claro que o título não precisará mudanças, “domésticas de luxo”, não havendo racismo, também servirá! Não ficou bom, não é? E então?

      1. Alessandro Nunes Bertoni

        11 de fevereiro de 2015 3:22 pm

        Se substituir as palavras

        Se substituir as palavras ninguém dirá que é racismo. É ai onde eu quis chegar: existe um exagero para o outro lado. Há uma sensibilidade exagerada em se considerar algo como racismo. O artigo menciona em um determinado momento a necessidade de se punir os participantes. Aposto que a maioria nem sonha que possa estar cometendo crime de racismo, afinal não desejam de forma alguma ofender alguém. Eu fiquei surpreso com o artigo. Mas pelo jeito, alguém se ofendeu. É complicado.

        Olha, eu prezo muito pela igualdade racial e social no Brasil e em qualquer lugar do mundo. Outro dia aconteceu uma coisa engraçada e curiosa com a minha filha na escola. Ela chegou em casa me contando que algo tinha acontecido com uma garotinha de “cara escura”. Minha filha tem apenas 4 anos, e estava descobrindo as difereças físicas na escola (é o primeiro ano dela na escola). Foi ao mesmo tempo curioso e desafiante. Como explicar as diferenças físicas, raciais para minha filha sem despertar o racismo, a segregação, etc. Afinal, minha filha, assim como qualquer outra criança, representa o futuro e precisa ser bem educada para que as piores coisas que vemos nos dias de hoje não sejam perpetuadas. Busquei ajuda e obtive na forma da indicação de um livro: “Menina Bonita do Laço de Fita” (recomendo para os pais e mães do blog). O livro que estamos lendo para ela (minha filha) compreender que as diferenças fisicas não nos diferem em outros fatores como emocionais, comportamentais, de caráter, etc. Achei bacana dividir isso com vocês como a tentativa de explicar o porque da minha dúvida no título. As vezes não sabemos como agir e isso não deve ser confundido como racismo ou alguém que não enxerga (ou não quer enxergar) o racismo. 

    3. Arthemísia

      11 de fevereiro de 2015 1:22 am

      Ué, seus amigos negros nunca

      Ué, seus amigos negros nunca lhe falaram o que é racismo? Vixe…..

  3. adolpho

    10 de fevereiro de 2015 6:32 pm

    Meu  Deus… e isso

    Meu  Deus… e isso acontecendo no carnaval… nessa festa do demo, tem bloco em que mulheres se vestem de homens, homens se travestem de mulheres (pretas, pobres, putas… helloooo, muquiranas…), pecadores de santos, virgens de putas, pobres de ricos… até o próprio Chico Buarque já apontava esse absurdo, com o seu “Vai passar”.

    Creio ser imperativo acionar o ministério público para barrar isso.

  4. Anna Dutra

    10 de fevereiro de 2015 6:45 pm

    Nhôzinhos e Sinhazinhas! Este

    Nhôzinhos e Sinhazinhas! Este é um dos muitos atavismos que trazemos e que “travestimos” de humor, de cordialidade e de condescendência. Não acho que o purismo e o politicamente correto sejam saudáveis por si porque a crítica, a sátira estão a serviço da reflexão e da correção, mas há, em algumas manifestações, ainda que populares, uma enorme carga de preconceito e de desqualificação. Infelizmente, este fenômeno não está restrito a Minas, pois permeia nossa vida social e nossas relações há séculos, em todo o nosso território, em nuances próprias de cada região e conforme aspectos históricos e culturais da nossa formação civilizatoria. Não se trata de consagrar e festejar nossas raízes, o que devemos fazer sempre que a ocasião se apresente, mas de reforçar diferenças e posições relativas que são causa de divisão e conflitos ainda não sanados em nossa convivência. E reforçados cotidianamente pelas relações de poder, atualmente camufladas, mas ainda presentes.

  5. Severino Januário

    10 de fevereiro de 2015 6:55 pm

    Cuidado. Nem tudo o parece é

    Cuidado. Nem tudo o parece é racismo, e o que não parece muitas vezes é, além de racismo, hipocrisia.

  6. jns

    10 de fevereiro de 2015 7:13 pm

    EUA

     

    A História dos linchamentos no Sul registra cerca de 4.000 nomes

    NYTimes | CAMPBELL ROBERTSON  | 10/02/2015

    Dallas, em 1910, quando Allen Brooks, um negro, foi enforcado em um poste de telefone | Dallas Public Library / Dallas History Archives Division

    DALLAS – O turístico quarteirão da sede ex-Texas School Book Depository fica o antigo tribunal do condado, onde agora funciona um museu, foi invadido pela população em 1910. Um grupo de homens correu ao tribunal, laçou uma corda ao redor do pescoço de um homem negro, acusado de ter abusado sexualmente de uma menina branca de 3 anos de idade, e jogou a outra ponta da corda para fora de uma janela. A multidão lá fora puxou o homem, Allen Brooks, para o solo. Brooks foi, então, amarrado por cima do arco cerimonial, que está instalado a poucas quadras da rua principal.

    A sul da cidade, na região onde passa os Trinity River, um homem negro chamado WR Taylor foi enforcado por uma multidão em 1889. Ainda mais ao sul, encontra-se a comunidade de Streetman, onde George Gay, de 25 anos, foi enforcado em uma árvore e recebeu centenas de disparos em 1922.

    Logo depois está a cidade de Kirvin, onde três homens negros, dois deles quase certamente inocentes, foram acusados ​​de matar uma mulher branca e, sob o olhar de centenas de espectadores, que bebiam refrigerantes, foram castrados, esfaqueados, espancados, amarrado a um arado e incendiados na primavera de 1922.

    O assassinato de Mr. Brooks está documentado nos registros do museu. As outras mortes, como os de quase todos os linchamento nos Estados Unidos, não foram mencionadas, mas Bryan Stevenson acredita que isso deve mudar.

    Na terça-feira, a organização que ele fundou e dirige a Equal Justice Initiative, em Montgomery, no Alabama, divulgou um relatório sobre a história dos linchamentos nos Estados Unidos, representando o resultado de cinco anos de pesquisa e 160 visitas a sites em todo o Sul dos Estados Unidos. Os autores do relatório compilaram um inventário de 3.959 vítimas de “linchamentos raciais terroristas” em 12 estados do Sul, entre 1877 e 1950.

    As localizações dos linchamentos entre 1877 e 1950 (73 anos de linchamentos mapeados)

    Stevenson disse que o processo pretende contar a narrativa através de uma linha definida sobre a história racial viciosa do país, em vez abordar a história de forma fragmentada.

    “O linchamento em forma de terror determinava a geografia, a política, a economia e as características sociais de ser negro nos Estados Unidos durante o século 20”, disse Stevenson, argumentando que muitos participantes da grande migração do Sul devem ser considerados como refugiados que fugiam do terrorismo, em vez de as pessoas simplesmente à procura de trabalho.

    Continua:

    http://www.nytimes.com/2015/02/10/us/history-of-lynchings-in-the-south-documents-nearly-4000-names.html?_r=0

  7. Edyna Silva

    10 de fevereiro de 2015 7:26 pm

    É o esteriótipo encrustado na

    É o esteriótipo encrustado na cabeça: negra, pobre e serviçal.

    Agora, mudando de assunto, onde estão as  vozes negras pra reclamar não só disto como de tantas  marcas pregadas na testa dos  oprimidos?

    Ah, eles estão casados com loiras. A primeira coisa que um negro pobre faz quando fica rico é se casar com uma loira e  renegar as mulheres de sua raça. E ficam todos caladinhos. Já as mulheres negras quando sobem na vida pintam o cabelo de loiro como vemos tanto nos EUA e aqui também, ou vão desfilar semi-nuas no carnaval.

    Certos programas de TV na Globo escalam negros e negras toda semana pra rebolar, mas nenhum convida um  negro ou negra que seja doutor, advogado, psicólogo ou que tenha  uma formação acadêmica para discorrer sobre algum assunto importante. Continuam alimentando e incentivando estas pessoas a serem atração de circo. Desculpe, mas é  assim que analiso esses quadros de TV.

    A resposta deve ser dada  por  elas/eles mesmos. Agora que temos COTAS, eles e principalmente elas que sofrem mais do  que eles, devem dar a resposta  estudando, trabalhando e dando exemplo aos seus. Só a educação e o trabalho  duro pode reverter esta situação e acabar com este esteriótipo.

    Mostrem que  podem tanto quanto os brancos. Levará alguns anos, mas se não  começarem nunca vão conseguir.

    1. Sociólogo

      11 de fevereiro de 2015 2:27 am

      Nossa
      Combatendo preconceito com preconceito? Tsc, tsc, tsc…
      Quem foi que disse que negra não pode pintar o cabelo de loiro ou ruivo?
      Quem foi que disse que um homem negro não pode se casar com uma loira?
      Tem muitas negras pobres que dançam seminuas no Carnaval também.
      Amiga, vou dar um toque: bem-vinda ao século XXI, onde as pessoas fazem o que querem _ e as pessoas não ficam cuidando da via sexual alheia.
      Existem negros ricos que se casam com mulheres negras (raça, aliás, é um conceito que nem se usa mais). Veja a Taís Araújo e o Lázaro Ramos. Veja o Olivier e a Adriana Alves.

      Voltei dos EUA faz pouco tempo e me impressionei positivamente com o número de casais multirraciais… E digo mais, sem polícia para dizer “quem deve ficar com quem”, “qual deve ser a cor do seu cabelo”…

      Por favor, acorde!

      1. Edyna Silva

        11 de fevereiro de 2015 4:21 pm

        Hum…

        Você não entendeu NADA do que eu falei. Paciência…

  8. Flics

    10 de fevereiro de 2015 7:57 pm

    Epa!… Opa!

    … eu vou “dançar”… o meu bloco somos todos vestidos de louraças, bem burrinha, bem bundudas e bem tetudas… será que as embaixadas nórdicas vão protestas????…xiiiiiiiiiiiiii!!!!… acho que vou dancar, o bloco tá saindo!

  9. marcosla dias

    10 de fevereiro de 2015 8:09 pm

    mimimi de pretos

    agora negos = pretos + pardos. fazer com que ganhem voz

    da proxima vez que chamarem uma loura de burra vamos processá-los

  10. MV

    10 de fevereiro de 2015 8:20 pm

    Gostaria de sugerir temas

    Gostaria de sugerir temas para estes blocos

    1.fantasias de patricinhas com muuuito silicone, muuuito Botox e rosto desfigurado

    2.homens com muuuito músculo e cérebro minúsculo

    3.socialites cobeeertas de joias e  alusões, por meio de adereços específicos,  à ignorância e mesmo ao analfabetismo funcional

    Enfim, temas “interessantes” não faltam, mas pode ser que isto fosse uma representação de si mesmos e suas familias, ai fica bem mais fácil malhar as minorias e pessoas menos favorecidas.

    Eu gosto de carnaval e já usei muita fantasia (que me lembre, nenhuma pejorativa). Acho que existem aspectos a serem repensados.

    Sempre se discute o limite do humor e da caricatura. Eu também não sei qual é. Talvez fosse o caso do pessoal que trabalha em humanas (psicologia, sociologia) fazer umas pesquisas sobre como estas pessoas representadas se sentem a respeito.

  11. fabio GM

    10 de fevereiro de 2015 9:05 pm

    Amigo

    Vai pular o carnaval e se divertir um pouco, ou pior, voce ja se divertiu demais e esta escrevendo asneiras apenas para passar o tempo entre um bloco e outro.

    E a pessoa que colocou o post, deveria ler o mesmo, ver se é coerente e justo e ai sim coloca-lo em destaque.

  12. JOSÉ ALMERINDO RODRIGUES FILHO

    10 de fevereiro de 2015 9:17 pm

    Os blocos…

    Só pessoas racistas afirmam que não existe racismo no Brasil. Ele se manifesta até no carnaval. Só com educação, mais muita mesmo esta “coisa” irá se acabar. Assim espero.

    1. Volnei

      11 de fevereiro de 2015 12:05 pm

      Fale…

      Fale por si amigo, das centenas de pessoas que convivo, não há 1% que faria alguma objeção a ser amigo de um negro. Este 1% é de quem não posso afirmar por não conhecer tão bem. Não vamos fazer disto um “Brasil preconceituoso”. A generalização é tipica da direita (que diz que “o Brasil quer mudança”, todos estão insatisfeitos etc), e nós somos bastante mais esclarecidos neste ponto.

  13. SergioF

    10 de fevereiro de 2015 9:17 pm

    Hipocrisia de embrulhar o estômago

    Que post ridículo, a que ponto chegou a caretice da ideologia da vitimização e do policamente correto, agora brincar o carnaval é coisa de racistas, eu que cresci nos anos 60/70 só agradeço por já ter vivido o melhor da minha vida em um Brasil alegre e fraterno, onde brincavam e estudavam juntos nas escolas públicas crianças de todas as classes e cores, acho que hoje, todos autores de marchinhas de carnaval, gênios como Stanislaw Ponte Preta, Nelson Rodrigues, Péricles, Chacrinha, Carlos Imperial, Pasquim, Dercy e outros que marcaram esse tempo irreverente seriam denunciados como ‘racistas’, assim estamos construindo um Brasil ressentido, hipócrita e sem humor, tudo isso apenas por medo dos uivos dos gigolôs da desigualdade racial, gente que embolsa milhões nesse delírio…

  14. SergioF

    10 de fevereiro de 2015 9:17 pm

    Hipocrisia de embrulhar o estômago

    Que post ridículo, a que ponto chegou a caretice da ideologia da vitimização e do policamente correto, agora brincar o carnaval é coisa de racistas, eu que cresci nos anos 60/70 só agradeço por já ter vivido o melhor da minha vida em um Brasil alegre e fraterno, onde brincavam e estudavam juntos nas escolas públicas crianças de todas as classes e cores, acho que hoje, todos autores de marchinhas de carnaval, gênios como Stanislaw Ponte Preta, Nelson Rodrigues, Péricles, Chacrinha, Carlos Imperial, Pasquim, Dercy e outros que marcaram esse tempo irreverente seriam denunciados como ‘racistas’, assim estamos construindo um Brasil ressentido, hipócrita e sem humor, tudo isso apenas por medo dos uivos dos gigolôs da desigualdade racial, gente que embolsa milhões nesse delírio…

    1. nosden

      11 de fevereiro de 2015 12:12 am

      Nessa escola pública, com

      Nessa escola pública, com crianças de todas as cores, qual era a sua cor? . . . . 

  15. JOSÉ ALMERINDO RODRIGUES FILHO

    10 de fevereiro de 2015 9:18 pm

    Os blocos…

    Só pessoas racistas afirmam que não existe racismo no Brasil. Ele se manifesta até no carnaval. Só com educação, mais muita mesmo esta “coisa” irá se acabar. Assim espero.

  16. Anarquista Lúcida

    10 de fevereiro de 2015 9:26 pm

    Quantos racistas e machistas dando apoio à baixaria…

    Ainda bem que a única mulher que comentou até agora nao caiu nisso. 

  17. Almeida

    10 de fevereiro de 2015 11:08 pm

    Je suis carnaval.

    Se amanhã, algum comando jihadista passar fogo num bloco que cantar a marchinha abaixo e aparecer, gente para justificar o inominável, alegando que os carnavalescos ofendiam o profeta e as religiões, blá, blá, blá, blá… eu saio pra rua cantar: 

    Allah La Ô, Ô, Ô, Ô, Ô…

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=UCBtVFEGiEg%5D

    1. Flics

      10 de fevereiro de 2015 11:56 pm

      Vo junto!

      Cantando “o teu cabelo não nega mulata…” 

    2. rita scaramuzzi

      11 de fevereiro de 2015 12:55 am

      Ô Allaheu quero

      Ô Allah

      eu quero encontrar

      aquela que roubou o meu olhar

      pois ela é a princesa morena

      mais linda de Bagdá

       

      Se eu fosee o Alladim

      Seria facil pra mim

      o meu amor encontrar

      mas como eu sou um pobre mercador

      eu peço Allah

      para me ajudar!

      marchina de carnaval na voz de nelson gonçalves.

      http://youtu.be/Z5-Qi1y6iIM

    3. rita scaramuzzi

      11 de fevereiro de 2015 12:59 am

      Vem, odalisca, pro meu

      Vem, odalisca, pro meu harém!
      Vem, vem, vem!
      Faço o que você quiser
      Pelas barbas de Maomé
      Não olho mais
      Pra outra mulher!
       

      Que o grande Alá
      Guarde bem você,
      Ó jóia oriental!
      Juro, se eu lhe perder,
      Não brinco esse Carnaval!

      marchina de carnaval na voz de Nelson Gonçalves

       

      http://youtu.be/V9059I_mFvQ

       

    4. OTAVIO BARROS

      11 de fevereiro de 2015 10:27 pm

      valeu, saudade.

      valeu, saudade.

  18. Almeida

    10 de fevereiro de 2015 11:36 pm

    “Fanzoca de Rádio”, a marchinha campeã do carnaval de 1958.

    “Fanzoca de Rádio” ─ também batizada na época de macaca de auditório ─ marchinha de Miguel Gustavo, com Carequinha, Fred, Zumbi, Polydoro, Altamiro Carrilho regendo sua bandinha e… Marília Pera, como a histérica Fanzoca de Rádio na cena, pelo menos é que diz o João Carlos Rodrigues, do canal do YouTube que postou o vídeo.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=7qaLPMkES7s%5D

    Deve ter sido o hino do bloco Domésticas de Luxo.

     

  19. Volnei

    11 de fevereiro de 2015 12:01 pm

    Exagero

    Ninguém ali está pensando em racismo, fazendo por deboche ou para desmerecer e depreciar os negros.

    As pessoas apenas se divertem, todos tem amigos negros, certamente há negros também na turma.

    Não é possível que vivamos dia após dia com esta “coisa” de “puxou o olho tá zoando com japonês”, pintou a cara “tá de sacanagem com negro”.

    Amigo, a sacanagem está no contexto e na motivação. Você pode fazer como a torcida do gremio fez com o Aranha, chamando de “branca de neve”. Isto sim é racista. Todo um cenário propício, todos motivados pela queixa na DP, “corporativistas” pelo processo aberto contra uma “branquela azeda”, como muitos se referem aos brancos.

    Carnaval? Eu de “negro” estaria homenageando a raça, ou pelo menos me divertindo fazendo graça. Pirraça ou racismo? Jamais!!! Garanto que neste bloco todos querem se divertir, e não fazer chacota de ninguém.

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