4 de junho de 2026

Wilson Witzel copiou artigos e capítulos sem crédito em dissertação de mestrado

A dissertação de mestrado do atual governador do Rio, Wilson Witzel, tem mais de 60 parágrafos copiados, mostra reportagem da BBC

Jornal GGN – A dissertação de mestrado do atual governador do Rio de Janeiro pelo PSC e ex-juiz, Wilson Witzel, tem mais de 60 parágrafos copiados de trabalhos publicados por outros autores. E não se tratam de meras citações: há artigos e capítulos inteiros dos trabalhos de outras pessoas.

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A informação foi divulgada por reportagem da BBC, nesta sexta-feira (13), que analisou a dissertação do governador do Rio de Janeiro, intitulada “Medida Cautelar Fiscal”, apresentada à Universidade Federal do Espírito Santo, no mestrado em Direito Processual Civil, realizado por Witzel em 2010.

Na análise da reportagem, o balanço foi o seguinte: do total de 139 páginas, 21 são pré-textuais, ou seja, dedicatória, índice, referências bibliográficas, etc. Das 118 restantes, que são a composição do trabalho em si, 16% foram cópias de outros autores, porque o jornal identificou que pelo menos 19 páginas contêm os trechos plagiados.

Além disso, dos seis autores dos quais Witzel usou a íntegra de trechos em sua dissertação de mestrado, cinco não constam na bibliografia, não são sequer mencionados. E o único autor em que é feito o crédito, é mencionado por outro trabalho e não o usado como cópia pelo hoje governador.

Em resposta, a assessoria de imprensa do político disse que “os trechos citados exemplificam a dissertação de mestrado apresentada pelo governador Wilson Witzel em 2010” e que “como toda obra acadêmica, a tese de Witzel se utiliza de citações de diferentes autores e fontes que compõem a abordagem teórica sobre o tema”.

A reportagem da BBC ressalta, contudo, que as citações não têm crédito. A íntegra do trabalho do governador do Rio de Janeiro pode ser lida aqui:

 

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9 Comentários
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  1. Rogério

    14 de setembro de 2019 5:28 pm

    Mestre do desfaçatez, mas não deixa de ser um mestre, mesmo que da cópia, cujo título em inglês é Ctrl+C , Ctrl+V. Enquanto outros tem títulos de PhD, DsC, Msc, …

  2. Áureo

    14 de setembro de 2019 5:34 pm

    Na normalização do absurdo, há o absurdo do absurdo que é essa banca que sequer identificou os textos plagiados e nem sequer reconheceu os autores verdadeiros!
    Devem ser autores desconhecidos…
    Seria interessante saber mais dessa banca. Checar literaturas e teses referentes. Vai que encontra o conhecimento que desbanca a banca.

    1. TheWhoEla

      14 de setembro de 2019 10:42 pm

      Áureo, não há como a banca identificar plágio apenas lendo e avaliando um texto sem uma ferramenta de análise. São milhares de textos produzidos diariamente, impossível acompanhar e conhecer tudo. É o mesmo que culpar a vítima por não prever a astúcia do ladrão

  3. Áureo

    14 de setembro de 2019 5:37 pm

    Na normalização do absurdo, há o absurdo do absurdo que é essa banca que sequer identificou os textos plagiados e nem sequer reconheceu os autores verdadeiros!
    Devem ser autores desconhecidos da banca…
    Seria interessante saber mais dessa banca. Checar literaturas e teses referentes. Vai que encontra o conhecimento que desbanca a banca.

    1. Áureo

      15 de setembro de 2019 12:47 pm

      Seria mais como isentar o ladrão de conhecer os passos da vítima, não é mesmo TWE?
      Esse jogo de argumentação inversa funciona, é?

  4. nelson

    14 de setembro de 2019 7:08 pm

    o pilantra do witzler tá certo! errada é a banca que o aprovou. é é mestrado estrito senso! parabéns witzler. sig heil!

  5. Fernando Carneiro

    14 de setembro de 2019 9:50 pm

    Quem perderá seu tempo para ler este ignorante esperto?

  6. José Lauro

    15 de setembro de 2019 12:54 pm

    Nos dias atuais bastava usar o DOCX programa utilizado para aferir o percentual de plágio em qualquer trabalho escrito.Porém atire a primeira pedra aquele que ao confeccionar:TCC OU DISSERTAÇÃO,deixou de citar ou mesmo copiar trechos de outras obras.

    1. Áureo

      15 de setembro de 2019 7:18 pm

      A normalização do absurdo, né amiguinho… e a banca serve pra isso, ne?
      Vc deve ser um profissa pacional…

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