4 de junho de 2026

Vale e siderúrgicas ajudam bolsa a se recuperar

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Jornal GGN – A bolsa brasileira fechou o dia em alta, muito por conta da recuperação vista pelas ações da Vale e do segmento de siderurgia. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou as operações desta terça-feira em alta de 1,02%, aos 48 mil pontos e com um volume negociado de R$ 7,758 bilhões. Agora, o índice passa a acumular -1,05% na semana, -4,01% no mês, e -5,83% em 12 meses.

Segundo os analistas do BB Investimentos, o Ibovespa abriu ascendente, mas, apresentou uma trajetória errática ao longo do pregão. O índice navegou com tendência indefinida e oscilou abertamente ao redor dos 47.500 pts, ora em alta, ora em baixa, com volume financeiro dentro do padrão atual. “O dia foi de repique, após quedas firmes nos dois primeiros pregões do ano”, pontuam os analistas. Os papéis da Petrobras (PETR4: R$8,33; -3,25%; giro de R$685 milhões; e PETR3: R$8,06; -2,54%; giro de R$ 221 milhões) e do setor de educação (KROT3: R$12,65; -8,73%; giro de R$500 milhões) travaram uma alta maior hoje.

Ao mesmo tempo, o papel preferencial da Vale (VALE5) avançou 4,1%. As ações da mineradora foram favorecidas pela alta do minério de ferro e expectativas de investimentos em infraestrutura na China, um dia após dados fortes sobre as exportações brasileiras de minério. 

Nos Estados Unidos, os investidores seguiram operando com cautela, prevalecendo realizações antes da esperada divulgação da criação de vagas na economia (payroll) dos EUA, na próxima sexta-feira (9) – “que poderá ser o “divisor de águas” para acentuar a visão do mercado que a elevação dos juros pelo Federal Reserve (o Banco Central norte-americano) poderá estar mais próxima do que o esperado”, pontuam os analistas. Na Europa, as preocupações envolvendo a saída da Grécia da zona do euro voltaram à tona. O país helênico terá eleições parlamentares para a formação de governo no próximo dia 25 de janeiro, sendo que, no momento, aparece liderando a oposição, que defende a saída da zona do euro, podendo levar a um calote soberano.

“Ademais, a tendência de baixa do preço do petróleo no mercado internacional eleva riscos de alguns países, como a Rússia, mas, ao mesmo tempo, vale ressaltar que favorece os EUA e a Europa, com um custo de crescimento menor”, dizem os analistas.

Quanto ao dólar, a cotação interrompeu duas sequências de alta e fechou em queda de 0,25%, a R$ 2,702 na venda. O otimismo do mercado em relação ao anúncio da equipe do novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, acabou por compensar a preocupação nos mercados externos com a contínua queda dos preços do petróleo. Contudo, ainda existiam dúvidas sobre a capacidade do governo de atender a meta de economia para o pagamento dos juros da dívida, que equivale a 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto).

O Banco Central manteve seu programa de intervenções, mas agora com metade da oferta: foram vendidos 2 mil contratos de swap (que equivalem à venda de dólares no mercado futuro), sendo 1,2 mil para 1º de setembro e os outros 800 para 1º de dezembro deste ano.

A autoridade monetária também realizou mais um leilão para rolar os contratos de swap que vencem em 2 de fevereiro. Foram vendidos 10 mil contratos, sendo 1 mil com vencimento em 3 de novembro deste ano, e os outros 9 mil para 1º de fevereiro de 2016. A operação movimentou o equivalente a US$ 486,4 milhões.

Para quarta-feira, os analistas aguardam a publicação do índice de preços ao produtor no Brasil referente ao mês de novembro. No exterior, destaque para a balança comercial e a ata do Federal Reserve nos Estados Unidos, além da taxa de desemprego, vendas de varejo e o índice de gerentes de compras (PMI) na Alemanha, e a taxa de desemprego na zona do euro.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. alfredo machado

    6 de janeiro de 2015 10:48 pm

    Na carona

    Nassif,

    Pelos motivos descritos no artigo, todas as maiores bolsas de USA e Europa ( e as asiáticas) repetiram o vermelho de ontem.

    O Ibovespa, que só pega carona nos movimentos externos, nunca teve e dificilmente terá musculatura suficiente para ser referência em bolsa.

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