Enviado por Cláudio José
Rios de gelo derretem. Glaciares desaparecem por causa do aquecimento global
Por Luis Pellegrini, no Brasil 247
Os grandes glaciares do Alasca, bem como os do Himalaia e do Cáucaso, dos Andes e dos Alpes são as primeiras e mais evidentes vítimas do efeito estufa. De 1850 aos nossos dias, a redução é de cerca 50% em relação às áreas que eles ocupavam. A causa do derretimento das geleiras é o aumento médio da temperatura atmosférica, hoje calculado em torno de 1 grau centígrado em relação a 1880.
Geólogos já conhecem bastante bem o que está acontecendo com os glaciares árticos e antárticos, e consegue-se hoje calcular com boa precisão a diminuição da área da banquisa na superfície congelada do Polo Norte. Bem mais complicado e difícil é seguir a evolução dos glaciares isolados que, dos Alpes aos Andes sul-americanos, recobrem as partes mais altas das montanhas. No entanto, segundo o cientista Roman Motyka, da UFA (University Fairbanks Alaska), a desagregação da calota do Glaciar Bay, no Alaska, comporta, sozinha, uma perda de 3.450 quilômetros cúbicos de gelo, o que equivale a uma elevação do nível dos oceanos de cerca 1 centímetro.
À esquerda, o Grand Pacific Glacier, no Alasca, em 1899. À direita, a mesma região, hoje. Trata-se de um glaciar de 40 quilômetros de extensão, entre a British Columbia e o Alasca. Foto contemporânea de Fabiano Ventura
A água sobe no mar
A mesma sorte tocou as demais extensões de gelo, como aquelas da Ásia Central e da América do Sul. Segundo a Environmental Protection Agency dos Estados Unidos, da metade dos anos 1940 até 2012 os glaciares do mundo diminuíram mais de 27 metros de água equivalente. Essa diminuição foi se acelerando a partir dos anos 1970.
É provável que nem todo esse derretimento seja devido ao homem (como acontece para todo fenômeno natural de longo termo, as suas causas costumam ser muitas), mas não há mais dúvidas de que a nossa responsabilidade aumentou 25% de 1850 a hoje, como explica um artigo publicado pela revista Science em agosto de 2014. E se limitarmos a análise aos anos compreendidos entre 1991 e 2010, podemos afirmar que existe uma probabilidade de 69% de que os gelos derreteram por “culpa humana”.
O Muir Glacier, no Alasca, era assim em 1899. A foto à direita o mostra, hoje. Foto de Fabiano Ventura
Não é fácil acompanhar passo a passo fenômenos que duram décadas e que são extremamente lentos. Para fazê-lo, é muito útil colocar lado a lado fotografias panorâmicas produzidas por expedições científicas ao longo da história, e fotos feitas agora, por novos exploradores que visitaram os glaciares.
Este é o caso do fotógrafo italiano Fabiano Ventura, idealizador do projeto “Na trilha dos glaciares”, que põe em confronto imagens históricas de glaciares no Alasca, no Cáucaso e na cadeia do Karakorum (Ásia) com fotos contemporâneas feitas na mesma situação e nos mesmos pontos. Uma grande exposição de parte desse material está aberta ao público até 25 de fevereiro 2015 no Museu Nacional Pré-histórico e Etnográfico Luigi Pigorini, em Roma.
1 Panorama dos colossos do Cáucaso. O monte Tetnuldi (4.853 metros) e o monte Skhara (5.200 metros). Do confronto entre as duas fotografias, separadas por 121 anos, observa-se com clareza a retirada linear da frente dos dois grandes glaciares Adishi e Khalde. Foto histórica: Vittorio Sella, 1890. Foto moderna: Fabiano Ventura, 2011
2 Visão frontal do glaciar Adishi. Do confronto fotográfico fica bem evidente o colapso da inteira superfície frontal do glaciar.
Foto histórica: 1884 Mor von Dechy. Foto moderna: 2011 Fabiano Ventura
3 O glaciar Chaalati. No Cáucaso, Geórgia, 121 anos depois da foto de Vittorio Sella. Nesse tempo a frente do Chaalati se retirou dois quilômetros e o glaciar perdeu mais de 200 metros da sua espessura. No fundo, o versante sul do monte Ushba (5.200 metros). O Chaalati, que hoje ainda leva a sua frente à quota mais baixa (até 1.861 metros) mostrou uma contração de 4,4 quilômetros quadrados (-27,1%) e uma retração frontal de 2,16 quilômetros. Foto histórica: Vittorio Sella, 1890. Foto moderna: Fabiano Ventura, 2011
4 O glaciar Tvuiberi, no Cáucaso georgiano. As duas fotografias são separadas por 127 anos. No lugar onde outrora estava a frente do glaciar, ergue-se hoje uma densa floresta. Desde a pequena era glacial, que atingiu seu apogeu nesta região ao redor de 1810, até os dias de hoje, o Tvuiberi, que até 1965 era o maior glaciar do Cáucaso, apresentou a maior contração de superfície (-16,4 quilômetros quadrados, equivalentes a 34,9% da superfície original) e a retirada linear mais impressionante (-3,98 quilômetros, cerca de 42% do comprimento máximo ao longo da principal linha de fluxo). Foto histórica: Mor von Dechy, 1884. Foto moderna: Fabiano Ventura, 2011
5 Visão das Torres de Trango, no Baltistã, Paquistão. As fotos foram feitas a partir do velho campo-base de Liligo. No confronto entre as duas fotografias, efetuadas no intervalo de 100 anos, fica bem evidente a perda de espessura do glaciar Baltoro estimada, nessas zonas centrais, em cerca de 50/60 metros. Foto histórica: 1909 Vittorio Sella. Foto moderna: 2009 Fabiano Ventura
6 Frente de gelo Biafo (Karakorum). O confronto entre as duas fotografias torna evidente a retirada de mais de 3 quilômetros dessa frente de gelo e a sua perda de massa em toda a zona observada. Foto histórica: 1909 Vittorio Sella. Foto moderna: 2009 Fabiano Ventura
Vídeo Euronews – Euronews science – Em todo o mundo, os glaciares derretem a um ritmo impressionante. Um ritmo que ultrapassa até as previsões mais pessimistas. A tendência voltou a ser confirmada por um estudo recente da Universidade da Savoie, em Chambery, França. O degelo dos glaciares é a principal causa da subida do nível dos oceanos. Todas as localidades situadas à beira-mar em todo o mundo estão em situação de risco.
Conde de Rochester
11 de janeiro de 2015 3:27 pmCiencia é também crença. Só
Ciencia é também crença. Só que seus métodos são diferentes. Mas é crença, por que a ciencia ignora tudo que não consegue provar, mas cree que tudo que foi ignorado é irrelevante. A ciencia tambem acredita no passado e que os eventos futuros irão se comportar como no passado. A ciencia tambem doutrina, por que os cientistas que não seguem os padroes aceitos são banidos, sejam estes charlatães ou genios incompreendidos.
Projetamos nossa infraestrutura no século 20 na presunção de que o clima seria estável. Construímos estruturas para reservar água em anos úmidos para usar em anos mais secos, ou para nos proteger de enchentes. Mas agora o clima está mudando e essa infraestrutura ficará vulnerável.
Logo de inicio é bom frisar que seja qual for a causa das mudanças climáticas a responsabilidade dos governantes na administração da crise continua a mesma. As consequências destas mudanças sobre as populações, é de responsabilidade única daqueles que administram os bens públicos e que deveriam por honestidade intelectual não se omitirem e jogar esta responsabilidade alhures, em Deus, em S.Pedro ou nas mudanças climáticas.
Dito isto devemos considerar os esforços do nobre cientista, prof. Antonio Donato Nobre e a preocupação com o futuro dos nossos filhos e netos. Acontece que neste assunto de mudanças climáticas, ainda não existe um consenso das prováveis causas demonstrando que o conhecimento cientifico continua fragmentado e esparso.
Atribuir a si mesmo, diante dos efeitos destas mudanças, o mérito do acerto de sua teoria é precipitado e temerário, e qual inocente útil tornar-se instrumento de uma das vertentes que lucram com estas mudanças. A partir do momento que se inculpa o homem por estas mudanças e se aceita isto como verdade o próximo passo é corrigir, inibindo os prováveis responsáveis a favor de alguns em detrimento de outros.
Aqui que mora o perigo. Já tentaram com o tal do AGA ( Aquecimento Global Antropogenico ) e o surgimento das vantagens para alguns, como os tais créditos de carbono e o enriquecimento de ONGs e de personagens. Sem qualquer consenso cientifico, muito pelo contrario o que se viu foi a constatação de que o assunto vinha sendo manipulado em defesa das teses do AGA.
E se admitindo uma causa errada as mudanças climaticas, as providencias em atenuar as consequencias destas mudanças, tambem seriam equivocadas, trazendo mais maleficios do que beneficios para a socieddade.
O clima vem mudando isto é fato. Porem, culpar o homem por estas mudanças parece ter mais a ver com atavismo religioso do que convicção cientifica, ou… Interesses inconfessaveis ou mesmo ingenuidade do inocente util que serve a estes interesses.
Aos administradores cabe a responsabilidade de cuidar do meio ambiente e proporcionar melhores condições de vida, proporcionar qualidade de vida, cuidando da poluição dos mananciais, e respondendo pelos crimes ambientais como vem ocorrendo aqui em São Paulo com a represa Billings, este sim o maior crime ambiental brasileiro e que poucas vozes se levantam em defesa.
O pessoal que insiste neste negócio de AGA, esquece olimpicamente que…
Em 1941, o matemático Milankovitch descreveu, na sua teoria da paleoclimatologia, os principais efeitos que os fenómenos astronómicos podem ter no clima da Terra.
Existem diversas teorias que tratam de mudanças do clima e da vida no planeta Terra. O que é consenso é de que as condições da vida nunca foram imutaveis, pelo contrario os eventos naturais nos ensinam que a vida vem se estabelencendo em condições extremamentes incostantes, desde a formação da atmosfera a regra são as mudanças.
A Terra conserva em si os traços evidentes da sua formação. Acompanham-se-lhe as fases com precisão matemática, nos diferentes terrenos que lhe constituem o arcabouço.
Neste ponto, não há simples hipótese; há o resultado rigoroso da observação dos fatos e, diante dos fatos, nenhuma dúvida se justifica. A história da formação da Terra está escrita nas camadas geológicas, de maneira bem mais certa do que nos livros preconcebidos, porque é a própria Natureza que fala, que se põe a nu, e não a imaginação dos homens a criar sistemas.
As perturbações, os cataclismos que se produziram na Terra, desde a sua origem, lhe mudaram as condições de aptidão para entretenimento da vida e fizeram desaparecessem gerações inteiras de seres vivos.
O maior equivoco da classe cientifica é montar teorias baseada num entendimento linear de se fazer ciencia, sem considerar a possibilidade de ruptura de padrões acreditando que os eventos passados, forçosamente se repetem no futuro.
A Teoria de Milankovitch estabelece que as variações cíclicas da órbita e da rotação da Terra produzem variações na quantidade de energia solar que chega à Terra (insolação). Os três ciclos de Milankovitch são: a variação da excentricidade da órbita da Terra (a forma da órbita da Terra à volta do Sol muda); a variação da obliquidade (o ângulo do eixo da Terra com o plano da sua órbita varia); e a precessão (alteração na direcção do eixo de rotação da Terra).
Contudo, somente estas premissas de sua teoria ja torna possivel uma refutação para a ignorancia que grassa na opinião publica a respeito de mudança climatica e o aproveitamento pelos oportunistas desta ignorancia, com este papo de aquecimento global antropogenico e pela desfaçatez dos inocentes uteis, massa de manobra das ONGs internacional a respeito de desmatamento como responsável de mudanças climáticas global. O que os fatos vem demonstrando que tanto o desmatamento, qto a emissão de gases de efeito estufa somente são responsáveis por mudanças climáticas regionais, e nunca de forma global, o que existe realmente são os modelos de computador preconcebidos para corroborarem com teorias oportunisticas que afirmam o AGA.
O que preocupa é que os digníssimos governantes, como a maioria das pessoas, ignoram esta realidade.
O clima muda e cabe ao administrador sério e competente acompanhar estas mudanças no intuito de proteger e servir as pessoas que estão sob sua responsabilidade.
A orientação da inclinação do eixo da Terra muda com o tempo. Como uma ponta giratória que está girando para baixo, o eixo se move em um círculo. Esse movimento é chamado precessão. Ele ocorre por volta de 26.000 anos. Isso faz com que as estações sejam lentamente alteradas durante o ano. 13.000 anos atrás o hemisfério norte era inclinado na direção do sol em dezembro, em vez de em junho. Inverno e verão eram invertidos. Eles mudarão de novo daqui a 13.000 anos.
Esses três fatores: inclinação, forma e precessão, combinam-se para criar mudanças no clima. Como essas dinâmicas estão operando em diferentes escalas de tempo, suas interações são complicadas. Algumas vezes seus efeitos reforçam um ao outro e algumas vezes tendem a anular um ao outro. Por exemplo, daqui a 13.000 anos, quando a precessão tiver feito o verão no hemisfério norte começar em dezembro, o efeito de um aumento na radiação solar no periélio, em janeiro, e a redução no afélio, em julho, irá extremar as diferenças sazonais no hemisfério norte, em vez de suavizá-las, como é o caso hoje. Mas também não é assim tão simples, pois as datas do periélio e do afélio também estão mudando.
É do conhecimento da geologia que os sedimentos mudam e mudaram nos últimos 13.000anos.E que é um fato natural.
Conde de Rochester
11 de janeiro de 2015 3:46 pmÉ bom lembrar que enquanto os
É bom lembrar que enquanto os glaciars derretem em uma região consequencia do aquecimento naquela região, o gelo aumenta em outra região. Não existe desequilibrio apenas mudança do clima em cada região.
Assim enquanto o permafrost na regiaão da siberia derrete as regiões no norte do EUA e Canada esfriam. Nova Yorque repete invernos que batem recordes de frio, assim como as regiões do Canada.
O regime de distribuição climatica no mundo vem sofrendo alterações que são percebidas, enquanto o gelo derrete em certas regiões em outras recrudesce. Isto os defensores do AGA não trazem a publico.
O gelo que derrete no cume de certas montanhas, segue este padrão e depemdendo do local é consequencia do aquecimento de ilhas de calor que o crescimento desordenado de algumas cidades proporciona.
Existe aquecimento regional e localizado, nas mais diversas regiões do mundo, mas, nunca de forma global.
Estudo cientifico algum, afirma isto de forma irrefutavel.
Almeida
11 de janeiro de 2015 7:13 pm“Ciencia é também crença”.
Pronto. Pode parar de ler daí em diante, porque quem assim “pensa” só tem capacidade, para enunciar besteiras a partir de sua ignorância “ilustrada”.
Gilson.Raslan
12 de janeiro de 2015 2:30 amConde de Rochester, parabéns
Conde de Rochester, parabéns pelo comentário. Sobre a parte científica de seu comentário nada posso dizer, pois não tenho nenhum conhecimento a respeito, mas sobre os espertalhões com seus creditos carbono meu julgamento coincide com o seu: eles abraçam a causa do aquecimento global para se enriquecerem às custas dos inocentes úteis.
Ze Guimarães
11 de janeiro de 2015 5:21 pmExcelente artigo
Mas no fundo sabemos que a humanidade não fará nada para impedir futuras catástrofes. Não é só o problema das emissões de carbono, mas a população que está em 7 bilhões de habitantes, e aumenta 1 bilhão a cada 13 anos. Sabemos que nada aumenta indefinidamente sem que uma hora surja um limite. Seja pelo esgotamento de recursos naturais, da água, do solo fértil, do oxigênio. Ou pelo encarecimento dos recursos a tal ponto que se torne inviável a vida na Terra.
Mas nada será feito por que estas mudanças são a longo prazo, e pouca gente se preocupa se daqui a séculos, ou milênios, o nível do mar vai subir 80 metros, depois de todas as geleiras da Terra derreterem, ou se o calor será tamanho que apenas existirão desertos, ou se depois que a última arvore for cortada (acreditem, se depender da ganancia capitalista ela será) quem fará a fotossintese e produzirá o oxigênio que respiramos. . Raramente alguém se preocupará com algo que acontecerá daqui a mais de 100 anos. É a mentalidade capitalista, do lucro e parazer imediatos.
Se há alguns anos atrás alguém previsse a seca no sudeste, seria ridicularizado. Hoje é um fato.
O ex vice presidente norte americano Al Gore já fez um documentário prevendo tudo isto sobre o aquecimento global ( Uma verdade Inconveniente), mas também foi ridicularizado.
Então após tantos avisos ignorados a humanidade verá pessoalmente se os cientistas tinham razão ou não.