3 de junho de 2026

Governo da Indonésia não deve poupar Marco Archer

Jornal GGN – O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, instrutor de vôo livre condenado à morte na Indonésia por tráfico de drogas já está há onze anos preso. De acordo com o advogado, ele não consegue aceitar a execução, que agora parece inadiável apesar dos diversos pedidos de clemência do governo brasileiro.

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Após 11 anos à espera da execução, Marco Archer é um homem cabisbaixo

Por Paula Ferreira

Do O Globo

Imagem de brasileiro está distante do ‘local’ do Arpoador

O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, condenado a pena de morte na Indonésia por trafico de drogas – Divulgação/14-01-2015

RIO – Descrito pelos amigos como uma pessoa “alto astral”, talvez os companheiros de Marco Archer não o reconhecessem no personagem envelhecido e triste das fotos que substituiu ao outrora corado e animado instrutor de voo livre.

Antes de ser preso em 2003, Marco vivia viajando entre Bali, na Indonésia, e o Rio. Um amigo conta que “Curumim”, apelido de Marco, elegeu a Indonésia como destino porque era “boa, bonita e barata”. Acostumado a ser rodeado de amigos na praia do Arpoador, na Zona Sul carioca, nos últimos 11 anos Marco ficou sozinho em uma cela enquanto viu sua morte ser prorrogada durante anos, através de recursos judiciais, e também à espera de reposta do governo indonésio aos pedidos de clemência feitos pelo Brasil.

Em 2012, prestes a ser fuzilado, Marco chegou, inclusive, a fazer o último pedido: uma garrafa de uísque. Entretanto, mais uma vez, o cumprimento da sentença foi adiado. Agora, quando a execução parece de fato inadiável, “ele não consegue aceitar”, disse seu advogado na Indonésia, Utomo Karim.

Os amigos, que além da tia que foi ao encontro dele, são a “família” que restou ao brasileiro — cujos pais já morreram —, acompanham de longe o drama e parecem ter perdido as esperanças. Nelson Veiga, amigo desde a adolescência, afirma, emocionado:

— O clima é de injustiça, de impotência e estamos assistindo a uma barbárie. Gostaria de dizer a ele que iremos surfar as melhores ondas do mundo em breve. Juntos no céu.

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38 Comentários
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  1. Maria Silva

    17 de janeiro de 2015 5:35 pm

    Lamento.

    Estão dizendo que ele foi pego com 13 quilos de cocaina. Achou que ia se safar dessa? Não sabia que que a Indonesia é um pais islamico que pune com extrema severidade o trafico de drogas? Ninguem merece morrer. Todo  mundo merece uma segunda chance. Mas esse rapaz se arriscou muito. Apostou alto e perdeu. É obvio que a Indonesia quer tomá-lo como exemplo, para evitar que outros estrangeiros sigam o mesmo caminho. O pais foi davastado pela tsumani de 2004. Ele foi preso antes ou depois do desastre??? 

  2. Fábio de Oliveira Ribeiro

    17 de janeiro de 2015 5:43 pm

    Triste constatação: 3
    Triste constatação: 3 brasileiros mortos ilegalmente por dia pelas PMs despertam menos atenção do que 2 executados legalmente na Indonésia.

    1. Carlos Dias

      17 de janeiro de 2015 6:34 pm

      Sofisma puro!

      Por esse argumento (falso) então o blog deveria ser encerrado…

      Afinal, sempre haverá um tema muito mais impactante que estará sempre sendo “vilipendiado”…

      Você não percebe que colocando as coisas nesses termos, encerrará qualquer diálogo?

      Claro, quando alguém vier reivindicar melhores condições de transporte, você poderá dizer: não enche o saco, tem gente inocente sendo morta aqui e ali.. e vocês vêm pedir para baixarmos as tarifas em 50 centavos?

       

      Na boa, pára de querer bancar o esperto, você só tá se queimando.

    2. NNN

      17 de janeiro de 2015 8:46 pm

      Coincidência…

      Parodiando um caboclo que patrulhava os comentários do seu próprio post dia desses:

      “O que está sendo discutido aqui é a execução de um traficante brasileiro pelo estado da Indonésia. O que causa os 3 assassinatos diários das PMs no Brasil é irrelevante quando se discute a pena de morte na Indonésia..”

  3. Filipe Rodrigues

    17 de janeiro de 2015 6:08 pm

    Absurdo o cara ser condenado

    Absurdo o cara ser condenado a morte só por causa de drogas.

    Tudo bem que se fosse um Pimenta Neves ou Guilherme de Pádua era até mais aceitável.

  4. Paiva

    17 de janeiro de 2015 6:26 pm

    Para a Band, A Dilma seria a culpada pela execução do brasileiro

    Acabei de ver a Band-News, e vejam que hipocrisia: o canal 100% favorável à pena de morte no Brasil, principalmente em São Paulo, chamou uma professora de relações internacionais (seja lá o que isto signifique) para dizer que a Dilma não usou de todos os recursos disponíveis para salvar o Brasileiro que provavelmente será fuzilado hoje à tarde na Indonésia.

    A mulher disse que o Brasil tem uma relação comercial deficitária com a indonésia e que isto poderia ter sido usado (sic) para salvar o brasileiro traficante. Falou nos Brics, e citou a Índia onde mulheres são estupradas com frequência e o Brasil não toma uma atitude mais firme com relação ao assunto. NÃO usou o termo “retaliações comerciais”, mas no fundo foi isto que ela quis dizer: a Dilma deveria ter tentado algumas medidas mais drásticas para pressionar o governo da Indonésia. Falou em um outro brasileiro que provavelmente será executado em breve, também condenado por tráfico de drogas, e exortou a Dilma a tomar providências mais enérgicas.

    Ou seja, a mulher instigou a Dilma a assumir a posição do Obama como xerife do mundo.
    Nem uma palavrinha com relação aos brasileiros executados pela polícia do Alckmin nos bairros periféricos de São Paulo.

    Conclusão: a presidente Dilma Rousseff é a grande responsável pela execução do brasileiro na Indonésia. Alguém tem dúvida sobre isso? A Band- News e a sua convidada, não. A que ponto nós chegamos.

  5. Carlos Dias

    17 de janeiro de 2015 6:30 pm

    Retirada da representação diplomática já.

    Chega de aturar indonésio. A Dilma deveria vir em cadeia nacional e desaconselhar cidadão do país a viajar para lá. E também dizer que aqui indonésios não serão bem vindos.

    1. Murilo Garcia

      17 de janeiro de 2015 8:27 pm

      Afrontar outro país por causa

      Afrontar outro país por causa de um traficante?

    2. Jorge Rebolla

      17 de janeiro de 2015 8:40 pm

      E dizer o quê?

      “É uma coisa muito simples e de fácil entendimento, mas que é muito difícil para o conjunto da população. Caso vocês pretendam viajar para a Indonésia cuidado com a figura oculta, atrás do viajante há sempre uma figura oculta, cuidado, se não for um cachorro pode ser dorga. Isso lá é uma coisa importantíssima, mais que os bodes de Tejuçuoca. Se acontecer isso tanto o backbone quanto o backroll não irão resolver. 

      Todos nós aqui sabemos escolher, a vida que faz a gente escolher, algumas coisas que transportamos e algumas delas a gente nunca vai esquecer. Relacionada ao fato, quero destacar a importância, que não estou me sentindo bem…”

  6. Paulo P Ribeiro

    17 de janeiro de 2015 6:49 pm

    Derrota diplomática

    Sem dúvida, uma derrota do Itamaraty que repercute internacionalmente. Em outras situações, governos com mais personalidade no terreno dilpomático conseguiram negociar a aplicação da pena fatal por extradição, o que não foi o caso do brasileiro executado hoje. Quem sabe, com mais empenho do ex-presidente Lula, poderíamos ter encontrado uma saída mais humanitária para este caso. Que o exemplo de Marco Archer Moreira seja lembrado pelos próximos governantes.

    1. wendel

      17 de janeiro de 2015 10:12 pm

      Os traficantes ……….

      ….. seja lembrado …… (inxerto meu), pelos próximos traficantes !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    2. wendel

      17 de janeiro de 2015 10:12 pm

      Os traficantes ……….

      ….. seja lembrado …… (enxerto meu), pelos próximos traficantes !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  7. Egomet Leão

    17 de janeiro de 2015 7:01 pm

    Governo da Indonésia Não Deve Poupar Marco Archer

    Lamentável sempre o excesso de rigor que reveste a Pena de Morte, porém ela nos permite também fazer uma conjectura sobre o seu oposto: a Impunidade. A mim, me parece ser tão danosa uma quanto a outra. Marco Archer será fuzilado, sim, por ter traficado 1 kg e pouco de droga para a Indonésia – muitos de nós lamentamos! Entretanto, em nosso País, recentemente, um avião de pequeno porte (com propriedade comprovada de dois políticos – pai e filho – amigos até de infância de outro político que já se dizia candidato à Presidência do Brasil) foi apreendido com quase meia tonelada de Cocaína – cerca de 500 kg – pela Polícia Federal, ao pousar sorrateiramente em terras amigas. Até hoje, com total ausência de notícias a respeito deste fato, vivo remoendo a tristeza de ver comprovar-se, sempre-e-sempre, que o maior mal do Brasil não é a política, a favela, o crime, a pobreza… nada disso! O maior mal do Brasil é, disparado, a Justiça!  

    1. Marly

      17 de janeiro de 2015 8:28 pm

      Pois é…

      E até hoje não SABEMOS quem era o traficante dono da meia tonelada encontrada nessa aeronave . Silêncio total. Uns têm muita sorte…

      1. Rossi

        17 de janeiro de 2015 9:03 pm

        NÓS não sabemos Marly,mas a

        NÓS não sabemos Marly,mas a PF deve saber muito bem.

        1. wendel

          17 de janeiro de 2015 10:22 pm

          Todos eles sabem………………….

          A PF sabe, mas finge não saber, como o MP, o Legislativo, o Judiciário, O Executivo, A OAB, e toda as torcidas dos times de futebol nacional e internacional!

           

          1. Marly

            18 de janeiro de 2015 12:52 pm

            Com certeza!

            Por isso mesmo, causa-me muito mal estar a ” sorte ” do brasileiro fuzilado! 

  8. Rabuja

    17 de janeiro de 2015 7:07 pm

    13,4 kg de cocaína pura

    Estamos cada vez mais rebeldes no Brasil. Não aceitamos que leis tenham que ser cumpridas. Daí ficamos histéricos quando a lei de outro páis é cumprida e quando o condenado a conhecia muito bem antes de cometer seu crime.

    Não sou a favor de pena de morte, mas não sinto nenhuma pena de um TRAFICANTE.

    Acho assustasdora esta comoção em torno de um TRAFICANTE.

    Atirem pedras à vontade, mas lembrem-se disto e sejam coerentes quando alguém próximo a vocês se tornar um viciado com ajuda de algum outro TRAFICANTE ou talvez quando algum TRAFICANTE da região onde você mora ditar os seus (e não dele) direitos e deveres.

  9. Gringo

    17 de janeiro de 2015 7:10 pm

    “Quem se expõe à chuva não

    “Quem se expõe à chuva não pode reclamar se ficar molhado”.

    O cara é um simples traficante de drogas internacional e ainda tem gente com pena?

    Cumpra-se a lei.

    O Brasil precisa copiar as coisas boas que há na Indonésia, e a pena de morte para traficantes é uma excelente idéia.

    Gringo

  10. Egomet Leão

    17 de janeiro de 2015 7:18 pm

    Governo da Indonésia Não Deve Poupar Marco Archer

    Lamentável sempre o excesso de rigor que reveste a Pena de Morte, porém ela nos permite também fazer uma conjectura sobre o seu oposto: a Impunidade. A mim, me parece ser tão danosa uma quanto a outra. Marco Archer será fuzilado, sim, por ter traficado 1 kg e pouco de droga para a Indonésia – muitos de nós lamentamos! Entretanto, em nosso País, recentemente, um avião de pequeno porte (com propriedade comprovada de dois políticos – pai e filho – amigos até de infância de outro político que já se dizia candidato à Presidência do Brasil) foi apreendido com quase meia tonelada de Cocaína – cerca de 500 kg – pela Polícia Federal, ao pousar sorrateiramente em terras amigas. Até hoje, com total ausência de notícias a respeito deste fato, vivo remoendo a tristeza de ver comprovar-se, sempre-e-sempre, que o maior mal do Brasil não é a política, a favela, o crime, a pobreza… nada disso! O maior mal do Brasil é, disparado, a Justiça!  

  11. Dulce (Madame X)

    17 de janeiro de 2015 7:34 pm

    SOU CONTRA A PENA DE MORTE. 

    SOU CONTRA A PENA DE MORTE.  Mas daí a chamarem de “INOCENTE”, não empurra gente. Êle sabia o que estava fazendo, e ONDE estava se metendo.

    Alguém sabe informar se êle tem parentesco com Renato Archer, o militar/político?

    Só tô querendo “INTENDÊ” 

    1. Nira

      17 de janeiro de 2015 8:19 pm

      O que tem a ver com o crime e
      O que tem a ver com o crime e a pena um possível parentesco com Renato Archer?

  12. jns

    17 de janeiro de 2015 8:02 pm

    As Execuções na Indonésia

     

    “O pais do samba está dominado pela máfia das drogas”

    O prisioneiro tem a opção de permanecer em pé ou sentado e ter os olhos tapados, por uma venda ou capuz, durante a execução das sentenças de morte na Indonésia, que são realizadas por um pelotão de fuzilamento. 

    Os pelotões de fuzilamento são constituídos por 12 pessoas, que usam três fuzis carregados com munição real, enquanto os outros nove não são carregados.

    Eko Hadi Sutedjo

    Inspetor-Geral da Polícia e Chefe de polícia de Sumatra do Norte

    Avisou ao pessoal envolvido com drogas: “Cada membro que esteja envolvido ou relacionada com as drogas, como usuários, concessionários e transportadores será demitido”, em declaração, no dia 17/01/2015, aos repórteres na Sede de Polícia Sumatra do Norte.

    Para mostrar firmeza, continuou ele, na próxima semana, todos os funcionários que servem na sede da polícia Sumatra do Norte, vão fazer uma declaração assinada, declarando que não são usuários, concessionários e não estão envolvidos com questões relacionadas às drogas. “Se ela for violada, ele será pronta e incondicionalmente demitido”, disse o general de duas estrelas da polícia. 

    Ele também disse que o compromisso não se aplica somente aos funcionários públicos, ao seu pessoal e aos oficiais, mas também será aplicada a si mesmo, como o oficial número um das fileiras da polícia no norte de Sumatra.

    Artidjo Alkostar

    Chefe de Justiça da Indonésia

    “Em um crime envolvendo narcóticos ameaça o destino da nação. O dano de uma nação devido ao abuso de drogas é como um iceberg, que não parece muito grande. Imagine quantos milhões de pessoas serão a vítima se 850 kg de entorpecentes contrabandeados se qualificassem?”, disse Artidjo Alkostar.

    Artidjo Alkostar fez esta consideração para justificar a razão pela qual ele aplica a pena de morte para os infratores de drogas.

    Artidjo disse que ele não quer para a Indonésia o que ocorre no Brasil, o País do Samba, onde existe um Estado dentro do Estado e o governo brasileiro está perdendo prestígio, porque está sob o controle dos cartéis das drogas.

    O Corredor da Morte

    Mistério pano branco e Chicotes Execução mortas em Cilacap

    A chegada de um dos clérigos ao Pier Wijayapura, Cilacap, em 17 de janeiro de 2015.

    Vindo para a execução de drogas preso

    Três ambulâncias chegam ao Pier Wijayapura, Cilacap, em 17 de janeiro de 2015.

    Tran Thi Bich Hanh ou Asien (37),  do Vietnã, traficante de metanfetamina, será executada em Boyolali, Java Central, se preparou para enfrentar o pelotão de fuzilamento e saiu cantando antes de ir para o local da execução.

    De acordo com Suprobowati, o Chefe da Instituição Correcional Feminina de Semarang, Java Central, Asien havia sido levada, em um dos 6 carros da prisão, às 20:50.

    Os agentes penitenciários ajudaram-na a vestir-se como ela desejava, incluindo um chapéu branco: “Sim, ela vestiu uma agradável blusa branca e um chapéu branco que combinava com ela. O chapéu branco foi comprado a pedido dela”, disse Suprobowati via mensagem de texto, no dia 1 de janeiro de 2015, à noite.

    Além do vestido, Suprobowati contou que Asien apresentava-se emocionalmente estável e, parecendo mais forte, conversou com os funcionários e clérigos para depois cantar.

    Anteriormente, Asien também tinha dado adeus aos seus amigos da prisão Lapas Wanita Bulu Semarang Semarang.

    Asien encontrou-se com os agentes penitenciários, um por um, para se desculpar, e, mais trade, foi vista pouco antes de entrar no carro para ser lavada ao local da execução, quando acenou para um funcionário da prisão pela última vez.

    “Uma vez que a porta da sala de isolamento se abriu, ela saiu caminhando, imediatamente, para o carro e deu adeus a cada funcionário”, disse Suprobowati.

    Os outros prisioneiros serão executados no centro prisional de recuperação LP Nusakambangan:

    Namaona Denis (48), do Malawi, Marco Archer Cardoso Mareira (53), do Brasil, Daniel Enemua (38), da Nigéria, Ang Kim Soei (62), não é clara a cidadania, e Rani Andriani ou Melisa Aprilia, da Indonésia.

    Os condenados à morte foram informados pelo Procurador Geral que eles serão executados no domingo, 18 de janeiro de 2015 às 12:00.

    As informações e imagens foram recolhidas em sites de notícias da Indonésia

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  13. Toni

    17 de janeiro de 2015 8:05 pm

    .

    Marco Archer foi fuzilado. Ele sabia os riscos, traficou anos seguidos e era réu confesso. A indignação geral não é reinvindicando sua impunidade e sim pela barbaridade da pena. 

    O trabalho de lobby por uma pena menos trágica e bárbara deveria ter sido feito durante o correr do processo, anos atrás. Assim mostram os precedentes em outros casos por lá. Após a sentença é difícil ter algum êxito,  a não ser adiar o quanto possivel a execução.

    Enquanto isso fica a pergunta, diante da celeuma, sobre o rigor de uma pena para  13,4 kg de cocaína escondidos em uma asa delta na Indonésia e 450 kg apreendidos em um helicóptero no Brasil. No primeiro caso, o dono é executado, no segundo, ignorado, aliás, o dono é o escondido.

  14. Free Walker

    17 de janeiro de 2015 8:19 pm

    No G1

    Indignada com a execução do brasileiro, Dilma o embaixador do Brasil na Indonésia. 

     

  15. wendel

    17 de janeiro de 2015 9:52 pm

    Se F…………….

    Ele sabia dos riscos, tanto é que se não fosse pego, seria considerado pelos seus pares herói !!!

    Lá não é aquí, e se 13 quilos da “mardita”, é motivo de fuzilamento imagine meia tonelada!!!!

    Só que aquí, os flagrados com esta quantidade, e que nem sabemos se já foi cheirada, continuam leves e soltos, o que configura que traficar meia tonelada 

  16. alexandre guerra

    17 de janeiro de 2015 10:44 pm

    indignação

    a morte tambem para os indonesios que moram no brasil

     

  17. Daytona

    17 de janeiro de 2015 11:37 pm

    “Artidjo disse que ele não

    “Artidjo disse que ele não quer para a Indonésia o que ocorre no Brasil, o País do Samba, onde existe um Estado dentro do Estado e o governo brasileiro está perdendo prestígio, porque está sob o controle dos cartéis das drogas.”

    Alguém foi punido no caso do helicóptor com meia tonelada de cocaína?

  18. Déa Fragoso

    17 de janeiro de 2015 11:54 pm

    Estou pasma com a quantidade

    Estou pasma com a quantidade dre pessoas a favor da pena de morte.  Isto porque estou num blog progressista, Imagino as opiniões nos blogs de esgoto.

    1. rdmaestri

      18 de janeiro de 2015 2:17 pm

      Isto que é o surpreendente.

      Cara Déa.

      Isto que me surpreende mais. Este Blog em que dezenas de vozes se levantam contra Jair Bolsonaro quando o mesmo “bosteja” suas opiniões as pessoas opinam de forma inconsequente sobre a pena de morte com justificativas do tipo, “ele já sabia”, “por que não se aplica aqui” e outras besteiras.

      Os dois brasileiros são traficantes irresponsáveis e criminosos, porém não estou fazendo a defesa dos mesmos, estou fazendo isto sim a defesa de um princípio, a eliminação da pena de morte em qualquer país do mundo para qualquer crime.

       

    2. Ulisses s

      18 de janeiro de 2015 7:15 pm

      Não é ser a favor

      Mas respeitar as leis de um país soberano e que ele deveria se submeter a opinião publica de brasileiros. E ao mesmo tempo lamentar como nossa elite se calar quando um deles é pego com a mão na cumbuca com 450 kg de cocaína e nenhuma investigação séria ter sido aplicada. A mesma que exige pena de morte para menor infrator brasileiro de origem PPP.

    3. Alan Souza

      19 de janeiro de 2015 2:33 am

      Não dá pra simplificar a questão

      Ser contra (ou a favor) da pena de morte é apenas um dos muitos temas que envolvem essa situação. Não dá pra resumir a discussão a um tema apenas. E nem vincular a posição de alguém sobre o assunto com sua postura ideológica. Eu sou contra por diversas razões, mas não olvido que países socialistas aplicaram e aplicam ainda hoje a pena de morte. Aliás, o maior aplicador da pena de morte hoje é a China, segundo a Anistia Internacional. 

      1. rdmaestri

        19 de janeiro de 2015 5:46 am

        E daí se a China e os USA utilizam a pena de morte!

        Nem estou para que país utiliza ou não a pena de morte, a China, a Arábia Saudita, os USA e outros utilizam a pena de morte, se eles são de esquerda, religiosos ou capitalistas, não me interessa, o problema é moral.

  19. rdmaestri

    17 de janeiro de 2015 11:57 pm

    O assunto deveria ser pena de morte.

    Eu estou matutando aqui com meus botões duas constatações terríveis, a primeira que não exige grande esforço mental para chegar é o Brasil é um dos países mais violentos do Mundo (isto não é difícil constatar), porém a segunda e pior para a nação brasileira é que o brasileiro de todos os matizes ideológicos está entrando no rol de um dos POVOS mais violentos do mundo!

    Quando falo em POVO, não estou me referindo de forma fácil e usual, aos jornalistas de programas de polícia que esbravejam sobre a pena de morte, sobre os políticos desta ou daquele partido de direita que faz, junto com a apologia da diminição da idade penal, a implantação da pena de morte. Estou falando de pessoas que se dizem e se acham razoáveis, que comentam acontecimentos internacionais se posicionando se são ou não são Charlie e que se colocam como vanguarda intelectual (ou semi-vanguarda) da blogosfera nacional.

    Pois bem, dos senhores e das senhoras que aqui escreveram que estou falando, de todos os comentários neste post vi somente poucos a combater o instituto pena de morte.

    Eu por princípio sou contra a pena de morte, não importando o crime ou a vilania do criminoso, pois simplesmente com a pena de morte o Estado que nos representa torna-se tão criminoso como o próprio, e como o Estado é por nós forjado, nos tornamos também criminosos. Não me interessa os motivos, pois não há moral que justifique a morte de outro.

    A pena de morte, assim como a tortura e penas de mutilação, são resquícios do passado quando o indivíduo não existia. E fico surpreso que pessoas que considerava razoáveis ficarem tão insensíveis ao caso.

    Agora voltando ao parágrafo inicial, por que considero que estamos nos transformando numa das POPULAÇÕES mais violentas do mundo, simplesmente porque pessoas que se consideram humanistas estão simplesmente aceitando o instituto pena de morte como punição. Não há indignação, não há repúdio, não há constatação. Há algumas comparações do tipo, matamos tantos injustamente por dia que até podemos aceitar que metem com alguma justificativa, ninguém fala não só da torpeza da pena nem da fabilidade de agentes de Estado na determinação da cupabilidade de um crime.

    Sempre é interessante destacar, que quando algum fato nos atinge diretamente, é lícito a pessoa pensar em vingança, mas isto é um comportamento mais da nossa parte de animal primitivo que ainda temos, do que do animal raciaonal e solidário que devemos progredir. A reação do indivíduo é ainda justificável, porém a mesma reação do Estado é deplorável.

    A pena de morte promulgada pelo Estado e a aceitação desta como uma pena, está dentro da lógica de países e povos violentos e logo estamos neste grupo.

    Quando falamos de lapidação de mulheres e homens adúlteros feitos pelos países atrasados, nos indignamos, quando falamos de fusilamentos e mortes políticas, nos consternamos, mas na realidade deveríamos reagir contra qualquer tipo de execução do Estado, pois se relativizamos os motivos implicitamente estamos aceitando a pena.

    1. Anna Dutra

      18 de janeiro de 2015 11:47 pm

      Na mosca!!
      Nos indignamos
      Na mosca!!
      Nos indignamos como terrorismo de Estado, mas há também o assassinato de Estado. E pelo que eu vejo veiculado, principalmente nas tvs abertas, já já um projeto de lei instituindo esta aberração vai ser levado ao legislativo pelos inclitos parlamentares que surfam na onda fascista que domina os nossos dias.

      A violência não se apresenta somente nas posições, mas também no linguajar, na adjetivação, na intolerância com a diversidade e com o contra-ponto. Quando o interlocutor demonstra impaciência com a opinião diversa, na verdade está a dizer: sua opinião não tem valor, não quero perder tempo, não estou escutando. Ou quando a resposta ao teu argumento é a repetição mecânica e continuada do que já foi dito, denota que não há tempo a perder contigo. Ora, não admitir contraditar é tão violento quanto desqualificar: pressupõe uma superioridade. E sabemos, é o sentimento de superioridade um bom gatilho para a violência e a opressão.

      Quanto ao episódio, lamentável que uma vida – de qualquer um – tenha sido tomada. No entanto, sabedor da violação e da pena aplicável, assumir o risco foi uma escolha do indivíduo; arcar com as consequências também.

  20. Luccas Jr

    17 de janeiro de 2015 11:59 pm

    Retaliação

    Após chamar o nosso embaixador, a presidente Dilma resolve engrossar o tom e anuncia as seguintes retaliações:

    ** envio do porta avões São Paulo para invadir a Indonésia

    ** finda a invasão, o Brasil fará uma ampla reforma ministerial na nova colônia, aumentando o número de ministérios para 39. Não se descarta um intercâmbio, onde os atuais ministros no Brasil assumirão postos na Indonésia.

     

    Se nada disso surtir efeito, a diretoria da Petrobrás será enviada para assumir o camando das maiores empresas de lá.

     

    Estima-se que em menos de 3 semanas a Indonésia estará totalmente destruída.

  21. armandolo

    18 de janeiro de 2015 12:07 pm

    Mais e mais me convenço, pelo

    Mais e mais me convenço, pelo teor da maioria dos comentarios, que o fascinazismo eh exatamente igual a esta esquerda lumpem que costuma vomitar aqui. 

  22. armandolo

    18 de janeiro de 2015 12:27 pm

    Gostaria de ver, se o

    Gostaria de ver, se o presidente indonesio manteria sua postura, caso Obama estivesse do outro lado da linha, a pedir clemencia por um cidadao americano. E nao precisava ser Obama,bastaria um lider chines ou australiano, paises que tem forte relaçaõ comercial com a Indonesia.

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