15 de junho de 2026

Clemilda, a forrozeira, partiu

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Jornal GGN – Clemilda, a forrozeira, partiu. Nesta madrugada, ela se foi, e o Estado de Sergipe perdeu um dos maiores nomes da cultura nordestina. Aos 78 anos, Clemilda morreu por volta das 3h40 da madrugada, em Aracaju.

Clemilda estava com Mal de Parkinson além de hipertensão, e ficou internada desde maio deste ano depois de sofrer um AVC (Acidente Vascular Cerebral. Depois de quase sete meses, Clemilda Ferreira da Silva se foi.

Clemilda nasceu em Pallmeira dos Índios, município alagoano, mas estava no Estado de Sergipe há mais de 50 anos, destacando-se no cenário artístico nordestino.

Ela lançou 40 LPs e seis CDs, tendo sido premiada com dois discos de ouro e dois de platina com os sucessos Prenda o Tadeu, Talco no salão e Forró Cheiroso. Clemilda se apresentou em programs de TV como Cassino do Chacrinha, Silvio Santos, Os Trapalhões, Hebe e Xuxa.

Foi casa com Gerson Filho, com quem teve dois filhos, sendo que um deles, conhecido com o Robertinho dos 8 baixos, a acompanhava em shows. Por causa da doença, Clemilda se afastou do rádio, onde apresentou por mais de 40 anos o programa Forró no Asflato, na Fundação Aperipê de Sergipe.

Em 23 de outubro último, Luciano Hortencio homenageou a forrozeira com um post aqui no blog e GGN. Veja aqui:  

Força, Clemilda! Força, Forrozeira!

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

9 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Luiz Antonio Antunes Machado

    26 de novembro de 2014 9:43 pm

    Perda

    Que perda. Muito sacana, engraçada, totalmente identificada com o povão e sua linguagem visceral. Uma perda para a cultura popular do Nordeste e do país. Fique com Deus.

    1. lucianohortencio

      26 de novembro de 2014 10:05 pm

      Para o Luiz Machado

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=Mw6QSxWZJk4%5D

      1. Luiz Antonio Antunes Machado

        26 de novembro de 2014 11:24 pm

        Beleza !

        Beleza, Luciano, essa era das boas ! Com a linguagem de duplo, as vezes triplo sentido era incomparável, e com o folclore também mostrava nossa alma: Festa de reis ! Quase o dia em que nasci.

  2. Otavio Barros

    26 de novembro de 2014 10:45 pm

    Nassif,
    Depois de um longo e

    Nassif,

    Depois de um longo e tenebroso inverno, finalmente uma nota para quebrar a monotonia sobre Economia e Politica.

  3. Jair Fonseca

    26 de novembro de 2014 11:22 pm

    Adeus, Clemilda! Pioneira

    Adeus, Clemilda! Pioneira na boa sacanagem feminina. Até hoje isso incomoda…

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=FaEayY6ZynE%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=1FNqRZgNjJ8%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=Ad7otbTsEQs%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=3LvJeQCZpSU%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=3XRocMH7YdI%5D

     

    1. lucianohortencio

      27 de novembro de 2014 12:04 am

      Zetinha

      Só quero nambu…

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=qxWp4x4ivtw%5D

  4. Alessandre de Argolo

    27 de novembro de 2014 12:48 am

    Clemilda, mito

    Foi casada durante muitos anos com o sanfoneiro Gerson Argolo Filho, natural de Penedo, Alagoas, mais conhecido como Gerson Filho, um dos maiores sanfoneiros da história da música brasileira, especialista na sanfona de 8 baixos com afinação natural, mestre do baião e do forró. Luciano Hortêncio certamente conhece o trabalho monumental de Gerson muito melhor do que eu. Ele gravou discos em parceria com Clemilda.

    Exemplos:

    [video:http://youtu.be/pd6_0yW_9jQ%5D

    [video:http://youtu.be/cRgQ_O4f36s%5D

     

    [video:http://youtu.be/Bh9NNTCJfrk%5D

     

    Para saber mais sobre o monumental trabalho de Gerson Filho na música brasileira, especialmente no estilos forró e baião:

    http://sipealpenedo.wordpress.com/folclore/forro-e-no-nordeste-brasileiro/o-rei-dos-8-baixos/

     

     

  5. Severino Januário

    27 de novembro de 2014 1:30 am

    No universo do forró há o

    No universo do forró há o trágico e o cômico, historiadores, pregadores, moralistas, céticos e palhaços. Todos podem atingir a santidade e foi o que Clemilda atingiu ainda em vida, o respeito e o reconhecimento a uma lenda da canção nordestina. O riso gostoso escarnecendo do fel da hipocrisia é coisa que o povo adora. Até, Clemilda.

  6. joel lima

    27 de novembro de 2014 11:38 am

    Cantei muito ‘seu delegado,

    Cantei muito ‘seu delegado, prenda o tadeu!. Só de lembrar, começo a rir. Bons tempos em que as letras sacanas tinham duplo e até triplo sentido. Hoje elas só tem um sentido = a pura pornografia. 

    Espero que ela não tenha tido um fim de vida difícil, em termos econômicos, como a maioria dos ídolos populares que, mesmo vendendo muito, receberam muito pouco de todo o dinheiro – a maior parte ficando com os atravessadores que infestam a área cultural brasileira. 

     

Recomendados para você

Recomendados