3 de junho de 2026

Cartéis são comuns, mas responsáveis devem ser punidos

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Jornal GGN – O economista e professor da Unicamp, Luiz Gonzaga Belluzzo, concedeu entrevista à TVT e falou sobre a crise de credibilidade da Petrobras. De acordo com ele a economia brasileira tem os seus cartéis, mas isso não exime os empresários do setor de serem punidos.

Para ele, é assim que funciona também a imprensa brasileira “A imprensa brasileira é um cartel. Um cartel da informação, o que é grave para um país que quer avançar na democracia, na melhoria dos padrões de convivência. É preciso diversificar os meios de comunicação e não permitir que o cartel continue operando. E o cartel está operando”.

Na entrevista, Belluzzo defende a presidente Dilma. “É uma das poucas pessoas pelas quais eu ponho a mão no fogo. Eu sei que ela deve estar atormentada e é inacreditável que tentem imputar a ela alguma coisa parecida com corrupção”.

Enviado por Alfeu

Belluzzo critica ação dos cartéis da construção e da informação na crise

Da Rede Brasil Atual

Economista diz que Dilma é uma das poucas pessoas por quem põe ‘a mão no fogo’. Para ele, presidenta é ‘atormentada’ por cartéis e o que ‘estão fazendo com a Petrobras é imperdoável’

São Paulo – “A economia brasileira tem os seus cartéis, dentre os quais os mais importantes são as empresas de construção”, diz o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, professor da Unicamp. Em entrevista ao Seu Jornal, daTVT, Belluzo afirma que a importância do setor de construção da economia – junto com a Petrobras responde por sete a nove pontos percentuais da taxa de investimentos no país – não exime os empresários do setor de serem punidos com o rigor da lei. “Estou defendendo as empresas, e não os empresários, os que cometeram malfeitos têm de cumprir o que a lei manda.”

Ele vê no entanto, que a crise da Petrobras envolve, além os casos de corrupção – que têm de ser investigados e solucionados para que a empresa se recupere –, questões geopolíticas externas e interesse internos: “Está lá no Congresso o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) clamando pela mudança do modelo de partilha para o modelo de concessão. Concessão é adequado para quando você vai descobrir as reservas de petróleo. Você não pode aplicar isso a reservas já descobertas, seria uma impropriedade. Isso envolve uma questão geopolítica, de interesse, no fundo, de se privatizar ao máximo a exploração do petróleo e tirar do controle da Petrobras”, observa. “Por isso o caso da Petrobras é muito grave. Isso que foi feito é imperdoável, porque fragiliza muito a empresa.”

O economista se solidariza com a presidenta Dilma Rousseff: “É uma das poucas pessoas pelas quais eu ponho a mão no fogo. Eu sei que ela deve estar atormentada e é inacreditável que tentem imputar a ela alguma coisa parecida com corrupção”, diz. E faz uma referência à atuação da imprensa brasileira. “A imprensa brasileira é um cartel. Um cartel da informação, o que é grave para um país que quer avançar na democracia, na melhoria dos padrões de convivência. É preciso diversificar os meios de comunicação e não permitir que o cartel continue operando. E o cartel está operando.”

Assista a entrevista concedida a Talita Galli, da TVT.

https://www.youtube.com/watch?v=D3WmJpifJn0 width:700 height:394

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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7 Comentários
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  1. Sergio Navas

    29 de dezembro de 2014 3:48 pm

    É cartel na Construção, na


    É cartel na Construção, na Siderúrgia, nas Comunicações, nos Bancos etc,etc,etc

    Cadê o Cade?

  2. Roberto São Paulo-SP 2014

    29 de dezembro de 2014 4:01 pm

    Punições exemplares

    Fiscalização, regulamentação e intervenção.

    Estamos diante de uma oportunidade rara para remodelar as relações econômicas no Brasil.

    O assédio ao departamento de compras e financeiro das empresas é comum também  nas empresas privadas, grandes ou pequenas, presente até nas compras de papelaria e do cafezinho das empresas.

    Evidente que no caso das licitações públicas e das compras das estatais o caso é mais grave.

    Pode ser uma grande oportunidade para reduzir o custos dos investimentos públicos, por meio de melhora na gestão das compras públicas, com monitoramento constante pelos órgãos internos, pelo judiciário e pelas polícias federais e estaduais.

     

     

     

     

  3. rdmaestri

    29 de dezembro de 2014 5:31 pm

    O cartel de aço para a construção.

    Há um cartel de aço para aconstrução que atua de forma muito mais inteligente do que os outros, eles atuam na elaboração das Normas Brasileiras bem como junto ao IMETRO.

    As normas para concreto armado retiraram o aço CA-40 dos aços normalizados para o uso em construção de concreto armado, a pergunta do por que da retirada deste aço é respondida simplesmente porque este é o aço produzido regularmente no exterior. Devido a isto torna-se praticamente impossível uma empresa de porte médio importar aço para o Brasil. E para barrar a importação por empresas de porte maior o IMETRO baixou uma norma para importação, a Portaria nº 73, de 17 de março de 2010, que exige certificação do produto (só existem três organismos de certificação, sendo que um deles é da ABNT).

    Em resumo o cartel do aço que no caso é restrito a dois grandes grupos (Gerdau e ArcelorMittal) o primeiro que foi presidido pelo empresário gaúcho Jorge Gerdau Johannpeter até 2006 e ocupou cargos de importância estratégica tanto nos governos LULA como DILMA.

    É notável o desempenho de um ente privado chamado Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) que atua na criação de normas técnicas servindo para favorecer e criar carteis em setores industriais.

    1. Sergio Navas

      29 de dezembro de 2014 10:41 pm

      O agravante é que o aço para


      O agravante é que o aço para construção civíl é base referencial de preços no mundo inteiro, a reserva de mercado existente no Brasil, propiciada pelas barreiras técnicas nos insumos, afeta o restante da cadeia promovendo desindustrialização em parte significativa do setor metal mecânico.

  4. Jose mestre Carpina

    29 de dezembro de 2014 7:41 pm

    Modus operandi
    Veja ou outra revista do cartel solta o balão de ensaio na 6a.f…
    Os outros membros do cartel, jornalecos e irradialistas replicam e retorcem no sábado, para finalmente s goebbels e seus cupinchas arrematarem no domingao dos babões!!!!Simples assim…

  5. jc.pompeu

    29 de dezembro de 2014 11:36 pm

    “Cartéis são comuns, mas

    Cartéis são comuns, mas responsáveis devem ser punidos

    … tirando o mas, porém, entretanto, todavia… figuras de ligação político-ideológica lenitiva persuasiva permissiva cordial dos costumes da elite imperial, inclusive da intelectual avalista moral, das terras brasilis, revisemos a chamada para baixo:

    Cartéis são comuns porque os responsáveis nunca são punidos no rigor da lei e da ordem com a coisa pública do povo e do país.

  6. altamiro souza

    1 de janeiro de 2015 1:16 am

    o cartel das comunicações

    o cartel das comunicações deve ser desmontado.

    como, só o cade pode saber

    e fazer o uque tiver de ser feito?.

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