4 de junho de 2026

Intenção de investimento em 2015 é a menor em cinco anos, diz CNI

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Jornal GGN – As incertezas econômicas, a retração da demanda e o custo dos financiamentos diminuíram o ímpeto de investimentos dos industriais brasileiros: pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que, em 2015, 69,3% das empresas pretendem fazer algum tipo de investimento, um patamar 8,8 pontos percentuais inferior aos 78,1% registrados em 2014 e é o menor registrado nos últimos cinco anos.

Entre as empresas que pretendem investir neste ano, 61,2% aplicarão os recursos em projetos que já estão em andamento. Os principais objetivos são a melhoria do processo produtivo, o aumento da capacidade instalada e a introdução de novos produtos. A maioria, 90,5% dos consultados, planeja comprar máquinas e equipamentos, e 57,3% desejam adquirir máquinas e equipamentos importados, percentual inferior ao registrado nos anos anteriores.

Além disso, os empresários esperam reduzir para 52,6% o uso de recursos próprios para financiar os investimentos, ante a média de 62,2% registrados no ano passado. A expectativa é que 27,4% dos projetos sejam financiados com recursos de bancos oficiais de desenvolvimento, percentual maior que os 20,3% verificados em 2014.

A pesquisa da CNI mostra ainda que a indústria brasileira está pouco interessada no mercado externo. Apenas 4,9% das empresas que pretendem investir em 2015 têm como foco, total ou principalmente, o mercado externo. Embora baixo, o número é o maior desde 2011, destaca o estudo. O percentual de empresas cujos investimentos se concentram total ou principalmente no mercado interno recuou de 79,6% em 2014 para 73,2% em 2015. O número de indústrias que direcionará os investimentos igualmente aos mercados interno e externo aumentou de 15,% para 18,8%.

Em nota, o gerente executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, diz que a redução das intenções de investimento é reflexo das dificuldades enfrentadas pelas indústrias em 2014. “O desempenho do setor foi negativo e o nível de ociosidade está elevado”, afirma Castelo Branco. “A expansão dos projetos privados de investimento exige a construção de um ambiente institucional que combine Estado eficiente, credibilidade da política econômica, regulação de qualidade e segurança jurídica”, assinala a CNI. De acordo com os entrevistados, a incerteza econômica, com 77,4% das assinalações, é o principal fator que pode impedir total ou parcialmente os investimentos neste ano. Em seguida, com 45% das menções, vem a reavaliação da demanda e, com 34,2%, o custo do crédito.

Quanto às expectativas, embora 78,1% das empresas tenham começado 2014 com intenção de fazer investimentos, os planos só se concretizaram para 71,8% delas, um número 7,9 pontos percentuais inferior aos 79,7% de 2013. Foi o menor percentual de empresas que investiram desde 2009, quando a pesquisa começou a ser feita.

Entre as empresas que tinham projetos para 2014, 41,4% realizou os investimentos conforme planejado e 9,2% adiaram os planos por tempo indeterminado. Outros 39,8% realizaram parcialmente os projetos. A incerteza econômica, com 72,9% das menções, seguida pela reavaliação da demanda (42%) e a dificuldade de obtenção de crédito (24,3%) foram os principais motivos para a não realização dos investimentos em 2014.

Para 38,2% das empresas, o principal objetivo dos investimentos de 2014 foi a melhoria do processo produtivo, número que é 1,8 ponto percentual maior que o de 2013, o que demonstra a disposição das empresas em reduzir os custos e elevar a competitividade. “Ao mesmo tempo, o investimento em aumento da capacidade da linha produtiva recuou 6,2 pontos percentuais”, informa a pesquisa. “A maior competição e a crescente ociosidade do parque industrial, especialmente em 2014, justifica a tendência”, analisa a CNI.

Na avaliação de 87,2% das indústrias, a capacidade produtiva instalada é suficiente para atender a demanda estimada para 2015. Entre essas empresas, 26,6% dizem que a capacidade instalada supera a demanda prevista. O número é maior que os 17,1% registrados em 2014.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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3 Comentários
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  1. altamiro souza

    22 de janeiro de 2015 7:57 pm

    com o oajustre da economia

    com o oajustre da economia solicitado pelos próprios empresários,

    seria paradoxal não esperar que eles mesmos voltem a investir daqui a pouco.

  2. janes salete

    22 de janeiro de 2015 9:10 pm

    Os chorões de sempre, mas com

    Os chorões de sempre, mas com a continha gorducha noss bancos. Cínicos e incompetentes. Sem dinheiro público~são incapazes de algo descente.

  3. Zanchetta

    22 de janeiro de 2015 10:12 pm

    Tudo culpa do PSDB há 25 anos

    Tudo culpa do PSDB há 25 anos no poder…

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