13 de junho de 2026

Como os Bolsonaro favorecem as milícias na guerra contra o PCC, por Luis Nassif

Várias medidas recentes, defendias pelos Bolsonaro, vão ao encontro de interesses explícitos da economia clandestina desenvolvida pelas milícias.

A mensagem de Flávio Bolsonaro, acima, é meramente retórica. Nela, ele diz que esteve com o Ministro Sérgio Moro tratando de pauta de segurança pública, “especialmente em Angra dos Reis”. Solicitou um efetivo de policiais federais para combater o tráfico de drogas “e milícias”.

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A desconfiança é de um outro tipo de jogo:

1. Os Bolsonaro, especialmente Flávio, são estreitamente ligados às milícias. E há inúmeras evidências da infiltração das milícias no PSL, dos Bolsonaro e do governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel.

2. Várias medidas recentes, defendias pelos Bolsonaro, vão ao encontro de interesses explícitos da economia clandestina desenvolvida pelas milícias. Como, por exemplo, a flexibilização no comércio de armas e a anistia para as multas de vans que trafegam em pistas de ônibus no Rio de Janeiro.

3. Há uma disputa clara entre milícias e o PCC. E indícios de que a política de segurança dos Bolsonaro consistirá em atacar o PCC, preservando as milícias.

4. Recente ofensiva de Wilson Witzel, visou cercar especificamente o PCC. Declarações recentes dele indicam que o PCC está quase sem munição. Em breve, a excelente cobertura de O Dia e do Extra mostrará a lógica dessa ofensiva, de fazer o jogo das milícias, nos ataques ao PCC.

5. O Ministro Sérgio Moro é agente passivo desse jogo. Com seu enfraquecimento, e necessidade de mostrar serviço ao chefe Jair, é possível que passe a atuar de forma mais ativa.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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6 Comentários
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  1. paul e. moura

    2 de julho de 2019 10:15 am

    o moroso já é envolvido com as milícias. Basta ver a reação do ministro AM quando ele mexeu com o PCC.
    Mas convenhamos Nassif. Esse é o verdadeiro Brasil. General vira vedete em palanque, juiz faz gol com a mão cuja bola não entrou e o presidente da república e senhoras(autal e exs), e seus rebentos se comportam como pequenos larápios de subúrbio.

  2. Lúcio Vieira

    2 de julho de 2019 10:26 am

    Capacho dos botinas sujas. Nem escolhe se são as sujas de sangue nos EUA ou no Brasil. E sonha em ser presidente “danação” ou ministro no STF. Delírios de um servidor daqueles que tem mente perversa e ideias medíocres, mas tomemos cuidado maior, pois um medíocre com cargo de poder é MUUUUUUITO mais perigoso.

  3. Alexandre

    2 de julho de 2019 10:50 am

    Prezado Nassif,

    Eu adoro o site e seus comentários, todos sempre ponderados e esclarecedores. Só precisa tomar cuidado com alguns equívocos, a fim de não perder a credibilidade perante o grande público. Em mais de uma ocasião, mencionou-se que o Witzel é do PSL, porém ele integra o PSC, partido do pastor Everaldo, ainda que também seja apoiado por milícias. Quanto à declaração de ausência de munições, o governador se referiu ao Comando Vermelho (CV) e não ao PCC. No RJ, essa facção tem muito mais representatividade do que o PCC, que praticamente domina o Estado de SP E não o RJ. Um abraço.

  4. André Lameira

    2 de julho de 2019 12:18 pm

    E aí gente, nós coletivamente aceitamos o Bolsonaro? Vamos ficar 4 anos só comentando noticiário?

    Eu não sei vocês, mas eu estou com sangue nos olhos, não consigo mais suportar esse estado de coisas.

    Acho que cada um de nós deveria refletir bem sobre ação e omissão num momento desses.

    E aí, vamos deixar esse débeis mentais destruírem nosso país sem que nós façamos NADA? Em nome de uma “estabilidade” e de uma “democracia” que já não existem há anos?

  5. AMORAIZA

    2 de julho de 2019 1:39 pm

    Olhando de fora e de cima, o tráfico de drogas e as milícias aparentam ser dois braços de um mesmo corpo, onde quem leva o lucro é a cabeça.

  6. Marcos

    2 de julho de 2019 4:28 pm

    A Política do nosso querido Rio de Janeiro já não engana mais ninguém.
    Todos esses deputados eleitos no estado são voto comprado na livre e espontânea pressao

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